domingo, 3 de fevereiro de 2013

PAREM.... ENQUANTO É TEMPO


“Parem de lutar! Parem de matar! Parem de corromper! De furtar! De explorar! De perseguir! De invadir! De conquistar! Enganar! Dominar! Poluir!... Parem enquanto é tempo.

Há crianças sem escola e sem o que comer.

Não mandem bombas. Mandem pão. Mandem livros.

Há velhinhos cansados, mas ainda saudáveis e sempre saudosos, querendo ainda viver, ainda amando e protegendo decadentes vestígios de esperanças.

Vejam. Os leitos dos hospitais não chegam para tanto enfermo.

Reparem como as lavouras estão se acabando.

O rosto do homem está queimado pelos rios de lágrimas tristes que chorou. Lágrimas, quando tristes, queimam. Vejam quantos sorrisos mortos em lábios trêmulos de medo.

Cessem este estúpido demolir.

Lembrem-se de que nenhuma hegemonia pode ser eterna nem justifica tanta injustiça.

Comecem alguma coisa que venha tornar alguém menos desgraçado, que venha salvar o mundo do extermínio, que possa dar a cada um aquilo de que mais precisa – a Paz.”

(Hermógenes – Mergulho na paz - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro p. 39/40)
http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=15991


A CONSCIÊNCIA DO EGO

"(...) o principal malefício prático que vem com a consciência do ego e seus seis defeitos é uma crescente compulsão da pessoa a esquecer o próprio Eu - a alma - e sua expressão, manifestação e exigências, e a tornar-se teimosamente inclinada a empenhar-se na busca das "necessidades" insaciáveis do ego.

Psicologicamente, a consciência do ego é uma transferência e o enxerto de uma falsa personalidade. É necessária compreender e arrancar a estaca da consciência do ego e suas diversas tendências, que bloqueiam a familiaridade como verdadeiro Eu. 

Sempre que se sentir irado, o iogue aspirante deve ter em mente: "Isto não sou eu!" Quando a posse de suas faculdades estiver sendo sobrepujada pela sensualidade ou pela cobiça, deve dizer a si próprio: "Isto não sou eu!" Quando o ódio tentar obscurecer sua verdadeira natureza, com a máscara de uma horrível emoção, ele deve, vigorosamente, dissociar-se disso: "Isto não sou eu!" Ele aprende a fechar as portas de sua consciência a todos os visitantes indesejáveis que buscam se alojar em seu interior. E quando esse devoto tiver sido usado ou abusado pelos outros e, ainda assim, sentir em seu interior um santo impulso do espírito de perdão e de amor, deve então afirmar pleno de convicção: "Isto sou eu! Esta é a minha verdadeira natureza. (...)"

(Paramahansa Yogananda - A Yoga do Bhagavad Gita - Self-Realization Fellowship - p. 51)


sábado, 2 de fevereiro de 2013

DEFINIÇÃO UNIVERSAL DE RELIGIÃO


“ (...) quando remontamos às mais afastadas origens dos motivos das ações de todos os homens, encontramos a mesma motivação básica para todos: remoção da dor e obtenção da Bem-aventurança. Sendo esse um objetivo universal, precisa ser considerado como o mais necessário. E o que é universal e mais necessário para o homem é, naturalmente, religião para ele. Daí a religião consistir necessariamente na permanente remoção da dor e na experiência da Bem-aventurança ou Deus. E as ações que precisamos adotar para evitar permanentemente a dor e experimentar a Bem-aventurança ou Deus são chamadas religiosas. Se compreendemos religião nesses termos, torna-se óbvia a sua universalidade. Pois ninguém pode negar que deseja evitar definitivamente a dor e alcançar permanente Bem–aventurança. Isso precisa ser universalmente admitido, porquanto ninguém pode contradizer essa verdade. A própria existência do homem está com ela comprometida.

Todos querem viver porque amam a religião. Mesmo o homem que comete suicídio age também movido por esse mesmo amor; por esse ato, ele espera alcançar um estado mais feliz do que encontra enquanto está vivendo. De qualquer modo, pensa em livrar-se de uma dor que o importuna. Nesse caso sua religião é grosseira, mas não deixa de ser religião. O objetivo desse homem é perfeitamente justo e coincide com o de todas as pessoas; pois todos querem obter a felicidade ou Bem-aventurança. Entretanto, o método que o suicida empregou é insensato. Por ignorância ele não distingue o que realmente o levará à Bem-aventurança, a meta de todos os homens.”

(Paramahansa Yogananda – A Ciência da Religião – Self-Realization Fellowship - p 12/13)