quinta-feira, 18 de junho de 2026

NA EXECUÇÃO DA DIVINA LEI

"Amemos a Deus sobre todas as coisas, procurando-lhe o Reino do Amor, em cuja edificação devemos contribuir. 

Auxiliemos ao próximo, tanto quanto desejamos ser auxiliados. 

Cumpramos, de boa vontade os deveres de cada dia. 

Honremos os familiares amparando-os, quanto nos seja possível. 

Procuremos não prejudicar a ninguém. 

Trabalhemos com alegria servindo a todos, em favor de nós mesmos. 

Desculpemos as faltas alheias, compreendendo quanto temos errado por nossa vez. 

Não cobicemos dos outros senão as virtudes e as qualidades respeitáveis que nos compete imitar na experiência comum. 

Busquemos não realizar despesas além das nossas possibilidades, ainda mesmo que essa medida nos custe sacrifícios ingentes. 

Conservemos a saúde, através de hábitos dignos, espalhando, em torno de nós, a alegria e a fé, o otimismo e a confiança. 

Não nos cansemos de aprender, entendendo que o progresso da alma é infinito, no espaço e no tempo. 

Vivamos cada dia as bênçãos do serviço e do estudo, da prática do bem e do concurso fraterno, com paciência e compreensão, à frente de todas as situações, de todas as pessoas e de todas as coisas, na certeza de que poderemos ser convidados à prestação de contas da própria vida, a qualquer momento, e assim estaremos habilitados a viver diante do Senhor e diante das criaturas, cumprindo fielmente a Divina Lei."

Extraído do livro "Assim Vencerás", de Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Emmanuel, p. 14.
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terça-feira, 16 de junho de 2026

JUSTIÇA E MISERICÓRDIA

"Muitas vezes exclamas: - Justiça! Justiça! 

E afirma-te demasiadamente sofredor, perseguido pelas sombras ou desamparado pela Bênção do Céu! 

Lembra-te, porém, de que a corrigenda não exclui a presença do pesar e enquanto a provação trabalha em nossas almas, trazemos conosco os remanescentes da culpa. 

Antes do apelo à justiça roga clemência e piedade, de vez que pelo socorro do temporário esquecimento na vida física – brando anestésico de que se utiliza a Compaixão do Senhor para extirpar-nos do espírito as raízes do mal – por muito tempo ignoramos toda a extensão de nossos débitos. 

Nos dias da aflição e cinza, não te recolhas à blasfêmia e nem peças por maiores manifestações da justiça, em teu campo de ação, porque a justiça mais ampla poderia agravar-te as dores, mas sim roga o acréscimo da Divina Misericórdia, em teu benefício, a fim de que disponhas de ombros fortes para que não venhas a lançar longe de ti os favores da própria cruz."

Extraído do livro "Assim Vencerás", de Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Emmanuel, p. 11.
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quinta-feira, 11 de junho de 2026

FÉ E CULTURA

"'Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.' — PAULO. (Romanos, 14:1.)

Indubitavelmente, nem sempre a fé acompanha a expansão da cultura, tanto quanto nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé. 

Um cérebro vigoroso pode elevar-se a prodígios de cálculo ou destacar-se nos mais entranhados campos da emoção, portas adentro dos valores artísticos, sem entender bagatela de resistência moral diante da tentação ou do sofrimento. De análogo modo, um coração fervoroso é suscetível das mais nobres demonstrações de heroísmo perante a dor ou da mais alta reação contra o mal, patenteando manifesta incapacidade para aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso. 

A Ciência investiga. 

A Religião crê. 

Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à Religião, incompatíveis com as suas necessidades do sentimento, não é razoável que a Religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio. 

Equilíbrio ser-nos-á o clima de entendimento, em todos os assuntos que se relacionem à Fé e à Cultura, ou estaremos sempre ameaçados pelo deserto da descrença ou pelo charco do fanatismo. 

Auxiliemo-nos mutuamente. Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para falar com acerto. 

Diz o Apóstolo Paulo: 'Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.' É que para chegar à cultura, filha do trabalho e da verdade, o homem é naturalmente compelido a indagar, examinar, experimentar e teorizar, mas, para atingir a fé viva, filha da compreensão e do amor, é forçoso servir. E servir é fazer luz."

Texto extraído do livro "Ceifas de Luz", de Francisco Cândido Xavier, (pelo Espírito Emmanuel), item 38.
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