OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


Mostrando postagens com marcador hábitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hábitos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

DESENVOLVIMENTO DO CARÁTER

"... 'O que um homem pensa ele se torna, pense, portanto, no eterno', diz a escritura hindu. É assim. Estamos construindo o nosso caráter, o tempo todo, pela natureza de nossos pensamentos habituais. Se continuarmos repetindo determinadas linhas de pensamento, formaremos hábitos mentais, pois, em certo sentido, nossa personalidade é gerada por nossos hábitos. Mas a Teosofia diz que podemos mudar nossos hábitos e, quando o fazemos, mudamos a nós mesmos. Nós literalmente nos tornamos novas criaturas. Uma das descobertas mais encorajadoras da psicologia moderna é que a pessoa pode formas novos hábitos em qualquer momento da vida. 

O que um homem pensa, ele se torna, e essa é uma parte importante do caminho para a autorredenção, a autocura, a autocorreção, pelo exercício de seus pensamentos. Consiste em uma operação inversa do mesmo processo pelo qual o hábito original foi formado. Se acharmos que temos um mau hábito, que ele está ficando mais forte, que está nos incomodando e que  é um sinal desagradável no ser humano, então há uma maneira pela qual podemos curá-lo. Se é algo sério, como raiva repentina ou irritabilidade aguda, não se concentre no problema, mas no seu oposto. O contrário da raiva é o amor, o domínio próprio, o equilíbrio. Todos os dias você terá que dedicar um quarto de hora. Você precisa pensar neste caso no amor, um amor completamente impessoal, sem pensamento de retorno, de autodomínio e equilíbrio. 'Amor', você deve pensar. Diga a palavra se quiser. Continue e insista até você se sentir pleno com a palavra que você está usando. Dessa forma, você é modificado pela forma-pensamento que você criou.   

O que acontece fisicamente no cérebro e em nosso sistema nervoso à medida que aprendemos um novo hábito ou quebramos um antigo? Quando realizamos um ato, estabelecemos uma espécie de caminho cerebral ou nervoso, levando aos centros motores e à matéria dos corpos astral e mental. Assim, na próxima vez que o impulso ou o desejo da ideia de realizar o ato nos atingir, uma vez que o caminho já está marcado, um impulso ou desejo mais fraco percorrerá o mesmo caminho, levando-nos a agir, realizar o desejo, ou o impulso, ou a ideia. Isso pode continuar indefinidamente até que, conforme repetimos o processo, as células nervosas e a matéria dos corpos astral e mental se tornam tão bem-organizadas e integradas que o comportamento resultante se torna quase automático. 

Por esses processos e pelo pensamento constante ao longo das linhas desejadas, podemos reconstruir nossas personalidades e adicionar qualidades que até agora não eram aparentes. Você pode mudar a si mesmo. No entanto, gostaria de alertar sobre a preocupação excessiva consigo mesmo, com a introspecção mórbida e o interesse excessivo nos próprios estados mentais e emocionais. Em vez disso, pratique o desinteresse, o esquecimento e o serviço."

(Geoffrey Hodson - A Vida do Iniciado - Ed. Teosófica, Brasília, 2021 - p. 56/57)


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

A PALAVRA E O CAMINHO (PARTE FINAL)

"Em Aos Pés do Mestre, os mexericos são descritos como perversos. Por quê? O foco de nossa fala é um nome - o nome de uma pessoa. No ato de falar a respeito de Maria, João, Pedro, Suzana ou quem quer que seja que tragamos à nossa conversa, estamos definindo um ser e colocando-o sob influência de uma variedade de forças, e, em virtuda da potência magnética da fala, ela atrai todo tipo de influência vindas do pensamento do fofoqueiro. 

Portanto, há uma grande responsabilidade envolvida no modo como usamos a linguagem. Ela pode tornar-se uma bênção ativa no mundo à nossa volta, ou uma maldição. Embora não pensemos em nós mesmos como pessoas que possam causar malefícios a outrem, por causa da natureza casual de nosso pensamento e de nossa fala a respeito dos outros, certamente fazemos tais coisas inconscientemente. 

Para algumas pessoas, parece uma desculpa apropriada dizer: 'Eu não sabia disso!' Mas, para aqueles que se comprometeram com um caminho de conscientização cada vez mais profundo, isso não é aceitável. Mesmo se formos a um tribunal, nos dirão que ignorar a lei não é desculpa. Isso é especialmente verdadeiro com as leis universais e as consequências kármicas resultantes.

A experiência que temos do karma resulta amplamente de certos hábitos mentais desenvolvidos ao longo do tempo, hábitos que, por sua natureza, se repetem. Uma mente que foi habituada a responder ao longo de uma determinada linha atrai consequências que correspondem a esse modo de pensar. Assim, a pessoa irada sente-se isolada, a desonesta é desconfiada e assim por diante. Quando percebemos isso, a desculpa da insconsciência em causar mal aos outros por meio da fala não nos cabe."

(Tim Boyd - A palavra e o caminho - Revista Sophia, Ano 18, nº 87 - p. 6/7)


terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A MELHOR RESOLUÇÃO - DÊ MAIS TEMPO A DEUS

"Escolha os hábitos que vai destruir no Ano Novo. Tome a decisão e aferre-se a ela. Resolva dar mais tempo a Deus: meditar regularmente todos os dias e, uma noite por semana, meditar durante várias horas, para que possa sentir seu progresso espiritual em Deus. Resolva praticar Kriya Yoga regularmente e controlar seus apetites e emoções. Seja um mestre! Tome uma decisão firme, agora. 

Pense nas boas resoluções que fez no passado - que não seria governado por seus velhos hábitos e pensamentos. Será que você as cumpriu? Ceder às fraquezas é insultar Deus e a alma. Seja senhor de si mesmo, capitão do seu destino. O perigo e você nasceram juntos e você é o irmão mais velho, mais perigoso que o perigo! Não perca a coragem e a determinação que sente neste momento, ao me ouvir. Ore comigo:

"Pai Celestial, dá-nos a força para realizar todas as boas resoluções no Ano Novo. Que nossas ações possam sempre Te agradar. Nossos espíritos estão dispostos. Ajuda-nos a materializar os desejos dignos no Ano Novo. Nós raciocinaremos, quereremos e agiremos; mas guia nossa razão, vontade e atividade para as coisas corretas que devemos fazer. Om. Paz. Amém."

(Paramahansa Yogananda - A Eterna Busca do Homem - Self-Realization Fellowship - p. 189)
http://www.omnisciencia.com.br/livros-yogananda/eterna-busca-do-homem.html


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ACELERE O PROCESSO DE EVOLUÇÃO

"(6:45) Seguindo diligentemente o caminho (que escolheu) e, assim, livrando-se de todos os pecados (débitos kármicos), o yogue atinge a perfeição após muitos nascimentos e entra, por fim, na Beatitude Suprema.

Lahiri Mahasaya, que primeiro ensinou o Kriya Yoga ao mundo ocidental nos tempos modernos, explicava essa passagem também em sentido esotérico. Quando o homem expira e não pode mais inspirar, morre. Mais tarde, renascido num novo corpo, inspira para emitir seu primeiro vagido e assim retoma a existência neste mundo. De igual modo, quando o yogue para de respirar durante a meditação, o ar forçosamente é empurrado para fora de seu corpo. Temos aí uma espécie de 'morte parcial', reminiscência de uma declaração de São Paulo na Bíblia: 'Morro todos os dias.' Nesse sentido, quando o yogue recupera a consciência exterior e volta a respirar, seu primeiro ato é inspirar de novo. Assim, durante a meditação no corpo atual, ele passa literalmente pelo processo de morte e ressurreição. 

O yogue pode dessa maneira, mesmo no espaço de uma vida, acelerar o processo de evolução conforme a promessa de Krishna - processo que normalmente exige 'muitos nascimentos' - e rematar a obra há muito encetada mesmo no corpo atual.

Há uma prática mais superficial, porém bastante útil, que devemos associar ao processo respiratório. O momento de consolidar ou provocar um novo estado de consciência é depois de uma inspiração profunda. E o momento de expelir do corpo um pensamento ou hábito indesejado é durante a expiração deliberada - o que faz com que, por assim dizer, esse pensamento se apague no corpo. 'Os hábitos', dizia Yogananda, 'podem ser mudados no prazo de um dia. Eles são simplesmente o resultado da energia concentrada. Direcione essa energia de uma forma nova e o hábito que você quer eliminar desaparecerá num instante.' A respiração é o melhor veículo, se acompanhado de intensa determinação mental, para introduzir em nossa natureza os pensamentos e qualidades que queremos absorver e para excluir aqueles de que desejamos nos livrar. Também nesse caso, cada expiração será uma pequena morte (pelo menos, da qualidade eliminada) e cada inspiração, um pequeno renascimento da nova qualidade que queremos cultivar."

(A Essência do Bhagavad Gita - Explicado por Paramhansa Yogananda - Evocado por seu discípulo Swami Kriyananda - Ed. Pensamento, São Paulo, 2006 - p. 276/277)
www.pensamento-cultrix.com.br


sábado, 5 de abril de 2014

CONSCIÊNCIA

"'... você deve checar os seus maus hábitos, antes de chegar a este lugar. Se não, vai carregá-los consigo para uma outra vida. Somente nós podemos libertar-nos ....dos maus hábitos que acumulamos no estado físico. Os Mestres não podem fazer isso por você. Se optar por lutar e não por livrar a si mesmo, então você os levará para a outra vida. E só quando decidir que é forte o bastante para dominar os problemas externos, você estará livre deles para a próxima vida.'

Viva no presente, nem no passado nem no futuro. O passado já se foi, aprenda com ele e desapegue-se dele. O futuro ainda não está aqui. Faça planos para vivê-los, mas não se preocupe a respeito. A preocupação gasta inutilmente seu tempo e a sua energia.

Vou repetir uma história que já contei antes, mas que talvez mereça uma reflexão diária na nossa luta contra a correria e a dispersão: Thich Nhat Hanh, um monge budista vietnamita, ensina como se deve apreciar uma boa xícará de chá. Para isso, você precisa concentrar-se no momento presente, ficar consciente e com a atenção voltada para o chá. Sentir o calor da xícara, apreciar o colorido da infusão, aspirar seu perfume, degustar lentamente cada gole. Se você fica remoendo eventos passados, ou preocupando-se com os futuros, de repente vai se dar conta de que bebeu todo o chá sem nem perceber.

A vida é como uma xícara de chá.

'...Quando você não vivencia o presente, porque fica absorvido pelo passado ou preocupado com o futuro, você traz grande dor para o seu coração e sofrimento para a sua vida.'"

(Brian Weiss - A Divina Sabedoria dos Mestres - Ed. Sextante, Rio de Janeiro - p. 120/121)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O MAL É UM BUMERANGUE

"Falo agora da filosofia Sankhya, que explica os porquês. Mostro a necessidade de seguir as leis da religião na vida diária, e não apenas no domingo. 

Por que não se deve dizer falso testemunho contra o próximo? Porque isso desenvolve uma atitude de falsidade. A traição é o maior pecado perante Deus. Mentir sobre alguém para ganho pessoal, ou em retaliação, é perjurar a própria alma. Se todos fossem falsos, que pandemônio seria! Vamos supor que você diga a alguém que vai meditar mas, em vez disso, intenciona fazer alguma coisa contra essa pessoa. Isso é traição; é falsidade no pior grau. E também apresentar falso testemunho contra o próximo, para apoiar um malfeitor, é participar de sua conduta reprovável. Causará grave conflito interior, mental e emocional. Ainda que seja temporariamente racionalizado, cedo ou tarde ocorrerá o efeito bumerangue, criando grande angústia na consciência.

Cobiçar os bens alheios também atrai sofrimento, pois tudo que você der, receberá de volta. Dê amor e altruísmo e receberá o mesmo. Mas se expressar ambição, egoismo e cobiça, também atrairá tudo isso.

E por que não se deve roubar? Pense como seria o mundo se todos roubassem. Os maiores crimes seriam cometidos. Haveria brigas violentas e mortes para proteger os bens e para reaver artigos roubados. Roubar é uma ação antissocial que priva o próximo de seus direitos; conspira contra as próprias leis da existência. E a sociedade não tem o conhecimento nem as instalações adequadas para lidar com malfeitores. Quando os ladrões são presos, em geral seus maus hábitos se fortalecem e eles ainda adquirem novos traços negativos pela vivência com outros criminosos. Quando isso acontece, saem da prisão piores do que antes."

(Paramahansa Yogananda - Romance com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 79/80)


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

CRIAR BONS HÁBITOS E DESTRUIR MAUS HÁBITOS (1ª PARTE)

"Volte-se para Deus e você se verá rompendo as correntes dos hábitos e do ambiente. (...) O Eu identificado com o ego é prisioneiro; o Eu identificado com a alma é livre. A mente pode lhe dizer que você é incapaz de libertar-se de um hábito em especial, mas os hábitos são apenas repetições de seus próprios pensamentos e, esses, você tem a capacidade de mudar.

A maioria das pessoas que decide parar de fumar ou de comer doces em demasia continua a realizar tais atos malgrado seus bons propósitos. Elas não mudam porque as suas mentes, como mata-borrões, absorveram os seus hábitos de pensar. Hábito significa que a mente acredita não poder se livrar de determinado pensamento. O hábito é tenaz, sem dúvida. Uma vez praticado, um ato deixa um efeito ou impressão na sua consciência. Como resultado dessa influência, você tem probabilidade de repetir esse ato.

A repetição de um ato cria uma configuração mental. Todas as ações são executadas mental e fisicamente. A repetição de um ato em particular e da imagem mental que o acompanha forma sutis caminhos elétricos no cérebro físico, como se fossem as ranhuras de um disco fonográfico. Após algum tempo, sempre que você puser a agulha da atenção nessas ‘ranhuras’ de caminhos elétricos, ela tocará o ‘disco’ da configuração mental original. Cada vez que o ato se repete, essas ‘ranhuras’ de trajetos elétricos se aprofundam, até que uma atenção mínima faz ‘tocar’, automaticamente, esse mesmo ato, cada vez mais.

Esses padrões fazem com que você se comporte de certo modo, frequentemente contra seu próprio desejo. Sua vida segue essas ranhuras que você mesmo criou em seu cérebro. Nesse sentido, você não é uma pessoa livre. Em maior ou menor grau, é vítima dos hábitos que formou. Dependendo da profundidade desses traçados, você é, na mesma proporção, um fantoche. Você pode, porém, neutralizar as imposições desses maus hábitos. Como? Criando em seu cérebro configurações mentais de bons hábitos opostos. E pode também apagar completamente, por meio da meditação, as ‘ranhuras’ dos maus hábitos.

Você tem de curar-se dos maus hábitos, cauterizando-os com os bons hábitos opostos. Se tem, por exemplo, o mau hábito de mentir e, por causa disso, tem perdido muitos amigos, comece a praticar o bom hábito de dizer a verdade. (...)"

(Paramahansa Yogananda – Onde Existe Luz – Self-Realization Fellowship – p. 108/110)


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

QUATRO MÉTODOS RELIGIOSOS FUNDAMENTAIS: O MÉTODO CIENTÍFICO OU YOGA (2ª PARTE)

"(...) Devido a persistência de maus hábitos, a consciência da existência corporal, com todas as suas lembranças, revive ocasionalmente e combate essa tranquilidade. Se, porém, qualquer um praticar este método regularmente e por períodos prolongados, pode ter a certeza de que, em tempo, encontrar-se-á em elevado estado supramental de Bem-aventurança.

Não devemos, todavia, imaginar antecipadamente os resultados possíveis a que este processo conduz e, então, parar de praticá-lo após curta tentativa. Para fazer real progresso, são necessários os seguintes fatores: primeiro, dedicada atenção ao assunto que vai ser aprendido; segundo, o desejo de aprender e um espírito sério de investigação; terceiro, firmeza até o objetivo colimado ser alcançado.

Se apenas trabalharmos parcialmente e, após uma prática limitada, a interrompermos, o resultado almejado não virá. Um neófito em práticas espirituais, que tanta prejulgar a experiência dos peritos (os mestres e profetas de todos os tempos) assemelha-se à criança que procura imaginar como serão os cursos de graduação. É uma grande pena que os homens despendam seu tempo e seus melhores esforços em conseguir o que é necessário à sua existência no mundo ou em controvérsias intelectuais acerca de teorias. Parece que raramente pensam valer a pena perceber e pacientemente experimentar na vida as verdades que não só estimulam como também conferem significado à existência. Esforços mal orientados prendem a atenção dessas pessoas durante mais tempo do que as iniciativas bem conduzidas. (...)" 

(Paramahansa Yognanda - A Ciência da Religião - Self-Realization Fellowship - p. 70/71)

sábado, 5 de outubro de 2013

CORPO E ESPÍRITO

“O corpo é o instrumento da ação e da experiência. Através dos acontecimentos da vida que nos atingem com tanta rapidez, formamos hábitos mentais, conceitos e ideias e, mais ou menos baseados nisto, agimos. O corpo é um instrumento valioso para o progresso de nossa alma, mas não é realmente nós, é nosso para nosso uso. Pelos seus nervos sensoriais ganhamos impressões que modelamos em conceitos. Pelos seus nervos motores atuamos em nosso ambiente.

O que é então a alma que usa este corpo, por ‘osmose’ se assim podemos dizer, pois pensamento e sentimento têm origem no interior, nos mundos mais sutis do ser onde eles são forças vivas, vibrantes e criativas da Natureza, imediatamente provocando vibrações sincrônicas (embora de voltagem mais baixa) nas células do cérebro e dos nervos do corpo, transferindo assim essas forças para a consciência física.

E o que é Espírito? Algumas pessoas confundem os dois termos, Alma e Espírito, e julgam que eles são permutáveis, mas no original grego são palavras bem diferentes. Espírito é a palavra grega ‘pneuma’, que praticamente tem o mesmo significado que a latina ‘spiritus’, que quer dizer alento vital. A Vida Eterna insuflou no homem psíquico e físico o Alento de Vida e ele se tornou uma alma viva e imortal. Esse terceiro fator em nós é a parte eterna, imortal, que dura para sempre. ‘Não será eliminado quando o corpo for destruído’.

O espírito em nós é a Palavra de Deus feita em carne, aquela que a Inteligência Criadora pronunciou para expressar Seu Pensamento e enquanto o ‘céu’ e a ‘terra’ de nosso interior e exterior, psíquico e físico, passam e são repetidamente recriadas, a Palavra em nós nunca passará, nunca deixará de existir.

Este é nosso ‘Eu Superior’, se, como é natural, pensarmos nele como acima de nós. O pensar, o sentir e o agir do nosso eu, com seus planos de ser e expressão, não são senão instrumentos do Eu Superior, que acumula experiência e progresso por meio deles. Esse plano mais elevado do ser está onde todos somos ‘Filhos de Deus’ porque não há filho do homem, por abandonado e degradado que esteja, que não tenha, mergulhado em seu interior, esta fagulha de Beleza e Eternidade. É uma herança que ele não pode ignorar.”


(Clara M. Codd - A Técnica da Vida Espiritual - Biblioteca Upasika - p. 05/06)
www.upasika.com


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

AUTOCONHECIMENTO

"A insuficiência do conhecimento é uma coisa que a cultura de hoje mascara. Ela nos vende a ideia de que o conhecimento é autossuficiente. Isto é um mito, é uma mentira. Uma vez o Sr. Krishnamurti fez a seguinte afirmação em uma de suas palestras ‘Todo o conhecimento ainda está no campo da ignorância’. Provavelmente porque ainda não é autoconhecimento. Autoconhecimento é o conhecimento da essência, do solo do ser.

A impureza mental gera escuridão psicológica. A impureza mental é tudo aquilo que é gerado pela mente no que diz respeito a nós mesmos, às nossas preferências, aos nossos hábitos, aos nossos condicionamentos. Se deixarmos nossa mente vagar apenas nessa dimensão pessoal não há muita possibilidade de uma experiência mais profunda. É por isso que as tradições dizem: reservem um espaço no dia para ficarem quietos consigo mesmos, em silêncio.

Se vocês quiserem orar, orem; se quiserem meditar, meditem; se quiserem não pensar, não pensem, mas isto é importante porque é o momento em que podemos começar a abrir um canal de comunicação entre a personalidade externa e a alma. Os gregos estavam certos quando eles diziam ‘soma sema’ (o corpo é o cárcere da alma). É claro que isto interpretado de uma forma mecanicista leva a uma demonização do corpo. Não se trata disso.

O corpo é instrumento da consciência, mas precisamos manter nossa mente vigilante e este processo de purificação deve continuar dia após dia. Este processo de purificação não tem nada a ver com moralismos, não tem nada a ver com adotar um código externo de conduta e ficar se policiando para cumprir tal código. O processo de purificação é um processo constante, onde se identifica os elementos de egocentrismo que surgem na nossa mente, em nossa consciência."

(Pedro R. M. Oliveira - Religião como Experiência - Revista Theosophia - julho/agosto/setembro 2007 - Pub. Sociedade Teosófica do Brasil)


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ENTUSIASMO NA VIDA ESPIRITUAL

"Um dos mais desconcertantes problemas da vida espiritual é o de mantermos nosso interesse em meio às intermináveis dificuldades e aos mais cruéis desafios. É a rotina e a monotonia de nossa vida diária que solapa nossa vitalidade e força. A vida da maior parte da humanidade é feita de pequenos fatos e incidentes que podemos chamar de trivialidades da existência. Grandes e extraordinários acontecimentos raramente ocorrem nas vidas de homens e mulheres comuns. Demonstrar entusiasmo por coisas extraordinárias é fácil, porém é extremamente difícil mantê-lo em meio à rotina diária. O maior dos desafios do ser humano consiste na manutenção da integridade espiritual em meio dos detalhes triviais da vida. Manter equilíbrio perfeito de pensamento e emoção entre as provações incessantes causadas pelos fatos e acontecimentos da existência diária, demanda uma energia que a maioria não está em condições de apresentar. E, além disso, a prova da vida espiritual está no âmbito das atividades comuns e não na esfera de empreendimentos extraordinários.

Foi Emerson quem disse que jamais algo de grandioso fora conseguido sem o entusiasmo. Se ele tinha razão, então o entusiasmo é uma das qualidades essenciais requeridas na senda espiritual. Sem entusiasmo, esta parecerá enfadonha. (...)

Entretanto, o entusiasmo não deverá ser confundido com o desempenho eficiente de nossas obrigações. A chamada eficiência do mundo é devida, geralmente, ao cultivo de certos hábitos. Uma vida eficiente não é necessariamente uma vida criadora – muitas vezes é uma vida automática. (...)

O entusiasmo por alguma coisa emana de uma condição de profundo interesse. Não se deve também confundir entusiasmo com simples excitação. Esta não possui profundidade e, portanto, não pode sustentar-se. Necessita ser constantemente alimentada pelas sensações do mundo externo. Porém o entusiasmo, arraigado no interesse profundo, tira sua força da própria profundidade. A mente capaz de um interesse profundo não conhece momentos de obscuridade e não se intimida com obstáculos, por maiores que sejam."

(Rohit Mehta - Procura o Caminho - Ed. Teosófica, Brasília - p. 9/11)


domingo, 18 de agosto de 2013

O DESTINO DE UM PAÍS DEPENDERÁ DO CARÁTER DE SEU POVO

"O destino de um país dependerá do caráter de seu povo, e o caráter (de cada um) é elevado e purificado pelo sadhana, isto é, pelo árduo modo de regrar o comportamento e controlar o desejo. Deus é o guardião, e, como guardião, tem de prevenir e punir, para afastar o povo de perigosos hábitos. Se necessário, o guardião recorrerá também a infligir dor como curativo e corretivo. 

Limite, controle, regule, estabeleça fronteiras e fronteiras - tal é o caminho do sucesso. Se o povo se permite afrouxar pensamentos, palavras e ações, calamidade será a consequência. Sastras (escrituras sagradas) significa aquilo que 'estabelece limites'. O interessante na arte de viver é criado por tais regras. Imagine um jogo de futebol sem regras: a bola nunca estará fora; não haverá falta nem escanteio, nem mão (hand) nem nada pelo que você possa decidir quem joga certo ou errado, quem perde ou ganha. O jogo perderá todo seu sabor; será um pandemônio, uma luta livre. Normas de conduta devem ser observadas por políticos, legisladores, sanyasins (renunciantes), que lideram comunidades e são cabeças de monastérios, escolas etc., por serem eles exemplos e guias, maiores são suas responsabilidades."

(Sathya Sai Baba - Sadhana O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro - p. 157)


terça-feira, 13 de agosto de 2013

SEJA AMIGO DE SI MESMO AO AFIRMAR SUA NATUREZA DIVINA

"Uma aventura com animais selvagens na África do Sul não é nada, se comparada com a aventura da vida em si. Nenhum outro relato na História é tão interessante. O ser humano, com sua inteligência, sabe defender-se das feras, mas não sabe se proteger dos seus maus hábitos e costumes. 

O maior de todos os inimigos do homem é ele próprio. Mais do que a inimigos pessoas ou nacionais, mais do que a germes, bombas ou qualquer outra ameaça, o homem deve temer a si mesmo quando está errado.

Permanecer ignorando sua natureza divina e deixar-se dominar pelos maus hábitos é tornar-se o próprio inimigo. O melhor meio de ter êxito na aventura da vida é ser amigo de si mesmo. Krishna disse: 'O Eu é amigo do eu [transformado], mas (...) comporta-se de maneira hostil, como inimigo, para com o eu que não esteja subjugado.'²"

2. Bhagavad Gita VI:6.

(Paramahansa Yogananda – Viva sem Medo – Self-Realization Fellowship - p. 3/4)


segunda-feira, 1 de julho de 2013

BEM-AVENTURADOS OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO POR CAUSA DA JUSTIÇA, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS

"A bem-aventurança de Deus visitará as almas que suportam com equanimidade, por fazerem o que é correto, a tortura da crítica injusta dos falsos amigos, e também dos inimigos, e que permanecem livres da influência dos maus costumes ou hábitos prejudiciais da sociedade. Um devoto íntegro não se curvará diante da pressão social para que beba, somente por estar numa reunião em que são servidos coquetéis, mesmo quando os demais zombem dele por não compartilhar de seu gosto. A retidão moral traz a zombaria de curto prazo mas o regozijo a longo prazo, pois a persistência no autocontrole produz bem-aventurança e perfeição. Um eterno reino de alegria celestial, a ser desfrutado nesta vida e além dela, é o que recebem aqueles que vivem e morrem conduzindo-se de acordo com o que é justo. 

Pessoas mundanas que preferem as indulgências sensoriais ao contato com Deus são os verdadeiros tolos, porque ao ignorarem o que é correto - e portanto bom para elas - têm de colher as consequências. O devoto íntegro procura aquilo que é benéfico para ele no mais elevado sentido. Aquele que abandona os costumes levianos do mundo e suporta de bom grado o menosprezo que os amigos sem visão expressam por seu idealismo demonstra que está apto para a infindável bem-aventurança de Deus.

O versículo acima também oferece encorajamento àqueles que são perseguidos e torturados por tentações sensoriais e maus hábitos quando decidem aderir a princípios morais e práticas espirituais. Eles são, na verdade, virtuosos, seguindo o caminho correto do autocontrole e da meditação, que a seu tempo sobrepujará as tentações, conquistando para o vitorioso o reino da eterna alegria. 

Não importa quão poderosas sejam as tentações, ou quão fortes os maus hábitos, é possível resistir a eles com o poder de autocontrole guiado pela sabedoria e mantendo a convicção de que, seja qual for o prazer prometido pela tentação, ela sempre acabará por trazer-nos sofrimento. As pessoas sem determinação tornam-se inevitavelmente hipócritas, justificando seu mau comportamento enquanto sucumbem às armadilhas da tentação. O mel de Deus, embora encerrado em mistério, é o que a alma verdadeiramente anseia. Aqueles que meditam com firme paciência e perseverança rompem o selo do mistério e sorvem profundamente o néctar celestial da imortalidade. 

O céu é aquele estado de alegria transcendental e onipresente em que tristeza alguma jamais ousa penetrar. (...) O reino da Consciência Cósmica pertence ao Rei da Bem-aventurança Celestial e às almas elevadas que Nele imergem. Daí se dizer que devotos que unem seu ego a Deus, tornando-se unos com o Rei do Universo: "Deles é o reino dos céus"."

(Paramahansa Yogananda - A Yoga de Jesus - Self-Realization Fellowship - p. 93/94)


quinta-feira, 20 de junho de 2013

O SER É SEU SALVADOR

" (...) verdades profundas não se destinam a inspirá-lo por um breve momento, mas devem ser assimiladas e postas em prática para seu maior proveito. Se ao menos as pessoas soubessem o que é melhor para elas! Para quem se comporta mal, o Ser é um inimigo. Ajude o Ser e Ele o salvará. Não há outro salvador, além do seu Ser.¹ Os grilhões da ignorância e dos maus hábitos o escravizam. Você sofre porque teima em seguir os maus hábitos. Se ao menos pudesse imaginar como seria sua vida um pouco mais adiante, para que o tempo, o precioso tempo que lhe resta, não seja gasto infrutiferamente! Os hindus costumam dizer: "A criança está ocupada com folguedos; o jovem, com sexo; e o adulto, com preocupações. Quão poucos se ocupam com Deus!"

Expulse a esperança ilusória de que a felicidade virá de aquisições mundanas. Prosperidade não é tudo, "boa vida" não basta. Você quer ser eternamente feliz. Apodere-se de Deus dentro de você e saiba que o Ser é a Divindade. Você deve ser capaz de responder, sem hesitar, à suprema indagação de sua inteligência: "De onde vim?"

Deus e imortalidade não são mitos. O mais grave insulto ao Ser dentro de você é morrer acreditando ser uma criatura mortal. Até quando se permitirá - você, filho de Deus - ser ceifado, indefeso, pela foice da morte, porque nunca tentou, durante a vida, vencer maya, ² a ignorância?"

¹ "Que o homem eleve o eu (ego) pelo eu, que o eu não se degrade. Para aquele cujo eu (ego) foi conquistado pelo Ser (a alma), o Ser é o amigo do eu; mas, em verdade, o Ser comporta-se de maneira hostil, como um inimigo, para com o eu que não foi subjugado" (Bhagavad Gita VI:6).

² Ilusão cósmica: "a medidora". Maya é, na criação, o poder mágico que apresenta, visivelmente, limitações e divisões no Imensurável e Indivisível. No plano e jogo (lila) de Deus, a única função desse poder ilusório é lançar um véu de ignorância sobre o homem, a fim de desviar sua percepção do Espírito para a matéria, da Realidade para a irrealidade. 

(Paramahansa Yogananda - A Eterna Busca do Homem - Self-Realization Fellowship - p. 09/10)


domingo, 19 de maio de 2013

A LUZ DE DEUS DESTRÓI A ESCURIDÃO

"Todos os hábitos e humores que afastam a mente de Deus podem ser vencidos com sua substituição por pensamentos positivos de contentamento, boa vontade, alegria, altruísmo, amor, bondade, compaixão. Quando você desperta essas qualidades internamente, os outros hábitos de cobiça, egoísmo, raiva, ódio, ciúme, má vontade, paixão vão dissipar-se gradualmente. Você não pode afastar a escuridão de um quarto queixando-se de que não consegue ver, ou fustigando-a com uma vara. Existe apenas um meio para remover a escuridão: introduzir a luz. Da mesma forma, o meio para remover a ignorância não é alongar-se em autocomiseração ou culpar outra pessoa por nossa escuridão interna, mas introduzir a luz de Deus. Ascenda a luz da sabedoria dentro de você, e toda a escuridão de séculos se desvanecerá.

Os devotos que vivem na consciência de Deus descobrem que estão sempre centrados Nele, que a mente está constantemente girando em torno de algum aspecto do Divino: meu Deus, meu Pai, minha Mãe, meu Filho, meu Amigo, meu Bem, meu Amado, meu Amor. Quanto mais se esforçar para manter-se firme nessa consciência, tanto mais rapidamente a pessoa perceberá dentro de si a mesma Imagem Divina que reside em cada um de nós."

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 90)


sexta-feira, 17 de maio de 2013

PLANTE BONS HÁBITOS E COLHA RESULTADOS COMPENSADORES


"Se semear gentileza, você colherá gentileza. Se, porém, você for amável com alguém durante anos e ele nada lhe deu exceto dissabores, lembre-se de que em prévias existências você plantou sementes de descortesia que agora estão trazendo seus justos frutos. Você precisa ter paciência; espere que as sementes que lançou agora produzam frutos na estação certa. Você não pode plantar uma semente hoje e obter uma árvore cheia de frutas amanhã. No devido tempo, a semente produzirá uma árvore. Plante bons hábito hoje, espalhe bondade hoje, neste mundo: em seu próprio tempo, produzirão resultados compensadores. Se o fruto que você está colhendo hoje é azedo, não se lamente por isso, nem sinta pena de si próprio. Você mesmo plantou as sementes que estão produzindo essa fruta amarga. Aceite a situação como homem, por assim dizer. Levante-se e aceite o dissabor com coragem e paciência. Aceite-o com fé em Deus."

(Sri Daya Mata – Só o Amor – Self-Realization Fellowship - p. 35)


quinta-feira, 16 de maio de 2013

OS INIMIGOS SUTIS


"É fácil imaginar-nos saindo para explorar algum país inóspito e desconhecido. Se vamos de navio, queremos um bote salva-vidas; caso o navio afunde, sabemos que é possível entrar no bote e ficar a salvo. Mas em muitas experiências da vida o bote parece estar furado, apesar das precauções que tomamos.

Em uma selva infestada de animais, você pode precaver-se contra eles, mas os perigos sutis são mais difíceis de vencer. Como se proteger de um ataque de germes? Milhões deles flutuam à nossa volta o tempo todo. (...) A natureza forma uma parede de células de contenção em torno dos germes, que só é eficaz enquanto o corpo consegue manter a resistência. A luta pela sobrevivência prossegue ininterruptamente na floresta invisível da vida dentro de nós!

Para caminhar com segurança pela selva da vida você deve equipar-se com as armas apropriadas. (...) O sábio bem treinado para todas as formas de combate – contra a doença, contra o destino e o karma, contra todos os maus pensamentos e hábitos – sai vitorioso dessa aventura. É preciso cautela e, além disso, a aplicação de certos métodos que garantam a derrota dos inimigos. (...)

Deus nos deu um formidável instrumento de proteção – mais poderoso que metralhadoras, eletricidade, gás venenoso ou qualquer remédio – a mente. Ela é que deve ser fortalecida. (...) Uma parte importante da aventura da vida é dominar a mente e mantê-la controlada, em constante sintonia com o Senhor. Este é o segredo de uma existência feliz e bem-sucedida. (...) É possível conseguir isso quando exercitamos o poder mental e sintonizamos a mente com Deus por meio da meditação. (...) O caminho mais fácil para vencer as doenças, decepções e desastres é estar em constante sintonia com Deus."

(Paramahansa Yogananda – Viva sem Medo – Self-Realization Fellowship - p. 04/06)


quinta-feira, 2 de maio de 2013

A LIBERTAÇÃO DA MENTE

"O Senhor Buda, certa vez, disse: "O benefício da vida santa, ó monges, não está em ganhos, favores e honras; nem na observância das leis morais; nem na obtenção da concentração; nem no conhecimento e na visão; mas apenas nisto, ó monges: na firme e inabalável libertação da mente. Esse é o objetivo da vida santa. É sua essência. É sua meta."

Que quer dizer "inabalável libertação da mente"? Significa que a mente está sempre livre da compulsão de hábitos, emoções e apegos; e é governada apenas pela sabedoria, pelo amor e pela abnegação. Significa que o ego já não o controla; que você, a alma, agindo por meio da mente, é o dono de seu destino. A expressão da atitude correta em todas as condições e situações é evidência desse autodomínio. A atitude correta é o caminho para Deus. Sem ela, nunca se pode conhecer Deus. Ela é o próprio alicerce da vida espiritual. Precisamos nos esforçar constantemente no sentido da atitude correta, ou nenhuma dose de discurso a respeito de Deus, nenhuma quantidade de leitura das escrituras, nenhuma soma de anos aos pés de um guru é de qualquer proveito.  

Implícita na atitude correta está a humildade. Você não pode conhecer Deus sem primeiro admitir que é o menos importante a Seus olhos. Isso não quer dizer que deva sair por aí anunciando e se lamentando que você é insignificante. Não. Humildade significa que, não importa o que alguém lhe diga ou faça, você se mantém sempre o mesmo. Quando uma rosa é esmagada na mão, ela continua a desprender sua fragrância. Quando as pessoas o esmagam em suas mãos críticas, em suas mãos de palavras afiadas e ásperas, a atitude correta é continuar dando, em troca, doçura, palavras gentis, ações gentis e - acima de tudo - pensamentos gentis. Sem pensamentos bondosos não se pode, sinceramente, expressar bondade em palavras ou ações. 

O problema com a maioria das pessoas é que, quando elas ficam com raiva ou aborrecidas, não querem escutar a razão, não querem compreender. Quando uma pessoa está cegamente convencida de que está certa, nenhuma explicação, nenhuma razão ela aceitará. Só sabe que seu próprio desejo foi contrariado, e isso é tudo que lhe importa. "Fica vermelha de raiva", por assim dizer. Esse é o momento para se adotar a atitude correta."

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 84/85)


quinta-feira, 18 de abril de 2013

AS RECOMPENSAS DA MEDITAÇÃO

"Quais são os frutos de uma meditação profunda? Para começar, o homem torna-se um ser pacífico. Não importa como a vida o trate, sua consciência permanece concentrada no interior do Eu. Krishna ensinou a Arjuna que ficasse ancorado Naquilo que é imutável. O único princípio imutável da criação é Deus. Tudo o mais está sujeito a mudar porque é apenas um pensamento-sonho Dele. Você e eu parecemos tão reais, e estes corpos tão substanciais; o mundo todo parece ser bem permanente. Contudo, esta aparente realidade não é nada mais que pensamentos condensados do Sonhador Cósmico. Como Ele, no momento em que retiramos a nossa mente deste mundo, o mundo para nós não existe mais. Quando colocamos nossa mente no Infinito, começamos a perceber o estado natural de nossas almas como expressões individualizados do Eu Cósmico.

Se Deus é amor, paz, sabedoria, alegria, nós então, sendo feitos à Sua imagem, temos a mesma natureza. Mas quem tem esse conhecimento de si mesmo? Toda noite, quando vamos dormir, durante algumas breves horas o Amado Infinito, em Sua compaixão, permite que esqueçamos este corpo, com todas suas preocupações e transtornos. Quando, porém, acordamos de manhã, imediatamente vestimos de novo a consciência de um ser finito, acorrentado por muitas limitações, hábitos, humores e desejos. Estando assim atados, não podemos nos conhecer com alma.

A única maneira pela qual nos será possível romper os grilhões, as cordas ocultas que nos prendem a esta forma carnal, é a meditação. E a primeira prova da existência de Deus dentro de nós é a grande sensação de tranquilidade interior que gradualmente começamos a sentir.

À medita que vamos meditando cada vez mais profundamente, a consciência começa a expandir-se. Aí desperta o desejo de esquecer esta pequena forma carnal e ver o Eu em todos os seres. Queremos servir  aos outros, nasce o desejo de servir à humanidade desinteressadamente.

Ao meditarmos com regularidade por toda a vida, começaremos a perceber o grande oceano de amor que reside dentro de nós. A devoção por Deus nos conduz ao estado em que O conhecemos como Amor Cósmico, expressando-Se por meio de todas as manifestação humanas de amor. Sem o amor que vem Dele não podemos amar ninguém. Sem o poder que vem Dele não conseguimos nem mesmo pensar ou respirar. Entretanto, excluímos de nossa vida o próprio Ser de quem dependemos a cada minuto de nossa existência e apegamo-nos a este mundo como nossa propriedade." 

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 09/10)