quinta-feira, 3 de março de 2016

A CONDIÇÃO DE SERVIR

"Viemos a esta terra para servir uns aos outros. Os pais cuidam dos filhos, os cônjuges se ajudam mutuamente, amigos dão força uns aos outros – a vida se mantém e se alimenta através do amor e da devoção incondicionais.

Servir é mais do que um processo unilateral. Quanto mais dá de si generosamente, mais você tem para dar, Ou, nas palavras de Jesus: ‘Aquele que se perder por Mim, achará’. Dois meses antes de sua morte, Martin Luther King afirmou que o único apego que teria de deixar para trás era uma ‘vida de dedicação’. Vinte anos depois um feriado nacional comemora o seu legado – uma vida de serviços.

Existe sempre alguém a quem você pode servir e alguém que está igualmente pronto a servi-lo. O símbolo representado pela escada de Jacó ilustra admiravelmente a natureza triunfante da devoção. Tal como as figuras na escada, quando empurramos nosso próximo um degrau acima, somos, ao mesmo tempo, ajudados a subir por alguém que está à nossa frente. Ajudando-nos uns aos outros, todos poderemos alcançar juntos nossa meta espiritual.

Dê uma olhada em sua própria vida. Compreenda que está a serviço do planeta e de seus habitantes. Pouco importa como o mundo está vendo a sua contribuição. O que realmente importa é a motivação que está por trás do ato de servir. O simples ato de sorrir para um estranho pode favorecer uma cura tanto quanto a descoberta de uma nova vacina. Nenhum gesto de bondade, por menor que seja, jamais é desperdiçado."

(Douglas Bloch - Palavras que Curam  Ed. Cultrix, São Paulo, 1993 - p. 106)


quarta-feira, 2 de março de 2016

A LEI DA COMPENSAÇÃO INTERIOR

"O que é imperfeito será perfeito;
O que é curvo será reto;
O que é vazio será cheio;
Onde há falta haverá abundância;
Onde há plenitude haverá vacuidade.
Quando algo se dissolve, algo nasce.
Assim, o sábio,
Encerrando em si a alma do Uno,
Se torna modelo do Universo.
Não dá importância a si mesmo,
E será considerado importante.
Não se interessa por si mesmo,
E será venerado por todos.
Nada quer para si,
E prospera em tudo.
Não pensa em si,
E é superior a tudo.
E, por não ter desejos,
É invulnerável.
Por isto, há muita verdade
No velho ditado:
Quem se amolda é forte.
É esta a meta suprema
Da vida humana.

EXPLICAÇÃO: Estas palavras são quase um paráfrase da sabedoria de Paulo de Tarso: 'A fraqueza de Deus é mais forte que a força dos homens; a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria dos homens... quando sou fraco, então sou forte... Eu morro todos os dias, e é por isto que eu vivo'.

Corresponde também às palavras do Nazareno: 'Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida, por minha causa, ganha-la-á'.

É o princípio da homeopatia cósmica: quanto menor é a quantidade, tanto maior é a qualidade.

É a alma da Cosmoterapia."

(Lao-Tse - Tao Te King, O Livro Que Revela Deus - Tradução e Notas de Huberto Rohden - Fundação Alvorada para o Livro Educacional, Terceira Edição Ilustrada - p. 72/73)

terça-feira, 1 de março de 2016

A QUESTÃO DO SOFRIMENTO E DA DOR (PARTE FINAL)

"(...) O animal, cuja tendência inata o faz ter o homem (que, na escala da evolução, ocupa o lugar imediatamente superior a ele) na mesma conta em que temos hoje o nosso próprio 'deus', é marcado por profundo impacto, de insondável repercussão, ao ser assassinado por ele. No momento da matança, percebe que os aspectos exteriores de seu ser serão destruídos, SABE o que vai acontecer e, por já ter em seu estágio evolutivo desenvolvido suficientemente o corpo emocional, sofre. A questão da dor nunca começará a ser aclarada por nós se esse ponto básico e inicial não estiver, pelo menos como uma semente, em nossa consciência. 

O número de seres humanos encarnados hoje em dia que não estão mais ligados ao uso de carne em sua alimentação é maior do que podemos imaginar; entretanto, os eus superiores, já preparados para serem vegetarianos, frugívoros ou naturalistas vêm na maioria das vezes para ambientes terrestres ainda condicionados por hábitos alimentares retrógrados e por superstições arraigadas quanto ao modo correto de se manter o corpo. Por isso, muitos demoram a reconhecer a sua própria condição interior. 

A ingestão de produtos de origem animal - em especial de carne - produz inércia nas células físicas, impedindo que seu potencial ainda não revelado se manifeste plenamente. É um poderoso obstáculo ao trabalho evolutivo que o homem de hoje busca conscientemente levar adiante. A carne tem uma vibração característica de um estágio já ultrapassado por ele - o estado instintivo - e, quando usada em sua alimentação, o mantém em um ponto não mais condizente com os novos passos que está para dar: o domínio da intuição, o exercício da telepatia superior e a experiência da consciência supramental, passos que podem ser assim prejudicados e até mesmo adiados. Enquanto não se substituir a antiga forma de os homens contatarem os animais, a vibração instintiva ficará circulando nos corpos de suas personalidades por muito mais tempo do que seria necessário, ocupando espaço e impedindo que a luz da intuição e outras luzes, de etapas ainda mais avançadas, possam nelas se instalar. 

Um relacionamento verdadeiro e atual precisa ser desenvolvido entre nós e os animais, relacionamento no qual os últimos serão beneficiados com os nossos serviços e com a nossa gratidão pelo papel que tiveram no desenvolvimento da humanidade. Sabe-se que, para um reino da natureza ter uma evolução especial e rápida, como aconteceu com o humano até que atingisse o estágio mental-intuicional, é necessário que algum outro reino, no mesmo sistema solar, renuncie a certos passos importantes, havendo assim um equilíbrio. Isso foi o que se deu entre o reino humano e o animal. Para que o primeiro pudesse ter acelerado de modo excepcional o seu processo evolutivo, o reino animal permaneceu em ritmo bem mais lento do que lhe teria sido possível. A distância entre a consciência de um animal de médio desenvolvimento e a de um homem não seria tão grande se o reino animal, como grupo, não tivesse aceitado essa condição, dando-nos, assim, passagem para os caminho superiores pelos quais enveredamos."

(Trigueirinho - Caminhos para a cura interior - Ed. Pensamento, São Paulo, 1995 - p. 77/78