OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


domingo, 6 de julho de 2014

O ARCO-ÍRIS

"Toda nuvem, por mais escura, contém um arco-íris. O bem pode surgir de qualquer situação. Procure esse dom e não desista da busca enquanto não o tiver achado.

A lei da compensação afirma que toda a situação ou acontecimento contém dentro de si tanto o bem quanto o mal, o prazer, assim como a dor; até mesmo a melhor das situações contém sofrimento, quando se dá conta de que ela não pode durar. Quando você está concentrado no aspecto positivo de qualquer situação, está ajudando a fazê-la manifestar-se. Ao procurar o bem, você faz com que ela aconteça.

Um jogador de beisebol universitário se machucou e foi forçado a ficar no banco até o final da temporada. A princípio, ficou muito transtornado devido ao seu aparente azar. No ano seguinte, contudo todos os problemas da equipe foram sanados e ele levou-a à conquista do campeonato. Olhando para aqueles tempos difíceis no passado, ele refletiu: ‘Sei que isto parece loucura, mas na verdade me sinto contente por ter-me machucado. Foi a melhor coisa que poderia ter-me acontecido.’

Comece agora a tentar ver o arco-íris em toda a situação. Tudo está contribuindo para o seu supremo bem. Quando tiver aprendido a procurar esse bem, irá aproveitar ao máximo cada circunstância com que se defrontar."

(Douglas Bloch - Palavras que Curam - Ed. Cultrix, São Paulo, 1993 - p. 106)


A ALEGRIA DE DAR ALEGRIA (PARTE FINAL)

"(...) A prática de seva é consequência natural de um elevado bhâvana ou atitude filosófica, que diz que quem ajuda é o mesmo que recebe ajuda, em termos do Absoluto Uno. Quem ajuda os outros o faz por ter a certeza de que o outro não existe fora de si mesmo, e que a separação é maya (ilusão); o que faz é na convicção de que Deus Uno é quem dá e é quem recebe. Quem assim age está livre de aspirar reconhecimento, retribuição ou recompensa. Não visa nem mesmo a conquistar um lugarzinho no céu. Não se utiliza dos necessitados como instrumento de egoísticos planos de 'salvação' ou 'indulgências'.

Seva é a característica do yoga da ação ou Karma Yoga. É trabalho desinteressado. O passo seguinte é a oferenda de todos os frutos de ação ao Senhor. O último passo é o mais libertador consiste em considerar o Senhor como o único autor das ações. Esse é o agir que liberta. Chamado Karma Yoga.

O agir no mundo só não semeia sofrimentos se for conducente à Divindade; só não gera remorsos e frutos amargos, quando a vontade individual do pseudoagente se conforma com a Sábia Vontade Divina; quando o indivíduo cumpre seu papel no mundo, mantendo-se em harmonia com o Senhor do mundo. Esta é a ação reta de que fala o budismo.

Sáhama karma é a atividade que visa à autogratificação ou prazer pessoal. É portanto aseva, o oposto de seva. E, como bem enunciou Cristo, cada um atinge o objetivo de seus desejos, o homem que trabalha por motivos egoísticos chegará a colher os frutos decepcionantes de seus vulgares anseios. E, no fim, só frustrações colherá. Nishama karma, ao contrário, nunca dará frutos amargos, pois é o agir inegoístico e em harmonia com o Divino. 

'Dedicando todas as ações a Deus, considerando-se a si mesmo tão só um servo ou instrumento, isento de desejos pela colheita dos frutos da ação, a salvo do egoísmo e sem qualquer sentimento de cobiça, engaja-te na batalha' (Gita)"

(Hermógenes - Yoga para Nervosos - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 2004 - p. 180/181)

sábado, 5 de julho de 2014

O HOMEM PROFANO E O HOMEM MISERICORDIOSO

"As pessoas profanas não compreendem o valor da vida espiritual. Frequentemente, caçoam do aspirante à espiritualidade e, às vezes, o ultrajam, tentando fazer-lhe injúrias. Mas, o religioso não reage a isso. Sua mente está fixada em Deus; portanto, sente a unidade, enxerga a ignorância e é misericordioso. Não importa que seja criticado ou injuriado; não lhe interessa agradar às pessoas profanas.

Conta-se a história de um monge em viagem que, cansado, repousou sob uma árvore. Não tendo travesseiro, arrumou alguns tijolos e neles descansou a cabeça. Algumas mulheres transitavam pelo caminho, indo apanhar água no rio. Vendo o monge em repouso, disseram entre si: 'Esse jovem tornou-se monge e ainda não consegue passar sem um travesseiro; usa tijolos em seu lugar!' Prosseguiram em seu caminho e o monge pensou: 'Têm razão de criticar-me' pondo de lado os tijolos, descansou a cabeça na terra. Logo depois, as mulheres voltaram e viram que os tijolos haviam sido postos de lado. Então exclamaram com desdém: Que belo tipo de monge! Ofendeu-se quando dissemos que usava travesseiro. Veja, agora - pôs fora o travesseiro!

O monge refletiu: 'Se uso travesseiro, criticam-me. Se deixo de usá-lo, também não lhes agrado. Impossível satisfazê-las. Deixe-me, pois, agradar apenas a Deus.'

Nenhum homem verdadeiramente espiritual age tendo em vista causar boa impressão aos outros ou buscando prestígio para si. Às vezes sente exatamente o oposto, ou seja, se por amor de Deus for preciso ficar contra o mundo inteiro, ele ficará - e ficará sozinho. Ele não se preocupa com o que os outros pensem dele.

Em geral, quando alguém fala mal de nós ou tenta ofender-nos, somos instintivamente levados a aplacar nosso ego, e não a agradar a Deus; e sentimos vontade de revidar. Mas, se nos entregarmos a esse desejo de revide - a ninguém mais causaremos danos a não ser a nós próprios; porque, quando irritados ou ressentidos, interrompemos nosso pensamento em Deus. Por isso, todos os grandes mestres espirituais têm ensinado, como Cristo, a não revidar, a não resistir ao mal - mas sim, a rezar por aqueles que nos insultam e perseguem.(...)"

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento - p. 34/35 e 36)
www.pensamento-cultrix.com.br


A ALEGRIA DE DAR ALEGRIA (1ª PARTE)

"Um dos caminhos de viver em paz e curar-se da angústia é chamado seva, ou seja, agir no mundo visando a felicidade e o benefício dos outros. É a arte de ter a alegria de dar alegria.

Todo aspirante ao yoga e à conquista da mente precisa pensar o quanto é fonte de sofrimento e decepção o trabalhar egoísticamente, visando a, com o fruto do trabalho, adquirir coisas e conquistar posições. Esse agir em proveito próprio é o 'normal' na espécie humana sofredora. Pelo yoga é denunciado como um empecilho à realização espiritual, consequentemente, à conquista de paz da mente. Bhoga ou o agir do usurário, do egoísta, do mercenário, do gozador não o conduz a outro resultado que não à frustração. Já velho ou no leito da morte, o usurário sente, dramaticamente visível, a inutilidade do que viveu juntando. A moderna psiquiatria já reconheceu que o trabalho em proveito dos outros, que não se confunde com a mera caridade (não caricaturada!), é solução para muitos casos de neurose. Um ansioso é geralmente uma pessoa doentiamente interessada em si mesma. Todo seu medo, todas suas preocupações decorrem desse exagerado amor a si mesmo. O que se puder fazer para canalizar sua mega ânsia para um trabalho generoso constitui portanto tratamento.

'Quem dá aos pobres empresta a Deus' é uma fórmula de caridade vulgar, que, como se pode ver, não passa de uma barganha. Dar para depois receber é espúrio. É egoísmo. No final de contas, é ainda o ego do pretenso 'caridoso' que vai receber a 'recompensa'. Seva é diferente. Nada tem de negociata. (...)"

(Hermógenes - Yoga para Nervosos - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 2004 - p. 179/180)


sexta-feira, 4 de julho de 2014

EXISTE APENAS UMA LUZ

"Se existe apenas um Deus e uma religião, que é o amor, por que deveríamos manter nossas tradições religiosas? Por que não mudar e experimentar as outras?

Existem muitos motivos para agir assim. Como os aros de uma roda de bicicleta, todos os caminhos ditados pelas grandes religiões levam ao mesmo centro, à piedade e à iluminação. Um caminho não é melhor nem pior do que o outro. Todos são iguais.

Não há dúvida de que é extemanente positivo ser impregnado desde a mais tenra infância pela sabedoria e os valores de uma determinada religião. Há uma sensação de paz que favorece o relaxamento da mente e permite que, quase sem esforço consciente, você entre em um estado mais profundo de meditação, oração e contemplação. Neste estado profundo, pode-se experimentar níveis transcendentais de consciência.

Mas como existem grandes verdades, beleza e sabedoria nas tradições de todas as grandes religiões, você deve sentir-se livre para experimentar um pouco de cada uma, pois as várias percepções profundas conseguidas aqui e ali podem acelerar seu progresso espiritual. Mas não é necessário abandonar sua tradição. Algumas pessoas preferem rosas, outras orquídeas, lírios ou flores-do-campo. Mas todas as flores são igualmente bonitas e Deus faz com que o mesmo sol brilhe para todas elas, a mesma chuva as alimente. São diferentes umas das outras, mas todas são especiais.

Quando falo sobre religiões, estou me referindo à maravilhosa sabedoria e tradição espiritual, não às regras e dogmas feitos pelo homem, ditados por razões políticas e que servem para separar as pessoas, ao invés de uni-las. Temos que ser cuidadosos para distinguir as verdades espirituais das regras criadas por interesses humanos. Estas regras são como cercas que nos mantêm separados e com medo.

Parafraseando um ensinamento encontrado em todas as disciplinas espirituais: a chuva cai tanto nas ervas daninhas quanto nas flores, e o sol brilha tanto nas prisões quanto nas igrejas. A luz de Deus não discrimina e a nossa luz também não deveria discriminar. Não existe um só caminho, uma única maneira, uma igreja ou ideologia. Existe apenas uma luz.

Quando as cercas caírem, todas as flores poderão desabrochar juntas em um jardim de esplendor incomparável, um paraíso na Terra. (...)"

(Brian Weiss - A Divina Sabedoria dos Mestres - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 1999 - p. 207/208) 
www.esextante.com.br