sábado, 28 de dezembro de 2013

A PRESENÇA FLAMEJANTE DE DEUS

"Porei um fim à simulação da prece mecânica. Orarei profundamente, até que as trevas da meditação se incendeiem com Tua flamejante presença.

Pai Celestial, não posso esperar até amanhã para ouvir a Tua canção. Hoje mesmo, enviarei pelo éter o apelo de minha alma, com tão amorosa concentração, que terás de responder, através do receptor de meu silêncio.

Ó Espírito, Bem-aventurança sempre-existente, sempre-consciente, sempre nova! Afasta de minha mente o peso da indiferença e do esquecimento. Possa eu beber o néctar de Tua presença sempre bem-aventurada.

Ao aprofundar-se o silêncio interior e exterior, Tua paz vem a mim. Tentarei sempre ouvir o eco de Teus passos.

Tendo a Ti como a suprema alegria da mais profunda meditação, sei que todas as coisas – prosperidade, saúde e sabedoria – me serão acrescentadas.

Ensina-me a pescar-Te nas mais profundas águas de minha alma." 

(Paramahansa Yogananda – Meditações Metafísicas – Self-Realization Fellowship – p. 78/79)


POR QUE NÃO NOS LEMBRAMOS DE VIDAS PASSADAS? (2ª PARTE

"(...) O passado ainda está conosco

Em nossos estudos aprendemos como a nova personalidade é construída em torno do novo corpo e do novo cérebro. Evidentemente o cérebro desempenha a dupla função de lembrar e esquecer. Sem nossa habilidade para esquecer a vida seria muito difícil – talvez até mesmo impossível. O cérebro age como um filtro que deixa passar apenas aquilo que, num dado momento, é essencial para a vida. Quando éramos criança aprendemos a caminhar, a falar, a escrever e a andar de bicicleta, mas a memória detalhada de como aprendemos estas habilidades não mais está conosco. Ainda temos as habilidades, mas o que foi certa vez conscientemente adquirido é agora uma função automática. Da mesma maneira aquilo que foi apreendido em vidas passadas está embutido no nosso presente sob a forma de habilidades e tendências, e não como memória consciente.

O escritor teosófico C. Jinarajadasa diz que com nossas mentes podemos lembrar apenas uma pequena parte do passado. Mas por outro lado, o modo como sentimos e agimos é a resultante de todas as forças do passado convergindo sobre nossa individualidade.

As nossas únicas memórias do período em que estamos dormindo são sonhos que frequentemente são confusos e sem significado. Apesar disto, os investigadores teosóficos asseguram-nos que durante o sono um campo muito mais amplo de consciência está aberto a nós. Mas,  como no processo da reencarnação, essas experiências não podem ser facilmente lembradas pela consciência do cérebro desperto. (...)"

(Jack Patterson - Por que não nos lembramos de vidas Passadas? - TheoSophia, Pub. da Sociedade Teosófica no Brasil, Ano 97, Julho/Agosto/Setembro de 2008 - p. 43)


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

SUBMETA À PROVA O PODER DE SUAS ORAÇÕES

"Algumas pessoas talvez protestem, dizendo: ‘Sei que minhas orações são respondidas, porque ouço Deus falando comigo. A resposta Dele a minhas orações me foi demonstrada.’ A questão é: tem certeza de que suas orações realmente chegaram a Deus e de que Ele respondeu a elas conscientemente? Qual é a prova disso? Imagine que você tenha orado para ser curado e ficou bom. Sabe você se a cura se deveu a causas naturais, ou aos remédios, ou à orações, suas e dos outros, que atraíram o auxílio de Deus? Às vezes não há relação causal entre a oração e a cura. Você poderia ter sido curado mesmo que não orasse. Eis a razão por que deveríamos descobrir se podemos empregar a lei de causa e efeito cientificamente por meio da oração. Os sábios da Índia descobriram que Deus responde à lei. Os que experimentaram essa resposta disseram que ela pode ser posta à prova e experimentada por todos aqueles que se ajustem à lei.

Se os cientistas se reunissem e apenas orassem por invenções, será que eles as obteriam? Não. Eles têm de aplicar as leis de Deus. Assim, como pode um templo ou uma igreja lhe trazer Deus apenas pela oração cega ou pelo cerimonial?

Deus não pode ser ‘subornado’ por oferendas ou penitências ou cerimônias especiais para mudar Sua lei arbitrariamente; tampouco reage Ele à oração cega, ou age com parcialidade. Ele só pode ser movido pela cooperação do homem com a lei e pelo amor: o amor é lei. Se foi o homem quem, indefinidamente, fechou as janelas da vida aos raios de saúde, poder e sabedoria de Deus, é o homem quem precisa fazer o esforço para reabrir essas janelas e deixar que entre a luz curativa do Senhor, que é dada livremente e está esperando para ser admitida.

Precisamos pensar, meditar, afirmar, crer e perceber todos os dias que somos filhos de Deus... e agir de acordo com isso! Pode levar tempo para alcançarmos essa percepção, mas precisamos começar com o método correto, em vez de fazermos apostas na mendicância anticientífica das preces e, em consequência, ficarmos sujeitos à descrença, às dúvidas ou à trapaça da superstição. Só quando o sonolento ego se percebe não como um corpo, mas como uma alma livre, ou filho de Deus, que reside no corpo e opera por meio dele, é que pode, de acordo com a lei e com o que é correto, exigir seus direitos divinos."

(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma – Self-Realization Fellowship – p. 31/33)