quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

A PALAVRA E O CAMINHO (PARTE FINAL)

"Em Aos Pés do Mestre, os mexericos são descritos como perversos. Por quê? O foco de nossa fala é um nome - o nome de uma pessoa. No ato de falar a respeito de Maria, João, Pedro, Suzana ou quem quer que seja que tragamos à nossa conversa, estamos definindo um ser e colocando-o sob influência de uma variedade de forças, e, em virtuda da potência magnética da fala, ela atrai todo tipo de influência vindas do pensamento do fofoqueiro. 

Portanto, há uma grande responsabilidade envolvida no modo como usamos a linguagem. Ela pode tornar-se uma bênção ativa no mundo à nossa volta, ou uma maldição. Embora não pensemos em nós mesmos como pessoas que possam causar malefícios a outrem, por causa da natureza casual de nosso pensamento e de nossa fala a respeito dos outros, certamente fazemos tais coisas inconscientemente. 

Para algumas pessoas, parece uma desculpa apropriada dizer: 'Eu não sabia disso!' Mas, para aqueles que se comprometeram com um caminho de conscientização cada vez mais profundo, isso não é aceitável. Mesmo se formos a um tribunal, nos dirão que ignorar a lei não é desculpa. Isso é especialmente verdadeiro com as leis universais e as consequências kármicas resultantes.

A experiência que temos do karma resulta amplamente de certos hábitos mentais desenvolvidos ao longo do tempo, hábitos que, por sua natureza, se repetem. Uma mente que foi habituada a responder ao longo de uma determinada linha atrai consequências que correspondem a esse modo de pensar. Assim, a pessoa irada sente-se isolada, a desonesta é desconfiada e assim por diante. Quando percebemos isso, a desculpa da insconsciência em causar mal aos outros por meio da fala não nos cabe."

(Tim Boyd - A palavra e o caminho - Revista Sophia, Ano 18, nº 87 - p. 6/7)


terça-feira, 22 de dezembro de 2020

A PALAVRA E O CAMINHO (1ª PARTE)

"Com frequência as coisas mais profundas são encontradas naquilo que é familiar, mas muitas vezes elas são negligenciadas. Há uma atividade comum em que todos nos engajamos - falar, dar voz a nossos pensamentos e sentimentos. A maioria de nossa fala tende a ser casual, mais ou menos por hábito ou cortesia. Todos nós já ouvimos a pergunta 'Como está você?' num dia em que não estamos nos sentindo bem, e respondemos de imediato 'Bem!' - porque essa é a conduta social.

Se pensarmos um pouco mais sobre o dom divino da fala, poderíamos ser mais conscientes do modo como a usamos. A fala é um reflexo de um poder divino que está dentro de todos nós. É muito considerada nas Escrituras de inúmeros povos do mundo. Na Bíblia, as primeiras palavras do Evangelho de João afirmam que 'no princípio era o Verbo' - a fala não como nós a entendemos, mas talvez no sentido do som que trás todas as coisas à existência.

Quanto João fala da vinda do Grande Instrutor, do surgimento de um Avatar, a linguagem usada é: 'E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.' Uma compreensão clara do poder da palavra, corretamente entendida, é algo que perpassa as religiões do mundo.

Em A Doutrina Secreta, H. P. Blavatsky escreveu sobre o som e a fala: 'Pronunciar uma palavra é evocar um pensamento, e torná-lo presente: a potência magnética da fala humana é o começo de toda manifestação no Mundo Oculto.' Blavatsky escreveu a respeito da capacidade da fala de magnetizar, de atrair para si. Isso não se relaciona apenas às práticas ocultas conscientes, mas às conversas normais em que nos engajamos de momento a momento.

Na maioria das vezes usamos a fala sem sabedoria. Segundo Blavatsky, emitir uma palavra é evocar um pensamento e torná-lo presente. Toda palavra que dizemos, seja casual ou profunda, traz um pensamento à nossa presença e à presença dos outros. Ela prossegue dizendo: 'Emitir um nome não é apenas definir um ser, mas colocá-lo sob a influência de uma ou mais potêmncias ocultas.' Assim, ao simplesmente dizermos um nome, nós nos engajamos num ato que registra a participação de 'potências' cooperativas. 

É claro que, em nossa conversação normal, não aplicamos um nível de pensamento tão profundo. Estamos apenas conversando, e para nós não é algo tão sério ou importante. Mas a verdade é que nosso discurso é sempre algo com essa profundidade. Pronunciar um nome é definir um ser e colocá-lo sob a influência de forças divinas - ou daquelas forças mais adequadas à fala irrefletida e a uma mente que não é refinada. (...)" continua...

(Tim Boyd - A palavra e o caminho - Revista Sophia, Ano 18, nº 87 - p. 5/6)


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

DICAS PARA EXERCITAR A GRATIDÃO

"Existem várias formas de praticar a gratidão diariamente. Para te ajudar a ser uma pessoa grata, listamos algumas dicas:

1 - Saia do piloto automático: comece a agir de forma mais consciente. Inicialmente, isso pode ser um desafio, mas acredite: todo esse esforço vale a pena.

2 - Exercite a gratidão através de atitude simples: sorria, faça elogios, saiba agradecer os elogios recebidos. Tenha mais paciência e evite o mau humor.

3 - Reconheça seus confortos: na maioria de nossos dias temos mais a agradecer do que lamentar. Se você tem chuveiro quente, cama confortável e comida na mesa, seja grato e desfrute de tudo isso.

4 - Viva o agora: se sua mente ficar no futuro ou no passado, você possivelmente não conseguirá identirficar todas as coisas boas que o cercam.

5 - Ame o que você tem: agradecer por tudo o que você tem te motiva a ir mais longe. Se você deseja emagrecer, por exemplo, aprenda a amar o seu corpo e a capacidade que ele tem de te manter vivo. Insatisfação gera angústia e pensamentos ruins. E isso não te levará a nada. 

(Rodrigo Filla - Vertical - Julho/Agosto/Setembro/Ano 7/número 28)