domingo, 31 de maio de 2015

A MENTE, A IGNORÂNCIA E A VERDADE (1ª PARTE)

"Uma maneira convincente de se compreender a consciência humana é o uso de símbolos. A mente pode ser considerada como um cálice ou um vaso, uma palavra derivada do latim vascellum, 'vaso pequeno ou recipiente', que, curiosamente, também significa 'navio'. Aceitemos o convite para visualizar esses dois símbolos: primeiramente o recipiente, depois o navio.

Certamente um vaso é um recipiente, como por exemplo um vaso de jardim onde uma planta pode crescer. Um navio também é um recipiente, mas com um movimento inerente - ele tem a capacidade de viajar de uma praia a outra. Essas duas imagens fornecem janelas bastante vívidas sobre a mente humana, sua condição atual e seu potencial. Viajemos durante algum tempo nas operações da mente - por um lado, como um recipiente para a ignorância, e por outro, como um recipiente para a verdade.

Quando olhamos à nossa volta, notamos que hoje em dia a falta de profundidade prevalece na vida humana. A mente raramente está sossegada; ela gosta de se repetir e frequentemente está num estado de divisão. Nosso senso de separatividade origina-se neste recipiente da mente, e é reforçado diariamente.

O livro A Voz do Silêncio (Ed. Teosófica) faz menção ao estado de consciência descrito como a sala da ignorância, ou avidiâ: é a disposição do indivíduo comum, que está constantemente voltado para fora, em direção ao mundo, que não tem interesse particular no significado mais profundo da vida, que vive para o momento e é puxado daqui para ali por muitas atrações diferentes. Essa sala é descrita com estas palavras: 'Sim, a ignorância é como um vaso fechado e sem vento; a alma é um pássaro mudo no interior. Não trina, não consegue mexer uma pena; mas o cantor, mudo e entorpecido, está pousado, e morre de exaustão.'

Podemos notar aqui a descrição da ignorância como um vaso, mas com a qualificação de que está fechado e sem ar; em outras palavras, as notas da natureza interior não conseguem ser ouvidas. (...)"

(Linda Oliveira - A mente, a ignorância e a verdade - Revista Sophia, Ano 13, nº 54 - p. 39/40)


sábado, 30 de maio de 2015

A TRANQUILIDADE NOS PROTEGE DAS VIBRAÇÕES NEGATIVAS

"Já se provou que o homem perde seis anos de vida por viver em meio a vibrações sonoras elevadas, cercado de excesso de ruído. Quando você está nervoso, fica receptivo a vibrações perturbadoras de todos os tipos, que afetam ainda mais seu sistema nervoso. Quando está calmo, as vibrações irritantes não conseguem perturbá-lo. Elas o atingem quando está nervoso e de mau humor, mas assim que você se acalma e sua mente volta a ficar forte, não conseguem mais chegar a você.

Mude e fortaleça suas próprias vibrações com o pensamento: 'estou em paz' ou 'sou feliz'. Dia após dia faça essa afirmação, e desenvolverá um magnetismo de paz ou de felicidade. Se achar que o ambiente em que vive não é apropriado aos seus objetivos, encontre um que o auxilie. Ao ir para um ambiente adequado, você ajuda no desenvolvimento de seu magnetismo e na sua mudança pessoal para melhor. Conviva com pessoas que são modelos do que gostaria de ser. Se quer magnetismo nos negócios, conviva com empresários. Mantenha as roupas e o corpo limpos e arrumados e, aonde quer que vá, comporte-se com a consciência de que tem domínio sobre si mesmo. Se quer ser um escritor, busque pessoas que possuem vibrações literárias. Se quer ser santo, conviva com pessoa santas."

(Paramahansa Yogananda - O Romance com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 135)
http://www.omnisciencia.com.br/o-romance-com-deus/p


sexta-feira, 29 de maio de 2015

A GRAÇA DIVINA E O ESFORÇO HUMANO

"'Na história da religião, há um debate eterno quanto ao que é importante: a graça divina (kripa, como é chamada na Índia) ou o esforço humano. A resposta é muito simples, e os mestres repetidas vezes têm tentado levá-la às pessoas nos seus ensinamentos.

'O homem deve fazer o melhor que puder, é claro. Entretanto, o melhor que fizer haverá de se coroar de êxito na medida em que ele compreenda que não é ele, como ser humano, que está agindo, mas que é Deus que age por intermédio dele, inspirando-o e orientando-o.

'Pensar em Deus como o Agente não faz com que a pessoa seja passiva. Requer uma grande força de vontade ser receptivo a Ele. O fiel deve se oferecer positiva e alegremente para o fluxo da graça divina. 

'O poder que está em você é seu, mas é dado por Deus. Faça uso dele; Deus não o utilizará por você. Quanto mais você harmoniza a sua vontade com relação à Sua infinita vontade, durante a atividade, mais você terá o poder de Deus e a Sua infinita vontade, mais você terá o Seu poder e a Sua bênção, fortalecendo-o e orientando-lhe os passos em tudo o que fizer.'"

(Paramhansa Yogananda - A Sabedoria de Yogananda, A Essência da Autorrealização - Ed. Pensamento, São Paulo, 2012 - p. 111)