sexta-feira, 1 de março de 2013

O DESEJO É A RAIZ DA INFELICIDADE


"Jamais devemos esquecer nossa meta. Devemos construir uma cerca em torno de nossas carências. Não devemos continuar a aumentá-las cada vez mais, pois isso finalmente trará infelicidade. Não digo, entretanto, que não devemos satisfazer necessidades básicas, que surgem de nossa relação com o mundo inteiro, ou tornarmo-nos sonhadores e idealistas ociosos, ignorando nosso próprio papel essencial na promoção do progresso humano.

Em suma: a dor resulta do desejo e também, indiretamente, do prazer, o qual se apresenta como um fogo-fátuo, atraindo as pessoas para o pântano das carências, que as tornam cada vez mais infelizes.

Vemos, assim, que o desejo é a raiz de toda infelicidade e surge do sentido de identificação do Eu com o corpo e a mente. Portanto, o que devemos fazer é eliminar o apego, banindo o sentido de identificação. Simplesmente romper o laço do apego e da identificação. Devemos representar nossos papéis no palco do mundo conforme assinalado pelo Grande Diretor, com toda a nossa mente, intelecto e corpo, porém mantendo-nos interiormente tão invulneráveis ou imperturbados pela consciência do prazer e da dor como fazem os atores no palco."

(Paramahansa Yogananda – A Ciência da Religião – Self-Realization Fellowship - p. 32/33)


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A SABEDORIA DE SERVIR


"Toda a natureza é um anelo de “servir”.

Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.

Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu; onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu; onde haja um trabalho e todos se esquivem, aceita-o tu.

Sê o que remove a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema.

Há a alegria de ser puro e a de ser justo, mas há, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.

Que triste seria o mundo se tudo se encontrasse feito, se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para se iniciar!

Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis.

É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.

Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos; há pequenos serviços que são bons serviços: adornar uma mesa, arrumar teus livros, pentear uma criança.

Aquele é o que critica; este é o que destrói: sê tu o que serve.

O servir não é faina de seres inferiores. Deus, que dá os frutos e a luz, serve. Seu nome é: “Aquele que serve”. Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta a cada dia: Serviste hoje? A quem? À árvore? A teu irmão? À tua mãe?."

(A Essência da Sabedoria – A Arte de Viver – p. 19/20 – In: Sabedoria Universal, Paulo Lotufo, São Paulo, 1970)


SOMENTE A BEM-AVENTURANÇA DIVINA É ETERNA


"Todo coração humano anseia por amor. E todas as formas de amor humano – aquelas entre pais e filhos, marido e mulher, patrão e empregado, amigo e amigo, guru e discípulo – vêm do Amor Único, que é Deus.

Todo coração humano também está buscando a felicidade. É o objetivo da vida. (...) O desejo de ser feliz e o de amar e ser amado são as forças motivadoras por trás de todas as nossas atividades e ambições.

Os sábios da Índia têm dito que Deus é Bem aventurança sempre existente, sempre consciente, sempre nova. Eles nos dizem que a felicidade que procuramos, a alegria que perdurará para sempre e nunca envelhecerá deve ser encontrada em Deus. E onde Ele está? Sua imagem divina reside em cada ser humano, como alma. Não conhecemos a paz divina da percepção da alma porque voltamos nossa atenção e nossa busca para as coisas deste mundo. Devemos lembrar que a felicidade alcançável na Terra é condicional e efêmera. Só a bem aventurança divina é eterna.

Amor e alegria, em suas formas mais puras, só podem ser encontrados em Deus. Todavia, em vez disso, nós os procuramos em todos os outros lugares. É somente quando enfrentamos severas provações e muita dor que começamos realmente a pensar em Deus e dedicar um pouco de tempo à adoração – oração, puja ou a recitação de um mantram. Mas chega a hora em que tais observâncias externas não nos satisfazem. Se a mente estiver vagando aqui e ali, a oração é ineficaz, e a repetição de mantrams e a prática de japa deixam de trazer a resposta de Deus que a alma anseia."

(Sri Daya Mata – Só o Amor – Self-Realization Fellowship -  p. 173/174)