sábado, 9 de fevereiro de 2013

CAUSAS DO ESTRESSE E DO NERVOSISMO

“A perturbação do equilíbrio mental, que resulta em desequilíbrios nervosos, tem origem em estados continuados de excitação ou estimulação excessiva dos sentidos.

Cultivar constantes pensamentos de medo, raiva, melancolia, remorso, inveja, tristeza, ódio, descontentamento ou preocupação e deixar de atender às necessidades da vida normal e feliz, com alimentação correta, exercício apropriado, ar puro, luz solar, um trabalho satisfatório e um objetivo na vida, são todos causas de moléstias nervosas.

Qualquer agitação violenta ou persistente – mental, emocional ou física – perturba e desequilibra muito o fluxo da força vital em todo o mecanismo sensório-motor e nas lâmpadas dos sentidos. Se ligarmos uma lâmpada de 120 volts a uma fonte de 2.000 volts, a lâmpada se queimará. De maneira semelhante, o sistema nervoso não foi feito para suportar a força destrutiva de emoções intensas ou de pensamentos e sentimentos negativos persistentes.

Outra causa do nervosismo, embora possamos não estar conscientes dela, é o barulho do rádio e da televisão por horas seguidas. Todos os sons fazem com que os nervos reajam. (...)  Aprenda a desfrutar do silêncio. Não ouça rádio ou televisão durante horas consecutivas nem os deixe trombeteando sem motivo como um fundo musical o tempo todo.

Todos os tipos de carne dos animais superiores, especialmente a carne de boi e de porco, são prejudiciais ao sistema nervoso. Elas são excessivamente estimulantes e provocam agressividade. Evite o excesso de alimentos feculosos, especialmente aqueles feitos de farinha de trigo refinada. Como grãos integrais, queijo tipo ricota e frutas, sucos de frutas e vegetais frescos em abundância – isso é importante. Nem é preciso dizer que bebidas alcoólicas e as drogas destroem o sistema nervoso. Fiquem longe delas. (...)

Lembre-se de que a cura máxima do nervosismo ocorre quando sintonizamos nossa vida com Deus.”

(Paramahansa Yogananda – Paz interior – Self-Realization Fellowship p. 76/79)


AUSÊNCIA DE DESEJOS - PARTE I

"(§22) Há muitas pessoas para quem a Qualificação de Ausência de Desejos (Desapego, Desprendimento, Abnegação) é difícil, pois elas sentem que elas são os seus próprios desejos (apegos) - que se os seus desejos (apegos) peculiares, suas simpatias e antipatias, lhes forem tirados, não lhes restará mais individualidade alguma. Essas, porém, são somente aquelas que ainda não viram o Mestre; pois na luz de Sua santa Presença todo o desejo sucumbe, exceto o de ser semelhante a Ele. No entanto, antes mesmo de teres a felicidade de encontrá-lo face a face, podes alcançar a ausência de desejos (desapego), se quiseres. O Discernimento já te mostrou que as coisas que a maioria dos homens deseja, tais como riqueza e poder, não são coisas merecedoras de aquisição; quando isto é realmente sentido, e não meramente dito, todo o desejo (apego) por elas cessa.

(§23) Tudo isso é simples; é necessário somente que compreendas. Há, porém, algumas pessoas que renunciam à busca de objetivos terrenos somente com o intuito de alcançar o céu, ou para atingir a libertação pessoal dos renascimentos; neste erro não deves cair. Se esqueceste completamente de ti mesmo, não podes ficar pensando quando será a tua libertação, ou que tipo de céu deverás ter. Lembra-te que todo desejo egoísta prende, por mais elevado que possa ser seu objetivo, e enquanto  não te desprenderes dele, não estarás completamente livre para te dedicares à obra do Mestre.

(§24) Quando todos os desejos pessoais tiverem desaparecido, poderá ainda restar um desejo de ver o resultado do teu trabalho. Se auxiliares alguém, quererás ver quanto o ajudaste; talvez até queiras que ele o veja também, e que te seja grato. Mas isto ainda é desejo, e também falta de confiança. Quando vertes tua energia para auxiliar, tem de haver um resultado, quer possas vê-lo, quer não; se conheces a Lei sabes que deve ser assim. Portanto, deves agir certo por amor ao certo, não pela esperança de recompensa; deves trabalhar por amor ao trabalho, não pela esperança de ver o resultado; deves entregar-te ao serviço do mundo porque o amas e não podes deixar de entregar-te a ele. (...)"

(Krishnamurt - Aos Pés do Mestre - Ed. Teosófica, Brasília)
www.editorateosofica.com.br/loja


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O TEMPO E A SABEDORIA


“Vive e aproveita cada segundo de tua vida pois, onde estiveres, poderás aprender muito. A Sabedoria não se limita a lugar físico nenhum – ela está em todos os lugares, ela está em todos. É preciso ter olhos para ver e ouvidos para ouvir. A evolução não dá saltos, mas sim passos. Sê mais paciente, principalmente, contigo mesma. É na rotina do dia-a-dia que ao ser humano vêm as oportunidades de aprendizagem e crescimento. O tempo é sábio e coloca tudo em seus devidos lugares. Ele é teu aliado e não inimigo, como muitos julgam.”

(M. Stella Lecocq – Mensagens dos Mestres – de Coração a Coração - Ed. Roca, São Paulo - p. 473/474)