quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A SABEDORIA DE SERVIR


"Toda a natureza é um anelo de “servir”.

Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.

Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu; onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu; onde haja um trabalho e todos se esquivem, aceita-o tu.

Sê o que remove a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema.

Há a alegria de ser puro e a de ser justo, mas há, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.

Que triste seria o mundo se tudo se encontrasse feito, se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para se iniciar!

Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis.

É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.

Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos; há pequenos serviços que são bons serviços: adornar uma mesa, arrumar teus livros, pentear uma criança.

Aquele é o que critica; este é o que destrói: sê tu o que serve.

O servir não é faina de seres inferiores. Deus, que dá os frutos e a luz, serve. Seu nome é: “Aquele que serve”. Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta a cada dia: Serviste hoje? A quem? À árvore? A teu irmão? À tua mãe?."

(A Essência da Sabedoria – A Arte de Viver – p. 19/20 – In: Sabedoria Universal, Paulo Lotufo, São Paulo, 1970)


SOMENTE A BEM-AVENTURANÇA DIVINA É ETERNA


"Todo coração humano anseia por amor. E todas as formas de amor humano – aquelas entre pais e filhos, marido e mulher, patrão e empregado, amigo e amigo, guru e discípulo – vêm do Amor Único, que é Deus.

Todo coração humano também está buscando a felicidade. É o objetivo da vida. (...) O desejo de ser feliz e o de amar e ser amado são as forças motivadoras por trás de todas as nossas atividades e ambições.

Os sábios da Índia têm dito que Deus é Bem aventurança sempre existente, sempre consciente, sempre nova. Eles nos dizem que a felicidade que procuramos, a alegria que perdurará para sempre e nunca envelhecerá deve ser encontrada em Deus. E onde Ele está? Sua imagem divina reside em cada ser humano, como alma. Não conhecemos a paz divina da percepção da alma porque voltamos nossa atenção e nossa busca para as coisas deste mundo. Devemos lembrar que a felicidade alcançável na Terra é condicional e efêmera. Só a bem aventurança divina é eterna.

Amor e alegria, em suas formas mais puras, só podem ser encontrados em Deus. Todavia, em vez disso, nós os procuramos em todos os outros lugares. É somente quando enfrentamos severas provações e muita dor que começamos realmente a pensar em Deus e dedicar um pouco de tempo à adoração – oração, puja ou a recitação de um mantram. Mas chega a hora em que tais observâncias externas não nos satisfazem. Se a mente estiver vagando aqui e ali, a oração é ineficaz, e a repetição de mantrams e a prática de japa deixam de trazer a resposta de Deus que a alma anseia."

(Sri Daya Mata – Só o Amor – Self-Realization Fellowship -  p. 173/174)


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A EXPRESSÃO DO ABSOLUTO


"Aquela jovem, linhas bonitas e sorrisos fáceis, vida-promessa, é uma expressão do Absoluto.

Este velho, pobre resto de vida, escombro de gente, em sua miséria fétida, com sua feiura e dor, também é expressão do Absoluto.

Os iludidos limitam o Infinito, e acham que está em alguns, noutros não; que está em certos lugares e não noutros.

Os iludidos não conhecem o milagre da equanimidade.

Os “que têm olhos de ver” veem o Invisível sob todas as aparências, sejam atraentes, sejam repelentes. É por isso que as perdas não os deprimem nem os lucros os corrompem."

(Hermógenes – Mergulho na paz – Ed. Nova Era, Rio de Janeiro - p. 107)