OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

UMA LIÇÃO DA LEI

Resultado de imagem para UMA LIÇÃO DA LEI"Essa é a grande lição ensinada pela ciência à atual geração. De há muito, muito tempo, as religiões ensinaram isso dogmaticamente mais do que racionalmente. A ciência prova que o conhecimento é a condição da liberdade e que só quando o homem tiver conhecimento é que poderá se impor. O homem da ciência observa as sequências. Realiza repetidamente os testes de sua experiência e elimina tudo o que é casual, colateral, irrelevante. E devagar, com segurança, descobre o que constitui uma invariável sequência causativa. Uma vez seguro dos fatos, age com certeza indubitável, e a natureza, sem sombra de recuo, recompensa com o sucesso a racionalidade da sua segurança.

Dessa segurança nasce a 'sublime paciência do pesquisador'. Luther Burbanker, na Califórnia, semeará milhões de sementes, selecionará alguns milhares de plantas, cruzará algumas delas, e assim marchará, pacientemente, para os seus fins. Ele pode confiar nas leis da natureza, e, se falhar, saberá que o erro partiu dele, não delas. 

Há uma lei da natureza que dá às massas de matéria a tendência de mover-se na direção da terra. Deveria eu dizer, então 'Não posso subir escadas? Não posso voar no ar?' Não. Há outras leis. Eu oponho à força que me prende ao chão uma outra força armazenada em meus músculos, e, por esse meio levanto o meu corpo. Uma pessoa cujos músculos estejam enfraquecidos pela febre pode ter de ficar no chão, indefesa. Eu, porém, rompo essa lei, conclamo a força muscular e subo as escadas.

A inviolabilidade da Lei não retém - a Lei liberta. Ela torna a Ciência possível e racionaliza o esforço humano. Num universo sem lei, o esforço seria vão, a razão seria inútil. Seríamos selvagens, tremendo sob o aperto de forças estranhas, incalculáveis onde o hidrogênio é agora inerte, mas logo mais se tornará explosivo, em que o oxigênio proporciona vida hoje e sufoca amanhã! Num universo sem lei não ousaríamos fazer um só movimento, pois não saberíamos qual seria a ação que ele iria provocar. Nós nos movemos com segurança, é verdade, porque contamos com a inviolabilidade da lei,"

(Annie Besant - Os Mistérios do Karma e a sua Superação - Ed. Pensamento, São Paulo, 2010, p.37/38)www.pensamento-cultrix.com.br


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

EM SINTONIA COM A FONTE DO SUCESSO

"Pouquíssimas pessoas percebem que a lei divina governa todas as ações e determina os efeitos dessa ação. Assim, o destino de cada um não é regido pela sorte, mas pelas causas que o próprio indivíduo colocou em movimento. Por meio da percepção espiritual, cada circunstância da vida de uma pessoa pode ser cientificamente rastreada até sua causa ou um padrão específico de causas. Mas como a pessoa comum não percebe a lei de ação e reação que governa a sua vida, ela acredita que o que lhe ocorre é em grande parte uma questão de coincidência e destino. É comum as pessoas dizerem 'tive sorte' ou 'foi meu infortúnio'. Não há sorte que não tenha sido criada antes, nesta ou em outra encarnação, e não há destino infeliz, exceto o que já tenha sido 'predestinado' por nossos próprios atos no presente ou num passado distante - às vezes até muitas vidas antes de adentrarmos os portais da vida atual. Essas causas autocriadas são o motivo de algumas pessoas nascerem pobres e outras ricas; algumas doentes e outras saudáveis, e assim por diante. Do contrário, onde estaria a justiça de Deus se Ele criasse todos iguais - mas depois destinasse alguns a viver em circunstâncias favoráveis e outros a suportar condições desfavoráveis?

A lei de causa e efeito que governa nossa vida é o que chamamos de karma. Karma significa ação; e também os frutos e efeitos de nossas ações. São esses efeitos, bons ou maus, que tornam as mudanças tão difíceis para algumas pessoas - mudanças pessoais ou das circunstâncias. Não há outra forma de explicar as desigualdades entre os seres humanos que não negue a justiça de Deus. E sem justiça eu diria que não vale a pena viver.

Então, se sucessos ou fracassos são mais ou menos determinados por você mesmo no passado, não haveria remédio para alterar as condições atuais? Sim, há. Você é dotado de razão e vontade. Não há dificuldade que não possa ser resolvida, desde que você acredite que tem mais poder do que dificuldades e que use esse poder para pulverizar os seus impedimentos. Faça o esforço científico necessário para ter êxito."

(Paramahansa Yogananda - Jornada para a Autorrealização - Self-Realization Fellowship, 2014 - p. 65/66)
http://www.omnisciencia.com.br/jornada-para-a-autorrealizacao/p


quinta-feira, 12 de abril de 2018

SEIS REGRAS PARA O AUTOCONTROLE (PARTE FINAL)

"(...) 4. Descubra a verdadeira causa de sua raiva e trabalhe-a. Talvez o seu verdadeiro motivo tenha ficado muito para trás. Quando você era criança, a sua mãe pode ter, por exemplo, lhe obrigado a usar capa de chuva, e toda turma riu. Hoje você nem se lembra disso, mas se aborrece quando sua esposa insiste em que você se proteja da chuva.
   Quando você era pequeno, gritava e esperneava. Naquele momento seus pais viam que vinha gente chegando, e assim faziam o que você queria. Existem inúmeras maneiras adultas de se jogar no chão sem gritar ou espernear de maneira visível. Talvez você ainda esteja tentando, com um toque infantil, conseguir o que deseja.
  Feliz é o homem que sabe de onde vêm seus problemas. A autocompreensão é um passo rumo ao autontrole.

5. Não reprima sua raiva. Libere-a. Descubra um meio saudável de livrar-se de sua fúria. Quando tiver esperado e estudado a si mesmo, aja! Vá cavar o jardim, lavar o carro, dar uma caminhada.
   Você pode até mesmo tentar o tratamento de minha mãe. Sempre que sentia que estava para ter um ataque de nervos, ela ia à copa e pegava uma xícara ou um pires velho (guardados para esses momentos). Depois ia pra trás do celeiro, empolgava-se, como uma grande torcedora, e lançava a coisa longe. O barulho da louça quebrando e a visão dos cacos voando eram um bálsamo para ela. Vá em frente, só uma vez! Funciona.
   Conversar é outro excelente relaxante. Um casamento é bom quando marido e mulher podem dizer, serenamente: 'Fiquei com raiva de você, e a razão é...' Se você esconde seus ressentimentos, algum dia alguém risca um fósforo e as coisas explodem. Elimine esse perigo de maneira saudável.

6. Afine-se com o Autor do equilíbrio e da paz. Num santuário sossegado, próximo a um córrego, no pomar, no jardim, a sós num aposento escuro, procure se aquietar e abrir o seu coração à tranquilidade que preenche o universo. A melhor maneira de se acalmar é perder-se em Deus."

(Charlie W. Shedd - Seis regras para o autocontrole - Revista Sophia, Ano 7, nº 25 - p. 45)
www.revistasophia.com.br


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O OBJETIVO DA VIDA

"O terceiro aspecto de nosso mundo, que está oculto à maioria, é o plano e o objetivo da existência. A maior parte das pessoas parece desnorteada na vida, sem qualquer objetivo definido, salvo talvez a luta meramente física para fazer dinheiro ou alcançar o poder, porque supõe, erroneamente, que isso lhe trará felicidade. Não tem uma ideia precisa da razão pela qual está aqui, nem certeza alguma quanto ao futuro que a espera. Tais pessoas nem mesmo fazem ideia de que são almas e não corpos, e de que, assim sendo, o seu desenvolvimento é parte de um grande esquema de evolução cósmica. 

Quando essa verdade sublime despontar no horizonte da humanidade, haverá uma transformação, que as religiões ocidentais chamam conversão – uma palavra sutil, que infelizmente tem sido deturpada por associações inadequadas, por ser usada, muitas vezes, para significar nada mais que uma crise de emoção hipnoticamente induzida pelas ondas agitadas da excitação, procedentes de uma multidão exaltada. Seu verdadeiro significado corresponde exatamente ao que sua etimologia indica: 'voltar-se com'. Até agora o ser humano, ignorando a maravilhosa corrente da evolução, tem lutado contra ela, sob a ilusão do egoísmo; mas, desde o momento em que a magnificência do Plano Divino refulge ante seus olhos atônitos, a sua atitude passa a ser a de colocar todas as suas energias ao esforço de cooperar no cumprimento do desígnio supremo, 'voltar-se e acompanhar' a esplêndida corrente do amor e da sabedoria de Deus. 

Seu único objetivo, então, é capacitar-se para ajudar o mundo, tendo todos os seus pensamentos e ações dirigidos a essa meta. Podemos esquecê-la por um instante, sob a pressão das tentações; mas o esquecimento será apenas temporário, e este é o sentido do dogma eclesiástico de que o eleito não pode falhar jamais. O discernimento há de chegar, as portas da mente hão de se abrir – para adotar os termos da fé antiga para essa transformação. A pessoa agora sabe o que é real e o que é irreal, o que merece ser adquirido e o que carece de valor. Vive como uma alma imortal, que é uma Centelha do Fogo Divino, em vez de viver como um animal que perece – para usar de uma frase bíblica, que, aliás, carece de correção, visto que os animais não perecem, exceto no sentido de sua reabsorção na respectiva alma-grupo. 

A essa pessoa desvelou-se, em verdade, um aspecto da vida que antes estava oculto à sua percepção. Seria mais exato dizer que agora, pela primeira vez, ela começou realmente a viver, ao passo que, antes, toda a sua existência simplesmente se arrastava, improfícua e sem finalidade."

(C.W. Leadbeater - O Lado Oculto das Coisas - Ed. Teosófica, Brasília - p.  36/37)


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

QUERER O DEVER (1ª PARTE)

"Freud, Jung, Einstein, Frankl e outros pensadores modernos perguntam: 'que é o sentido da vida? A sua última razão de ser'?

Freud declara que é o prazer, cuja expressão máxima está na libido. Outros, porém, já compreenderam que o sentido da vida está no valor realizado pela obediência ao dever.

O querer ou prazer é do ego e depende das circunstâncias, ao passo que o dever é do Eu e é creado pela substância interna. O homem é objeto das circunstâncias, mas é sujeito ou autor da sua própria substância. O querer nos acontece, o dever é obra nossa. Querer é prazer, dever é felicidade. Eu sou objeto de um prazer, mas sou sujeito da minha felicidade. Eu tenho prazer, eu sou a felicidade.

Há quase sempre um conflito entre querer e dever, porque o homem não harmonizou ainda o seu ego externo com o seu Eu interno. Nem é possível esta harmonização, porque 'o ego é o pior inimigo do Eu', como diz a sabedoria milenar da Bhagavad Gita. Jamais o ego fará um tratado de paz com o Eu. Felizmente, porém, 'o Eu é o melhor amigo do ego' e pode fazer um tratado de paz com ele, harmonizando o ego com o Eu, o querer com o dever. E é precisamente nesta harmonização do querer do ego com o dever do Eu que consiste a verdadeira felicidade, que é o sentido da vida, a razão-de-ser da existência, a realização existencial do homem.

Mas esta harmonização do ego com o Eu só é possível no caso que o Eu realize a sua plenitude até que esta transborde beneficamente para o ego.

Este transbordamento da plenitude do Eu rumo ao ego torna possível que o querer do ego queira o dever do Eu – o que é perfeita felicidade. (...)"

(Huberto Rohdem - O Homem, sua Natureza, sua Origem e sua Evolução - p. 73)

domingo, 5 de novembro de 2017

OS TRÊS INSTRUMENTOS DO CONHECIMENTO

"Em todos os seres encontramos três tipos de instrumentos de conhecimento. O primeiro é o instinto, altamente desenvolvido nos animais; é o mais inferior de todos. Qual é o segundo? O raciocínio,  o mais altamente desenvolvido no homem. Todavia, o instinto é um instrumento inadequado; a esfera de ação dos animais é muito limitada e, dentro desses limites, age o instinto. No caso do homem, o instinto evoluiu e transformou-se na razão; a esfera de ação humana ampliou-se. Contudo, até a razão é insuficiente: adianta-se até um ponto do caminho e, então, tem de parar; não pode avançar mais e, se você insistir, o resultado será uma inevitável confusão. A própria razão torna-se insensata. A lógica transforma-se em argumentação, num círculo vicioso. Tomemos, por exemplo, a base de nossa percepção: matéria e força. Que é matéria? Aquilo sobre o qual a força atua. E força? Aquilo que atua sobre a matéria. Você percebe a complicação, que os lógicos chamam de gangorra; uma ideia dependente de outra e vice-versa. Você se depara com uma poderosa barreira, a partir da qual a razão é impotente. No entanto, sempre há o anseio de atingirmos a região do Infinito transcendente. Digamos que neste mundo, este universo que os sentidos experimentam e a mente analisa, é só um átomo do Infinito, projetado no plano da consciência. Dentro do estreito limite circunscrito pela rede da consciência nossa razão opera, e não além dele. Deve existir, portanto, algum outro instrumento que nos leve mais longe, e este chama-se inspiração.

Assim os três instrumentos do conhecimento são instinto, razão e inspiração. O instinto pertence aos animais, a razão ao homem, e a inspiração aos homens-deuses. Em todos os seres humanos, porém, são encontradas as sementes mais ou menos desenvolvidas desses três instrumentos do saber. As sementes precisam estar presentes para que os três se desenvolvam. É preciso também lembrar que um instrumento é o desenvolvimento do outro e, portanto, não o contradiz. A razão envolve para a inspiração, logo a inspiração não contradiz a razão, mas a complementa. O que a razão não pode alcançar, a inspiração traz à luz, sem contradizer a razão. O homem idoso não contradiz a criança, é a criança no seu apogeu.

Por isso vocês devem sempre ter em mente que o grande perigo consiste em confundir a forma inferior com a superior. Muitas vezes o instinto apresentou-se aos olhos do mundo como inspiração, disso decorrendo pretensões espúrias ao dom da profecia. Um louco ou desequilibrado pensa que a confusão reinante em seu cérebro é inspiração e quer que os homens o sigam. Os desatinos mais contraditórios e irracionais já pregados ao mundo são, simplesmente, o jargão instintivo de cérebros confusos e dementes, que se pretende fazer passar por linguagem inspirada. (...)"

(Swami Vivekananda - O que é Religião - Lótus do Saber Editora, Rio de Janeiro, 2004 - p. 35/36)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A RELIGIÃO E O YOGA

"Uma religião que seja igualmente aceitável por todas as mentes é o que desejo propagar. Deve ser igualmente filosófica, emocional, mística e conducente à ação. Essa será a combinação ideal, a analogia mais próxima a uma religião universal. Quisera Deus que, na mente de todos os homens, essas características estivessem igualmente presentes em plenitude! Esse é o meu ideal do homem perfeito. Considero parcial a pessoa que tenha apenas um ou dois desses traços característicos; o mundo está repleto de indivíduos sectários, conhecedores somente desse caminho único que trilham; tudo o mais para eles é perigoso e terrível. Encontrar um equilíbrio harmonioso entre esses quatro caminhos é o meu ideal de religião.

Essa religião é alcançável pelo que se denomina na Índia yoga, união. Para o homem de ação, é a união entre os homens e toda a humanidade: para o místico, entre seu Self inferior e superior; para o amante, entre ele e o Deus de amor; para o filósofo, é a união com toda a existência. Esse é o significado do termo sânscrito yoga. Todas as quatro divisões da yoga têm, em sânscrito, diferentes nomes. Iogue é o homem que procura um destes caminhos de união. O que busca a união pela ação é o karma iogue; o que busca a união pelo amor é o bhakti iogue; o que busca a união pelo misticismo é o raja iogue e o que a busca pela filosofia é o jnana iogue. A palavra iogue abrange todos. 

Nesse país, a palavra yoga está associada a toda sorte de entidades fantásticas. Lamento, mas devo dizer que yoga nada tem a ver com isso. Nenhuma dessas yogas abdica do raciocínio; nenhuma lhe pede que seja ingênuo ou que entregue sua capacidade de raciocinar nas mãos de sacerdotes de qualquer tipo. Nenhuma o obriga a ser fiel a algum mensageiro sobrenatural. Cada uma o incentiva a aferrar-se à razão, a ater-se a ela."

(Swami Vivekananda - O que é Religião - Lótus do Saber Editora, Rio de Janeiro, 2004 - p. 34/35)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A EVOLUÇÃO DA ALMA (1ª PARTE)

"Muitos concluem apressadamente que não existe um significado para a vida. A morte seria o fim, e isso é tudo. Mas isso só acontece porque essas pessoas não se preocuparam em conhecer o verdadeiro propósito da vida.

Estabelecemos para nós mesmos metas de curto prazo. Enquanto tivermos alguma meta, sentimos que nossa vida tem significado. Mas as nossas metas são transitórias. Realizamos uma e já estamos atrás de outra. Precisamos compreender que a busca do significado da vida é um busca espiritual que cada um tem que empreender.

A vida de todos nós é significativa, contanto que mudemos nossa atitude com relação àquilo que ela nos traz. A vida de um professor ou de um estudante, de um médico, de um engenheiro, de um homem de negócios ou de um varredor, enfim, a vida de todos poderia ser significativa se cada um vivesse com o objetivo de autorrealização e autotranscendência.

Por isso é importante compreender a vida como uma escola e uma estrada - e o homem como aluno e peregrino. Mas que homem? É a individualidade, o ego que é o ator, o experienciador e também o eterno peregrino. É esse ego ou ator que escolhe o mundo como palco para atuar. Ele escolhe as circunstâncias, seu papel, sua família, seus pais, sua personalidade etc.

A palavra personalidade deriva da palavra latina persona, que significa máscara. Por trás da máscara o ator permanece anônimo. Esses diferentes papéis desempenhados pelo ator são as nossas personalidades. Estamos tão absortos em representar nosso papel nesse mundo que raramente estamos perceptivos do nosso verdadeiro eu.

Numa determinada vida, podemos estar desempenhando o papel de mãe, irmão, funcionário, magnata ou varredor. Devemos tentar desempenhar nosso papel da melhor maneira, não importanto quão insignificante seja.

Às vezes, num filme vemos que o desempenho de um coadjuvante é elogiado mais que o do herói - um papel insignificante ganha destaque. Mas, na verdade, não existem papéis insignificantes. É a nossa atitude que importa. O sucesso do filme depende de cada um fazer bem o seu papel, na vida real, também dependemos de outros atores. (...)"

(D. B. Sabnis - A evolução da alma - Revista Sophia, Ano 7, nº 25 - p. 13)


sábado, 18 de junho de 2016

OS PERIGOS DO CONHECIMENTO MAL EMPREGADO (PARTE FINAL)

"(...) A fim de compreender melhor as razões da prática universal de velar certas ideias em alegoria e símbolo, é necessário conhecer tanto a verdadeira natureza do homem quanto suas possibilidades. A respeito da natureza do homem, a definição do apóstolo Paulo está de acordo com a maioria dos ensinamentos antigos: 'Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?' (1 Cor 3:16) e '... nós é que somos o templo do Deus vivo ...' (2 Cor 6:16). O Deus vivo, o puro Espírito no homem, não é uma individualidade separada, mas um raio de um oceano infinito de Luz, o Deus supremo Universal. Esse conhecimento coloca o grande poder interior ao alcance de seu possuidor, pois se o raio divino no interior do homem torna-se uma influência ativa em sua individualidade física, dota-o com poderes semelhantes aos de Deus (Gn 3:5). 'A mais elevada revelação', declara Emerson, 'é que Deus está em cada homem.' Tal, resumidamente, é o homem - Espírito puro entesourado num corpo físico e operando através da mente humana. 'O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem é o Senhor do céu ... Eis que vos dou a conhecer um mistério...' (1 Cor 15:47-51).

As possibilidades humanas incluem a habilidade de provocar a manifestação em seu eu externo do aspecto puramente espiritual de sua natureza. Ele assim se torna dotado de poderes super-humanos, que abrangem uma vontade quase irresistível, faculdades supersensórias e capacidades físicas acima do normal. Utilizados em benefício dos demais homens, esses poderes podem ser valiosos. Mal utilizados, para vantagem pessoal ou nacional em detrimento dos outros, podem ser extremamente perniciosos. Uma possibilidade maravilhosa e um perigo muito sério estão, portanto, associados com esses poderes exacerbados. A possibilidade é que o homem possa utilizá-los para obter ainda maiores conhecimentos que possam ser colocados a serviço de seus semelhantes. O perigo é que, cego pelo egoísmo e uma paixão pela dominação, ele possa ser tentado a usar suas faculdades aumentadas para propósitos destrutivos. A fim de que o perigo possa ser reduzido a um mínimo e o conhecimento que dá poder seja preservado e colocado à disposição da humanidade, o conhecimento é formulado e entregue numa linguagem muito antiga composta de alegoria, parábola, imagem e símbolo."

(Geoffrey Hodson - A Sabedoria Oculta na Bíblia Sagrada - Ed. Teosófica, Brasília, 2007 - p. 52)


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A SUPREMA ORAÇÃO

"Jesus nos mostrou qual é a suprema oração: 'Senhor, seja feita a Tua vontade'. Bem, muitas pessoas interpretam isso como significando que não precisam exercer nem a vontade, nem o pensamento; que só têm de sentar, meditar e esperar que Deus faça alguma coisa por meio delas. Isso é errado. Somos feitos à imagem de Deus. Ele deu ao ser humano uma inteligência que não deu a nenhuma outra criatura, e espera que a utilizemos. Por isso Paramahansaji nos ensinou a orar assim:
'Senhor, eu raciocinarei, eu quererei, eu agirei; mas guia Tu minha razão, vontade e atividade para a coisa certa que devo fazer.'
Nós praticamos isso no ashram religiosamente. Nas reuniões de trabalho, meditamos por alguns minutos e depois fazemos a prece acima. Só então começamos a reunião e tomamos decisões. 

Portanto, não fique sem fazer nada, a espera que Deus tome as providências necessárias. Ao aplicar os princípios da razão, da vontade e da ação, siga o curso que lhe parecer melhor. Trabalhe conscienciosamente, usando a vontade e a inteligência, e ao mesmo tempo ore sem cessar: 'Senhor, guia-me; deixa-me seguir a Tua vontade. Seja feita apenas a Tua vontade.'

Ao fazer isso, você mantém a mente receptiva à orientação divina. Pode então descobrir que, de repente, consegue ver claramente: 'Não, agora devo tomar esta direção'. Deus mostra o caminho. Mas lembre-se que, ao pedir a Deus que o guie, a sua mente jamais deve estar fechada; que esteja sempre aberta e receptiva. É assim que Deus ajuda a quem se ajuda. Funciona, mas o esforço e a iniciativa devem partir de nós.

Você não tem que viver num ashram para servir a Deus e seguir a vontade Dele. Cada um de nós está, neste momento, onde Deus e nossos atos passados nos colocaram. Se você não estiver satisfeito com suas condições atuais, medite e peça orientação a Deus. Mas, enquanto faz isso, aplique a razão que lhe foi concedida por Deus. Analise as opções que tem em relação à sua vida e ao seu futuro."

(Sri Daya Mata - Intuição: Orientação da Alma para as Decisões da Vida - Self-Realization Fellowship - p. 31/32)


terça-feira, 3 de março de 2015

DISCERNIMENTO¹

"Entre o certo e o errado, o Ocultismo não admite acordo. A qualquer custo aparente, tens de fazer o que é certo, e não fazer o que é errado, sem dar importância ao que o ignorante possa pensar ou dizer. Tu deves estudar profundamente as leis ocultas da Natureza, e quando as conheceres organiza a tua vida de acordo com elas, utilizando sempre a razão e o bom senso."

Para que possamos escolher entre o certo e o errado é necessário primeiramente discernir o certo do errado, isto é, se não conseguirmos visualizar de que aquele caminho não é o correto, por mais que outras pessoas tentem nos alertar, não conseguirão nos demover de tais ideias. Poderemos até saber que tal atitude não é a correta, mas encontraremos muitas desculpas para ela. Somente quando nos dispusermos a trilhar pelo caminho certo, com ajuda de cursos, leituras, palestras, religiosidade, etc., poderemos começar a desenvolver discernimento.

E como discernimento gera discernimento, podemos começar a refletir sobre nossos valores, a perceber a realidade que nos cerca e nos conscientizarmos do trabalho que deve ser feito. Existem passos para que possamos chegar num ponto de optarmos pelo correto, sem dúvidas. O primeiro passo é o saber. Podemos saber que algo não é correto, mas continuamos fazendo. O segundo passo é a conscientização. Alcançamos a conscientização quando entendemos o porquê algo é errado. É nesse ponto que através de leituras, cursos, reuniões, etc., nos permitimos refletir e ter compreensão dos fatos. E o terceiro passo é colocar em ação. Colocar em ação é fazer uma opção e como diz o 10º parágrafo: "A qualquer custo aparente, tens de fazer o que é certo". Somente vamos conseguir escolher o certo, firmemente, sem dúvidas, mesmo a despeito de insinuações de terceiros quando fizermos os três passos acima. E o segundo passo, a conscientização vem do conhecimento.

E no final do 10º parágrafo, nos é dado onde obter esse conhecimento. "Tu deves estudar profundamente as leis ocultas da Natureza". Somente através dessas leis que são eternas e imutáveis é que poderemos obter o conhecimento do certo e do errado entendendo quem somos em relação à nossa jornada, assim como os propósitos de estarmos encarnados. Mas depois ainda temos o terceiro passo, que é colocar esse conhecimento em prática. Para isso, o Mestre nos diz: "e quando as conheceres organiza a tua vida de acordo com elas, utilizando sempre a razão e o bom-senso."

Esse é o trabalho de lapidação do nosso caráter, que deverá ser feito dia após dia, com determinação e constância, sabendo que se hoje temos um nível de consciência, não deveremos esmorecer, pois a cada dia que passa podemos ampliar mais e mais a nossa percepção entre o certo e o errado.

¹ Comentários sobre o parágrafo 10º de Aos Pés do Mestre, de J. Krishnamurti, Ed. Teosófica, p.26/27

Tirza Fanini


domingo, 11 de janeiro de 2015

AJUDA MÚTUA PARA DESENVOLVER QUALIDADES DIVINAS

"Por meio da lei da relatividade, Deus se dividiu em homem e mulher. Ambos, porém, homem e mulher, sendo feito à Sua imagem, eram essencialmente iguais, por isso Ele criou diferenças superficiais em seus corpos e mentes, não apenas diferenças mentais, mas também emocionais e psicológicas. Deus criou estas diferenças fisiológicas e mentais para distinguir o homem da mulher. O ideal da união espiritual entre eles é que o homem faça aflorar a razão escondida na mulher e que a mulher ajude o homem a descobrir a sensibilidade nele oculta. O Mestre não quis dizer com isto que a mulher seja irracional ou que o homem não tenha sentimentos; pelo contrário, ele afirmou que o homem e a mulher espiritualmente evoluídos ajudam-se mutuamente a desenvolver razão perfeita e sentimento perfeito, ou seja as puras qualidades divinas.

O que significa isso? No princípio, a razão não é pura. É de espécie inferior, oriundo da mente sensorial. A razão perfeita não vem da mente comum, é uma faculdade mais elevada, uma qualidade da alma - sabedoria. No princípio, o sentimento também não é puro, vem mesclado de emoção. Portanto, este é o valor espiritual mais importante do casamento, conforme diz o Mestre na Autobiografia de um Yogue. Citando [seu guru] Swami Sri Yukteswar: 'A responsabilidade pessoal de cada ser humano é restituir à sua (...) natureza dualística uma harmonia unificada, ou seja, o Éden'. Sri Yukteswarji quer dizer com isso que, através do íntimo relacionamento conjugal, o homem e a mulher ajudam-se mutuamente a desenvolver tanto a razão perfeita, ou sabedoria, quanto o sentimento perfeito, ou amor. 

Em outro texto, o Paramahansaji afirma que, quando isto é alcançado, homem e mulher se liberam, primeiro unindo-se um ao outro e, depois, unificando-se em Deus. Esta é a finalidade do casamento. Ao concebê-lo desta forma, fica bastante claro que tal relacionamento tem que se basear na amizade divina - ou seja, no amor incondicional, na lealdade incondicional. Trata-se de um compromisso incondicional.  Se não for assim, não é casamento, porque o verdadeiro objetivo não pode ser cumprido. (...)"

(Irmão Anandamoy - O Casamento Espiritual - Sefl-Realization Fellowship - p. 10/12)


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O FENÔMENO "HOMEM" (PARTE FINAL)

"(...) Ultimamente, causaram grande celeuma as obras do jesuíta francês Teilhard de Chardin, que traça o itinerário evolutivo do homem através das zonas que ele denomina hilosfera (matéria), biosfera (vida), noosfera (intelecto) rumo à logosfera (razão); o homem começou no 'ponto Alfa' e culminará no 'ponto Omega'. Muitos consideram esse paleontólogo como materialista, pelo fato de ver o início do homem na hyle (matéria); não compreenderam Teilhard de Chardin; a essência de todos os finitos é o Infinito, isto é, a Essência Divina, imanente em todas as existências, sem excluir a matéria. O que os materialistas chamam matéria são apenas os fenômenos perceptíveis dela; ninguém sabe o que é a matéria em sua essência invisível; e o X, a grande Incógnita, que nem os sentidos percebem nem a inteligência concebe. Esse X, o grande Além-de-fora, que é também o grande Além-de-dentro, é a essência Infinita. Se, pois, o Chardin deriva o homem da matéria, deriva-o do Infinito; a matéria é apenas um canal, mas não é a Fonte de onde o homem fluiu. Aliás, quem não vê o Infinito imanente em todos os Finitos, não compreenderá o Teilhard de Chardin, como não compreenderá a mensagem do Cristo, no Evangelho, quando diz: 'O Pai está em mim, e eu estou no Pai... O Pai também está em vós, e vós estais no Pai'. 

O homem veio do Infinito (creação), mas fluiu e flui ainda através de vários Finitos (evolução) - até, um dia, atingir o ponto culminante dos Finitos, o 'ponto Omega', o Cristo Cósmico.

Esse processo evolutivo do homem é possível, porque o seu livre-arbítrio o isenta da cadeia férrea da causalidade mecânica, da escravizante alodeterminismo da natureza infra-humana. O livre-arbítrio é uma causalidade dinâmica, uma autodeterminação espontânea, a onipotência dentro do homem, a qual, uma vez plenamente acordada, torna possíveis todas as coisas impossíveis no plano inferior, porque é a Verdade Libertadora." 

(Huberto Rohden - Setas para o Infinito - Ed. Martin Claret, São Paulo, 2004 - p. 84/85


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A CALMA É A MELHOR CURA

"A melhor cura para o nervosismo é cultivar a calma. Quem é naturalmente sereno não perde o senso de razão, de justiça ou de humor sob nenhuma circunstância. Esta pessoa sempre pode separar o fato do sentimento ou das falsas expectativas. Não se deixa enganar pela fala açucarada de gente desonesta, que chega com projetos inviáveis para a obtenção de riquezas ilícitas. Não envenena os tecidos orgânicos, com a raiva e o temor, que afetam adversamente a circulação. Bem comprovado é o fato de que o leite da mãe encolerizada pode ter efeito prejudicial sobre o filho. Que prova mais impressionante podemos pedir de que as emoções violentas acabam por reduzir o corpo a uma vergonhosa ruína?

O equilíbrio é uma bela qualidade. Devemos modelar nossa vida segundo uma estrutura triangular: calma e doçura são os dois lados; a base é a felicidade. Todos os dias, devemos lembrar: 'Sou um príncipe da paz, sentado no trono do equilíbrio, dirigindo meu reino de atividade.' Agindo rápida ou lentamente, na solidão ou nas agitadas aglomerações humanas, devemos estar centrados na paz e no equilíbrio. Cristo nos deu o ideal. Em toda parte, demonstrou paz, superando todos os testes concebíveis sem perder o equilíbrio.

Deus está em tudo, controlando planetas e galáxias; contudo, Ele não Se perturba. Embora esteja no mundo, está acima do mundo. Devemos refletir Sua imagem e semelhança. Devemos meditar frequentemente e dar continuidade aos efeitos de paz que se seguem à meditação. Devemos emitir pensamentos de amor, boa vontade, harmonia. No templo da meditação, com a luz da intuição ardendo sobre o altar, não há inquietude, esforço ou buscas nervosas. O homem encontra-se finalmente em seu verdadeiro lar, um santuário que não foi construído com as mãos e, sim, com a paz de Deus."

(Paramahansa Yogananda - A Eterna Busca do Homem - Self-Realization Fellowship - p. 101)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A VERDADEIRA FORÇA VEM DA AUTOENTREGA

"Há um ditado segundo o qual o que não podemos remediar precisamos suportar. Devemos adquirir um pouco mais de resistência neste mundo. Não nos permitamos ser tão fracos, a lamuriar, a chorar e a achar que a vida é irremediável. Enquanto há vida, há esperança. Não devemos nunca, nunca desistir internamente. Devemos, antes, atirar-nos mentalmente aos pés Dele, que é nossa força, nosso poder, nosso amor e nossa alegria. A força real vem dessa autoentrega. É difícil fazer isso, se fosse fácil, todos poderiam fazê-lo. Entretanto, é muito difícil abandonar este pequeno eu. Aprender essa lição é a razão por que estamos aqui na Terra.

Assim como foi com Cristo, assim também é com todas as grandes almas. Depois que completaram seu papel na Terra, precisam desfazer-se outra vez de toda a consciência da forma. Com a aproximação da morte, há um súbito abalo, até com os maiores. Quando chegou aos ouvidos de Lahiri Mahasaya a mensagem de Babaji: 'Diga a Lahiri que a energia armazenada para esta vida é agora escassa, quase esgotada', Lahiri Mahasaya estremeceu. O mesmo se deu com Swami Sri Yukteswar quando chegou sua hora de deixar o corpo. Tal é o poder da ilusão. Esse temor momentâneo não minimiza a grandeza das almas divinas."

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realiztion Fellowship - p. 208/209)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

COMPAIXÃO

"Empatia e compaixão são palavras usadas muitas vezes como sinônimos, mas, na verdade, consistem em dois elementos diferentes da psique humana. É claro que, quando você entende os sentimentos do outro como se fossem seus e consegue se colocar no lugar dele, certamente vai sentir compaixão por essa pessoa. Mas você pode ter compaixão sem sentir empatia. Você pode ter compaixão por alguém, até por um animal, sem reconhecer os sentimentos dele em você mesmo.

A compaixão vem do coração e se manifesta na bondade e na benevolência em relação a tudo o que é vivo. Cristo era supremamente compassivo, assim como Mahatma Gandhi. Quando 'seu coração vai em direção ao outro', você está sentindo compaixão. Atos simples de bondade, como deixar alguém passar na sua frente numa fila de embarque, ceder seu assento no metrô para uma mulher grávida, dar comida para os que passam fome, são exemplos de comportamento compassivo se forem motivados por um impulso genuíno de bondade, e não porque você queria apenas 'fazer a coisa certa'.

A compaixão e a empatia se originam em lugares diferentes. Se você se colocar no lugar, digamos de um pai que o humilhou, você não precisa necessariamente ter compaixão por ele. Você pode pensar: 'Puxa, meu pai repetiu comigo o que o meu avô fez com ele. Sem refletir, ele transferiu para mim os comportamentos de que foi vítima. Vou me esforçar para ter empatia com o que ele sentiu, porque entendo esses sentimentos. Mas vou procurar não repassar esse comportamento para meus filhos.'

Á medida que você entende as razões que levaram seu pai a agir de determinada maneira, você pode começar a sentir compaixão por ele. Talvez seja difícil, até porque ele pode continuar sendo cruel com você. Mas, se perceber que ele é um ser humano tão ferido quanto você puder enxergar para além das mágoas, vai perceber que, quando a empatia e a compaixão se fundem, elas nos conduzem para o destino final de todas as lições que levam à imortalidade: o amor espiritual, o amor incondicional, o amor puro e eterno."

(Brian Weiss - Muitas Vidas, Uma Só Alma - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2005 - p. 71/72)
www.esextante.com.br


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

OLHANDO PARA OS DOIS LADOS (1ª PARTE)

"Uma mulher pode procurá-lo e expor as razões pelas quais deseja o divórcio. O que ela diz pode parecer plausível e lógico. Algumas horas depois o marido aparece, sem saber da visita anterior da esposa, expondo todas as razões pelas quais deseja preservar o casamento. Ele pode também parecer lógico e razoável em suas conclusões. Não é possível que ambos estejam certos, mas cada um está encarando a situação do seu ponto de vista individual.

Muitas vezes, os casais que estão pensando em divórcio informam que o conselheiro conjugal disse-lhes que deviam se ajustar à realidade. Mas sentem-se confusos com a palavra realidade, que é relativa e baseada na atitude da pessoa em relação à vida em geral. Há a Realidade Divina, por exemplo, que se relaciona com o Ser Imutável chamado Deus, que nunca muda. Mas o mundo em que vivemos está constantemente mudando seus padrões, costumes e modo de viver. 

O que o casal antes mencionado realmente está querendo é paz, harmonia, amor, compreensão e boa vontade. Se ambos rezarem sinceramente por tais coisas, irão ser profundamente atraídos um para o outro ou encontrarão a sua felicidade mais elevada, separados. A Inteligência Infinita resolverá o problema para eles. (...)"

(Joseph Murphy - Sua Força Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 66)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

BUDISMO (1ª PARTE)

"A religião conhecida como Budismo é aquela que possui o maior número de seguidores no mundo. Apesar das dificuldades de se obter estatísticas exatas, podemos admitir que cerca de um terço da raça humana segue os ensinamentos de Budha. No Ocidente muita atenção tem sido atraída para esses ensinamentos pelo trabalho devotado de diversos orientalistas, que se fascinaram pelo encanto do próprio Budha tanto quanto por sua pureza, pela elevação dos seus preceitos.

Por muitas razões o Budismo exerce maior atração sobre a mente ocidental do que o Hinduísmo ou o Zoroastrismo, especialmente sob a forma na qual é ensinada na Igreja do sul. A Igreja do norte – o Budismo do Tibete e da China – está tão intimamente aliada ao Hinduísmo no seu ensinamento com relação aos deuses, à continuidade do ego, à vida após a morte, a ritos e cerimônias, e ao uso de mantras sânscritos que exerce menos atração sobre o ocidental. Pois a mente ocidental é essencialmente prática, em vez de metafísica. E está inclinada a sentir repulsa pelo excesso de retórica a respeito do mundo invisível e pelo ensinamento que se refere ao lado mais místico da religião. 

Na Igreja do sul, esse lado místico aparentemente desapareceu em grande extensão, pelo menos até onde diz respeito às traduções possuídas pelos europeus. Livros que tratam do lado mais místico não estão ainda traduzidos e, portanto, não aparecem perante o público do Ocidente[1]. O que eles reconhecem como Budismo é um maravilhoso sistema de ética, expresso na mais poética e bela linguagem. Nesse sistema, eles encontram ensinamentos morais unidos à rara liberalidade de pensamento, ao constante apelo à razão, à permanente tentativa de justificar e tornar compreensível os fundamentos sobre os quais a moral está erigida. Isso toca de modo muito forte as mentes de muitos ocidentais que se desviaram das apresentações mais grosseiras das religiões que estão em curso na Europa, e que buscam no Budismo um refúgio do ceticismo ao qual, de outra maneira, sentir-se-iam condenados. (...)"

[1] Desde quando estas palestras forma proferidas, muitos foram traduzidos. (N.E.)

(Annie Besant - Sete Grandes Religiões - Ed. Teosófica, Brasília, 2011 - p. 73/79)


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

ONDE ESTÁ DEUS? (PARTE FINAL)

"(...) 'O universo é melhor compreendido quando visto não como uma máquina ou processo, mas como um obra de arte em evolução', como indica um outro pensador. Esse é um insight num reino de significado onde razão e percepção estética não estão dissociadas, mas fundidas, permitindo à consciência tornar-se perceptiva da ordem divina, na qual tanto a beleza quanto o deleite têm lugar intrínseco. A música e a matemática são complementares, como ensinou Pitágoras. A música do universo é sua matemática. Consequentemente, físicos como Dirac podem dizer: 'É mais provável que uma teoria de beleza matemática seja correta do que uma teoria feia que se adapte a alguns experimentos.'

As mentes que acreditam apenas na razão, excluindo respostas ao que é amável e bom, podem não estar preparadas para o conhecimento de Deus. A história religiosa mostra que pessoas puras e simples podem frequentemente se tornar perceptivas do sagrado e intuir a verdade com mais facilidade que os intelectualmente dotados. Existe um caminho de contato direto com o sagrado (isto é, com Deus), chamado o outro, o desconhecido e assim por diante, porque é suprarracional e inefável.

Todos nós já vimos pássaros engajados em construir ninhos que são extraordinárias obras de arte, e formigas trilhando o caminho de casa carregando um fardo. Quem lhes ensinou essas habilidades? O pássaro, a formiga e a flor selvagem, tanto quanto o vasto universo, contêm o mistério que é Deus, e ele só se revela àqueles que desejam se aproximar respeitosamente, com a mente humilde, nada querendo e consequentemente sem medo.

A verdade é acessível aos puros de coração e de mente aberta, não às mentes que estão buscando segurança no conhecido, seja sob a forma de dogma religioso ou teoria científica. Os buscadores da verdade devem aprender a deixar de lado o medo e a olhar com um profundo senso de admiração e humildade. A maravilha e a beleza cercam-nos no florescimento das árvores, na mudança das estações, no movimento incessante dos oceanos, na complexidade dos interrelacionamentos. Como escreveu um observador, 'a evidência de um plano divino está em tudo à nossa volta, na terra, no mar, no céu', e as escrituras declaram que céu e terra estão plenos da glória de Deus." 

(Radha Burnier - Revista Sophia nº 30 - Ed. Teosófica, Brasília - p. 14)


segunda-feira, 3 de junho de 2013

A RAZÃO DÁ AO HOMEM O PODER DE BUSCAR DEUS

"Deus existe. Ao ser humano, Ele conferiu independência, poder e razão. Por ser dotado de razão, o homem pode encontrar o Senhor. Passar todo o tempo apenas brincando com a vida, sem encontrar Deus, é desperdiçar o poder interior, divinamente concedido. 

Use a chave da razão. Ela não se encontra nas pedras e nos animais. Deus concedeu o raciocínio ao homem para que ele pudesse libertar-se da ilusão da mortalidade. Se permitir à sua razão ser esmagada pelo ego e pelos maus hábitos, de que lhe valerá isso? Se as pessoas se curvarem diante da sua vontade, de que lhe valerá isso? A felicidade ainda se esquivará de você. Por isso, Jesus escolheu Deus, e não Satã, quando o demônio procurava tentá-lo. Jesus compreendeu que, embora o poder mundano tenha muitos atrativos, não dura muito. Jesus encontrara algo maior do que todas as riquezas deste universo. As coisas desejadas pela maioria dos homens são perecíveis. (...) Todos nós deveríamos escolher a vida que conduz a Deus. 

Você está castigando a alma ao mantê-la sepultada, adormecida na matéria, vida após vida, apavorada com os pesadelos de sofrimento e morte. Perceba que você é a alma! Lembre-se de que o Senhor Infinito é o Sentimento por trás de seu sentimento, a Vontade por trás da sua vontade, o Poder por trás do seu poder, a Sabedoria por trás da sua sabedoria. Una, em perfeito equilíbrio, o sentimento do coração e a razão da mente. No castelo da calma, repetidamente se desprenda da identificação com os títulos terrenos, e mergulho na meditação profunda, até atingir sua natureza divina. 

Olhe para dentro de você mesmo. Lembre-se: o Infinito está em toda parte. Mergulhando nas profundezas da superconsciência, você pode acelerar sua mente pela eternidade afora; pelo poder mental, você pode ir longe, além da mais longínqua estrela. A lanterna da mente está plenamente equipada para lançar seus raios superconscientes no mais recôndito coração da Verdade. Use-a para isso. 

Lembre-se: é você quem deve viajar para o reino dos céus; ele não virá por remessa especial. Cada homem tem de trilhar sozinho o seu caminho. A partir de hoje, no fundo de seu coração, tome a decisão de buscar Deus. (...) Quero dar mais do que a inspiração temporária das palavras; quero atirar granadas de sabedoria diretamente em sua escuridão espiritual, de modo que a explosão de luz permita a você mesmo verificar a verdade do que afirmei."

(Paramahansa Yognanda - A Eterna Busca do Homem - Self-Realization Fellowship - p. 10/11)