OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

REFLEXÕES DA VIDA

"Tem coisa melhor do que ser bem tratado, do que ser amado, ter amigos, ter confiança?

Você conhece pessoas assim, em que você confia totalmente?

Esse é um tesouro que dinheiro algum pode comprar!

Como é bom lidar com pessoas honestas, amorosas, que nos inspiram e estimulam a viver melhor e a ter esperança. Como é bom!

Do mesmo modo que esperamos encontrar pessoas assim em nosso caminho, nós podemos também representar isso para outras pessoas. Já pensou? Nós sermos estas pessoas honestas, amorosas, amigas, confiáveis. Que conquista maravilhosa!

Como canta John Lennon naquela canção, 'Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único, espero que um dia você se junte a nós, e o mundo será como um só'.

Muita gente costuma dizer: 'Porque no meu tempo...' O que você acha dessa expressão? Acho que seria mais correto dizer: 'Porque no meu tempo de juventude...' ou outro qualquer, porque nosso tempo, se estamos vivos, é sempre hoje, aqui e agora. Devemos agradecer ao Criador por estarmos vivos, tendo tempo disponível para nos corrigir, um pouco a cada dia, revisando nossos atos, aprimorando nossas atitudes conosco e com os outros. Esse é o nosso tempo: agora! Graças à Vida!

Outro dia, ouvi uma senhora dizendo: 'Fui bonita na juventude, mas hoje sou um museu'. pedi licença e lhe perguntei: 'A senhora já pensou quantos tesouros guarda um museu?!"

Extraído do livro "Escrita Divina", de Fernando Mansur, Edição do Autor, 2017, p. 51.
Imagem: Pìnterest.


terça-feira, 30 de janeiro de 2024

CARACTERÍSTICAS DA PERFEIÇÃO

1. Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam; porque, se somente amardes os que vos amam, que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis com isso mais que os outros? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (MATEUS, 5:44, 46 a 48.) 

2. Visto que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta máxima: 'Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial', tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta. Se fosse dado à criatura ser tão perfeita quanto o Criador, ela se tornaria igual a este, o que é inadmissível. Mas os homem a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança. Jesus se limita a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforcem para alcançá-lo.

Aquelas palavras devem, pois, ser entendidas no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: em 'amarmos os nosso inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem'. Mostra, desse modo, que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.

Com efeito, se observarmos os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconheceremos não haver nenhum que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm o seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação, já que tudo que superexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até o amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é, por isso mesmo, sempre indício de maior ou menor superioridade moral, donde resulta que o grau de perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi isso que Jesus, depois de ter dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: 'Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial'."

Extraído do livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" de Allan Kardec, Editara Feb, Brasília, 2018, p. 225/226.
Imagem: Pinterest.  


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

SOFRIMENTO

"O Senhor Buda falou da percepção correta como o primeiro passo no Caminho Óctuplo. Ser capaz de ver as coisas como elas são, não através de algum tipo de lentes coloridas, é um dos problemas, talvez o mais importante, que nós enfrentamos. O Buda também disse que a primeira verdade que se deve perceber é a verdade do sofrimento.

Primeiro, a pessoa questiona o porquê de o sofrimento ser uma verdade. Nós sabemos que existe sofrimento por toda a parte, mas perceber o sofrimento da forma que Ele indicou não é fácil. Existe uma tremenda miséria no mundo: milhões de pessoas estão morrendo de fome, milhões perdem suas vidas, suas casas, membros dos seus corpos nas guerras em que tomam parte. Tensões, conflitos e ódio existem em toda parte do mundo: raça contra raça, nação contra nação, religião contra religião e assim por diante. Tudo isso é sofrimento. Quando lemos sobre isso nos jornais, nós podemos dizer: 'Que pena! Coisas horrendas estão acontecendo no mundo'. Mas nós não sabemos realmente o que é o sofrimento. Nós não o vemos com todo o nosso ser, porque nós só lhe damos um pensamento momentâneo e então deixamos tal pensamento de lado. Estando a milhares de quilômetros de nós, não ligamos realmente se essas pessoas estão na miséria absoluta em algum lugar. Nossa vida diária prossegue como de costume, nós usufruímos de nossos pequenos prazeres, temos nossas preocupações, nossos problemas particulares, e isso é tudo. 

Deixando de lado a tremenda miséria e o sofrimento que existe no mundo, dos quais nós sabemos superficialmente com uma parte de nossas mentes, há muito em nossas vidas e nas vidas das outras pessoas em nosso redor, que é da natureza do sofrimento, embora nós não nos apercebamos disso. Há inúmeras ansiedades, irritações, frustrações e os desejos que levam a decepções, os quais nós não chamamos de sofrimento. Mas se considerarmos a vida que levamos como um todo, ela não constitui aquela espécie de felicidade que pode ser chamada de verdadeira felicidade.

Os Budistas Mahayana dizem que a iluminação só vem quando existe uma profunda compaixão, um profundo sentimento pela miséria e sofrimento que existem no mundo. A iluminação não existe quando nós a queremos e dizemos: 'eu vou conseguir atingir um objetivo na vida espiritual'. O motivo para se encontrar a iluminação deve ser uma solidariedade altruísta para com todo aquele que sofre. Há um lindo provérbio que diz que a compaixão é a mãe de todos os Budas. Um Buda vem a existir quando ele vê o quanto as pessoas sofrem e quando ele sente uma grande ânsia de encontrar uma saída desse sofrimento. Então, ser capaz de perceber a futilidade, a miséria, a falta de sentido, e o sofrimento da vida é o primeiro passo. (...)" 

Extraído do livro "Não há Outro Caminho a Seguir", Ed. Teosófica, 2016, p. 85/88.
Imagem: Pinterest.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

"Como foi dito, Aquele que escolhe o Seu povo é também escolhido por ele. Como os homens O escolheram? O que eles fazem em retribuição pela aliança de Deus com Seu povo escolhido, na qual Ele promete protegê-los e conduzi-los? A resposta inequívoca, dada por toda a tradição judaico-cristã, pode ser resumida em uma única palavra: . Fé é a adesão convicta à mensagem das revelações de Deus, quer seja o Torá, as alocuções proféticas ou o próprio Jesus Cristo. A fé é o doar-se de si mesmo para ser controlado e refeito por aquilo que exige confiança e devoção. A fé consiste na total entrega de si mesmo aos cuidados de Deus que 'nem cochila nem dorme'. A fé é uma abertura radical à plenitude do ser, personalizada de modo característico em Deus que diz 'Eu sou aquele que é'.¹⁵  Na fé o homem compreende sua natureza de criatura e sua culpa, e entrega toda a sua 'ostentação', todo o desejo de viver por seus próprios recursos. A fé é uma resposta incondicional à graça de Deus. É através da fé que o homem é salvo. 'Pois tudo o que não procede de boa fé é pecado', diz São Paulo.¹⁶ A característica distintiva das religiões bíblicas não é conhecimento mas fé.¹⁷

Acima de tudo, o homem-criatura deve compreender o seu nada comparado à majestade de Deus. Muito embora, de acordo com a narrativa bíblica, o homem tenha sido criado à imagem de Deus, ele logo foi expulso do Jardim do Éden por sua desobediência no ato de comer o fruto proibido da árvore do conhecimento. Depois disse Iahweh Deus: 'Se o homem já é como um de nós, versado no bem e no mal, que agora ele não estenda a mão e colha também da árvore da vida, e coma e viva para sempre!' E Iahweh Deus expulsou-o - do Jardim do Éden para cultivar o solo de onde foi tirado. Ele baniu o homem...'.¹⁸ O Deus do julgamento puniu, e puniria, todos aqueles que O desobedecessem. A desobediência é uma quebra de fé, pois o significado primeiro da fé, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é obediência.¹⁹ 'Fim do discurso. Tudo foi ouvido. Teme a Deus e observa seus mandamentos, porque este é o dever de todo homem. Porque Deus julgará toda obra, até mesmo a que está escondida, para ver se é boa ou má.'²⁰"

¹⁵  Êxodo 3:14.
¹⁶  Romanos 14:23.
¹⁷  Com referência ao Cristianismo, ver Bultmann, op. cit., p. 239.
¹⁸  Gênesis 3: 22-24.
¹⁹  Pelo menos assim é com Paulo; ver Bultmann, op. cit., nota de rodapé na p. 239.
²⁰  Eclesiastes 12: 13-14.

Extraído do livro "Sussurros da Outra Margem, de Ravi Ravindra, Ed. Teosófica, Brasília, p. 77/78.
Imagem: Pinterest.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

RELAXAMENTO

"O aspirante à Vida Superior deve iniciar pelo corpo físico e aprender a mantê-lo sereno e 'solto'; a fazê-lo sentar, parar ou deitar em perfeita tranquilidade, com cada músculo relaxado e cada nervo descansado; então, e somente então, pode tentar chegar com segurança à meditação e ao contato com as poderosas forças de outros planos.

A cada dia e a cada hora todos os gesto supérfluos devem ser eliminados, bem como todos os movimentos involuntários e desnecessários do corpo. O estresse da civilização moderna é tão grande que para resistir a ele retesamos nossos corpos, estirando nossos nervos e endurecendo nossos músculos. Que o aspirante observe a si mesmo e veja o quanto está esbanjando vitalidade em movimentos e gestos desnecessários e em uma tensão contínua do corpo.

É de pouco valor dedicarmo-nos à Vida Superior com nossas mentes, se não correspondemos àquilo que professamos ao desperdiçar incessantemente a parte mais valiosa de nossos eus físicos a cada hora e a cada minuto do dia. 

O corpo deve tornar-se sereno e equilibrado; apenas aquelas partes do mesmo necessárias à tarefa em questão deveriam ser usadas. todo o restante deveria estar em repouso, aparentemente recuperando-se para qualquer chamado que possa ser feito. 

As pessoas hoje em dia vivem em uma inquietude nervosa inteiramente desnecessária. É um axioma que não se pode progredir na vida oculta até que se tenha cessado com a irrequietação nervosa. 

Uma das razões da condição altamente nervosa de tantos estudante é que a vitalidade está sendo continuamente desperdiçada por esta falta de controle sobre o corpo físico. A prática da serenidade e relaxamento corporal será vista como um passo valioso em direção à autocura, bem como em direção à aquisição de maior eficiência em todas as atividades do plano físico. A prática do relaxamento é o meio não apenas de induzir uma condição equilibrada e harmônica ao corpo, mas também de aquietar e controlar as emoções e a mente. 

Ao invés de uma condição nervosa, abrupta, altamente tensa, maneiras ásperas, atitude mental continuamente crítica, a voz penetrante que tantas vezes termina suas frases com uma caricatura nervosa e histérica sem sentido do verdadeiro riso, devemos apresentar uma personalidade suave, rítmica e harmoniosa, uma voz serena e agradavelmente modulada, um exterior cálido e amoroso para o mundo, cuidando que tais esforços sejam uma verdadeira expressão da alegria da vida que flui inexaurivelmente dentro de nós."

Extraído do livro 'Saúde e Espiritualidade", de Geoffrey Hodson, Ed. Teosófica, Brasília, 1993, p. 23/26.
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