OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


terça-feira, 31 de março de 2020

OS TRÊS ASPECTOS DO HOMEM

Resultado de imagem para OS TRÊS ASPECTOS DO HOMEM"Considerado o homem como Inteligência espiritual, vemos que é uma Consciência, um ser capaz de se reconhecer a si mesmo e aos demais seres. Primeiramente, o homem afirma sua existência, dizendo: 'EU sou'. Em sua imaginação pode abstrair-se de todos menos de si mesmo. Não pode aniquilar o 'EU', e embora contraia nos limites desta egocentridade sua consciência ou a espraie até abranger todo o univero, o 'EU' é o centro de todas as coisas. Quando o Eu considera seu próprio ser, esforçando-se em se analisar a si mesmo, verifica que é um ser que pensa, sente e quer; e se percebe algo que não seja ele, um não Eu externo, ou conhece e experimenta atração ou repulsão por ele e atua sobre ele. Expondo esta mesma verdade em termos mais abstratos, se reconhece o Eu como Consciência com as três qualidades de Vontade, Sensibilidade e Mentalidade, cujo superior aspecto se manifesta em Poder. Sabedoria e Inteligência, e em contato com o mundo exterior tomam as respectivas modalidades de Conhecimento, Emoção e Atividade. Nenhum destes vocábulos expressam com perfeição o conceito, porém, equivalem às qualidades denominadas pelos índios (hindus): Iñâman, Ichchhâ e Kryâ em que se resumem a limitada manifestação de Sachchidamanda, as tríplices cordas do Destino. Existem no homem três aspectos, fases ou qualidades pelas quais pode conhecer a si mesmo e se relacionar com o mundo. Sua consciência existe nos ditos três aspectos pelos quais se põe em contato com o não Eu."

(Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 14/15)

quinta-feira, 26 de março de 2020

QUE É O HOMEM

Resultado de imagem para o homem espiritual"Que é o homem - Uma inteligência espiritual, uma porção da Divindade revestida de matéria. Diz o Bhagavad-Gîtâ: 'Uma porção de Meu próprio Ser se transforma, no mundo da vida, no Espírito Imortal, e atrai inteiramente a mente e os demais sentidos velados na matéria.'  Tal é a sumária descrição do homem expressa no imortal Canto do Senhor. Demonstra que a natureza íntima do homem é um fragmento ou porção da Divindade, um Espírito imortal revestido de invólucros, de agregados de matéria, de corpos, ou como se queira chamar esta parte temporária e mutável, em contraste com sua eterna natureza dimanante do mesmo Deus.

Para compreendermos o que é o homem, devemos considerar a continuidade de sua vida, porque continuadamente está desenvolvendo sua Divindade íntima e modelando seus corpos mutáveis, de sorte que expressem sempre suas capacidades crescentes.

Na semente está potencialmente contida a árvore do futuro, e plantada na terra absorve do solo sua nutrição, ao passo que o sol, a chuva e o ar a nutrem, determinando pouco a pouco sua germinação, até que cheia de raízes, brota o talo e despontam as folhas, convertendo-se em rebentos que a cada estação vão crescendo e por fim alcançam a altura da árvore progenitora de onde procedeu a semente. No inverno caem as folhas e a árvore fica desnuda, para na primavera revestir-se de nova folhagem em sucessivas renovações, sem prejuísos e sim com grande proveito para a árvore. Tudo isto também ocorre com o homem, a divina semente plantada pela mão do Eterno na matriz da matéria, que desta absorve sua nutrição e se alimenta com o sol do júbilo, a chuva da tristeza e o ar do ambiente das circunstâncias. Em cada estação ou ciclo de vida, reveste-se de folhagem que lhe proporciona experiência e depois caem as folhas, enquanto a árvore vai crescendo até assemelhar-se ao seu pai e passar da humanidade à supra-humanidade, para viver em campos mais amplos, numa vida sempre crescente, mais plena, abundante e divina.

Portanto, que é o homem? Um fragmento divino; a Divindade latente em vias de atualização; a reiterada maravilha que o cristianismo simboliza no Deus feito homem, porque o filho do homem é verdadeiramente o Filho de Deus. O hinduísmo nos fala do sacrifício de Purusha, no Deus que se sacrifica para ser homem em benefício dos homens e do seu mundo. O processo desta atualização, os meios deste desenvolvimento, o segredo da evolução, chama-se transmigração se considerarmos o passo da inteligência espiritual de uma à outra forma, e chama-se palingenesia ou reencarnação se nos referirmos aos corpos mortais de que se reveste o espírito em cada ciclo ou período de vida."

(Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 12/14)

terça-feira, 24 de março de 2020

O HOMEM E SUA ROUPAGEM

Resultado de imagem para três corpos do homem"As palavras nascimento e morte significam tão somente as portas onde o homem passa de um mundo para o outro. Em realidade não nasce e nem morre e sim vive sempre. Porém quando deixa um mundo, os habitantes do mesmo, dizem: 'Morreu', enquanto os habitantes do mundo em que acaba de ingressar por sua vez exclamam: 'Nasceu'. Em verdade, é o mesmo homem que vai de mundo em mundo aprendendo as lições que em cada um o ambiente lhe oferece, permanecendo a maior parte do tempo em que percorre este ciclo¹ na pura felicidade das mansões celestes. O homem é semelhante à ave que tendo o seu ninho na adorável beleza de um bosque, ao sentir fome, deixa sua ditosa morada e voando para o lago vizinho, em suas águas busca com o bico o alimento, regressando ao seu silvestre retiro logo que satisfaça sua necessidade, a fim de ali consumir o alimento encontrado. Assim o homem vive normalmente no mundo celeste;  consome ali o alimento que levou consigo e, quando sente fome,² bate as suas asas para o lago que chamamos mundo físico onde reúne as experiências que lhe servem de alimento, voltanto a seguir para a sua primitiva morada, onde vai assimilar convenientemente, alcançando deste modo o crescimento que pouco a pouco lhe dará a envergadura do homem perfeito. 

A fim de compreender como vive o homem nos três mundos, necessário se torna conhecer sua constituição, isto é, em sua natureza e em suas roupagens ou invólucro, pois do contrário temerosos e confundidos ficaríamos quanto à clareza sobre esta matéria de todo imprescindível."

¹ Este ciclo ou período é computado pelo tempo gasto entre um nascimento e o seguinte renascimento no mundo físico, ou seja: dois nascimentos sucessivos na terra.
² Necessidade latente em todo o homem de alcançar o progresso.

(Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 11/12)


quinta-feira, 19 de março de 2020

VIVER COM ÉTICA

Resultado de imagem para VIVER COM ÉTICA"Viver com ética envolver realizar cada ação de maneira que, de momento a momento, ocorra uma purificação. Toda ação tem por objetivo a purificação da psique, do coração e também da mente.

Há pessoas que usam suas atividades para promover as próprias ambições. Um dos traços mais comuns da mente é que ela tenta explorar tudo para benefício próprio. Mas a questão não é tanto o que fazer a respeito de pessoas que agem assim; é muito mais importante descobrir nossa própria reação interior. Essa purificação ocorre em nossa mente como resultado de enfrentarmos os fatos?

Cada ser humano precisa encarar o fato de que vive num mundo que é uno e, contudo, está cheio de distinções múltiplas. Como enfrentarmos esse desafio? De uma maneira que disperse as nuvens da má vontade, do egoísmo, da ignorância, para que nossa natureza interior se torne mais luminosa? Ou será que vivenciamos os problemas e as dificuldades nos enclaururando ainda mais nas trevas?

A grande lei da harmonia que rege o universo contínua e infalivelmente provê oportunidades para cada indivíduo, sem exceção. Ela é infalível, inabalável, e traz a cada um, na devida medida, aquilo de que ele precisa. No entanto, deve-se aprender a receber a mensagem não apenas em grandes momentos, mas nos pequenos eventos da vida. 

O modo ético de viver é um modo de inteligência crescente. Aquele que é capaz de responder de maneira inteligente aos pequenos e aos grandes eventos da vida aprende a agir corretamente. Inteligência e ação, inteligência e amor, inteligência e um senso de harmonia e paz não podem ser divorciados. Nossas ações, encontros e contatos podem nos ensinar a crescer em plenitude.

Nós nos limitamos porque não conseguimos reconhecer que a partir do coração podem florescer maravilhosas capacidades que agora estão ocultas. O propósito da vida é tornar possível o florescimento da beleza e do esplendor latentes em cada ser humano."

(Radha Burnier - Viver com ética - Revista Sophia, Ano 16, nº 74 - p. 13)


terça-feira, 17 de março de 2020

CONTECE-TE A TI MESMO

Resultado de imagem para CONTECE-TE A TI MESMO"Nossa mente é a nossa própria mente, na qual só devemos permitir o ingresso de pensamentos que nós, o ego, escolhemos. O nosso corpo astral também é nosso, e não devemos admitir a entrada nele de nenhuma sensação, exceto as que são boas para o eu mais elevado. Assim sendo, devemos controlar as vibrações da depressão, e, de nenhum modo, dar-lhes abrigo. Não havemos de consentir em que elas nos invadam. Se nos invadirem, não lhes permitiremos instalarem-se em nós, correr-nos-á a obrigação de não fazer nenhum caso delas e não deixar que ninguém mais lhe saiba sequer da existência. 

Às vezes, as pessoas me dizem que têm tido momentos de esplêndida inspiração e exaltação, ardente devoção e alegria. Não compreendem que são precisamente esses os momentos em que o eu superior consegue deixar sua impressão no eu inferior, e que tudo o que elas sentem está lá o tempo todo, mas o eu inferior nem sempre tem consciência disso. Compreendamos, pela razão e pela fé, que ele está sempre lá, e se tornará como se o sentíssemos, até mesmo na ocasião em que o elo, imperfeito, não nos permite senti-lo aqui embaixo.

Mas muitos homens, enquanto admitem a verdade abstrata, dizem não poder sentir perpetuamente essa felicidade por causa dos próprios defeitos e das suas falhas constantes. Sua atitude na realidade é muito parecida com a adotada na litania: 'Tende piedade de nós, miseráveis pecadores.' Ora, somos todos pecadores no sentido de que nenhum de nós faz o que deveria fazer, e fazemos constantemente o que não deveríamos fazer, mas não há necessidade de agravar o crime intitulando-nos miseráveis pecadores. Uma pessoa miserável é um inconveniente público, um centro de infecção, e dissemina infelicidade e tristeza, por toda a sua volta, entre os seus infelizes semelhantes - coisa que nenhum homem tem o direito de fazer. O homem que experimenta os mesmos sentimentos, que consegue manter-se razoavelmente feliz até quando faz determinados esforços para reformar-se, não prejudica os outros, desse mesmo jeito.

As pessoas que se julgam e se denominam vermes miseráveis estão seguindo exatamente o caminho certo para se transformarem em vermes miseráveis, pois o homem é o que julga ser. Todas as afirmações nesse sentido são, de ordinário, hipócritas, como podemos deduzir facilmente do fato de que o homem, que tão prontamente se intitula verme miserável na igreja, sentir-se-ia profundamente insultado se alguém o chamasse de verme miserável na vida diária comum, e seja isso hipocrisia ou não, o certo é que é tolice. Quem compreende a influência do pensamente percebe que o homem que efetivamente se julga um verme miserável já se despojou de todo o poder de elevar-se acima desse estado, ao mesmo tempo que o homem que se capacita de que é uma centelha da vida divina sempre se sentirá esperançoso e contente, porque, na essência, o divino é alegria. Grande erro é perder tempo em arrependimentos; o que passou, passou e nenhuma quantidade de remorso desfará o que foi feito. Um dos nossos Mestres disse, de uma feita: 'O único arrependimento digno de alguma coisa é a decisão de não repetir o malfeito.'"

(C.W.Leadbeater - A Vida Interior - Ed. Pensamento Ltda., São Paulo, 1999 - p. 104/105)
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