OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


domingo, 3 de julho de 2016

RELIGIÃO HUMANÍSTICA (PARTE FINAL)

"(...) Disse Swami Vivekananda a respeito do trabalho abnegado: 'É pura tolice da parte de qualquer pessoa supor que veio ao mundo para ajudar a humanidade. Isso não passa de vaidade; isso é egoísmo insinuando-se sob a forma de virtude...

'O desejo de fazer o bem é a mais alta força de motivação que possuímos, caso entendamos que se trata de um privilégio para ajudar os outros. Não te coloques num pedestal elevado, ofertando algumas míseras moedas com as palavras: Tome lá, pobre homem! Mas fica antes agradecido por estar ali o pobre homem, de tal modo que, dando-lhe uma esmola, achas meio de ajudares a ti mesmo. Não é o que recebe o abençoado, mas o que dá. ... O que podemos fazer de melhor? Construir um hospital, abrir estradas, ou erguer asilos de caridade... Uma erupção vulcânica pode arrasar com todas as nossas estradas, hospitais, cidade e edifícios.

'Coloquemos de lado todo esse palavreado tolo de fazer o bem para o mundo. Ele não está à espera nem da minha nem da tua ajuda. No entanto, é preciso que trabalhemos e façamos constantemente o bem, porque se trata de uma bênção para nós mesmos. Esse é o único meio de podermos alcançar a perfeição... Julgamos ter ajudado alguém e esperamos que ele venha nos agradecer; e, por não fazê-lo, enchemo-nos de tristeza. Por que devemos esperar seja lá o que for em troca do que fazemos? Sejas tu agradecido a quem ajudaste, pensa nele como sendo Deus. Não será enorme privilégio poder adorar a Deus através de nosso próximo?

'Não importa o que faças de bom, algum mal haverá de estar-lhe inerente; todavia, não vises a resultados pessoais em tudo quanto fizeres. Abandona todos os resultados a Deus, e então não serás afetado nem pelo bem nem pelo mal.'

A religião não deve ser egoísta nem altruísta e, sim, teocêntrica. Importa que centralizemos nossa mente toda em Deus, e, depois, abrindo nossos braços a todos, abracemos cada um no amor de Deus."

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 130/131)


sábado, 2 de julho de 2016

RELIGIÃO HUMANÍSTICA (1ª PARTE)

Nem todo aquele que me diz 'Senhor, Senhor' entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? e em teu nome que expulsamos demônios? e em teu nome que fizemos muitas maravilhas?'
Então, eu lhes direi abertamente: 'Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.'

Estes versículos têm sido usados frequentemente para justificar certo tipo de religião humanística. Os humanistas interpretam a frase relativa a 'fazer a vontade do Pai' como uma ordem para que se façam boas obras no mundo exterior. Dizem eles 'Senhor, Senhor' para dar um toque de emoção ao trabalho, e vão em frente com seu serviço social. Servem-se de Deus como se fora um varredor para limpar o esgoto da sociedade humana.

Existe apenas um modo de cumprir a vontade de Deus, e este é, em primeiro lugar, conhecê-Lo. Até que alcancemos isso, jamais haveremos de saber qual a Sua vontade. Isso não quer dizer que devamos desistir dos trabalhos humanísticos. Se alguém estiver faminto, alimenta-o; se estiver doente, dá-lhe tratamento. Entretanto, é preciso que façamos isso, não como filantropia ou ajuda à humanidade, mas como serviço prestado a Deus e por amor a Deus.

Existe uma diferença fundamental entre a atitude de filantropia e a de servir a Deus. Descobrimos frequentemente entre os que se põem a servir a humanidade o surgimento do egoísmo. Contemplam o próprio trabalho e não demoram a exclamar: 'Sem mim, as coisas desandariam. Nada deve atravessar o caminho desta obra. O mundo precisa de mim.' O próximo passo é dizerem: 'Deus precisa de mim.' Quando estive pela primeira vez nos Estados Unidos, visitei uma escola dominical cujo professor escrevera no quadro negro: 'Deus precisa da tua ajuda.' Mais tarde, ouvi um ministro dizer: 'Sabemos todos que Deus não é onipotente. Precisamos ajudá-lo a aumentar o seu poder.' Trata-se exatamente do oposto ao que ensinou Jesus, o qual afirmou que Deus não precisa de nós: nós precisamos dele. Ensinou ele que os milagres feitos em nome dele não nos credenciarão a entrar no reino dos céus; obraremos 'iniquidades', a menos que submetamos nossos egos a Deus e deixemos que nossas vontades dissolvam na vontade dele. (...)"

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 129/130)


sexta-feira, 1 de julho de 2016

AS DIFERENTES FACES DO SABER (PARTE FINAL)

"(...) A fonte interna de conhecimento deve ser descoberta pelo homem em sua própria consciência, ao se aliar à vasta mente da natureza. Os aborígines australianos indicaram aos primeiros exploradores sedentos onde cavar no deserto para achar água. Eles tinham essa habilidade porque não eram alienados da natureza como os aventureiros ocidentais.

Krishnamurti escreveu, em uma nota para si mesmo: 'Se pudéssemos estabelecer uma profunda relação duradoura com a natureza, nunca causaríamos dano, não utilizaríamos a prática da vivissecção em macacos, cachorros ou cobaias em pesquisas. Acharíamos outras maneiras de curar nossas feridas e nossos corpos.

Dizem que um verdadeiro Mestre da Sabedoria vive na fonte da verdade. Um deles escreveu: 'Para obter mais conhecimento [o sábio] tem apenas que efetuar um minuciosos e vagaroso processo de investigação e comparação de vários objetos, e lhe é concedido um insight em cada verdade fundamental.' Ele explica que significados latentes e propósitos profundos formam a base de todos os fenômenos do universo; somente a sabedoria supersensível fornece a chave para revelá-los ao intelecto.

O homem moderno realizou feitos brilhantes com o uso da razão, mas é incapaz de atingir o nível da sabedoria supersensível, em parte porque está deslumbrado por suas conquistas. Mas há outras maneiras de saber que não envolvem esse lento processo de investigação e comparação, e que são mais seguros.

Quando a natureza psíquica do homem se combina à grande mente do universo, o conhecimento se manifesta como inspiração que abre as portas da mente. Para que isso aconteça, os homens sensíveis devem limpar a mente da vaidade, ambição e impulsos egoístas. O conhecimento infinito não pode chegar à mente finita; é preciso que a mente não pense em si mesma."

(Radha Burnier - As diferentes faces do saber - Revista Sophia, Ano 10, nº 38 - p. 28/29)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

AS DIFERENTES FACES DO SABER (1ª PARTE)

"Cientistas e pensadores lutam durante anos com problemas sem encontrar solução; de súbito, como num flash, a resposta se revela por si mesma. Isso pode indicar que há níveis em nossa consciência que não são acessados normalmente; em determinadas ocasiões, o caminho se abre.

Em níveis profundos de consciência a compreensão não é impedida pelos processos da mente, que dependem muito de experiências anteriores, raciocínios falhos e métodos enganosos para chegar a conclusões. Quando estas atividades estão sob controle e não há perturbações geradas pela ambição, o conhecimento que é fruto do contato com níveis mais profundos de consciência aflora com clareza.

Karan Singh, ex-governador do estado Jammu e Kashmir e embaixador da Índia nos Estados Unidos, relata que, quando visitou o nobel Chandrashekhar, perguntou-lhe como os antigos profetas indianos tinham insights espantosos em matérias que apenas recentemente foram reveladas pelos cientistas. Não recebeu resposta.

Há muitos séculos esses profetas mencionavam galáxias e universos e concebiam teorias que hoje estão respaldadas pelas descobertas da ciência moderna. Outros povos como os egípcios detinham conhecimentos de leis só recentemente confirmadas pela ciência.

Até hoje não se sabe como os egípcios colocaram no lugar as enormes pedras das pirâmides. Mas H.P,. Blavatsky deu a entender que o conhecimento das forças da natureza pode capacitar a pessoa a levantar objetos à vontade, mesmo pedras gigantescas.

Remédios usados há séculos por médicos do sistema ayurvédico contêm substâncias processadas de maneira complexa. Não são produzidos por métodos modernos; resultam de um conhecimento obtido de outras maneiras. (...)"

(Radha Burnier - As diferentes faces do saber - Revista Sophia, Ano 10, nº 38 - p. 28)


quarta-feira, 29 de junho de 2016

RENASCIMENTOS SUCESSIVOS

"P: Que necessidade há de renascimentos sucessivos, uma vez que em nenhum se consegue alcançar a paz permanente?

T: A meta final só pode ser atingida pelas experiências da vida, e a massa dessas experiências é formada pela dor e o sofrimento. 

É só graças a eles que podemos aprender. 

Os gozos e os prazeres nada podem nos ensinar; são passageiros, e, em abundância, apenas produzem a saciedade. 

Além disso, nossa constante impossibilidade de encontrar satisfação permanente na vida, capaz de satisfazer as necessidades de nossa natureza mais elevada, claramente nos demonstra que estas só podem ser satisfeitas em seu próprio plano, isto é, o espiritual."

(Blavatsky - A Chave da Teosofia - Ed. Três, Rio de Janeiro, 1973 - p. 215)