quinta-feira, 21 de novembro de 2024

DESTINO: VOCÊ ACREDITA?

"Uns acham que não existe, pois temos o livre arbítrio; outros afirmam que tudo já está escrito. Existiria um caminho do meio?

Pensei em refletirmos sobre nossa vida futura a partir de nossos atos de hoje. Por exemplo: vamos imaginar que tudo que fazemos, pensamos e sentimos tece uma espécie de teia, como faz a aranha. No final de cada dia, um pedaço dessa teia estaria formada. E nós caminharíamos por ela. No fim de uma semana, nossas ações já teriam criado uma teia maior, e assim sucessivamente. Após meses e anos, qual seria o resultado de nossa criação física, emocional e mental? Uma grande teia estaria tecida e nós teríamos que circular por ela, junto com quem nos relacionamos, que são também tecelões.

No ir e vir por essa teia, com o passar do tempo reencontraríamos amigos e desafetos, boas lembranças e recordações amargas, alegrias e dores, amores e rancores, caminhos abertos ou barreiras. Enfim, a nossa vida seria o resultado do que aprontamos.”

Se for válido pensar assim sobre, podemos inferir que hoje somos o resultado do que geramos num passado qualquer, próximo ou distante.

Provavelmente já batemos e apanhamos, já acariciamos e fomos acarinhados nesse nosso longo percurso evolutivo. E para haver justiça, nos ensinam que tudo fica gravado nos registros indeléveis da Natureza, esperando que o reequilíbrio se faça. Como? Através da compreensão e da reconciliação. Não foi por acaso que nascemos na mesma família: A GRANDE FAMILIA HUMANA. Quem vai dar o primeiro passo?

Li e repasso: ‘O primeiro a pedir desculpas é o mais corajoso. O primeiro a perdoar é o mais forte. E o primeiro a esquecer é o mais feliz!’

Vamos!”

Fernando Mansur, Escrita Divina, Edição do Autor, 2017, p. 52. 
Imagem: Pinterest.


terça-feira, 19 de novembro de 2024

QUE TEMOS COM O CRISTO?

Dizendo: O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Sei quem tu és: O santo de Deus. Marcos 1:24

Grande erro supor que o divino Mestre houvesse terminado o serviço ativo, no Calvário.

Jesus continua caminhando em todas as direções do mundo; seu Evangelho redentor vai triunfando, palmo a palmo, no terreno dos corações.

Semelhante circunstância deve ser lembrada porque também os Espíritos maléficos tentam repelir o Senhor diariamente.

Refere-se o evangelista a entidades perversas que se assenhoreavam do corpo da criatura. Entretanto, essas inteligências infernais prosseguem dominando vastos organismos do mundo.

Na edificação da política, erguida para manter os princípios da ordem divina, surgem sob os nomes de discórdia e tirania; no comércio, formado para estabelecer a fraternidade, aparecem com os apelidos de ambição e egoísmo; nas religiões e nas ciências, organizações sagradas do progresso universal, acodem pelas denominações de orgulho, vaidade, dogmatismo e intolerância sectária.

Não somente o corpo da criatura humana padece a obsessão de Espíritos perversos. Os agrupamentos e instituições dos homens sofrem muito mais.

E quando Jesus se aproxima, com o Evangelho, pessoas e organizações indagam com pressa: ‘Que temos com o Cristo? que temos a ver com a vida espiritual?’

É preciso permanecer vigilante à frente de tais sutilezas, porquanto o adversário vai penetrando também os círculos do Espiritismo evangélico, vestido nas túnicas brilhantes da falsa ciência."

Caminho, verdade e vida, de Francisco C. Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, Ed. FEB, Cap. 144.
Imagem: Perintest.



 

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

IMPACTO DIRETO

"Pelo menos metade da população do globo já ouviu o vigoroso princípio psicológico e espiritual articulado por Jesus: 'Não julgueis para que não vos venham a julgar; porque com a medida que julgardes o mundo, sereis vós próprios julgados'.                         

As duas primeiras palavras desse dito cabem perfeitamente em nosso sistema. Um dos mais notáveis mestres espirituais do mundo está nos dizendo que não é uma boa ideia julgar - mas saímos por aí julgando a torto e a direito, negativa ou positivamente. Buda fez a mesma observação muitas e muitas vezes em suas pregações. Ficar preso ao jogo egoísta da crítica não é produtivo espiritualmente e só gera sofrimentos.

Vale lembrar que, quando contemplamos uma rosa e a avaliamos mentalmente como algo bonito, dizendo a nós mesmos: 'Oh, que rosa magnífica!', estamos julgando a rosa, ainda que de maneira positiva. E no próprio processo de julgar, para depois extrair uma conclusão positiva, distanciamo-nos temporariamente do impacto direto que a rosa pode provocar.

Não podemos experimentar a realidade e ao mesmo tempo julgá-la. Psicologicamente, o julgamento é uma função comparativa da mente graças à qual avaliamos dados perceptivos atuais equiparando-os a dados anteriores. Esse processo mental afasta-nos do momento presente: perdemo-nos em pensamentos enquanto julgamos. Por isso, todo mestre espiritual que conhece o valor da plena participação no agora concorda com Jesus e Buda, recomendando que julguemos o mínimo possível - para, assim, empenharmo-nos no mundo concreto em vez de nos perdermos em ideias."

John Selby, Sete Mestres e Um Caminho, Ed. Pensamento-Cultrix, 2004, p. 98/99.
Imagem: Pinterest