OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CONHEÇA-SE

"Há a história de um rei, do ministro e do servo, que, a bordo de um barco, enfrentavam uma tempestade no lago. O servo entrara em pânico ao ver as águas em torno. Sua aflição punha em risco o próprio barco. Assim, o ministro, segurando-o, empurrou-o para a água, mergulhando-o algumas vezes, a despeito de seus berros, e então quando ele chorava 'o barco, o barco', era trazido de volta. Uma vez no barco, aprendeu que fora salvo das águas, às quais temera. Também, estamos em Deus, e, ainda assim, amedrontados com as águas de samsara¹². Só quando padecemos as provações de samsara é que a segurança e a fé em Deus podem ser percebidas.

O olho, que tem apenas pouco mais de dois centímetros de comprimento, pode ver as estrelas, que se encontram a milhões de quilômetros de distância. Mas, é mesmo o olho que vê? Por si mesmo, pode ver? Não. Você deve aprender como conhecer os outros e mais ainda como conhecer a si mesmo. Você tem curiosidade sobre os outros. Mesmo uma pessoa que venhamos a conhecer casualmente num vagão de estrada de ferro indaga sobre casos de família, propriedade e linhagem, embora ela não conheça sua própria linhagem e propriedade, sua herança e status. Você é um manuja, isto é, nascido de Manu¹³. Manu é aquele que instituiu o código moral, que é propriedade sua. Você tem o Senhor domiciliado em seu coração, e, assim, é essencialmente divino. Toda esta riqueza você nega, e, com isso, se torna pobre e frágil. Para mirar seus próprios olhos, um espelho lhe é necessário. Para contemplar sua inata magnitude, você precisa de um Guru."

¹² Samsara - é o universo instável, onde reinam o surgir e o sumir, o nascer e o morrer. É o nome que se atribui à roda sempre girante das reencarnações impostas.
¹³ Manu - é o nome com que são designados os catorze progenitores mitológicos da humanidade e são também seus legisladores, isto é, eles instituíram o dharma (a lei a reger os homens, a retidão). O primeiro Manu, chamado Swayam-bhuva, ensinou o código de eterna validade - o Dharma Sastra ou Manu-samhita ou ainda As Leis do Manu. Isto aconteceu há trinta milhões de anos. 

(Sathya Sai Baba - Sadhana O Caminho Interior - Ed. Nova Era , Rio de Janeiro, 1989 - p. 184/185)


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A SÚPLICA NÃO ATENDIDA DO HOMEM (1ª PARTE)

"Que resposta o cristianismo ortodoxo tem a oferecer a essas questões naturais: 'Onde Deus estava durante os eventos trágicos de nosso tempo? Por que Ele não nos protege e salva das aflições que nos visitam? Até que ponto merecemos os imensuráveis sofrimentos que nos têm sido infligidos numa época tão atormentada por horrores? Onde está a justiça concedida por Deus a Seus filhos? Milhões que foram torturados e mortos prematuramente eram homens e mulheres amorosos e viviam bondosamente - o que eles fizeram para sofrer tanto? A réplica dos  ortodoxos, 'é a vontade de Deus', fazem Dele um monstro a ser adorado por causa do medo e da sua capacidade de destruir. Recebendo tal resposta, a mente moderna, nutrida pela ciência da época, é inevitavelmente repelida e, assim, rejeita tal Deidade e tais respostas a esses legítimos questionamentos. No entanto, a ortodoxia cristã não tem outras respostas para dar, e essa, dizem seus críticos, é a razão de sua impotência e do declínio moral da humanidade. Se, como o Dr. Geoffrey Fisher, arcebispo de Canterbury, afirmou, em 14 de novembro de 1958, metade da humanidade é agnóstica, a Igreja não deixa de ter alguma responsabilidade por essa situação. Enquanto o governo produz leis e meios para assegurar-lhes a obediência, e a educação supre conhecimento e instrução sobre os modos pelos quais conhecimentos adicionais podem ser obtidos, a ortodoxia, exceto em certas ordens fechadas, não encoraja a busca interior para experiência direta das verdades e leis espirituais. Os cristãos não são ensinados sistematicamente sobre a autopurificação e elevação da consciência,  tal como ocorre na ioga, ou ciência da união realizada com Deus. (...)"

(Geoffrey Hodson - A Sabedoria Oculta na Bíblia Sagrada - Ed. Teosófica, Brasília, 2007 - p. 23/24)


INÍCIO DO CAMINHO

"Há um momento na marcha evolutiva do homem em que ele começa a intuir, a princípio vagamente e depois cada vez mais claro, sua verdadeira natureza e nessa ocasião entrevê a realidade que está por detrás da aparência dos fenômenos. Repara que evolui, que há dentro dele um mundo desconhecido, mais real que físico,o qual pressiona para vir à luz. Principia, acima de tudo, a sentir uma necessidade imperiosa de se aperfeiçoar, de tomar conta de si próprio, de iniciar sua autoformação, uma vez que já não lhe bastam teorias e conhecimentos intelectuais; é-lhe indispensável passar a realizações práticas e a algo de concreto.

Se antes houvera um período de buscas, de exame intelectual, de aquisição mental da verdade, ou de escolha entre várias teorias, agora, ao contrário, há uma adesão íntima aos conhecimentos reunidos, uma aparição de os tornar parte real da vida da personalidade e uma necessidade de transformação de si próprio visando a tornar-se um canal de energias espirituais.

Em outras palavras, o homem declara-se, conscientemente, a favor das forças evolutivas e com elas colabora."

(Angela Maria La Sala Batà - O Caminho do Aspirante Espiritual - Ed. Pensamento,São Paulo - p. 09)


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A DIVERSIDADE NA UNIDADE

"Toda e qualquer religião externa, objetiva, atinge apenas o ego periférico do homem, mas não o seu eu central; produz uma moral externa, mas não uma ética interna. A moral pode produzir armistício, que é uma trégua entre duas guerras, mas não pode estabelecer verdadeira paz, que nasce do conhecimento intuitivo de que o Deus em mim é também o Deus em ti (namastê), e que, por isto, eu posso amar o próximo assim como amo a mim mesmo, porque o ponto de referência do amor próprio e do amor alheio é o mesmo: o verdadeiro Eu divino, seja em mim, seja em ti. O Deus em nós é o Deus em mim, o Deus em ti, o Deus nele, o Deus nela.

(...) Amor supõe diversidade na unidade. O amor é univérsico. Quando há somente diversidade não pode haver amor; quando há somente unidade não pode haver amor. Amor é a percepção da diversidade existencial como manifestação da unidade essencial.

(...) Para curar a raiz do mal não basta boa vontade, que é do ego, mas requer-se sabedoria, compreensão da realidade do Eu humano."

(Huberto Rohden - Entre dois Mundos - Ed. Alvorada, São Paulo, 1984 - p. 59/60)


A NATUREZA DA MUDANÇA

"Conforme já mencionamos, a humanidade inteira enfrenta um desafio sem precedentes – ele não se aplica apenas a uma determinada raça ou grupo de pessoas. A guerra, a corrida armamentista, poluição, pobreza, o problema populacional – todas essas questões, e também outras mais, ameaçam a humanidade. A maioria das pessoas não compreende que todos esses desafios externos refletem o que está dentro da mente humana – a sua mente, a minha mente, a mente de todos nós. O ódio que se manifesta na guerra é um reflexo da animosidade e da desconfiança em todas as nossas mentes. A pobreza reflete nossa incapacidade de nos sentirmos unos com os outros – incapacidade de compartilhar. A poluição surge da ambição de ter cada vez mais, de modo interminável. O que está dentro e o que está fora não são diferentes. Mesmo quando aceitamos isso mentalmente não fazemos um esforço real para ver a relação existente, isto é, ver que a raiz de todos os problemas está na condição psicológica do ser humano. Como não vemos isso, tentamos sempre remendar o que está fora de nós. O que imaginamos serem grandes planos para mudar o mundo nada mais representam do que um pequeno remendo superficial, temporário e inadequado.

(...) A mente que está acostumada a dividir e fragmentar tudo sempre vê a partir de um ângulo específico, porém a mente fragmentada não pode encontrar a solução verdadeira ou permanente para os problemas, ainda mais hoje em dia, quando todos os povos e nações do mundo estão interligados. Assim é importante libertar a mente de sua tendência trágica de olhar para tudo de forma fragmentada.”

(Radha Burnier - Regeneração Humana - Ed. Teosófica, Brasília - p. 22/23)