terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O SENTIMENTO DE SUPERIORIDADE AFASTA A ESPIRITUALIDADE

“O espírito de condescendência nunca deveria surgir. Ajudamos não porque nos sentimos virtuosos ou porque desejamos ser virtuosos. Ao contrário, estamos felizes de que uma parcela mínima do trabalho do Mestre deve ser feita por nós, ‘em seu nome e por amor da humanidade.’

De fato, como Krishnamurti nos disse, realmente não possuímos uma virtude enquanto não estivermos inteiramente inconscientes de que a temos! Presunção, pedantismo, sentimentalismo, são todos absolutamente estranhos à vida espiritual clara, serena e absolutamente verdadeira. Há uma hipocrisia consciente e uma inconsciente. Ansiosos de ser virtuosos, talvez, por vezes, cedemos a um leve sentimento agradável de superioridade, dizendo coisas que realmente não queríamos dizer, tornando-nos artificialmente espirituais. O Mestre não aprecia um sentimento que não seja absolutamente honesto, nem repreende ou se afasta daqueles que sejam claramente destituídos de certas virtudes.

Virtude e sabedoria são coisas sublimes, mas se produzirem orgulho e uma consciência separatista do resto da humanidade, não serão senão a serpente do eu reaparecendo em forma mais refinada. Citando Krishnamurti mais uma vez: “no momento em que nos sentirmos superiores, a espiritualidade deixa de existir.”

(Clara Codd - As Escolas de Mistérios – Ed. Teosófica, Brasília)


PRINCÍPIOS BÁSICOS DO CASAMENTO


"Paramahansa Yogananda explicou que, para que o drama da vida pudesse existir, o Uno - isto é, Deus - tornou-se muitos; e agora o Uno em todos procura novamente tornar-se Uno. Este é o cenário básico do drama universal. Nessa perspectiva, podemos entender que o desejo de união - o casamento - não é apenas um instinto humano limitado, mas sim uma força universal. É o poder cósmico de atração, de amor, inerente a todas as criaturas, que atrai tudo de volta à Consciência Una.

O Mestre costumava ilustrar da seguinte maneira: o oceano do Espírito juntamente com a tempestade da ilusão produziu as "ondas" de todas as coisas criadas, no caso o ser humano. E as ondas desejam se fundir novamente no oceano. É importante compreender que o objetivo da onda não é simplesmente se tornar uma outra onda. A meta final de cada onda é tornar-se o oceano. Isto não quer dizer que estamos limitando ou diminuindo o significado do casamento. Se compreendido e vivido corretamente, o casamento é uma fase muito importante no processo de reunificação com o oceano do Espírito. Porém, a maioria das pessoas, alimenta expectativas errôneas, a ponto de exigir do cônjuge a completa realização e a perfeição que só o oceano da Consciência de Deus pode dar².

Sri Daya Mata disse muitas vezes: "Não é realista, não é justo esperar ou exigir a perfeição suprema de outro ser humano, quando nós mesmos não somos perfeitos". Isso é quase como colocar o outro num beco sem saída, não é verdade? Disse também: "Não devemos esperar nada do outro e, sim, muito de nós mesmos". Imagine agora um casamento onde o casal tem esse tipo de atitude - nada esperando um do outro, mas muito de si mesmo - um relacionamento baseado em dar. Pensem nisto."

2. Somos ondas espumantes da consciência humana formados no oceano da Consciência Divina. A única forma de destruir as imperfeições humanas é unir a consciência do homem, temporariamente isolada, à consciência onipresente de Deus.

(O Casamento Espiritual - Coleção "A Arte de Viver" - Irmão Anandamoy – Ed. Self-Realization Fellowship - p. 7/10)


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

CONHEÇAM PRIMEIRO DEUS


"Atualmente, muitos sentem que precisam dedicar suas vidas ao serviço de seu país e da humanidade. Acredito que essa ideia tomou conta do nosso povo por influência da educação moderna. É impossível fazer o bem a quem quer que seja sem antes ter edificado seu próprio caráter. Aqueles que buscaram refúgio em Deus e receberam Sua graça jamais podem dar um passo em falso. Já fazem bem à humanidade pelo simples fato de viverem. Suas próprias palavras, suas ações e seu comportamento são fonte de bem-estar para todos. Sri Ramakrishna costumava aconselhar: "Primeiro agarre-se ao Pilar!" Ou seja, primeiro realize Deus, a meta de toda a vida humana. Conheça Deus e cultive uma fé intensa Nele, depois se prepare para servir os outros. Quando um homem realiza Deus e age como seu instrumento, encontra a paz interior e compartilha essa paz com os outros."

(O Eterno Companheiro - Swami Prabhavananda e Swami Vijoyananda – Ed. Vedanta, São Paulo - p. 306)