OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sexta-feira, 14 de março de 2014

O LEGADO DE JACOB BOEHME (PARTE FINAL)

"A segunda ‘iluminação’ de Boehme ocorreu aos 25 anos – no fatídico ano de 1600, quando Giordano Bruno morreu na fogueira. Em seu livro Aurora, ele fala dessa experiência: ‘Não há palavras que possa expressar a alegria e o triunfo que eu experimentei’. (...)

A terceira ‘iluminação’ de Jacob Boehme aconteceu dez anos depois no seu 35º ano de vida. Nessa visão, todas as suas experiências anteriores estavam sintetizadas; ele as reconheceu como diferentes expressões de uma vida fundamental, a fonte de todas as religiões, ciências e filosofias. (...)

Como podia esse humilde sapateiro alemão, sem educação formal ter aprendido sobre isso, a não ser que fosse um iniciado ou estivesse sob a supervisão dos Nirmanakayas? (...)

A única verdadeira compreensão de Deus, segundo Jacob Boehme, ‘deve vir da fonte interior e entrar na mente a partir da palavra viva de Deus no interior da alma. A não ser que isso ocorra, todo o ensinamento sobre coisas divinas é inútil e destituído de valor.’ O Deus de Boehme era um princípio universal, não um ser, mas a potencialidade do ser."

(O Legado de Jacob Boehme - Revista Sophia, Ano 2, nº 7 - p.9/10)


LEI DA JUSTIÇA DIVINA (1ª PARTE)

"Compenetrando-se das sutilezas inerentes ao karma, afeiçoando-se aos múltiplos matizes coloridos e precisos com que essa lei se manifesta, somos surpreendidos pelos segredos íntimos que ela vem nos contar. Rasgam-se véus obscuros em nossas mentes, ilumina-se a razão, e germina a luz afetiva do recôndito de nossas almas, vislumbrando o alvorecer de horizontes dignos de serem vividos em sintonia com o plano divino.

O karma não é bom nem mau, é apenas uma lei universal, neutra. Seus resultados podem ser vistos como prazerosos ou dolorosos. Entretanto, na natureza nada é mau, tudo é bom, e o que chamamos de mau é o bem ainda não desenvolvido. Na escola da vida tudo é aprendizagem visando o enriquecimento de experiências para nossa alma em evolução.

No universo ‘à toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário’ – é a famosa lei de Newton. Para entendê-la melhor, vamos imaginar uma criança com uma bola de borracha na mão, jogando-a contra a parede. Com quanto mais força (ação), jogar essa bola, tanto maior o impacto no muro e maior a força com que ela voltará para a criança; isto é, maior será a reação. Este é um exemplo de karma numa visão bem materialista."

(Antonio Geraldo Buck - Você Colhe o que Planta – Ed. Teosófica, Brasília, 2004, p. 15/16)


quinta-feira, 13 de março de 2014

O LEGADO DE JACOB BOEHME (1ª PARTE)

"Jacob Boehme nasceu na pequena aldeia de Alt Seidenburg, próximo de Goerlitz, na Alemanha, em 1575. Filho de camponeses pobres, ele transformou suas dificuldades em oportunidades de crescimento. Boehme entendeu precocemente as verdades fundamentais da antiga religião-sabedoria antes mesmo de ser capaz de expressá-las de forma clara.

Como sua visão interior se abriu em idade precoce, Jacob Boehme teve de passar por alguns testes morais antes de receber permissão para usar seus poderes ocultos. Um dia, enquanto cuidava do gado do pai, teve a visão de uma grande caixa cheia de dinheiro, que ele sabia que podia pegar. Ele interpretou a visão simbolicamente, e ali mesmo determinou que jamais usaria seus poderes para propósitos egoístas.

Sua segunda experiência oculta aconteceu pouco tempo depois, na sapataria onde trabalhava como aprendiz. Um estranho entrou na loja para comprar um par de sapatos. Ao sair, virou-se para o jovem e disse: ‘Jacob, você agora é pequeno, mas será um grande homem, muito admirado no mundo’ ele alertou o rapaz para a pobreza, a dor e a perseguição que o aguardavam, advertindo-o para que levasse uma vida pura e virtuosa e permanecesse fiel às suas convicções. Essa estranha experiência causou uma profunda impressão na mente de Boehme; ele começou a praticar a caridade, a paciência e a resignação, consciente de que essas virtudes tinham que ser adquiridas antes que a iluminação divina pudesse ocorrer.

Essa atitude, mantida de maneira firme, propiciou sua primeira ‘iluminação’ (...)"

(O Legado de Jacob Boehme - Revista Sophia, Ano 2, nº 7 - p.9)


EM TODA PARTE HÁ EVIDÊNCIA DE ORDEM E HARMONIA

"Percebendo que todo ser humano compõe-se de matéria e mente, os primeiros pensadores ocidentais acreditavam existir duas forças independentes: natureza e mente. Mais tarde, começaram a perguntar-se: 'Por que cada coisa na natureza tem uma distribuição peculiar? Por que o homem não tem um braço mais comprido que o outro? Por que as estrelas e os planetas não colidem? Em todo o universo encontramos evidência de ordem e harmonia.' Concluiram que mente e matéria não poderiam ser separadas e soberanas; uma Inteligência única devia governar tudo. Esta conclusão naturalmente levou à ideia de que só existe um Deus, simultaneamente a Causa da matéria e a Inteligência dentro e por trás dela. Quem atinge a sabedoria suprema percebe que tudo é Espírito - em essência, embora oculto pela manifestação. Se tivesse essa percepção, você veria Deus em tudo. Portanto, a questão é: como O encontraram pela primeira vez que O buscaram?

Como passo inicial, fecharam os olhos para interromper o contato imediato com o mundo e a matéria, de modo a poderem concentrar-se mais plenamente em descobrir a Inteligência subjacente a ela. Pelo uso da razão, compreenderam que não poderiam contemplar a presença de Deus no seio da natureza por meio das percepções ordinárias dos cinco sentidos. Assim, começaram a tentar senti-Lo dentro de si mesmos, por meio da concentração cada vez mais profunda. Acabaram descobrindo como desligar os cinco sentidos, desse modo afastando por completo, temporariamente, a consciência da matéria. O mundo interior do Espírito começou a abrir-se.¹ Deus finalmente revelou-Se a esses seres magníficos da Índia antiga que persistiram firmemente nessas investigações internas."

¹ ' (...) pois, em verdade, o reino de Deus está dentro de vós' (Lucas 17:21).

(Paramahansa Yogananda, A Eterna Busca do Homem - Self-Realization Fellowship - p. 05/06)
http://www.omnisciencia.com.br/livros-yogananda/eterna-busca-do-homem.html


quarta-feira, 12 de março de 2014

O DESENVOLVIMENTO DA COMPREENSÃO

"Krishnamurti declarou categoricamente que sem retidão não pode haver meditação. Para erigir uma bela estrutura, deve-se fazer a fundação apropriada. A fundação, por si só, não é suficiente para construir o templo, mas sem ela não pode haver construção. Por isso a retidão é enfatizada em muitas tradições como a verdadeira base da vida. Embora não seja fácil saber o que é correto nas complexas situações do dia-a-dia, não precisamos nos desesperar. Se desejarmos profundamente viver corretamente e estivermos determinados a descobrir a natureza da virtude, podemos cometer erros, mas vamos progressivamente desenvolver a compreensão. O desejo sincero de encontrar o modo correto de se relacionar a tudo no mundo é como um toque de magia que leva em direção à sabedoria. (...)

Segundo os filósofos gregos, nossa natureza superior, a natureza da alma imortal, expressa-se como virtude. A virtude não pode ser equiparada a uma ideia. Se um ato de gentileza for apenas uma ideia na mente, não chega a ser virtude. Mas se a gentileza brotar do interior, for espontânea, sincera e resultar em uma ação correta, ela é uma manifestação da nossa natureza espiritual mais profunda."

(Radha Burnier - O cotidiano e o nirvana - Revista Sophia, Ano 2, nº 8 - p. 6)