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Mostrando postagens com o rótulo drama

SE VOCÊ SOFRE, MEUS PARABÉNS (1ª PARTE)

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"É raro encontrar entre as grandes figuras da arte, da ciência, da literatura, da política, da santidade aqueles que não tiveram uma longa vida de vicissitudes, necessidades e sofrimentos. Alfred Adler, psicanalista americano, defende a tese de que o 'sentimento de ser inferior' é o que move o homem a progredir e buscar vencer. São as insuficiências, as carências desta ou daquela espécie que suscitam o esforço criador, o impulso para a superação. Frequentemente pessoas sofredoras me pedem orientação, apoio e conforto. Escuto em silêncio, e com interesse, e quanto mais simpatia em mim vão sentindo, mais intensamente esperam palavras de piedade. Tenho escutado relatos comoventes, descrições ansiosas de transes bem dramáticos e até confissões de inusitados vícios. Tenho recebido confidências e queixas que, de tão horríveis, parecem fantásticas. Fico perplexo diante das muitas carrancas que a dor apresenta. Quanto sofrimento neste mundo! Há dramas e tragédias, ...

ASANGA (1ª PARTE)

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"Em muitos de seus versículos, a Gita  alerta o aspirante ao yoga, o candidato à saúde e à integração psicossomática, que não se deixe dominar pelos objetos dos sentidos. Quem vive a gratificar os sentidos, cada vez mais, vai se tornando escravo do prazer e do desejo de maior prazer. Não pode haver libertação para aquele que se deixa dominar pela sede dos sentidos ( indriyas ), pela sensualidade. Quem aspira à conquista da mente, tem de manter-se alerta, a fim de não cair vítima da obsessão sensual. A psicologia e a higiene mental do Ocidente também recomendam que não se deve atender à sede de sensualidade, e mostram não ser sadio gratificar os sentidos.  Sanga  quer dizer o gozo dos prazeres sensuais ou a gratificação dos sentidos. O yogui pratica asanga , isto é, a negação de sanga . Asanga é liberdade. Sanga , servidão. A maioria dos homens vulgares, tentando, de maneira vã, um alívio para seus dramas, buscando, sem resultado, um preenchimento para o vácu...

PALCO DA VIDA

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"O espaço entre nascer e morrer terá que ser preenchido com a representação de um drama, que traz como título ‘VIDA’. Uns desempenham o papel de palhaços, mas como verdadeiros Artistas; outros, querendo ser Artistas, desempenham seus papéis como verdadeiros palhaços. Na mesma exibição há mendigos que representam o papel de verdadeiros Reis, e há Reis que representam o papel como verdadeiros mendigos. E assim continua o drama, cujos personagens vão mudando de tempos em tempos, mas a comédia, e suas variações dramáticas, é sempre a mesma. Os artistas desaparecem misteriosamente, um por vez, sendo que a última exibição de cada um é sempre a mesma – o encerramento das cortinas sobre a cena cujo nome é ‘MORTE’; algumas flores e um adeus de saudade. A desconhecida sequência ficará na esperança oculta de enigmas misteriosos, que se processam na existência do Infinito. E assim é o eterno drama da humanidade e dos séculos, que é exibido no ‘PALCO DA VIDA’." ...

IDENTIFICANDO-SE COM O PERSONAGEM

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"O grande problema consiste em o homem representar um drama e não poder deixá-lo porque a máscara fez-se una com a face. O personagem subjuga, frustra, enfraquece, vence, enlouquece e anula o grande ator.  (Hermógenes - Mergulho na Paz - p. 191/192)