OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

EDUCAÇÃO E AUTODESCOBERTA (1ª PARTE)

"As palavras descoberta e educação implicam algo semelhante. Descobrir significa expor, revelar algo oculto. Educar significa retirar algo do interior. Exemplos óbvios foram as viagens de descobrimento nos séculos XV e XVI e a exploração dos até então desconhecidos territórios do planeta, assim como as viagens espaciais.

Mas é sobre a sensação da descoberta que queremos falar. Lembra-se de quando você pela primeira vez ouviu uma sinfonia de Beethoven ou leu uma obra-prima? Keats descreveu essa sensação ao ler homero: 'Então me senti como algum observador dos céus/quando um novo planeta entra no seu campo de visão/ou como um robusto Cortez quando,/com seus olhos de águia/contemplou o Pacífico/e todos os seus homens entreolharam-se,/com ansiosa suspeita/ - silêncio, sobre um pico em Darien.'

Ler esse poema de Keats pode ser uma revelação, uma descoberta - mesmo que descoberta implique expor algo pela primeira vez. Quando o astrônomo olhou para o planeta que já conhecia, ou quando Cortez viu o Pacífico pela terceira vez, talvez não mais houvesse aquele silêncio eloquente. 'A familiaridade nutre o desdém', diz o ditado. As coisas mais belas tornam-se insípidas quando nos acostumamos a elas. Será possível manter vivo o espírito de descoberta ao ouvir uma sinfonia, ler um poema ou ver um quadro como se fosse pela primeira vez?

Depende de nós. Quando fazemos uma descoberta nesse sentido, confrontamos algo como se fosse uma nova experência. A coisa nos toca diretamente, vai ao âmago. Talvez essa experiência seja tão especial porque abrimos nossos corações ao que é novo; por um instante nós nos tornamos um com a experiência e permitimos que ela expanda nossa consciência.

Você aprende muito pela observação, observando as coisas à sua volta, observando pássaros, as árvores, os céus, as estrelas... E aprende também observando as pessoas, como elas caminham, seus gestos, as palavras que usam, como estão vestidas. (...)"

(Mary Anderson - Educação e autodescoberta - Revista Sophia, Ano 15, nº 67 - p. 22)


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