terça-feira, 10 de setembro de 2024

VASO VAZIO

"Nosso corpo é como se fosse um vaso vazio, ou um saco que só fica em pé porque existe uma energia que o preenche e anima: a energia divina.

Essa energia anima todas as coisas viventes. A própria palavra anima significa alma, em latim.

De fato, somos um espírito, e o corpo é nossa morada provisória. Assim como o mergulhador precisa de uma roupa especial para chegar às grandes profundezas do oceano, o espírito também precisa dessa vestimenta material para descer à Terra e viver sua jornada no mundo físico. 

O propósito da vida é a evolução. Tudo evolui: os minerais, as plantas, os animais, os seres humanos... Cada um no seu nível de consciência e forma.

Um dia chegaremos a perceber melhor tudo isso e decifraremos o enigma, quando nossos olhos espirituais estiverem mais abertos para as realidades internas. 

Enquanto isso, nosso aprendizado se dá pelas experiências que a vida nos proporciona, com nossas escolhas, erros e acertos. Assim, vamos colhendo os frutos do que plantamos e aprendendo com as lições, até entendermos que somos todos um só, nessa majestosa aventura comum de fazer desabrochar o deus oculto que habita em cada um de nós e que somos nós.

Isso é familiar para você? Você já se perguntou sobre o objetivo de sua existência? Acredita na continuidade da vida? Respeita a opinião dos outros? Conversa sobre isso? Tem disposição para ouvir, falar e aprender?

Dizem que: 'A busca da verdade não admite sectarismos'. 'A verdade é uma terra sem caminhos'. 'O caminho se faz ao caminhar'. 'A verdade mora no nosso coração.'

Boa viagem para todos!"

Fernando Mansur, Escrita Divina, Edição do Autor, 2017, p. 71.
Imagem: Pinterest.


quinta-feira, 5 de setembro de 2024

A LEI DE EVOLUÇÃO É UMA LEI DE RESPONSABILIZAÇÃO

"Existe uma lei divina de responsabilização. O que é responsabilização? O responsável tem de assumir a liderança do processo de solução. Eu venho na encarnação com um corpo bom, tão bom e saudável que dá um dó de morrer, envelhecer e adoecer. A partir dessa constatação, o que eu faço? Por uma série de excessos eu passo a martelar esse corpo, dia a dia, sucessivamente. Contudo, do ponto de vista da minha administração do meu corpo, eu desencarno, e a minha consciência me diz: Você foi um irresponsável!                                                                                                                                 
No momento de você receber os empréstimos, não propriedade, você fala: O MEU corpo. Porventura, em seu velório, você vai carregar seu corpo? Não, não vai.

No momento de definir os empréstimos, a lei de responsabilização determina que cada um receba os bens do jeito que deixou. Se acaso você deixou o corpo em lamentáveis condições, como será o seu próximo corpo? Igual ao que você deixou. Como é que será seu relacionamento afetivo? Igual ao que você tinha. 

Você pode estar pensando: Pelo amor de Deus, não vai ter um espírito puro para casar comigo, para me livrar dessa lei de causa e efeito? Não.
                                                                                                                                                                      
E com quem eu vou me relacionar? Com as mesmas pessoas. E em que estado elas estarão? Do jeito que eu as deixei. Aquele indivíduo, que pensou que com dinheiro comprava todo mundo, agora poder vir sem dinheiro; aquele que abusou das forças físicas pode vir com o corpo frágil e debilitado; a pessoa que saiu se vinculando a inúmeros corações, fazendo promessas e provocando lágrimas, pode vir a experimentar a solidão, o abandono, a traição, a infelicidade conjugal.

Em resumo: morrer, adoecer, envelhecer, memória, lei de causa e efeito. Esse é o panorama da vida corporal. A afirmação: Nós viemos aqui para ser felizes. Está certa ou errada? Depende.

Depende da expectativa que você alimenta. Por quê? A realidade é do jeito que é. Assim, qual o programa de felicidade que honestamente eu posso divulgar sem me tornar vendedor de fantasia? O programa de felicidade que parta da educação das expectativas."                                                    

Haroldo Dutra Dias, Despertar, O segredo da reforma íntima, Intelítera, p. 113/115.                                  Imagem: Pinterest. 


terça-feira, 3 de setembro de 2024

ESTA É A MENSAGEM

"'Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.' (I João, 3:11)

Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber modernas expressões de velhas verdades, ensaiando-­se criações mentais diferentes. Notamos, porém, que a arte procura novas experimentações e se povoa de imagens negativas, que a política inventa ideologias e processos inéditos de governar e dilata o curso da guerra  destruidora, que a ciência busca desferir voos mais altos e institui teorias dissolventes da concórdia e do bem-­estar.

Grandes facções religiosas efetuam trabalho heroico na demonstração da eternidade da vida, suplicando sinais espetaculares do reino invisível ao homem comum. 

Convenhamos que haverá sempre benefício nas aspirações elevadas do espírito humano, quando sinceramente procura as vibrações de natureza divina; todavia, necessitamos reconhecer que se há inúmeras mensagens substanciosas, edificantes e iluminadas na Terra, a maior e mais preciosa de todas, desde o princípio da organização planetária, é aquela da solidariedade fraternal, no 'amemo-nos uns aos outros'.

Esta é a recomendação primordial. Sentindo­-a, cada discípulo pode examinar, nos círculos da luta diária, o índice de compreensão que já possui, acerca dos Desígnios Divinos. 

Mesmo que esse ou aquele irmão ainda não a tenha entendido, inicia a execução do paternal conselho em ti mesmo. 

Ama sempre. Faze todo bem. Começa estimando os que te não compreendem, convicto de que esses, mais depressa, te farão melhor."

Pão Nosso, 2º Volume da Coleção “FONTE VIVA”, Interpretação dos Textos Evangélicos, Ditada pelo Espírito: Emmanuel, Psicografada por: Francisco Cândido Xavier, Publicado em 1950 pela Editora FEB, p. 106.
Imagem: Pinterest.