OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


Mostrando postagens com marcador mentira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mentira. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

A CONVERSAÇÃO

"É de todo conveniente lembrar que a conversação deve primar pela veracidade. A exatidão na conversa é qualidade que raramente se mostra nos dias atuais, e lamentavelmente é comum o exagero descuidado. A tal ponto muita gente incorre nessa falta que as palavras chegam a perder toda a significação; é comum dizer-se 'terrivelmente' quando se quer dizer 'muito', ou descrever-se alguma coisa como 'gozado' quando se está tentando exprimir a ideia de que agrada e diverte. 

O ocultista não se deve levar pelo costume nesta matéria, sendo antes meticulosamente exato em tudo o que diz. Há pessoas que consideram a coisa mais natural contar uma falsidade por meio do que chamam uma 'piada', a fim de enganar alguém e depois rir de sua credulidade – uma credulidade da qual a vítima seguramente não é culpada se acreditou simplesmente que o narrador fosse suficientemente sincero e cavalheiro para falar a verdade! Necessito duramente dizer que tal coisa é absolutamente inadmissível. Em circunstância alguma pode existir algo divertido em se contar uma mentira ou iludir o próximo. Tão perversa será a palavra quanto a ação, e não há fins que justifiquem uma ou outra. 

O sábio não discute. Todo ser humano é dotado de certa quantidade de força, cabendo-lhe a responsabilidade por usá-la com o máximo de proveito possível. Uma das maneiras fúteis de a desperdiçar é gastá-la em discutir. Por vezes, algumas pessoas vêm a mim pretendendo questionar Teosofia: eu invariavelmente me eximo. Conto-lhes que estou de posse de certas informações que lhes poderei oferecer a respeito do que eu próprio tenho visto e experimentado. Se esse testemunho lhes for de valia, serão mais que bem-vindos, e terei satisfação em pô-lo ao seu dispor, tal como o tenho feito repetidas vezes neste e em outros livros. Mas não me sobeja tempo para discutir o assunto com pessoas que não acreditam em mim. Cabe-lhes todo o direito à sua própria opinião, e têm plena liberdade de crer ou não crer naquilo que elegerem. Não discuto com os que não podem aceitar o meu testemunho; mas também não tenho tempo a perder com eles, porque o meu tempo pode ser muito mais útil aos que se acham preparados para aceitar a mensagem que tenho a dar. 

A Whistler atribui-se o haver uma vez observado durante conversação sobre arte: 'Não estou discutindo convosco; estou expondo-vos fatos'. Parece-me que é a posição mais avisada para o teósofo. Vimos estudando certas coisas; até onde temos ido, sabemos que são verdadeiras, e desejamos explicá-las; se os outros estão ou não preparados para aceitá-las, é assunto que lhes diz exclusivamente respeito, e fazemos votos por que tenham bom resultado na linha de investigação que desejam seguir. A discussão conduz frequentemente a sentimentos inflamados e até mesmo de hostilidade – o que deve a todo custo evitar-se. Quando se fizer necessário discutir algum assunto, com vistas a decidir sobre um modo de proceder, que se faça sempre com serenidade e lhaneza; deixemos a cada um expor seu próprio caso deliberada e cortesmente, e ouçamos com polidez e deferência as opiniões alheias."

(C. W. Leadbeater - O Lado Oculto das Coisas - Ed. Teosófica, Brasília -  p. 276/276)


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

O QUE É RETA AÇÃO?


"Os budistas, de um ponto de vista puramente técnico, não podem pertencer a nenhum exército. O exército é liderado por pessoas com seus próprios motivos para criar uma guerra ou para produzir tensão. Os oficiais, soldados e quem quer que esteja preso nisso faz o que lhe é ordenado, sem questionar os objetivos. Por isso, uma pessoa que quer viver a vida espiritual, ou um correto tipo de vida, não entraria para o exército.

Muitas pessoas dirão que não é assim. O Bhagavad-Gita, por exemplo, diz: 'Continue a lutar, Arjuna.' Mas essas palavras se referem a lutar no nível físico, ou será que todo o Gita tem um significado diferente?

Milhões de pessoas estão engajadas em negócios ligados à guerra. A fabricação de armas é apenas um deles. Há mais cientistas trabalhando nesse comércio do que em propósitos pacíficos. Isso deve ser levado em consideração por todo aquele que queira trilhar o caminho espiritual: será que você quer se engajar em atividades que prejudicam os outros?

É bastante comum encontrar pessoas bebendo álcool. Isso quer dizer que muitas outras pessoas estão engajadas neste negócio, preparando a bebida e vendendo-a. Muitas coisas são produzidas sem levar em consideração o fato de que afetam a vida dos outros. Quando compramos algo de uma loja, o produto pode parecer bom, mas a história por trás de alguns produtos pode não ser boa. Animais são usados para experimentos cientifícos e para testar produtos de beleza. Será que nós somos cuidadosos a respeito daquilo que compramos? Ou compramos coisas que afetam as vidas inocentes de outras criaturas?

Os Estados Unidos cuidam para que nenhum dano seja causado aos seres humanos, mas, para garantir isso, atos horríveis são praticados contra outras criaturas vivas. Felizmente, na Inglaterra e em outros países europeus muitos experimentos com animais foram abandonados e substituídos por métodos mais humanitários. É possível descobrir se uma droga ou outro produto é útil ou não por meios que não causem danos aos animais, sem maltratar milhares de criaturas em nome do que chamamos de 'progresso'.

Se formos verdadeiros e éticos, usando nosso desenvolvimento interior, podemos compreender o que é útil e o que não é. Obviamente matar ou maltratar não são corretos meios de ganhar a vida. Mentir também não. A reta conduta não é fácil, mas um dos primeiros passos nesse caminho é jamais se envolver em más ações. Conforme Buda ensinou, quanto menos dano é causado, melhor.

A conduta está ligada à ideia do que é certo e errado. Muitas pessoas que praticam crueldades não são más, mas foram colocadas em situações em que sentem que precisam sacrificar os escrúpulos. Se o ser humano é superior às outras criaturas é uma questão importante sobre a qual cada um de nós deve ter clareza. Todas as coisas estão crescendo, e mais cedo ou mais tarde alcançarão o estágio humano.

Nossas vidas verdadeiramente afetam a vida dos outros seres. Eles também são ajudados pelo modo como nós nos comportamos. Ser mais atencioso, gentil e compassivo e menos egoísta pode produzir uma mudança em direção a uma sociedade menos brutal."

(Radha Burnier - O que é reta ação? - Revista Sophia, Ano 16, mº 73 - p. 43)


quinta-feira, 22 de março de 2018

CLARIVIDÊNCIA

"Há muitos clarividentes sinceros mas não treinados, que transmitem mensagens e ensinamentos supostamente vindos dos Mestres de Sabedoria. Quando pela primeira vez encontrei clarividentes e médiuns, fiquei imensamente impressionada. Mas uma longa experiência ensinou-me desde então a ser extremamente cautelosa em relação a qualquer expressão psíquica ou visão. Uma sensitiva nata que eu conheci bem na África do Sul - e que, ao mesmo tempo, é dotada de considerável força de caráter e bom-senso, disse-me várias vezes ter, em sua própria experiência, descoberto que quase todas as aparições astrais são 'mentirosas'. O plano astral é o que H.P.B. chama 'o mundo da grande ilusão,' e diz que 'nenhuma flor colhida nessas regiões foi transportada para a Terra sem sua serpente enrolada em sua haste.' Ela comenta aqui as palavras de A Voz do Silêncio que chamam o plano astral de Sala do Aprendizado, e diz: 'Nela a Alma encontrará a floração da vida, mas sob cada flor, haverá uma serpente enrolada.' Somente pela compreensão dos planos espirituais mais elevados é que esses fenômenos podem ser corretamente entendidos e avaliados.

Isso requer treinamento longo e estrito, bem como uma iniciação que capacite quem vê a ver corretamente. Depende especialmente da pureza desinteressada do sensitivo. O Mestre escreve: 'Muitas das comunicações espirituais subjetivas - em sua maioria quando os sensitivos têm a mente pura - são reais; mas é bastante difícil para o médium não iniciado fixar em sua mente os quadros corretos daquilo que vê e ouve.' (C.M.) Mais uma vez ele escreve: 'Há aqueles que são voluntariamente cegos, e outros que o são involuntariamente. Os médiuns pertencem à primeira classe e os sensitivos, à segunda. A menos que iniciados e treinados regularmente - no que concerne à compreensão espiritual das coisas e supostas revelações feitas ao homem em todos os tempos desde Sócrates, passando por Swedenborg... nenhum vidente ou clarividente autodidata viu ou ouviu de maneira completamente correta.' (M.C.)

Facilmente se pode ver a razão disso. Consciente ou inconscientemente - estamos criando e espalhando incontáveis 'formas-pensamento.' Povoamos nossa corrente no espaço, como disse o Mestre, com criações de nosso pensamento, num mundo de memórias, esperanças, satisfação de desejos. É com este mundo, e através da janela colorida de sua condição psíquica, que o vidente não adestrado entra em contato. A mais leve satisfação do desejo aí toma forma. Tal 'forma-pensamento' pode ser animada por um espírito da natureza que não tenha senso moral ou sentimento de certo ou errado como nós temos, e assim aparece como anjo de luz, dizendo-nos exatamente o que desejamos ouvir. C.W.L. sempre nos advertiu que tomássemos cuidado com qualquer visão que nos bajulasse. (...)"

(Clara Codd - As Escolas de Mistérios - Ed. Teosófica, Brasília, 1999 - p. 85/87)


sexta-feira, 2 de março de 2018

CRENÇA

"Não conheço um ser humano agnóstico, isto é, que em nada crê.

Pode-se não crer em Deus, mas se crê em medicamento, em poder econômico, em posição social, em promessas de políticos, no poder da mentira, no poder da violência...

Há até mesmo alguns que só creem em sua própria descrença.

Assim, creem em alguma coisa...

Como é difícil ajudar a quem crê em sua descrença somente.

É tão difícil como transportar uma montanha.

Como é frágil e padecente aquele que Te nega!"

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 67/68)


sábado, 11 de novembro de 2017

MEIOS CORRETOS

"Se para conseguir uma coisa a gente tem de mentir, de trair, de enganar, de praticar crueldade, de esmagar alguém... esta coisa é tão podre quanto os meios e modos de a conseguir. E sabe de uma? Ninguém é feliz e vitorioso, ninguém está seguro e forte, na posse de uma coisa podre.

Se os meios são sujos, os fins atingidos por tais meios também o são. Esta é uma verdade total, absoluta, à prova de quaisquer sofismas e racionalizações.

Jamais os fins belos, verdadeiros e nobres podem vir a ser conquistados por meios perversos e negros.

Ninguém chega à luz se usa as trevas.

Senhor.
Só não quero ser pobre de Teu Espírito."

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 178/179)


quinta-feira, 27 de julho de 2017

VERDADE

"Viver em verdade, com a verdade e pela verdade, inicialmente é difícil, e gera problemas, pois o homem veraz é perseguido pela maioria que mente. 

Mas, viver a Verdade é viver em Deus, em Deus que é Verdade.

Foi se baseando nisto que um homem chamado Gandhi pagou o alto preço da verdade, e sofreu por ela, mas alcançou a Graça Divina, e amorosamente serviu e ajudou milhões de sere humanos, e isto é que é ser realmente feliz.

Os medrosos fogem da verdade.

Os bravos vivem e morrem por ela.

Morrer na verdade é infinitamente preferível a viver enganosamente na mentira.

O caminho largo é feito de mentiras. Prefiro o Teu."

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 52)


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O SOM DOS MANTRAS

"O som dos mantras tem a virtude de transformar impulsos e tendências. O vocábulo mantra significa aquilo que protege e salva, quando repetido na mente. Vibre sempre os mantras dentro de sua mente. Isto prevenirá o mal falar, conversas sem propósito, maledicência e escândalo. Fale somente quando seu falar seja essencial e só tanto quanto necessário. Fale docemente e sem quaisquer reservas ou circunlóquios.

Não existe mentira (mithya) na verdade (sathya). Mas, no universo ilusório (mithya jagat), você tem de pesquisar a verdade (sathya) e chegar a experienciá-la. Poderá fazê-lo, se limpar sua mente de todas suas modificações e modulações. Que seja ela transmutada de sua presente confusão complexa em algo como o céu, o qual não conserva qualquer marca, não obstante através dele milhões de pássaros voem e centenas de aviões o cruzem. Torne-se isento, inatingível, desapegado. Tal é o sadhana (caminho disciplinar) que lhe des-velará a Realidade."

(Sathya Sai Baba - Sadhana, O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. 168/169)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

SATSANG

"Dize-me com quem andas...

Você anda em companhia de pessoas bondosas, puras, amorosas, sinceras, caridosas, corretas, abnegadas?...

Não precisa dizer mais nada...

Já sei muito sobre você.

O semelhante atrai o semelhante.

Se notar em você alguma tendência para buscar as rodas de 'fumo', as rodas de maledicência, de vício, de mentira, corrupção... Já sei também bastante sobre você.

Se você aspira a felicidade e a paz, a alegria e o equilíbrio, procure então viver com pessoas sábias e puras.

Senhor. Obrigado por Tua perene presença em mim!"

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 171/172)


sexta-feira, 20 de maio de 2016

A TRAGÉDIA DE SER DESONESTO

"Indivíduos que levam uma vida de falsidade, tirando proveito da hipocrisia, utilizando-se da mentira, aplicando golpes, insistindo em faturar mais, mas naquela base - 'Se ninguém vê, se posso esconder e disfarçar, se consigo fraudar, por que ser honesto, cumprir com meu dever? Por que não aproveitar?' - se iludem supondo que vivem bem com o produto de seus crimes. 

Na verdade, vivem vítimas do medo, castigados pelo estresse, assustados com a possibilidade de virem a ser descobertos e terem de pagar por seus delitos...

Isso é vida? Vale a pena ficar sempre em alerta, sem sossego, esperando o golpe da justiça?

E a dívida que fazem com a Lei Divina?!!!

É preciso ser muito estúpido para continuar corrupto, farsante, hipócrita, desonesto!

Como é bom poder viver sem ter de me esconder dos outros. Como é bom estar contigo, Senhor!"

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 120)


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

HIPOCRISIA

"O indivíduo, contando com o falso poder da mentira, descaradamente ou rouba no peso ou assalta por qualquer outra forma, desde a mão armada até à corrupção administrativa ou política.

Todo criminoso tem este raciocínio: 'Desde que ninguém venha a saber, porque vou ocultar e me ocultar como autor, posso fazer o que desejar, para melhorar minha conta de banco, minha família, para subir na vida...'

Vê você como a mentira corrompe alguns e explora outros?

Eis por que Jesus, que perdoou todas as formas de pecado, só não perdoou a um - a hipocrisia, isto é, a farsa, o embuste, a mentira.

Hipocrisia - eis o grande pecado." 

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed, Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 51)


terça-feira, 23 de junho de 2015

RETO FALAR

"Que uso tem feito você de sua fala?

Quem usa a linguagem para mentir, enganar, explorar, manobrar, agredir, praguejar, seduzir... acredite, está se condenando ao sofrimento, se já não estiver sofrendo as consequências do mau uso que fez antes. Já sabemos o que espera aquele que corrompeu o talento da expressão oral.

Administre, com sabedoria e vigilância, suas palavras, jamais empregando-as para difamar, intrigar, iludir, ferir...

Pela palavra você pode levantar o deprimido, pacificar o aflito, esclarecer o iludido, encorajar o amedrontado, curar o doente, indicar o caminho, alegrar o triste, defender a verdade e a justiça, promover a concórdia...

A palavra tem poder mágico, tanto para construir como para destruir.

Fale com prudência, verdade, amor e firmeza.

Que minha palavra faça florescer o bem na humanidade." 

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p 96)


sábado, 14 de março de 2015

QUEM É RESPONSÁVEL PELA CONDUTA DOS ADOLESCENTES? (4ª PARTE)

"(...) Nunca se deve passar às crianças a impressão de que, se cometerem um erro, Deus irá castigá-las. Elas precisam aprender a amar a Deus, não a temê-Lo; a agir certo porque O amam. Devem aprender um pouco sobre a lei do karma: 'O que plantarem neste mundo, meus queridos, vocês também colherão. Se mentirem, os outros serão falsos e não confiarão em vocês. Se roubarem ou tomarem dos outros à força, os outros também tirarão de vocês. Contudo, se forem altruístas, os outros serão generosos com vocês. Se forem amorosos, os outros gostarão de vocês.' 

 É dever dos pais abrir bem a mente e o coração dos filhos e orientá-los a cultivar a atitude correta em relação à vida, em relação aos problemas emocionais e em relação ao sexo, quando tiverem idade suficiente. Enquanto estiverem aprendendo, devem sempre sentir que, independentemente do que façam, seus pais sempre terão um coração aberto e uma mente compreensiva. A criança não deve sentir que precisa procurar alguma outra pessoa para conseguir a compreensão que não teve dos pais.

Pais sensatos nunca agirão embaraçados, dominados, desanimados ou chocados com qualquer coisa que o filho lhes diga. Sempre se deve fazer que o filho sinta: 'Posso recorrer a minha mãe e a meu pai com qualquer coisa que esteja me perturbando, porque sei que deles sempre receberei compreensão.' (...)"

(Sri Daya Mata – Só o Amor – Self-Realization Fellowship -  p. 56)

segunda-feira, 2 de março de 2015

COMPAIXÃO E VOTOS DE BUDA

"3.  Buda educou-se, primeiro, em ser amável para com toda a vida animada e em evitar o erro de matar qualquer criatura, e depois então desejou que todos os homens pudessem conhecer a ventura da longa vida. 

Buda educou-se em evitar o erro do furto, para que, assim os homens pudessem ter tudo aquilo que desejassem.

Buda educou-se em evitar o adultério, e, com essa virtude, desejou que todos os homens pudessem conhecer a ventura de uma mente pura para que não sofressem com os desejos insatisfeitos.

Buda, quando buscava seu ideal, educou-se em evitar a mentira, e então, com esta virtude, desejou que os homens pudessem conhecer a tranquilidade da mente que advém com o cultivo da verdade.

Educou-se em evitar toda a falsidade, e desejou então que os homens pudessem desfrutar da alegria do coleguismo entre aqueles que seguiam o seu ensinamento.

Educou-se em evitar a ofensa a outrem, e então desejou que todos pudessem ter a mente serena que advém do viver em paz com os outros.

Evitou as vãs conversas, e então desejou que todos conhecessem a ventura da mútua e harmoniosa compreensão.

Buda, na busca de seu ideal, evitou a avareza, e então, com esta virtude, desejou que todos conhecessem a tranquilidade que advém de uma mente livre de toda a cobiça.

Evitou a ira, e então desejou que todos se amassem uns aos outros.

Educou-se em evitar a ignorância, e então desejou que todos pudessem entender e não nigligenciassem a lei da causalidade.

Assim, Buda, com sua misericórdia a todos envolvente, não almejava senão a felicidade dos homens. Ele ama a todos, assim como os pais amam seus filhos e a eles deseja a mais alta ventura, isto é, que eles possam transpor este oceano da vida e da morte."

(A Doutrina de Buda - Bukkyo Dendo Kyokai (Fundação para propagação do Budismo), 3ª edição revista, 1982 - p. 33/35)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O PECADO EQUIVALE À IGNORÂNCIA (2ª PARTE)

"(...) 'Por que o crime é um pecado? Porque a vida que lhe pertence é a mesma de todos os seres. Negar a quem quer que seja o direito de viver é negar a realidade dessa vida universal da qual você, também, é uma manifestação. Em termos de espírito, o crime é um suicídio.

'Por que é pecaminoso roubar? Porque o que você nega aos outros nega também a si próprio, já que o Eu superior dos outros é também seu Eu superior. Invariavelmente, ao fim e ao cabo, o ladrão se torna cada vez mais pobre. Dando ênfase aos desejos egoístas e colocando-os acima da compreensão do seu Eu universal, ele se afasta da verdadeira e única Fonte de vida e de toda a fartura. Roubando dos outros em proveito do ganho egoísta, ele acaba por diminuir a sua verdadeira identidade em vez de, como acredita, aumentá-la.

'Por outro lado, dar de si mesmo aos outros aumenta essa identidade e abre a inesgotável Fonte de abundância.

'Por que é algo pecaminoso dizer mentiras? Porque, pela mentira, a pessoa se afasta da realidade e daquela verdade superior que, sozinha, como afirmou Jesus, 'haverá de libertá-lo'.* Ao contar mentiras, a pessoa se isola do amparo que o universo proporciona gratuita e amorosamente a todos os que vivem em harmonia com as suas leis.

'O mentirosa arruína os fundamentos de todas as coisas que tenta construir neste mundo. Por fim, tudo se torna uma casa construída sobre a areia. As palavras simples de um homem que diz a verdade, por outro lado, são consistentes no universo. (...)"

* João 8:32.

(Paramhansa Yogananda - A Sabedoria de Yogananda, A Essência da Autorrealização - Ed. Pensamento, São Paulo, 2012 - p. 61/62)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O RESULTADO FINAL DA VERDADE É SEMPRE BOM

"Somente a aplicação de métodos religiosos pode trazer felicidade duradoura. Um dos princípios espirituais mais importante é o da sinceridade. O significado da verdade não é claramente compreendido pela maioria das pessoas. A verdade tem relação direta com a Realidade e, por isso, seu resultado final é sempre positivo. Quem tem o hábito de contar pequenas mentiras, o tempo todo, encontrará dificuldade em ser totalmente sincero em qualquer coisa que diga. Esses mentirosos crônicos nunca consideram a importância de falar a verdade; nem percebem que estão mentido. Sua própria imaginação passa a ser autêntica para eles, e assim não conseguem mais ver a verdade plena, em nenhuma situação.

Muitos que não compreendem a importância de dizer a verdade justificam seus engodos dizendo: 'Bem, se eu sempre falar a verdade, certamente serei passado para trás, porque o resto do mundo não age assim. Uma mentirinha aqui e ali me possibilita viver muito bem.' É lamentável!

Para ser sempre sincero, é necessário entender a diferença entre fato e verdade. Se ao ver um deficiente e, raciocinando ser seu defeito físico um fato óbvio, você o cumprimenta dizendo 'Como vai, sr. Deficiente?', irá ofendê-lo. Aqui, a sinceridade em apontar o defeito alheio só causou mágoa; não fez bem nenhum. Portanto, não se deve falar desnecessariamente de fatos desagradáveis, ainda que verdadeiros."

(Paramahansa Yogananda - O Romance Com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 37/38)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

NÃO EXISTEM MENTIRAS INOFENSIVAS

"(...) se por uma boa razão você não quer dizer a verdade, pelo menos não minta! Suponhamos que você esteja meditando no canto, certo de que ninguém o vê. Seu desejo é que ninguém saiba o que está fazendo. Mas alguém descobre e grita: 'Ei, o que está fazendo aí?' Para esconder o fato de que estava meditando, você responde: 'Estava comendo uma banana'. É uma mentira desnecessária. Você poderia ter dito: 'Estou ocupado agora e não quero ser incomodado'. Esta afirmação verdadeira é muito melhor do que uma mentira, ainda que pequena, para ocultar da curiosidade alheia o que você fazia. É esse tipo de mentira que a maioria das pessoas conta. Evite-o, porque incentiva um padrão habitual de mentiras, mesmo quando não há necessidade de esquivar-se da verdade.

Também é errado dizer a verdade quando, assim fazendo, traímos alguém desnecessariamente, sem nenhum propósito positivo. Vamos supor que um homem beba, mas tente esconder o vício do resto do mundo. Você conhece essa fraqueza e, em nome da verdade, anuncia aos amigos: 'Vocês sabem que fulano de tal bebe, não é?' É um comentário impróprio; ninguém deve se ocupar da vida alheia. Silencie sobre os defeitos pessoais dos outros, desde que não prejudiquem ninguém. Converse em particular com o transgressor, se tiver a oportunidade ou a responsabilidade de ajudá-lo; mas nunca fale propositalmente para feri-lo, sob o pretexto de ajudar. Você só o 'ajudará' a ficar seu inimigo, além de possivelmente sufocar qualquer desejo que ele possa ter de melhorar como pessoa.

A verdade é sempre benéfica; os fatos às vezes podem ser nocivos. Por mais verdadeiro que seja, um fato que vá de encontro ao bem é apenas um fato, não é a verdade. Nunca revele fatos desagradáveis que causem sofrimento inútil, como falar desnecessariamente sobre o caráter alheio. Isso é o que jornais e revistas sensacionalistas frequentemente fazem com pessoas famosas. Visam ferir a reputação do indivíduo ou obter vantagens pessoais à custa de alguém. Não atraia para si o mau karma resultante da revelação de fatos danosos sobre outras pessoas quando isso não servir a um propósito autêntico ou nobre. E, quando omitir um fato desagradável, certifique-se de que também não deixará implícito o fato de estar escondendo alguma coisa. Afinal de contas, Deus é misericordioso e nós, Seus filhos, também devemos ser. Por que ser o instrumento que causa dano a outra pessoa? Sua ação lesiva vai repercutir e voltará para feri-lo também. Vivemos os resultados de toda experiência que causamos aos outros. Existem pessoas que vivem em paz e pessoas que vivem preocupadas e infelizes. As últimas não tiveram a sabedoria de experimentar e descobrir que é possível viver em paz. Do contrário, teriam aprendido a não mentir e não falar dos outros de modo maledicente e prejudicial."

(Paramahansa Yogananda - O Romance com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 38/39)

terça-feira, 4 de março de 2014

CULPA

"Frequentemente, ouço as pessoas dizerem que 'um pouco de culpa faz bem à alma', mas não concordo. Não estou falando sobre o remorso genuíno em relação a um erro que podemos remediar; refiro-me ao tipo de culpa autopunitiva que é acompanhada por sentimentos de baixa autoestima e inadequação.

Muitas vezes nos sentimos culpados devido a algum tipo de expectativa autoimposta sobre como deveríamos ser. Então mentimos, porque temos medo de ser punidos se dissermos a verdade. Mais tarde, nos arrependemos e sentimos culpa por termos mentido ou cometido tais erros. No íntimo, achamos que pecamos e que devemos ser punidos.

Qualquer forma de autocondenação é prejudicial à alma. A culpa não só cria desarmonia nos corpos espiritual e emocional como também está relacionada a muitos dos problemas de saúde de que sofremos."

(James Van Praagh - Em busca da Espiritualidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 55)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DOIS SAPOS

"Vivia um sapo – no fundo dum poço.

Lá nascera, lá vivera, de lá nunca saíra – e lá esperava morrer.

O seu horizonte era de um metro e meio de largura – o diâmetro do poço.

A profundidade de sua vida era de três palmos – como as águas do poço.

Para além da borda do poço – nada mais existia para ele...

Certo dia, tombou no fundo do poço – um sapo de outras regiões...

Vinha de longe, de muito longe – das praias do mar...

Com secreto rancor, viu o primeiro invadido pelo segundo o seu espaço vital.

Mas, como o segundo era mais forte, resolveu o primeiro não o guerrear – e limitar-se à defesa passiva...

Depois de três dias de silêncio recíproco, travou-se entre os dois batráquios o diálogo seguinte:

- Donde vens tu, estranho invasor?

- Das praias do mar, ignoto ermitão.

- Que coisa é o mar?

- O mar?... O mar é uma grande planície d’água.

- Tão grande como esta pedra em que pousam minhas pernas gentis?

- Muito maior.

- Tão grande como esta água que reflete o meu corpo esbelto?

- Maior, muitíssimo maior.

- Tão grande como este poço, minha casa?

- Mil vezes maior. Milhares de poços destes caberiam no mar que eu vi. O mar é tão grande que sempre começa lá onde acaba. É tão grande que todo o céu cabe nele, e ainda sobra mar. Todos os sapos do mundo, pulando a vida inteira, não chegariam ao outro lado – tão grande é o mar à cuja margem nasci e vivi.

- Safa-te daqui, mentiroso! – exclamou o batráquio do poço. – Coisa maior que este poço não pode haver! Mais água que esta água é mentira!...

*   *   *

Desde então viviam os dois em pé de guerra, no fundo do poço.

Não diz a história se algum deles, supersapo, venceu nessa luta feroz...

Nem diz se um deles, batráquio genial, convenceu o outro da verdade das suas ideias...

Consta apenas que, desde esse tempo, vivem no mundo seres que só creem em si mesmos...

Seres que sabem tudo o que os outros ignoram...

Seres que tacham de loucos os que afirmam o que eles não compreendem...

Seres de tão vasto saber que consideram desdouro aprender...

Não fales, meu amigo, em mares – a quem mares não viu!

Deixa viver no poço – quem no poço nasceu!

Horizonte de metro e meio, água de três palmos de fundo, pedra de meio palmo – que mais quer o batráquio dum poço?

Deixa ao ignorante a sua feliz ignorância!

Não fales em mares a quem para um poço nasceu!

Cada qual com seu igual...”

(Huberto Rohden – De Alma para Alma – Ed. Martin Claret, São Paulo, 2005 – p. 127/128)


sábado, 4 de janeiro de 2014

CANDIDATO À VERDADEIRA FELICIDADE

"Felicidade é vida em festa – e festa em vida. Mas, para haver festa e flores, é necessário fazer uma limpeza geral na casa.

Infelizmente, a nossa civilização e vida social está quase toda baseada em mentiras, fraudes, falsidades, hipocrisias e outras poluições.

A patroa dá ordem à empregada para dizer às visitas que a ‘dona não está em casa’.

O negociante tem de mentir constantemente aos fregueses para vender as suas mercadorias.

O leiteiro mente dizendo que leite com 50% de água é leite puro.

O vinicultor põe no seu vinho, além de água e anilina, drogas picantes e nocivas, para vender melhor ou atender ao gosto viciado dos consumidores.

O farmacêutico falsifica os seus produtos de laboratório para ganhar mais dinheiro, pondo em perigo a vida e a saúde daqueles que ingerem as drogas.

O cabo eleitoral mente ao público que o seu candidato é o melhor do mundo, quando ele bem sabe que o seu patriotismo obedece à plenitude do bolso.

O orador sobre à tribuna, cônscio da sua inigualável competência, e inicia a sua peça oratória com as palavras costumeiras: ‘Eu, apesar da minha absoluta incompetência...’, abrindo ligeira pausa para ouvir das primeiras filas um murmúrio de ‘não apoiado’, suavíssima carícia para a sua vaidade.

‘Muito prazer em conhecê-lo’ – quantas vezes não encobre esta frase estereotípica sentimentos diametralmente opostos aos que os lábios proferem?

90% do que Jornais, Rádio e Televisão propalam é mentira a serviço da cobiça.

Tão inveterados são estes e outros vícios sociais que é quase impossível viver em sociedade sem ser contagiado por essas poluições. Tudo isto, porém, é sujeira moral, que torna praticamente impossível o desenvolvimento de uma verdadeira felicidade.

Candidato à verdadeira felicidade! grava bem dentro do teu coração esta grande verdade. Nunca farei depender a minha felicidade de algo que não dependa de mim!"

(Huberto Rohden – A Essência da Felicidade – Ed. Martin Claret, São Paulo, 2002 – p. 65/66)


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AS BASES DO AUTOCONHECIMENTO

"Uma das coisas mais difíceis do mundo é olharmos qualquer coisa com simplicidade. Como nossa mente é muito complexa, perdemos a simplicidade. Não me refiro à simplicidade no vestir ou no comer, no usar apenas uma tanga ou bater um recorde de jejum, ou qualquer outra das absurdas infantilidades que os santos praticam; refiro-me àquela simplicidade que nos torna capazes de olhar as coisas diretamente e sem medo, capazes de olhar a nós mesmos sem nenhuma deformação, de dizer que mentimos quando mentimos e não esconder o fato ou dele fugir.

Outrossim, para compreendermos a nós mesmos, necessitamos de muita humildade. Se começais dizendo: "Eu me conheço" — já travastes o processo do auto-aprendizado; ou, se dizeis "Não há muito que aprender a meu respeito, porque sou apenas um feixe de memórias, ideias, experiências e tradições" — tereis também parado o processo de aprendizado a vosso próprio respeito. No momento em que alcançais qualquer alvo, perdeis o atributo da inocência e da humildade; no momento em que chegais a uma conclusão ou começais a examinar com base no conhecimento, está tudo acabado, porque então estais traduzindo tudo o que é vivo em termos do velho. Mas se, ao contrário, não tendes nenhum ponto de apoio, nenhuma certeza, nenhuma perfeição, estais em liberdade para olhar, e quando olhais uma coisa em liberdade, ela é sempre nova. Um homem seguro de si é um ente morto"

(J. Krishnamurti - Liberte-se do Passado - Ed. Cultrix, São Paulo - p. 13)