quinta-feira, 28 de novembro de 2024

A MENTE CONDICIONADA

"A mente costuma mentir, é de sua natureza. Mas existe uma mente superior que procura corrigir os erros da mente inferior, disciplinando-a para o pensar correto.

O que é o condicionamento? É, basicamente, a repetição de padrões.

Se observarmos bem, com a mente livre e o coração aberto, podemos descobrir de onde vêm nossas ideias. Geralmente são apenas repetições do que vimos e ouvimos desde a infância para não falar daquilo que já trouxemos em nossa bagagem existencial. Enfrentar a necessidade de mudança não é fácil, requer energia, pois logo surge uma série de cobranças evidentes ou veladas. Então costumamos recuar para não ver o novo que existe em nós. Tememos macular a tradição com alguma inovação. Tememos ser diferentes e não corresponder às expectativas que jogam em nossos ombros, sem nosso consentimento. Temos medo de ser criativos e originais e acabamos cedendo à imitação.

Entretanto o universo prima pela própria abundância e prosperidade. O Criador é infinito e habita nosso Ser.

Temos possibilidades inimagináveis morando dentro desse corpo, esperando expressão. Como uma semente. Se bem cuidada e jogada em solo fértil, ela frutifica. Seu dharma é brotar e fazer vicejar sua essência, seu DNA particular. Nosso potencial é enorme, mas precisamos acreditar nele. Ele é fonte de cura e superação.

Quando acreditamos e agimos, as coisas acontecem, as respostas surgem, o auxílio aparece. Não se esqueça: o universo é farto, abundante. O Criador é bom e quer o melhor para suas criaturas. Você pode, você merece. A propósito, termino com uma desconcertante pergunta de um sábio para você:

- Você tem cuidado bem do filho de seus pais?"

Fernando Mansur, Escrita Divina, Edição do Autor, 2017, p. 134.
Imagem: Pinterest 


terça-feira, 26 de novembro de 2024

OS EFEITOS DE LONGO ALCANCE DO NERVOSISMO

"O nervosismo não é um problema simples; é um inimigo mortal, com efeitos de longo alcance. Fisicamente, é difícil curar qualquer doença enquanto ela for agravada pelo nervosismo.  Espiritualmente, um desequilíbrio da força vital no corpo torna extremamente difícil para o devoto concentrar-se e meditar em nível suficientemente profundo para obter paz e sabedoria. O nervosismo, contudo, pode ser curado. O paciente precisa estar disposto a analisar seu mal e a eliminar as emoções desintegradoras e os pensamentos negativos que, pouco a pouco, o estão destruindo. A análise objetiva dos problemas e a manutenção da calma em todas as situações da vida curarão o caso mais renitente de nervosismo. 

A compreensão de que todo o poder de pensar, falar, sentir e agir vem de Deus e que Ele está sempre conosco, inspirando e guiando-nos, traz a libertação instantânea do nervosismo. Lampejos de alegria divina virão com essa realização; às vezes, uma profunda iluminação invadirá todo o seu ser, extinguindo a própria ideia do medo. Como um oceano, o poder de Deus, em um grande surto, irrompe pelo coração como um diluvio purificador, removendo todas as barreiras ilusórias da dúvida, do nervosismo e do medo. Supera-se a ilusão da matéria, a consciência de ser apenas um corpo mortal quando se estabelece contato com a doce serenidade do Espírito. alcançável por meio da meditação diária. Então, você sabe que o corpo é uma pequena borbulha de energia, no mar cósmico de Deus.

A vítima do nervosismo precisa entender seu próprio caso e refletir sobre os contínuos erros em seu modo de pensar, responsáveis pelos desajustes na vida. Quando, um dia, o homem nervoso admitir que sua enfermidade não tem causa misteriosa, sendo a consequência lógica dos próprios hábitos, já terá alcançado metade da cura."

Paramahansa Yogananda, A Eterna Busca do Homem, Self-Realization Fellowship, p. 98/99.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

DESTINO: VOCÊ ACREDITA?

"Uns acham que não existe, pois temos o livre arbítrio; outros afirmam que tudo já está escrito. Existiria um caminho do meio?

Pensei em refletirmos sobre nossa vida futura a partir de nossos atos de hoje. Por exemplo: vamos imaginar que tudo que fazemos, pensamos e sentimos tece uma espécie de teia, como faz a aranha. No final de cada dia, um pedaço dessa teia estaria formada. E nós caminharíamos por ela. No fim de uma semana, nossas ações já teriam criado uma teia maior, e assim sucessivamente. Após meses e anos, qual seria o resultado de nossa criação física, emocional e mental? Uma grande teia estaria tecida e nós teríamos que circular por ela, junto com quem nos relacionamos, que são também tecelões.

No ir e vir por essa teia, com o passar do tempo reencontraríamos amigos e desafetos, boas lembranças e recordações amargas, alegrias e dores, amores e rancores, caminhos abertos ou barreiras. Enfim, a nossa vida seria o resultado do que aprontamos.”

Se for válido pensar assim sobre, podemos inferir que hoje somos o resultado do que geramos num passado qualquer, próximo ou distante.

Provavelmente já batemos e apanhamos, já acariciamos e fomos acarinhados nesse nosso longo percurso evolutivo. E para haver justiça, nos ensinam que tudo fica gravado nos registros indeléveis da Natureza, esperando que o reequilíbrio se faça. Como? Através da compreensão e da reconciliação. Não foi por acaso que nascemos na mesma família: A GRANDE FAMILIA HUMANA. Quem vai dar o primeiro passo?

Li e repasso: ‘O primeiro a pedir desculpas é o mais corajoso. O primeiro a perdoar é o mais forte. E o primeiro a esquecer é o mais feliz!’

Vamos!”

Fernando Mansur, Escrita Divina, Edição do Autor, 2017, p. 52. 
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