terça-feira, 31 de março de 2026

DESAPEGO

"'Há duas espécies de afeições: a do corpo e a da alma, e, frequentemente, se toma uma pela outra. A afeição da alma, quando pura e simpática, é durável; a do corpo é perecível. Eis porque, frequentemente, aqueles que creem se amar, com um amor eterno, se odeiam quando a ilusão termina.' 
(O Livro dos Espíritos – Questão 939 – Boa Nova Editora

Tudo passa na Terra; só permanecerão as coisas do céu. 

Passam cônjuges e filhos, mas permanecerá a família universal

Passam as características da juventude, para atingirmos o amadurecimento pessoal. 

Passam construções de alvenaria, para edificarmos em nós obras imortais. 

Passam impérios e poderes de mão em mão, para valorizarmos os do coração. 

Passam vestimentas e joias raras, para aprendermos a apreciar valores éticos. 

Passam nacionalidades e costumes, para alcançarmos a cidadania cósmica

Passa o gênero atual, para galgarmos a plenitude da ambiguidade da alma. 

Passam valores moralistas, para consolidarmos na intimidade conceitos universais. 

Passam títulos e diplomas, para permanecermos na impessoalidade. 

A transitoriedade é incontestável valor do espírito. 

A vida física é como as nuvens do céu: transforma-se incessantemente, ora mostrando o brilho do sol, ora mostrando a escuridão das tempestades. 

Tudo passa, tudo é instável; nada é constante ou imutável na vida terrena. 

Construa e elabore sua individualidade, vivendo bem consigo mesmo. 

Faça seu melhor hoje, pois só isso lhe garantirá o bem-estar amanhã. 

Quem se prende na exterioridade, ou seja, nas coisas de fora, muitas vezes se olvida de que, no final das contas, ninguém fica com o papelete do embrulho, mas sim com o que importa de fato: o conteúdo. 

Um dos maiores absurdos da vida é acreditarmos que temos a posse de tudo, quando, na verdade, não somos donos de nada, mas apenas hóspedes transitórios. Incoerente é viver apegado às coisas exteriores e, ao mesmo tempo, buscar ardentemente a paz interior." 

Extraído do livro "A Busca do Melhor", de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed, Boa Nova Editora, Catanduva/SP, item 8.
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quinta-feira, 26 de março de 2026

LÁ E CÁ

"Séculos após séculos, gradativamente, ascendemos desde os mais baixos degraus da escada evolutiva. Lentamente nos tornamos melhores e deixamos nossa marca no mundo. Fomos nós que fizemos o mundo e não uma infindável sucessão de raças extintas que nasceram e depois caíram no esquecimento.

O mundo futuro está sendo construído hoje, e nós, que tomamos parte nessa construção, deveremos viver no mundo que estamos ajudando a criar.

Nossa Alma ou Espírito ou Eu Superior encarna em corpos mortais: fisico, astral e mental. Sua morada real é em planos mais sutis.

Através das numerosas experiências, o ser humano cresce em estatura espiritual, sempre desenvolvendo do seu interior os poderes latentes encerrados nele. É como o desabrochar de uma flor.

O homem vive a maior parte de sua Vida nos mundos Espirituais, mas de tempos em tempos ele se reveste de corpos de matéria mais densa.

O corpo físico tem poderes fantásticos, mas mesmo assim é muito limitado e precisa descansar toda noite, quando funcionamos em dois corpos ao mesmo tempo: o físico e o astral.

É difícil a encarnação num corpo físico, porém ela nos oferece uma oportunidade maravilhosa de progresso por causa dessas dificuldades.

A alegria dos mundos superiores é muitíssimo maior que tudo que se conheça na Terra, mas para merecê-la é preciso aprender a viver aqui e agora.

Como disse o Mestre: A casa de meu Pai tem muitas moradas."

Fernando Mansur, "Escrita Divina, A comunicação da alegria", Ed. do Autor, p. 102.
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terça-feira, 24 de março de 2026

O MAIOR PROBLEMA

"O homem é o centro. 

O mundo é a periferia. 

Todas as questões políticas e administrativas, todos os enigmas sociólogos e passionais, que espalham na Terra as mais constrangedoras crises de espíritos, dependem da solução de um problema único para serem convenientemente decifrados – o problema do reajuste da nossa própria alma ante as Leis Divinas

Não há um Mestre ausente da escola do mundo, mas sim aprendizes que fogem indefinidamente à lição. 

O Senhor não menospreza os tutelados que lhe aguardam a proteção, mas como atender ao impositivo da comunhão se nos afastamos, sistematicamente, d’Aquele que é a luz de nossos destinos?

Pulverizemos as cristalizações de egoísmo e orgulho, vaidade e revolta que nos inibem a visão espiritual. 

Desatulhemos o santuário íntimo, ocupado por inutilidades e ilusões e a luz divina penetrar-nos-á o coração, determinando novas atitudes à vida conscencial. 

Somos, ainda, em nosso estágio evolutivo, quando confrontados com a inteligência Perfeita que nos rege, humildes seres pensantes. 

Ante a grandeza do Universo, as nossas limitações são comparáveis ás que separam o verme da estrela.

Como penetrar nos domínios de Deus quando nos demoramos imanizados à sombria concha do 'eu?'

Com que títulos exigir novos planos do Amor Divino, se ainda permanecemos em continuada recapitulação dos primários mandamentos da justiça humanas? 

Barro nas mãos sábias do oleiro, peçamos ao Senhor nos ajude a suportar o fogo das experiências dolorosas e necessárias, a fim de que nosso espírito adquira a luz indispensável para refletir a Eterna Sabedoria e, então, depois de liquidado o escuro problema que somos nós, em nós mesmos, será lícito esperar, no mundo de nossa alma, a luz da Alvorada Nova."

Extraído do livro "Assim Vencerás", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, p. 3.
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