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Mostrando postagens com o rótulo doutrinas

PREEXISTÊNCIA DA ALMA

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"38. Sem a preexistência da alma, a doutrina do pecado original não seria somente inconciliável com a justiça de Deus, que tornaria todos os homens responsáveis pela falta de um só, seria também um contrassenso, e tanto menos justificável quanto, segundo essa doutrina, a alma não existia na época a que se pretende fazer que a sua responsabilidade remonte. Com a preexistência, o homem traz, ao renascer, o gérmen das suas imperfeições, dos defeitos de que se não corrigiu e que se traduzem pelos instintos naturais e pelos pendores para tal ou tal vício. É esse o seu verdadeiro pecado original, cujas consequências naturalmente sofre, mas com a diferença capital de que sofre a pena das suas próprias faltas, e não das de outrem; e com a outra diferença, ao mesmo tempo consoladora, animadora e soberanamente equitativa, de que cada existência lhe oferece os meios de se redimir pela reparação e de progredir, quer despojando-se de alguma imperfeição, quer adquirindo novos conhecim...

MINHAS PALAVRAS PASSARÃO

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"24. Então aproximando-se dele, seus discípulos lhe disseram: 'Sabes que, ouvindo o que acabaste de dizer, os fariseus se escandalizaram?' - Ele respondeu: ' Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. - Deixai-os; são cegos a conduzir cegos; se um cego guia outro cego, cairão ambos na valeta.' (MATEUS, 15: 12 a 14) 25. Passará o Céu e a Terra, mas as minhas palavras não passarão. (MATEUS, 15: 12 a 14) 26. As palavras de Jesus não passarão porque em todos os tempos serão verdadeiras. O seu código moral será eterno porque consagra as condições do bem que conduz o homem ao seu destino eterno. Mas terão as suas palavras chegado até nós inteiramente puras e isentas de falsas interpretações? Todas as seitas cristãs lhe captaram o espírito? Nenhuma terá deturpado o seu verdadeiro sentido, em consequência dos preconceitos e da ignorância das lei da natureza? Nenhuma a transformou em instrumento de dominação, para servir às suas ambições e aos seus inter...

O SIMBOLISMO DO HÁBITO RELIGIOSO

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"Como as práticas religiosas despertam o interesse de muitos que buscam a espiritualidade, pode ser proveitoso refletir sobre a vida dos religiosos. Sua fraternidade e caridade, suas austeridades, seus estudos, suas meditações e suas orações são exemplos de práticas espirituais vistas como importantes pelo público. Portanto, em adição ao interesse por tudo que envolve uma religião, sua doutrina, seus livros, seus símbolos e suas práticas, pode-se incluir o dia a dia do monge. A veste comumente usada por um monge é conhecida como hábito religioso. O aspecto dessa roupa pode lembrar uma capa ou manto e contar com um capuz capaz de ocultar a cabeça. Há variações na forma e na cor da indumentária, sendo frequente. no Ocidente, o uso da cor preta. A despeito da diversidade do hábito, essas vestes em geral são reconhecidas facilmente como pertencentes a um religioso e à sua ordem ou escola monástica. Mas como o hábito, enquanto veste, pode nos inspirar? O hábito religioso naturalmente i...

DUAS BOAS DEFINIÇÕES (KARMA)

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"E. D. Walker, em sua obra Reencarnação,  nos oferece a seguinte explicação:  " A doutrina de Karma explica que nós mesmos nos fizemos o que somos por atos anteriores e que formamos nossa eternidade futura com as ações presentes. Não existe outro destino além daquele que nós mesmos determinamos.  Não há salvação nem condenação alguma, exceto aquela originada por nós mesmos... Como Karma não oferece nenhum amparo aos gestos culpáveis e requer muito valor, não encontra entre as naturezas débeis tão boa acolhida como as fáceis doutrinas de remissão dos pecados, a intercessão, o perdão e as extremas-unções... No domínio da eterna justiça, a ofensa e o castigo estão unidos inseparavelmente como um único fato porque não existe real diferença entre a ação e sua consequência... Karma ou nossos antigos atos são os responsáveis pela nossa volta à vida terrestre. A residência do espírito muda segundo seu Karma que não permite uma larga permanência na mesma condição, uma ve...

OS PERIGOS DO CONHECIMENTO MAL EMPREGADO (1ª PARTE)

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"Antes que algumas das principais doutrinas da sabedoria Antiga sejam apresentadas, o tema desta parte do trabalho pode ser proveitosamente ampliado. Esse tema, como dito anteriormente, é o de que certos ensinamentos, se compreendidos completamente, podem vir a ser fonte de poderes mágicos. Para preservar e transmitir esse conhecimento que dá poder, foi inventada, por seus descobridores, uma linguagem peculiar. Por meio de pseudo-história, alegoria e símbolo essa informação é simultaneamente revelada e escondida. A falta de percepção humana dos ensinamentos espirituais e ocultos é devido, entretanto, não apenas à dissimulação protetora no interior da escritura e da mitologia, mas também à falta de interesse. A humanidade nesta fase de evolução está naturalmente mais interessada no mundo material, nos seus prazeres e recompensas do que na busca de iluminação interior, para cuja realização, pode-se acrescentar, exige-se certa medida de renúncia. Esportes sangrentos, corridas, jogo...

A PERFEIÇÃO SUPREMA (1ª PARTE)

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"(2:41) Neste yoga, só há uma direção (sem oposto polar). Os arrazoados da mente indecisa, apanhada na dualidade, são infinitamente vários e divergentes.  Krishna não diz apenas que o caminho para Deus é reto, sem desvios, mas também que só ele devemos seguir na vida! Há, de fato, inúmeros rodeios na busca de Deus em religião - para não falar do 'rodeio' supremo, que é a ilusão. Os porta-vozes das religiões só têm explicações vagas para 'perfeição', limitando-se a esclarecer que Deus espera do homem apenas a prática do bem. O céu é usualmente oferecido como isca: um lugar onde as pessoas passam a eternidade num cenário idílico, de inefável beleza natural, cercadas de 'anjos'. Aos olhos do aspirante espiritual sincero, nada pode ser mais aborrecido do que passar a eternidade aferrado a um ego, ainda que o corpo onde viva permaneça para sempre saudável, flexível, jovem e cheio de energia.  Poucas pessoas conseguem imaginar um período maior que mil ...

A REALIDADE DE DEUS

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"'Minha doutrina é a verdade, a simplicidade e o amor' Babaji costumava dizer quando lhe perguntavam. 'Deus é a verdade, a verdade é suprema, nada está acima dela.' A simplicidade é a conscientização vivida da relatividade e transitoriedade da criação material, por isto ele recomendava exercícios constantes de desprendimento do mundo físico enquanto se está em plena vida. Babaji também disse que Deus é o amor e o amor é Deus, amor como consciência de que todos os seres formam uma unidade com Deus e que todos nós estamos unidos; esta consciência elimina qualquere agressão. OM NAMAHA SHIVAYA, a oração que significa 'eu procuro refúgio em Deus', 'Senhor, seja feita a Vossa vontade', é o exercício central que Babaji recomenda. O tema fundamental de sua materialização foi o de levar as vibrações desse 'Mantra do início da criação' para o mundo e até o último recanto da consciência, para que ele possa ser novamente eficaz como impulso para...

OLHANDO PARA OS DOIS LADOS (PARTE FINAL)

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"(...)  Há dois lados na questão do divórcio, assim como há duas possições opostas em todas as proposições, quer sejam políticas, religiosas, envolvendo relações humanas e tudo o mais. Há duas extremidades numa vareta, há o por dentro e por fora em você mesmo e em tudo o mais no universo. Einstein formulou tudo isso sucintamente, ao dizer: 'O mundo que vemos é o mundo que somos.' Em outras palavras: seu mundo interior representa seu pensamento habitual, crenças, opiniões, imagens, condicionamento e doutrinação. Está sempre projetando seu estado mental interior nas pessoas, condições e acontecimentos. Olha para as pessoas e circunstâncias através do conteúdo de suas imagens mentais. Se olhar através dos olhos do amor e compreensão, vai descobrir um mundo diferente e também reagirá de maneira diferente às pessoas e circunstâncias. Há duas realidades: o mundo exterior a que você reage e o mundo interior de pensamentos, sentimentos e fantasias. O segredo é concilia...

A TEOSOFIA COMO RELIGIÃO

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"Se se conceber a religião como a compreensão e a adoração de Deus e como o código supremo de preceitos morais, a Teosofia pode ser considerada religião, porém sem ritos nem dogmas e sem imposição cega de crenças. O seus ensinamentos são apresentados a título de hipótese. A observação direta, e conhecimento mais profundo de sua vastíssima e lógica concepção de Deus, do Universo e do Homem, mostrarão a verdade de suas afirmações. A sua doutrina, o seu espírito de máxima tolerância, fazem com que ela não seja uma religião sectária, exclusivista, combatendo as demais religiões ou impondo-se como a única depositária de todas as verdades. Pelo contrário, ela acolhe sob sua égide todas as religiões, pois acha que cada uma possui parte da Grande Verdade, apresentada sob as formas, os ritos, os dogmas mais ao alcance da compreensão de um povo e que mais facilitem sua evolução. A Teosofia nem mesmo quer que o indivíduo abandone sua religião, se esta o satisfaz; ela a...

DECLÍNIO DA MORAL DO HOMEM

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"Isso nos leva ao próprio homem. Quais são as principais acusações feitas ao homem moderno e, mais particularmente, aos mais ou menos seiscentos e noventa milhões que estão vinculados à cristandade?¹ Adicionalmente ao já estabelecido, é assinalado que atualmente a humanidade tem mostrado um acentuado declínio na moralidade. Esse declínio evidencia-se pelas guerras agressivas, corrupção política e crescimento da criminalidade e do vício. Também nos campos econômico e industrial, nos monopólios, trustes e cartéis, na competição desenfreada, baseada na doutrina do 'cada um por si e Deus por todos', o homem moderno adotou a lei da selva. Há os que vendem, visando lucro, matérias primas e armamentos para nações potencialmente hostis e destroem alimentos extremamente necessários, a fim de manter seus preços elevados. Além do mais, tornou-se quase universal o estímulo deliberado ao hábito de narcótico e excessos alcoólicos e sexuais.  O Sr. Richard Livingstone, um eminent...

BUDISMO (2ª PARTE)

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"(...) com relação aos ensinamentos do Budismo, encontramos base nas próprias escrituras budistas – pois esta é a maneira mais justa de lidar com uma fé – e então, como sempre, olhando-as à luz do conhecimento oculto, tentaremos ver o quanto elas são consistentes para com os mais nobres ensinamentos de outras crenças, para com as verdades religiosas essenciais, e como suas doutrinas são agora consideradas com muita suspeição; e dificilmente se encontra alguém que queira aceitar seus ensinamentos ou que deseje ser chamado pelo seu nome – isso se dá principalmente devido às concepções errôneas e aos embustes, em pequena extensão, a que alguns dos discípulos posteriores expuseram os ensinamentos do Budha entre as pessoas às quais ele pertencia por raça, na terra que foi o seu local de nascimento. Sem sombra de dúvida o Budismo é irmão do Hinduísmo; e se lidos corretamente, as escrituras budistas são o eco das escrituras hindus, e os ensinamentos – embora muitas vezes apresentados...

BUSCANDO A VERDADE (2ª PARTE)

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"(...) Blavatsky, tal como outros sábios instrutores, insistia em que a Verdade não podia ser ensinada em palavras. 'O instrutor pode apenas apontar o caminho', diz A Voz do Silêncio (Fragmento III). Mais do que isso não podem fazer as palavras. Podemos expressar nossas crenças e teorias em palavras, mas não podemos fazer com que os outros experienciem uma verdade simplesmente falando sobre ela.  Ademais, só crença e teoria são não apenas insuficientes, pois, quando se cristalizam num sistema de crença, podem na verdade bloquear nossa compreensão e nosso desenvolvimento espiritual. Isso pode ser ilustrado por um exemplo simples. Se alguns amigos descrevem um fruto tropical delicioso, mas raro, que jamais vimos ou experimentamos, a descrição que fazem pode ser totalmente acurada. É doce, dizem-nos eles. Tem gosto algo parecido com uma mistura de manga, pêssego e abacaxi. Tendo ouvido essa acurada descrição, sabemos que gosto tem a fruta? Certamente que não; devemos ...

A UNIDADE FUNDAMENTAL DE TODAS AS RELIGIÕES (2ª PARTE)

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(...) A segunda explicação da base comum das religiões humanas postula a existência de um ensinamento original, sob a custódia de uma Fraternidade de grandes Instrutores espirituais. Estes Mestres, frutos dos ciclos passados da evolução, tiveram por missão instruir e guiar a humanidade infantil em nosso planeta. Transmitiram às suas raças e nações, sucessivamente, as verdades fundamentais da religião, sob a forma mais adaptada às necessidades especiais daqueles que deviam recebê-las. Segundo esta opinião, os fundadores das grandes religiões são membros desta Fraternidade Una, e foram ajudados, em sua missão, por uma plêiade de outros membros menos elevados que eles, iniciados e discípulos de diversos graus, eminentes por sua intuição espiritual, por seu saber filosófico, ou pela pureza de sua sabedoria ética. Estes homens dirigiram as nações nascentes, guiando-as no caminho da civilização e dotando-as de leis; monarcas, eles as governaram; filósofos, eles as instruíram; sacerdo...

A VERDADE DE DEUS É UMA VERDADE ETERNA

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""Mas, a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus, mesmo àqueles que acreditam em seu nome." Adorar um Cristo ou um Krishna é adorar a Deus. Não é, porém, adorar um homem como Deus, adorar uma pessoa. É adorar o próprio Deus, a Existência impessoal-pessoal na encarnação e através dela; é adorá-la como una com o Espírito eterno, transcendente como o Pai e imanente em nossos corações. Neste contexto, o testemunho de São Paulo sobre Cristo é de importância relevante. Diz ele: "Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. E nele fostes levados à plenitude, Ele que é a  cabeça de todo principado e poder." De igual peso é a afirmação de São João de que a mesma Palavra que era "no princípio" e "era Deus" se fez carne em Cristo. Nesta passagem, o autor do quarto Evangelho relembra-nos que seu mestre não era um mero homem histórico, mas que é o Cristo eterno, um com Deus desde os tempos sem pri...

A ORIGEM DO SECTARISMO

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“As práticas religiosas são estabelecidas pelos profetas na forma de doutrinas. Homens de intelecto limitado, não conseguindo interpretar o verdadeiro significado dessas doutrinas, aceitam sua expressão exotérica ou externa e, gradualmente, caem nas formalidades, convenções e práticas rígidas. Essa é a origem do sectarismo. O descanso no dia de sábado foi erroneamente interpretado como a obrigação de evitar todo tipo de trabalho – inclusive o trabalho religioso. Esse é o perigo em que incorrem os homens de entendimento limitado. Devemos recordar que não fomos feitos para o sábado, mas o sábado foi feito para nós; não fomos feitos para as regras, mas as regras foram feitas para nós; elas mudam conforme mudamos. Devemos aderir à essência de uma regra, e não nos aferrar dogmaticamente à sua forma. Para muitos, mudar as formas e os costumes implica mudar de uma religião para outra. Não obstante, o significado mais profundo das doutrinas de todos os diferentes profetas é essencia...

O HOMEM

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“As potencialidades infinitas do Ser Supremo, que nós somos, permanecem abortadas pelas posses, afazeres, doutrinas, partidos, preceitos, preconceitos, vaidades estúpidas, verdades que não o são e que, embora nos retenham na penúria verdadeira e em verdadeira servidão, são por nós defendidas e amplificadas como se nos dessem segurança e paz.” (Hermógenes – Mergulho na paz – 23/24)