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Mostrando postagens com o rótulo conflitos

A LIÇÃO DA ESPADA

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" 'Não cuideis que vim trazer a paz à terra...' - JESUS. (Mateus, 10:34.)  'Não vim trazer a paz, mas a espada' - disse-nos o Senhor.  E muitos aprendizes prevalecem-se da feição literal de Sua palavra, para entender a sombra e a perturbação.  Valendo-se-lhe do conceito, companheiros inúmeros consagram-se ao azedume no lar, conturbando os próprios familiares, em razão de lhes imporem modos de crer e pontos de vista, vergastando-lhes o entendimento, ao invés de ajudá-los na plantação da fé viva quando não se desmandam em discussões e conflitos, polemizando sem proveito ou acusando indebitamente a todos aqueles que lhes não comunguem a cartilha de violência e de crueldade.  O mundo, até a época do Cristo, legalizara a prepotência do ódio e da ignorância, mantendo-lhe a terrível dominação, através da espada mortífera da guerra e do cativeiro, em sanguinolentas devastações.  A realeza do homem era a tirania revestida de ouro, arruinando e oprimindo onde es...

A ARTE DA ACEITAÇÃO

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"'O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...' '... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...' (Capítulo 5, item 13.) Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior . Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade. A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma s...

CRISES DO CORAÇÃO

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"'[…] Se a luz da verdade penetrou sua alma, ela tirará sua consolação em sua fé no futuro; de resto, à medida que os preconceitos se enfraquecerem, as causas dessas infelicidades íntimas desaparecerão também. ' ( O Livro dos Espíritos – Questão 940 a – Boa Nova Editora )  Sentimentos nublados saem de teu plexo cardíaco , amargurando-te penosamente.  Tens desilusão e sofres com a soledade. Sentes falta de alguém junto de ti, que possa compartilhar tuas alegrias e tuas dores, uma alma companheira e querida que te nutra de esperança e amor.  Em muitas circunstâncias, a necessidade de uma descoberta amorosa torna-se uma compulsão, agravada pela pressão social da vida a dois. Quando a criatura não consegue realizar tal façanha, trava verdadeira guerra contra os conflitos da própria natureza .  A busca pela formação do casal é, portanto, mais do que um assunto pessoal; é uma pressão coletiva . Não realizar esse propósito pode gerar frustrações e estados de carência e i...

MELANCOLIA

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" Entrevistado : Sinto uma tristeza profunda! Sou muito fraca e indefesa; estou aqui para você solucionar meu conflito! Sentimentos depressivos envolvem-me repentinamente, tornando-me incapaz de vencer esse estado de alma. Evito a companhia de outras pessoas, pois estou dominada por um desespero insuportável. Por mais que use argumentos racionais e lógicos, permaneço sem condições de reverter esse quadro sombrio. Tenho tudo para ser feliz, mas, infortunadamente, a ideia de suicídio não me sai da mente. Será que viver assim vale a pena? Sugestões para o entrevistador: Tudo que nos acontece é uma mensagem da Vida Mais Alta tentando equilibrar nosso mundo interior. Se desejamos sair do circuito do desespero e ir gradativamente resolvendo dificuldades e conflitos, comecemos por compreender que a nossa existência é controlada por uma Fonte Divina - perfeita e harmônica - cuja única intenção é somente a evolução das criaturas. Reconheço que as dores íntimas são como prelúdios de um vi...

A DUALIDADE DO PENSADOR E DO PENSAMENTO

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"Quando você observa algo (uma árvore, seu cônjuge, filhos, seu vizinho, as estrelas da noite, a luz na água, o pássaro no céu etc.), há sempre o observador (o censor, o pensador, o experimentador, o buscador) e o objeto observado: o observador e o observado, o pensador e o pensamento. Portanto, há sempre uma divisão. Essa divisão é o tempo, é a própria essência do conflito. E quando há conflito, há contradição. 'O observador e o observado' é uma contradição, pois existe uma separação. Quando há conflito, há sempre a urgência de ir além dele, dominá-lo, superá-lo, fugir dele, fazer algo a respeito. Toda essa atividade envolve o tempo... Enquanto houver essa divisão, o tempo passará, e o tempo é tristeza. Aquele que quer entender o fim da tristeza deve entender isso. Deve descobrir, ir além dessa dualidade entre o pensador e o pensamento, o experimentador e a experiência. Ou seja, quando há uma divisão entre o observador e o observado, há o tempo, e por isso não há o fim da...

A CRIANÇA QUER AMOR EXCLUSIVO

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"A criança entra em contato com um ambiente mais ou menos imperfeito que traz à tona os seus problemas interiores. A criança em sua ignorância anseia por um amor exclusivo que não é humanamente possível. O amor que ela quer é egoísta; ela não quer dividir amor com outros, com irmãos e irmãs ou mesmo com um dos pais. A criança com frequência tem ciúmes de ambos os pais. Contudo, se os pais não se amam, a criança sofre ainda mais. Assim, o primeiro conflito surge de dois desejos opostos. Por um lado, a criança deseja o amor de ambos os pais exclusivamente; por outro lado, ela sofre se os pais não se amam. Uma vez que a capacidade de amor de qualquer pai ou mãe é imperfeita, a criança não compreende que apesar da imperfeição a maioria dos pais é ainda assim plenamente capaz de amar mais de uma pessoa. Todavia, a criança se sente rejeitada e excluída se o pai ou a mãe também amam a outros. Em resumo, os anseios da criança jamais podem ser satisfeitos. Ademais, sempre que esta é ...

CONHEÇA-SE A SI MESMO (PARTE FINAL)

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"(...) Embora alguns de vocês possam conhecer suas fraquezas, a maioria das pessoas ignora uma boa parte delas, e isso é um grande obstáculo, mesmo para aqueles que atingiram uma certa altura neste caminho ascendente. Você não pode superar aquilo que não conhece. Cada defeito não é nada mais e nada menos que uma corrente que o prende. Pelo abandono de cada imperfeição você rompe uma cadeia e assim torna-se mais livre e mais próximo da felicidade. A felicidade é o destino de cada indivíduo, mas ela é impossível de obter sem que sejam eliminadas as causas da sua infelicidade, que são os seus defeitos - bem como qualquer tendência que viole uma lei espiritual. Você pode descobrir o quanto avançou nesse caminho pela revisão da sua vida e dos seus problemas. Você é feliz? O que está faltando na sua vida? Na medida em que a infelicidade ou descontentamento exista na sua vida, nessa mesma medida você não terá preenchido o seu potencial. Para aqueles que realmente se realizam have...

ACENDER A CHAMA DA AUTOCONSCIÊNCIA

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"Se você acha difícil estar consciente, experimente escrever cada pensamento e sentimento que surgem durante o dia inteiro, escrever suas reações de ciúme, inveja, vaidade, sensualidade, as intenções por trás de suas palavras etc. Passe algum tempo antes do café da manhã escrevendo-os - o que pode necessitar que você vá para cama mais cedo e deixe de lado algum compromisso social. Se você escrever essas coisas sempre que puder, e à noite antes de dormir examinar tudo o que escreveu durante o dia, estudar e examinar sem julgamento, sem condenação, vai começar a descobrir as causas ocultas dos seus pensamentos e sentimentos, desejos e palavras... Mas o importante é estudar com inteligência livre o que você escreveu, e ao fazê-lo tornar-se consciente do seu próprio estado. Na chama da autoconsciência, do autoconhecimento, as causas do conflito são descobertas e consumidas. Você deve continuar a escrever seus pensamentos e sentimentos, intenções e reações, não uma ou duas ...

O CONFLITO E A CRISE

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"O ser humano que se acha num estado de liberdade interior parcial - a verdade, o amor e a luz, por um lado; a teimosia, o orgulho e o medo, por outro - terá de encontrar a saída para esse conflito. Uma parte da personalidade opõe-se à verdade de que esses sentimentos e atitudes negativas lá estão, e assim procede desistindo dessas coisas, ao passo que a outra parte se esforça por desenvolver-se e se purificar. Esse estado dualista deve acarretar a crise. Permitam-me enfatizar que essa crise é inevitável. Quando dois movimentos opostos, duas formas de tensão existem numa pessoa, é mister que se chegue a um momento decisivo, que se manifesta na forma de uma crise na vida da pessoa. Um movimento diz: 'Sim, quero admitir o que é o mal; quero enfrentar a mim mesmo e deixar de lado o fingimento, que não é senão mentira. Quero desenvolver-me e dar o melhor de mim para que eu possa contribuir com a vida, assim como espero receber coisas dela. Quero renunciar às posturas infantis e ...

A IDEOLOGIA IMPEDE A AÇÃO

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"O mundo está sempre próximo de catástrofe. Mas agora parece estar ainda mais próximo. Observando a catástrofe que se aproxima, a maioria de nós a abriga na ideia. Achamos que essa catástrofe, essa crise, pode ser resolvida por uma ideologia. A ideologia é sempre um impedimento ao relacionamento direto, o que também impede a ação. Queremos a paz apenas como ideia, mas não como realidade. Queremos a paz no nível verbal, ou seja, no nível do pensamento, que orgulhosamente chamamos de nível intelectual. Mas a palavra paz  não significa paz. A paz só pode existir quando cessar a confusão que o homem criou. Estamos ligados ao mundo das ideias e não à paz. Buscamos novos padrões sociais e políticos, não a paz. Estamos preocupados com a reconciliação dos efeitos, e não em pôr de lado a causa da guerra. Essa busca trará apenas respostas condicionadas pelo passado. E esse condicionamento é o que chamamos de conhecimento, experiência; os fatos recentemente alterados são traduzidos e int...

DESTRUIR É CRIAR

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"Para ser livre, deve-se examinar a autoridade - todo esqueleto da autoridade -, destruindo todas as coisas sujas. E isso requer energia - energia física real -, e também exige energia psicológica. Mas a energia é destruída, desperdiçada, quando se está em conflito... Então, quando há o entendimento de todo o processo de conflito, há o fim do conflito, há abundância de energia. Logo, você pode prosseguir, derrubando a casa que você construiu no decorrer dos séculos e que não tem nenhum significado. Destruir é criar. Precisamos destruir, não os prédios nem o sistema social econômico - isso acontece diariamente -, mas o psicológico, o inconsciente e as defesas conscientes, seguranças que foram construídas racional, individual, profunda e superficialmente. Precisamos destruir tudo aquilo que é totalmente indefensável, porque é preciso estar indefeso para amar e ter afeição. Somente então é possível ver e entender a ambição, a autoridade, e se começa a enxergar quando a autori...

A PAZ DINÂMICA (PARTE FINAL)

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"(...) Podemos perceber o poder do pensamento e a necessidade de paz interior. Mas como essa paz pode acontecer em nós? Pode ser após muita busca espiritual, mas pode também ser num segundo. O primeiro passo é perceber objetivamente nossos conflitos; então, eles podem desaparecer. Krishnamurti disse: 'Onde há divisão deve haver conflito. É a lei!' Divisão aqui significa divisão psicológica: separar-se como indivíduo ou grupo de outros indivíduos e grupos. Para não haver conflito não deve haver divisão isolando nossos corações.  Isso não exclui a diversidade. Somos todos diferentes física e psiquicamente, mas espiritualmente estamos unidos. Não podemos nos separar de ninguém internamente. 'Não imagine que você pode se separar do homem mau ou do tolo. Eles são você mesmo.' O que acontece nas relações quando há conflito? Se nosso relacionamento com os outros for superficial, se depender de conforto físico, prazer emocional e concordância mental, se estiver...

A PAZ DINÂMICA (1ª PARTE)

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"O século 20 caracterizou-se por guerras cruéis, mais do que qualquer outro período da história. As pessoas anseiam pela paz. Mas o que querem dizer com paz? Podemos pensar na paz como ausência de guerra. Mas será apenas isso? O conflito pode existir separadamente da guerra. Nos chamados 'tempos de paz' também existem conflito e violência nas ruas, nos lares, nas escolas, nos escritórios. Existem crime e perseguições, depressão e outros problemas que levam até mesmo ao suicídio. Portanto, as pessoas anseiam por não apenas estar livres de guerras, mas de violência sob qualquer forma. E acima de tudo anseiam pela paz interior, sem conflitos internos. Frequentemente há conflito em nós, sob muitas formas. Às vezes estamos em guerra contra nós mesmos. Pode ser uma luta entre nossos desejos e deveres, ou entre desejos conflitantes ou deveres conflitantes; ou contradição entre a realidade e nossa imagem das coisas. Krishnamurti indagou: 'O que ocorre quand...

SOFRIMENTO CONSCIENTE E SOFRIMENTO INCONSCIENTE

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"Sofrimento é luto, incerteza, a sensação de absoluta solidão. Há o sofrimento da morte, de não ser capaz de se realizar, de não ser reconhecido, de amar e não ser correspondido. Há inúmeras formas de sofrimento e, sem entendê-lo, não haverá fim para o conflito, para a infelicidade, para o esforço diário da corrupção e da deterioração.  Há o sofrimento consciente, e há também o inconsciente, o sofrimento que parece não ter base, não ter causa imediata. A maioria de nós conhece o sofrimento consciente - e sabemos lidar com ele. Ou fugimos dele mediante a crença religiosa ou o racionalizamos; ou tomamos algum tipo de droga, intelectual ou física; ou distraímos nossa atenção com palavras, diversões, entretenimento superficial. Fazemos tudo isso, e ainda assim não conseguimos nos livrar do sofrimento consciente.  O sofrimento inconsciente, nós herdamos ao longo dos séculos. O homem sempre buscou superar essa coisa extraordinária chamada sofrimento, luto, infelicidade. ...

POR QUE SOMOS NEGLIGENTES?

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"O pensador raciocina mediante o hábito, a repetição, a cópia, produzindo ignorância e tristeza. O hábito não é uma negligência? A consciência cria ordem, mas nunca o hábito. As tendências acomodadas só produzem negligência. Por que somos negligentes? Porque pensar é doloroso, cria perturbações, oposição, pode fazer com que nossas ações sejam contrárias ao padrão estabelecido. Pensar-sentir de maneira extensiva, tornar-se conciente sem escolha, pode conduzir a profundidades desconhecidas, e a mente se rebela contra o desconhecido. Então, ela se move do conhecido para o conhecido, do hábito para o hábito, do padrão para o padrão. Tal mente jamais abandona o conhecido para descobrir o desconhecido. Entendendo a dor do pensamento, o pensador torna-se negligente mediante a cópia, ao hábito; temendo pensar, ele cria padrões de negligência. Quando o pensador está com medo, suas ações nascem do medo, e então ele encara suas ações e tenta mudá-las. O pensador tem medo de suas próprias c...

FELICIDADE NÃO É SENSAÇÃO

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"A mente nunca consegue encontrar a felicidade. A felicidade não é uma coisa a ser buscada e encontrada, como a sensação. A sensação pode ser encontrada repetidas vezes, pois ela nunca fica perdida. A felicidade lembrada é apenas uma sensação, uma reação pró ou contra o presente. O que está acabado não é felicidade: a experiência da felicidade que está acabada é sensação. Felicidade não é sensação. O que você conhece é o passado, não o presente. E o passado é sensação, reação, memória. Você se lembra de que foi feliz, mas o passado consegue dizer o que é a felicidade? Ele consegue lembrar, mas não consegue ser. Reconhecimento não é felicidade, saber o que é ser feliz não é felicidade. O reconhecimento de, saber o que é ser feliz não é felicidade. O reconhecimento é a resposta da memória. Afinal, a mente, o complexo de lembranças, experiências, pode ser feliz? O próprio reconhecimento impede a experiência. Quando há consciência de que é ser feliz, há felicidade? Quando ...

O EMPREGO DA VONTADE EM OCULTISMO (1ª PARTE)

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"Quando aplicamos tudo isso no emprego da vontade para chegar à meta da perfeição, vemos facilmente porque tão amiúde fracassamos. Determinamo-nos a alcançar o objetivo, atingir aquilo que é nosso destino espiritual. Ao fazê-lo, traçamos uma linha de conduta segundo certos princípios que consideramos essenciais. Pois bem; se apenas mantivermos a vontade focada nesse único propósito, com exclusão de tudo quanto ameace contrariá-lo, não depararemos com dificuldades nem conflitos. O que em realidade fazemos é que, quando se nos oferece ocasião de seguir a linha de conduta que nós traçamos, começamos a pensar nas vantagens e desvantagens, no agradável e no desagradável da ação particular que nos propusemos realizar. E uma vez criadas as imagens mentais ou formas-pensamento, como as chamamos, nós as fortalecemos com emoção ou desejo, de modo que se tornam obstáculos em nosso caminho quando tentamos cumprir nossa intenção original. Começa então a luta com todos os seus males adjacen...

NÃO UMA VONTADE FRACA, MAS UMA IMAGINAÇÃO INDISCIPLINADA

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"Compreenderemos isso melhor se analisarmos alguns exemplos em que, segundo dizemos em linguagem corrente, não é suficientemente forte a nossa vontade. Imaginemos que decidimos nos levantar às seis horas da manhã. Quando chega a hora e despertamos, nos sentimos naturalmente sonolentos e preguiçosos. Se então empregássemos corretamente a vontade, não haveria dificuldade em nos levantar, porque manteríamos esse pensamento único, excluindo qualquer outra coisa, e não haveria conflito. Mas o que realmente fazemos é consentir que nossa imaginação criativa se entretenha com o problema de levantar-nos. Começamos a considerar, por um lado, a incômoda sensação de frio ao sairmos de nossa cama aquecida e o quanto será desconfortável nos vestirmos sem a luz do dia; e, por outro lado, imaginamos quão agradável seria permanecermos um pouco mais na cama e voltarmos a dormir. Assim, criamos imagens que tendem naturalmente a se concretizarem em ato, fazendo-nos permanecer na cama. Quando ...

REVENDO VALORES PARA TRANSFORMAR A TERRA (PARTE FINAL)

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"(...) O nosso planeta conturbado, onde permeiam as guerras, os homicídios, os roubos, as chacinas, as invasões, a ganância, entre outras mazelas, é consequência da luta desenfreada pelo poder, pelo ter, o que desencadeia dores e sofrimentos.  Até a própria natureza tem respondido às agressões com reações implacáveis, como os maremotos, ciclones, terremotos, entre outros, que culminam com extermínio de milhares de pessoas. É chegado o momento de todos nós nos conscientizarmos de que, se deixarmos o Deus que habita nosso interior fluir, o mundo será diferente. Cada um de nós é responsável pela mudança desse estado de coisas que envolvem nossa sociedade de hoje. Assim como o certo e o errado só existem na mente do julgador, a vida que estamos vivendo é a que escolhemos e, se seus frutos são bons ou maus, simplesmente depende de nossas atitudes. Urge que mudemos nossos atos. A humanidade está excessivamente voltada para uma vida repleta de realizações exteriores; ...

COMPREENSÃO

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"PERGUNTA: A experiência demonstra que  a compreensão só surge depois de cessar a argumentação e o conflito, e se manifesta uma espécie de tranquilidade ou simpatia intelectual. Isso se dá até na compreensão de problemas matemáticos ou técnicos. Entretanto, tal tranquilidade só tem sido experimentada depois de feitos todos os esforços de análise, exame ou experimentação. Significa isso que o esforço constitui uma preliminar, se não suficiente, pelo menos necessária para se obter a tranquilidade? KRISHNAMURTI: Espero que tenhais compreendido  a pergunta. O interrogante pergunta, em resumo: O esforço, o investigar, analisar, examinar, não é neces sário para que haja tranquilidade da mente? Para que a mente possa compreender, não é necessário esforço? Isto é, não se necessita uma técnica, para que se tenha a capacidade de criar? Se tenho um problema, não preciso penetrar nele, pensar nele a fundo, investigá-lo, analisá-lo, preocupar-me com ele, e largá-lo depois? E então,...