sexta-feira, 8 de março de 2013

NOSSA RELAÇÃO COM DEUS NÃO É FRIA E IMPESSOAL


"Nossa relação com Deus não é fria e impessoal como a que existe entre empregado e patrão. Somos filhos Dele. (...) Não há como deixarmos de ser filhos Dele. Não somos apenas criados por Ele; somos parte Dele. Ele nos fez príncipes, mas decidimos tornar-nos escravos. Ele quer que nos tornemos príncipes de novo, que voltemos para o nosso Reino. Ninguém, entretanto, tendo renunciado a sua divina herança, a recuperará sem esforço. Somos feitos à imagem Dele, mas, de algum modo, esquecemos esta verdade. Sucumbimos à ilusão de que somos seres mortais, e precisamos rasgar o véu dessa ilusão com a adaga da sabedoria. (...)

Viemos de Deus e precisamos ascender novamente a Ele. Aparentemente nos separamos de nosso Pai e precisamos nos unir de novo a Ele de maneira consciente. (...)

Se você vive com o Senhor, será curado da ilusão da vida e da morte, da saúde e da doença. Esteja com o Senhor. Sinta Seu amor. Nada tema. Somente na fortaleza de Deus podemos encontrar proteção. Não existe porto de alegria mais seguro do que estar em Sua presença. Quando você está com Ele, nada pode atingi-Lo."

(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma – Self-Realization Fellowship - Ed. Lótus do Saber, Rio de Janeiro - p. 19/21)


NÃO SE PODE CONCILIAR O BEM E O MAL

"Vez por outra, todos os devotos que decidem buscar Deus passam por um estado em que se agarram tanto a seus bons quanto a seus maus hábitos. Depois de analisar seus pensamentos, eles descobrem que embora estejam extremamente ansiosos por encontrar Deus, e mesmo que sinceramente estejam tentando formar bons hábitos de meditação e ação espiritual, ainda se sentem muito, muito relutantes em abrir mão dos maus hábitos - raiva, mau humor, simpatias e antipatias. Contudo, não é possível conciliar a presença de ambas as boas e más ações numa vida que é dedicada a Deus. Não funcionará. Nossas mentes têm que aceitar esse fato, ou não faremos um esforço real para vencer os humores e os hábitos errados. Ao meditar mais profundamente e ao cumprir todos os deveres com o pensamento de servir a Deus, o devoto começa gradualmente a fortalecer seus bons hábitos e tendências. À medida que estes levam a melhor, os maus hábitos começam a perder sua influência sobre o devoto.

Desse modo, ao buscar Deus e ao nos esforçarmos para ser bons, devemos aceitar o corolário lógico de abandonar o mal. Não se pode conciliar o bem e o mal dentro de si. Mais cedo, ou mais tarde, o conflito entre o bem e o mal destruirá sua paz mental. Lembro-me de Gurudeva dizer muitas vezes aos devotos: "Se você pensa que pode persistir com sua raiva, ciúme, desejos egoístas, e ainda encontrar Deus, está enganado. Você não conseguirá!"

Empenhe-se sempre, com total esforço, para superar as qualidades não espirituais, mas não desanime se isso levar muito tempo. O Senhor não está interessado em saber quanto tempo levamos para banir nossas faltas - Sua principal preocupação é que, em pensamento e ação, resistamos continuamente às nossas más tendências. Quando fazemos um esforço para melhorar e para meditar mais longa e mais profundamente, descobrimos de tempos em tempos - muitas vezes quando menos esperamos -, que um fardo foi removido de nossa consciência, deixando-nos completamente livres de algum mau hábito ou tendência."

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 227/228)


quinta-feira, 7 de março de 2013

ENCONTRE O CAMINHO PARA A MORADA DE DEUS


"Desafortunado é aquele que, em vez de buscar refúgio em Deus, acaba enredado pelo mundo. Os abençoados pés do Senhor são nossa morada eterna. De alguma maneira devemos encontrá-los. Somente Deus é a verdade e essa verdade deve ser alcançada. Não podemos viver nossas vidas em vão. Em geral, as pessoas acreditam que o que compreendem é a verdade e que seu caminho é o caminho adequado para todos. Por vezes, o ser humano se torna tão egoísta e acredita ser tão importante que nem sequer aceita a existência de Deus. É esse ego que aprisiona o homem a maya e, para isso, não há escapatória, até que vocês comecem a sentir: “Não eu, não eu, mas Tu, meu Senhor."

(Swami Prabhavananda e Swami Vijoyananda - O Eterno Companheiro – Ed. Vedanta, São Paulo - p. 179)