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Mostrando postagens com o rótulo observação

O QUE SE VÊ (1ª PARTE)

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"O que é que vemos primeiramente ao observarmos este novo mundo? Supondo que um de nós transferisse sua consciência ao plano astral, que mudanças lhe chamariam primeiro a atenção? De momento perceberia pouca diferença e poderia supor estar vendo a mesma coisa que anteriormente. Expliquemos o porquê, embora parcialmente, já que a explicação completa requereria um tratado sobre a física astral. Assim como a matéria terrestre apresenta três estados: sólido, líquido e gasoso, cujas condições são diferentes, assim também há diferentes graus, densidades e condições de matéria astral, análogas e correspondentes aos seus similares da matéria física. Portanto, o indivíduo consciente no plano astral continuaria vendo as paredes e os móveis de seu aposento, porque, embora a matéria física de que estão formados já não seria visível para ele, a matéria astral mais densa delinearia alguns objetos de tal modo que perceberia sua configuração tão claramente como antes. Se examinasse o objeto de pe...

ENTRAR EM CONTATO COM O MEDO

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"Há o medo físico. Quando você vê uma cobra, um animal selvagem, instintivamente sente medo. Esse é um medo normal, saudável, natural. Além de medo, é um desejo de se proteger - e isso é normal. Mas a proteção psicológica de si mesmo - ou seja, o desejo de estar sempre seguro gera medo. Uma mente que busca sempre estar segura é uma mente morta, porque não há certeza na vida, não há permanência... Quando você entra em contato direto com o medo, há uma resposta dos nervos e de todo o resto do corpo. Quando a mente não está mais escapando por meio de palavras ou de qualquer tipo de atividade, não há divisão entre o observador e a coisa observada como medo. Só a mente que está escapando se livra do medo. Mas quando há um contato direto com o medo, não há observador, não há uma entidade que diz: 'Estou com medo'. Então, no momento em que você está diretamente em contato com a vida, com qualquer coisa, não há divisão - é ela que gera a competição, a ambição, o medo.  Portanto, o...

A DUALIDADE DO PENSADOR E DO PENSAMENTO

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"Quando você observa algo (uma árvore, seu cônjuge, filhos, seu vizinho, as estrelas da noite, a luz na água, o pássaro no céu etc.), há sempre o observador (o censor, o pensador, o experimentador, o buscador) e o objeto observado: o observador e o observado, o pensador e o pensamento. Portanto, há sempre uma divisão. Essa divisão é o tempo, é a própria essência do conflito. E quando há conflito, há contradição. 'O observador e o observado' é uma contradição, pois existe uma separação. Quando há conflito, há sempre a urgência de ir além dele, dominá-lo, superá-lo, fugir dele, fazer algo a respeito. Toda essa atividade envolve o tempo... Enquanto houver essa divisão, o tempo passará, e o tempo é tristeza. Aquele que quer entender o fim da tristeza deve entender isso. Deve descobrir, ir além dessa dualidade entre o pensador e o pensamento, o experimentador e a experiência. Ou seja, quando há uma divisão entre o observador e o observado, há o tempo, e por isso não há o fim da...

COMO ENFRENTAR A DOR DOS PADRÕES DESTRUTIVOS - A DOR DA INSATISFAÇÃO

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"Agora, meu amigo, quando você se depara com essa dor, é ela realmente apenas a dor que você experimentou um dia quando criança? Será essa realmente a frustração que a criança sofreu por causa dos pais e nada mais? Não, isso não é inteiramente correto. É verdade que essa dor e essa frustração originais afetaram a flexibilidade da sua psique, sua capacidade de adaptação, e assim o tornaram incapaz de lidar com elas. Esses eventos fizeram com que você lhes virasse as costas e procurasse por 'soluções' insatisfatórias. Mas a dor que você experimenta agora é muito mais a dor presente da insatisfação, causada pelos seus padrões improdutivos. Você não pode distinguir isso conscientemente e não pode sequer ter consciência da dor infantil original. Pode ser preciso muito tempo e muita auto-observação para chegar mesmo a distinguir a dor. Depois que o fizer, você verá que a dor mais aguda é o seu desespero com a sua vida e com você mesmo agora, e não no passado. Este é importante s...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (PARTE FINAL)

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"27. Este percebimento deve cobrir a totalidade de nossa existência. Esta área ou prãntabhumi deve ser saptadhã ou sétupla. A palavra  saptadhã  indica realmente uma totalidade, pois quando falamos da natureza total do homem ou do Universo, referimo-nos a ela como sétupla. Patañjali diz que este percebimento não apenas deve ser ininterrupto, mas também deve ser total, significando que precisamos estar cônscios da totalidade de nossa existência. Em outras palavras, este percebimento não deve ser meramente com o frio intelecto, mas com as emoções e também com o mecanismo sensorial do corpo. Ele deve penetrar todas as fibras de nosso ser. Não deve ser aquele percebimento de uma testemunha que olha para o fluxo da continuidade a distância. Uma testemunha pode estar cônscia apenas do exterior e um percebimento como  este, a distância, não tem valor. Ser um participante e ainda assim ser uma testemunha - apenas isso pode ser chamado percebimento total. Tudo o mais é superficial...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (10ª PARTE)

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"25. Com a dissolução da ignorância, desaparece o fenômeno observador-observado, resultando na emergência da percepção pura. Percepção pura indica ver as coisas como de fato são. Se conhecemos a vida como ela é a qualquer momento, sem nenhuma projeção da mente, então podemos conhecer o segredo do reto relacionamento com esta vida. A percepção pura é o ponto crucial de todo o problema do Yoga.  Da reta percepção surge o reto relacionamento, naturalmente e sem esforço. Mas como pode haver reta percepção, enquanto estivermos presos em avidyã ? Portanto, a questão é: como podemos sair desta ignorância, uma vez que sem sua dissolução não há perspectiva para o homem de libertar-se da dor e do sofrimento? Há uma maneira pela qual podemos dissolver avidyã ? Patañjali diz:  26. Um percebimento ininterrupto é a única maneira de dissolver avidiã  ou ignorância.  A palavra utilizada neste sutra é aviplavã , significando contínuo. O que precisa ser contínuo? Mais uma vez, a pal...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (9ª PARTE)

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"23. O fenômeno observador-observado cria um relacionamento de possuir e de ser possuído. Aqui as palavras utilizadas são sva-sakti e svãmi-sakti. O sutra indica que cada um tenta satisfazer a si mesmo. Svãmi-sakti é o possuidor e quer possuir, seja um objeto ou um indivíduo. Mas aquilo que o homem busca possuir, por sua vez, quer possuir o possuidor. O relacionamento do possuidor e do possuído é obviamente de uso. É uma estranha lei da vida que aquele que quer possuir deve também estar pronto para ser possuído. Ambos estão comprometidos com svarupa-upalabdhi , que significa tentar satisfazer seu próprio fim. Possuir é ser possuído. Os dois seguem juntos. Ter um sem o outro é uma impossibilidade. Este é o ponto crucial do relacionamento de uso. O explorador e o explorado seguem juntos. A necessidade de ser explorado dá origem ao explorador. No relacionamento de uso vemos a pior forma de exploração do homem pelo homem.  Patañjali diz no sutra  subsequente que: 24. Este desejo ...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (8ª PARTE)

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"22. Para aquele que não objetiva realizar-se através da existência do observado, o observado não existe; mas para os demais ele continua a existir. O homem normalmente estabelece um relacionamento de uso com o mundo em que vive, seja físico ou psicológico. É deste relacionamento que surge o observado. Precisamos nos lembrar de que tal relacionamento jamais poderá estabelecer-se com algo que está vivo, pois a vida é um estado de fluxo e, portanto, não é estática. O uso possível apenas em relação a algo estático ou imóvel. Assim, para ter aquele relacionamento, a vida precisa ser transformada em imagem. O sutra  acima diz que, para aquele que tenha ido além do relacionamento de uso,  o observado não existe. Tal indivíduo não tem objetivo a realizar advindo da existência do observado. Daí que o observado desaparece quando cessa este relacionamento de uso. O sutra , contudo, diz que para os demais, o observado continua a existir. A partir disso, fica evidente que o observado não ...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (7ª PARTE)

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  "21. A natureza e o conteúdo do observado existem para a manutenção da continuidade do observador. Pode-se perguntar: por que criamos o observado ao invés de olhar para o real? A resposta é dada no sutra  acima. O observado é o produto do observador. Não são duas coisas diferentes. Ao perceber o real, a mente enfrenta o perigo de ser deslocada de sua posição de segurança. Ver o real é ser arrancado pela raiz do solo de nossas próprias conclusões, o que obviamente ameaça a própria segurança e continuidade da mente. A mente, na verdade, teme ver o real. Em função deste temor, lança uma tela de continuidade sobre os impactos da vida. A vida é nova de momento a momento, e, portanto, não podemos nos familiarizar com ela. Logo, a vida é para sempre desconhecida. A mente do homem, através de sua tela de continuidade, tenta colocar o não familiar na estrutura familiar. Podemos lidar com o familiar sob o aspecto do passado, e esta é sempre a abordagem da mente. Ela nunca se ocupa do ...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (6ª PARTE)

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  "20. O observador, ao invés de manifestar puro percebimento, vê através da tela conceitual da mente. Este sutra implica que o observado vem à existência a partir do estado condicionado do observador. Em outras palavras, é o observador que cria o observado,  pois este não tem existência intrínseca. O observador não olha para a coisa, mas através da tela conceitual da mente, que é sua imagem. Assim, o observado é, de fato, a imagem dos homens e das coisas. Mas o observador é diferente da mente? Ao discutirmos a aflição, asmitã , vimos que o senso do eu, aquela entidade que é descrita como o 'eu', não é diferente da mente. A mente que busca sua continuidade traz à existência a assim chamada entidade permanente, que é o 'eu'. Dizemos 'assim chamada', porque não possui absolutamente permanência, tendo nascido em razão do desejo da mente por continuidade. O senso do eu e a continuidade são sinônimos, pois reconhecemos o 'eu' através do fator da continui...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (5ª PARTE)

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"19. As manifestações dos gunas ocorrem em função do passivo ou do ativo, do tosco ou do sutil. Isso significa que os gunas , em suas manifestações, podem ser passivos ou ativos, toscos ou sutis, em sua natureza qualitativa. As palavras sânscritas utilizadas são visesa , avisesa , linga-mãtra e alinga. Avisesa  é geral, vago e amorfo e, portanto, passivo, enquanto visesa  tem uma forma e um comportamento particulares e é, portanto, ativo. Analogamente, linga-mãtra é diferenciado logo, tangível e tosco, enquanto alinga é não diferenciado e, portanto, intangível e sutil. Aqui é dada uma descrição das expressões normais na atividade dos gunas , quando não houver distorção e modificação por causa dos impactos dos sentidos. Mas, quando o pensamento intervém em seu próprio funcionamento, ocorre uma distorção e, com isso, os impactos dos sentidos são modificados. É então que o real não é visto devido à sobreposição do observado. Ao discutirmos o tríplice samãdhi na primeira seção, ex...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (4ª PARTE)

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18. O observado vem à existência quando o impacto dos sentidos é modificado pelos gunas ou pelos três fatores condicionantes da mente por causa da busca pelo preenchimento da própria mente.  No sutra acima, prakãsa , kriyã e sthiti referem-se a sattva , rajas e tamas - os três gunas ou os três fatores condicionantes da mente. A palavra apavarga  que aparece neste sutra  significa de fato preenchimento, e não libertação como é dito por muitos comentadores. A mente para seu próprio preenchimento distorce a atividade dos três gunas ; é o que ocasiona uma modificação nos impactos dos sentidos. Refere-se à intervenção da mente no ato de experimentar. Quando o pensamento interfere no ato de experimentar, então esse ato fragmenta-se, levando à fragmentação da própria experiência. Quando assim acontece, somos incapazes de ver o que é; vemos apenas aquilo que foi modificado pela ação do pensamento. É óbvio que os impactos dos sentidos são possíveis devido ao funcionamento d...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (3ª PARTE)

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17. No fenômeno observador-observado encontra-se a causa do sofrimento que pode ser evitado. O sofrimento que não chegou pode ser evitado, mas, segundo Patañjali, requer uma clara compreensão do fenômeno do observador-observado. Dificilmente compreendemos que não vivemos no mundo real, mas no mundo observado. Não conhecemos os homens e as coisas que nos cercam como de fato são. O real transformou-se no observado, e desde que não conhecemos o real, consideramos o observado como o real. O fenômeno observador-observado pode ser compreendido se tivermos em mente a conhecida ilustração da filosofia hindu conhecida como sarparajju-nyaya , que significa confundir-se a corda com uma cobra. A corda é o real, a cobra, o observado. Por que não vemos a corda e porque a confundimos com uma cobra? É óbvio que o observador, quando vê a corda, de sua escala de observação, tem a impressão de que é uma cobra que está a sua frente. Ao ver a cobra ao invés da corda, naturalmente, tem medo dela. Todas as r...

DESCANSO PARA A MENTE (PARTE FINAL)

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"(...) Como podemos dar às nossas mentes a oportunidade de descansar e relaxar? Inúmeras atitudes podem ajudar. Você pode nutrir e relaxar seu corpo com uma dieta saudável e exercícios, especialmente yoga . Pode criar intervalos na sua rotina diária, caminhar, ouvir música e se desconectar por um tempo do mundo tecnológico. Mas o que mais pode ajudar é a prática da meditação; apenas observar seus pensamentos e repousar sua mente prestando atenção ao ir e vir da respiração. Esse tipo de meditação é simples, pode ser praticado em qualquer lugar e tem um forte impacto sobre nosso bem-estar. Logo que ficamos confortáveis com essa técnica básica, podemos observar com mais atenção os nossos pensamentos.  A primeira coisa que você notará é a grande quantidade de pensamentos, como eles estão sempre mudando e como a mente corre atrás deles. A prática é simplesmente perceber quando a mente se desgarra e trazê-la de volta ao presente, repetidamente. Como fazer isso? Simplesmente deixan...

ENFRENTE O FATO E VEJA O QUE ACONTECE

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"Todos nós já tivemos a experiência da enorme solidão, em que os livros, a religião, tudo desaparece, e ficamos terrível e interiormente solitários, vazios. A maioria de nós não consegue encarar esse vazio, essa solidão, e foge disso. A dependência é uma das coisas para a qual corremos, porque não conseguimos suportar estar sozinhos. Precisamos do rádio, dos livros, da conversa, do tagarelar incessante sobre isso ou aquilo, sobre arte e cultura. Então chegamos àquele ponto em que sabemos que há essa extraordinária sensação de autoisolamento. Podemos ter um emprego muito bom, trabalhar freneticamente, escrever livros, mas interiormente há esse tremendo vazio. Queremos preenchê-lo, e a dependência é uma das maneiras. Usamos a dependência, a diversão, o trabalho na igreja, as religiões, a bebida, as mulheres, uma dúzia de coisas para preenchê-lo, cobri-lo. Se percebemos que é absolutamente inútil tentar cobri-lo, completamente inútil - não verbalmente, não com convicção, mas co...

ENTRAR EM CONTATO COM O MEDO

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"Há o medo físico. Quando você vê uma cobra, um animal selvagem, instintivamente sente medo. Esse é um medo normal, saudável, natural. Além de medo, é um desejo de se proteger - e isso é normal. Mas a proteção psicológica de si mesmo - ou seja, o desejo de estar sempre seguro - gera medo. Uma mente que busca sempre estar segura é uma mente morta, porque não há contato direto com o medo, há uma resposta dos nervos e de todo o resto do corpo. Quando a mente não está mais escapando por meio de palavras ou de qualquer tipo de atividade, não há divisão entre o observador e a coisa observada como medo. Só a mente que está escapando se livra do medo. Mas quando há um contato direto com o medo, não há observador, não há entidade que diz: 'Estou com medo'. Então, no momento em que você está diretamente em contato com a vida, com qualquer coisa, não há divisão - é ela que gera a competição, a ambição, o medo. Portanto, o importante não é como se livrar do medo. Se você busca...

O PODER DA SUA PRESENÇA

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"PERCEBER, DE REPENTE, que você está ou tem estado preso ao sofrimento pode lhe causar um choque. No momento em que percebe isso, você acabou de romper com a ligação. O sofrimento é um campo de energia, quase como uma entidade que se alojou temporariamente  no seu espaço interior. É a energia da vida que foi aprisionada, uma energia que não está mais fluindo. Claro que o sofrimento está ali por causa de certas coisas que aconteceram no passado. Ele é o passado vivo em você. E, se você se identifica com ele, se identifica com o passado. Uma identidade vítima acredita que o passado é mais poderoso do que o presente, o que não é verdade. É a crença de que outras pessoas e o que fizeram a você são responsáveis pelo que você é hoje, pelo seu sofrimento emocional, ou por sua incapacidade de ser o verdadeiro eu interior. A verdade é que o único poder está bem aqui neste momento: o poder da sua presença. Uma vez que saiba disso, perceberá também que só você é responsável p...

EDUCAÇÃO E AUTODESCOBERTA (1ª PARTE)

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"As palavras descoberta e educação implicam algo semelhante. Descobrir significa expor, revelar algo oculto. Educar significa retirar algo do interior. Exemplos óbvios foram as viagens de descobrimento nos séculos XV e XVI e a exploração dos até então desconhecidos territórios do planeta, assim como as viagens espaciais. Mas é sobre a sensação da descoberta que queremos falar. Lembra-se de quando você pela primeira vez ouviu uma sinfonia de Beethoven ou leu uma obra-prima? Keats descreveu essa sensação ao ler homero: 'Então me senti como algum observador dos céus/quando um novo planeta entra no seu campo de visão/ou como um robusto Cortez quando,/com seus olhos de águia/contemplou o Pacífico/e todos os seus homens entreolharam-se,/com ansiosa suspeita/ - silêncio, sobre um pico em Darien.' Ler esse poema de Keats pode ser uma revelação, uma descoberta - mesmo que descoberta implique expor algo pela primeira vez. Quando o astrônomo olhou para o planeta que já co...

SIGNIFICADO DA DOR E DO SOFRIMENTO (1ª PARTE)

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"P E R G U N T A : Qual é o significado da dor e do sofrimento ?  K R IS H N A M U R T I: Quando sofreis, quando sentis dor, qual é o significado disso? A dor física tem seu significado, mas provavelmente queremos referir-nos à dor e ao sofrimento psicológicos, que têm um significado inteiramente diverso, em níveis diversos. Qual é o significado do sofrimento? Por que desejais achar o significado do sofrimento? Não quero dizer que ele não tenha significado - mas vamos averiguá-lo. Mas, por que quereis achá-lo? Quando fazeis a vós mesmos esta pergunta 'por que sofro?' e ficais procurando a causa do sofrimento, não estais fugindo do sofrimento? Quando procuro o significado do sofrimento, não estou evitando o sofrimento, fugindo dele? O fato é que sofro; mas, no momento em que ponho a mente a indagar por que sofro, diluí a intensidade do sofrimento. Por outras palavras: queremos que o sofrimento se dilua, se alivie, seja afastado, explicado. Isso, por certo, não traz ...

DESFAZENDO A IDENTIFICAÇÃO COM O SOFRIMENTO (PARTE FINAL)

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"(...) QUANDO PASSAMOS A OBSERVADORES e começamos a deixar de nos identificar, o sofrimento ainda continua a agir por um tempo e vai tentar fazer com que voltemos a nos identificar com ele. Embora não esteja mais recebendo a energia originada da nossa identificação com ele, o sofrimento ainda tem sua força, como uma roda-gigante que continua a girar mesmo quando deixa de receber o impulso. Nesse estágio, o sofrimento pode até ocasionar dores em diversas partes do corpo, mas elas não vão durar. Esteja presente, fique consciente. Vigie o seu espaço interior. Você vai precisar estar presente e alerta para ser capaz de observar o sofrimento de um modo direto e sentir a energia que emana dele. Agindo assim, o sofrimento não terá força para controlar o seu pensamento. No momento em que o seu pensamento se alinha com o campo energético do sofrimento, você está se identificando com ele e, de novo, alimentando-o com os seus pensamentos. Por exemplo, se a raiva é a vibração de e...