"Porfiai por entrar pela porta estreita..." — JESUS. (
Lucas, 13:24.)
Não te aconselhes com a facilidade humana
para a solução dos problemas que te inquietam a
alma.
Realização pede trabalho.
Vitória exige luta.
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Muitos jornadeiam no mundo na larga avenida
dos prazeres efêmeros e esbarram no cipoal do
tédio ou da intemperança, quando não sucumbem
sob as farpas do crime.
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Muitos preferem a estrada agradável dos caprichos pessoais atendidos e caem, desavisados, nos
fojos de tenebrosos enganos, quando não se despenham nos precipícios de tardio arrependimento.
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Seja qual for a experiência em que te situas,
na Terra, lembra-te de que ninguém recebe um
berço entre os homens para acomodar-se com a
inércia, no desprezo deliberado às leis que regem
a vida.
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Nosso dever é a nossa escola.
Por isso mesmo, a senda estreita a que se refere
Jesus é a fidelidade que nos cabe manter limpa
e constante, no culto às obrigações assumidas diante
do Bem Eterno.
Para sustentá-la, é imprescindível sacrificar no
santuário do coração tudo aquilo que constitua bagagem de sombra no campo de nossas aspirações
e desejos.
Adaptarmo-nos à disciplina do próprio espírito
na garantia da felicidade geral é estabelecer em nós
próprios o caminho para o Céu que almejamos.
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Não te detenhas no círculo das vantagens que
se apagam em fulguração passageira, de vez que a
ociosidade compra, em desfavor de si mesma, as
chagas da penúria e as trevas da ignorância.
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Porfia na renúncia que eleva e edifica, enobrece
e ilumina.
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Não desdenhes a provação e o trabalho, a abnegação e o suor.
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E, em todas as circunstâncias, recorda sempre
que a 'porta larga' é a paixão desregrada do 'eu' e a 'porta estreita' é sempre o amor intraduzível e
incomensurável de Deus."
Texto extraído do livro "Ceifas de Luz", de Francisco Cândido Xavier, (pelo Espírito Emmanuel), item 12, p. 57/59.
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