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Mostrando postagens com o rótulo violência

A LIÇÃO DA ESPADA

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" 'Não cuideis que vim trazer a paz à terra...' - JESUS. (Mateus, 10:34.)  'Não vim trazer a paz, mas a espada' - disse-nos o Senhor.  E muitos aprendizes prevalecem-se da feição literal de Sua palavra, para entender a sombra e a perturbação.  Valendo-se-lhe do conceito, companheiros inúmeros consagram-se ao azedume no lar, conturbando os próprios familiares, em razão de lhes imporem modos de crer e pontos de vista, vergastando-lhes o entendimento, ao invés de ajudá-los na plantação da fé viva quando não se desmandam em discussões e conflitos, polemizando sem proveito ou acusando indebitamente a todos aqueles que lhes não comunguem a cartilha de violência e de crueldade.  O mundo, até a época do Cristo, legalizara a prepotência do ódio e da ignorância, mantendo-lhe a terrível dominação, através da espada mortífera da guerra e do cativeiro, em sanguinolentas devastações.  A realeza do homem era a tirania revestida de ouro, arruinando e oprimindo onde es...

PAIXÃO E AMOR (1ª PARTE)

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"(...). ' 907. Será substancialmente mau o principio originário das paixões, embora esteja na natureza? "Não; a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal.' O desenvolvimento da afetividade decorre do amadurecimento psicológico do ser que cresce, a esforço moral, ampliando a capacidade de entendimento emocional e cultural. Nem sempre, porém, resulta da aquisição de cultura, mas sim da perfeita harmonia entre sentir e saber, de modo que se possam evitar os distúrbios que, não raro, surgem durante o processo de evolução. A afetividade é de incomparável necessidade para a afirmação dos sentimentos e da consciência humana, em razão da constituição espiritual, emocional e psíquica de que todos são constituídos. Quando irrompem as emoções em catadupas, ante o encontro com outra pessoa, ...

AS AFLIÇÕES

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"A aflição do vício chama-se delinquência. A criatura começa experimentando pequena porção de droga, aumentando gradativamente. Em pouco tempo, pode estar roubando para sustentar o vício. É um sofrimento. A aflição da agressividade chama-se cólera, e a cólera faz mal para a pessoa que a produz - prejudica o fígado, ataca o estômago e afeta o sistema nervoso. A aflição do crime chama-se remorso, porque ninguém foge da própria consciência. A aflição do fanatismo chama-se intolerância. A aflição da fuga, chama-se covardia. A aflição da leviandade chama-se insensatez. A aflição da inveja chama-se despeito, pois o invejoso sofre tanto que, antes de tudo, não consegue mais reconhecer valor no que ele tem, ou seja, não consegue ser feliz com aquilo que já conquistou, o que representa sofrimento. A aflição da indisciplina chama-se desordem Há criaturas que são tão indisciplinadas que a vida delas é uma total desordem. Elas não conseguem sequer chegar no horário de um compromisso. Nunca en...

UMA ESPIRITUALIDADE VERDADEIRA

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"O Nobre caminho Óctuplo de Buda traz sugestões práticas não apenas para elevação espiritual, mas também para se viver de maneira correta, criando uma sociedade coesa e não violenta e promovendo, assim, a espiritualidade. O primeiro passo é ter uma clara percepção da sociedade materialista e egoísta de hoje, com todos os seus deméritos e saber como se dissociar dela. O segundo passo é a correta determinação. A pessoa deve ter um modo de vida não violento, não consumista e autocontrolado, aceitando dificuldades e inconveniências, inclusive a dor física que pode ocorrer no caminho. O terceiro passo é falar a respeito disso sem medo. Os dois primeiros passos pertencem ao indivíduo. Compartilhá-los com o próximo é comunicar a sua visão e determinação por meio da correta linguagem. Se a pessoa não fala dos males da nossa sociedade, pode ser considerada cúmplice dela. O quarto passo é consolidar e estabilizar o esforço. Não se deve permitir que a preguiça e a negligência detenham o esfo...

UMA ÉTICA GLOBAL

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"Em Chicago houve uma reunião do programa do Parlamento das Religiões do Mundo, com líderes religiosos e espirituais de muitas tradições. O objetivo era a declaração a respeito de 'Uma Ética Global', expressando a preocupação em estabelecer valores essenciais para a sobrevivência do mundo. Foi assinalado que, se as atuais políticas continuassem, o mundo no século XXI seria mais povoado, mais poluído, menos estável econômica e ecologicamente e mais vulnerável a uma ruptura violenta. Os princípios éticos defendidos incluíam tratamento humanitário para todas as pessoas, uma cultura de não violência, justiça e tolerência, e o comprometimento com a igualdade. Afirmou-se que uma nova ordem global não pode ser impingida por leis e convenções apenas, mas nascer nos corações e nas mentes das pessoas. Líderes religiosos e espirituais têm uma enorme responsabilidade. Eles podem inspirar seus seguidores e fazer com que suas tradições dsempenhem papel essencial na cura da Ter...

O IMPERATIVO ÉTICO

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"Em muitas partes do mundo a violência nas ruas, escolas e lares lança uma sombra obscura. Esses são apenas alguns dos muitos sintomas perturbadores da doença moderna. Durante décadas tem sido moda descobrir desculpas psicológicas para o crime. Recentemente, após o terrível ataque por um grupo de jovens a uma mulher desprotegida que caminhava no Central Park, em Nova Iorque, houve uma enxurrada de explicações dos indefensáveis atos, nas poucas declarações claras condenando a brutalidade. Sem dúvida existem causas sociais e psicológias por trás de cada delito, mas elas não esclarecem os motivos da violência. A corrupção também é um cancro devorando a saúde da sociedade. Nos países economicamente subdesenvolvidos ela parece ser um modo de vida, mas as nações ricas também estão longe de demonstrar retidão ética. Se há menos incidência de corrupção nas nações ricas, é porque os ricos pensam que a fraude só vale a pena em grande escala. Educadores enfrentam o problema de comu...

A MENTE DESPRENDIDA

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"A transformação do mundo é provocada pela transformação de si mesmo, porque o self é o produto e uma parte do processo total da existência humana. Para haver transformação, o autoconhecimento é essencial; sem saber o que você é não há base para um pensamento correto, e sem conhecer a si mesmo não pode haver transformação. O indivíduo precisa se conhecer como ele é, não como deseja ser, pois é meramente um ideal e, por isso, fictício, irreal; só esse o que pode ser transformado, não aquele que você deseja ser. Conhecer-se como se é requer uma mente extraordinariamente alerta, porque o que está constantemente sofrendo transformações, mudanças: e para segui-lo depressa a mente não deve estar presa a nenhum dogma ou crença particular; a nenhum padrão de ação. Se você quiser seguir qualquer coisa, não é bom estar preso. Para conhecer a si mesmo é necessário ter consciência, uma extraordinária atividade da mente em que há a liberdade de todas as crenças, de toda idealização, po...

A PAZ DINÂMICA (1ª PARTE)

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"O século 20 caracterizou-se por guerras cruéis, mais do que qualquer outro período da história. As pessoas anseiam pela paz. Mas o que querem dizer com paz? Podemos pensar na paz como ausência de guerra. Mas será apenas isso? O conflito pode existir separadamente da guerra. Nos chamados 'tempos de paz' também existem conflito e violência nas ruas, nos lares, nas escolas, nos escritórios. Existem crime e perseguições, depressão e outros problemas que levam até mesmo ao suicídio. Portanto, as pessoas anseiam por não apenas estar livres de guerras, mas de violência sob qualquer forma. E acima de tudo anseiam pela paz interior, sem conflitos internos. Frequentemente há conflito em nós, sob muitas formas. Às vezes estamos em guerra contra nós mesmos. Pode ser uma luta entre nossos desejos e deveres, ou entre desejos conflitantes ou deveres conflitantes; ou contradição entre a realidade e nossa imagem das coisas. Krishnamurti indagou: 'O que ocorre quand...

A CRÍTICA (1ª PARTE)

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"Se quisermos fazer algum progresso no Ocultismo, precisamos aprender a tratar da nossa vida e deixar as outras pessoas em paz. Elas têm suas razões e suas linhas de pensamento, que nós não compreendemos. Ficam de pé ou caem diante do próprio Mestre. Mais uma vez, temos o nosso trabalho para executar, e nos negamos a ser desviados dele. Precisamos aprender a ter caridade e tolerência, e reprimir o desejo insensato de estar sempre descobrindo defeitos nos outros.  É um desejo insensato, e domina a vida moderna - o espírito de crítica. Cada um de nós deseja interferir na obrigação de outrem, em vez de atender à nossa; cada um de nós cuida-se capaz de fazer o trabalho de outro homem melhor do que ele o está fazendo. Isso é constatado na política, na religião, na vida social. A obrigação manifesta de um governo, por exemplo, é governar, e a do povo  ser bons cidadãos e fazer com que o trabalho do governo seja fácil e eficiente. Nos dias que correm, porém, as pessoas anseiam...

CRENÇA

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"Não conheço um ser humano agnóstico, isto é, que em nada crê. Pode-se não crer em Deus, mas se crê em medicamento, em poder econômico, em posição social, em promessas de políticos, no poder da mentira, no poder da violência... Há até mesmo alguns que só creem em sua própria descrença. Assim, creem em alguma coisa... Como é difícil ajudar a quem crê em sua descrença somente. É tão difícil como transportar uma montanha. Como é frágil e padecente aquele que Te nega! " ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 67/68 ) www.record.com.br

OS PACIFICADORES

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"A maneira única de reduzirmos a violência no mundo é controlarmos a nossa própria violência. É oferecer ao mundo um violento a menos, ou melhor, uma pessoa serena, amorosa, caridosa a mais. A contraviolência acende a violência. A vingança gera outra vingança. Uma agressão contra um agressor aumenta a agressão no mundo. 'Bem-aventurados os pacificadores', isto é, aqueles que oferecem a paz, que promovem a paz. Que meu coração sempre emita Amor . ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 141/142 ) www.record.com.br

DE PATINHO FEIO A CISNE ENCANTADO (PARTE FINAL)

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"(...) A reestruturação é algo que faz parte do cotidiano dos grandes seres. Napoleon Hill perguntou a Thomas Edison se sua surdez não lhe trazia dificuldades no seu trabalho de inventor, ao que ele respondeu 'Muito pelo contrário; a surdez me ajudou bastante. Poupou-me de ter que ouvir muitas conversas inúteis entre homens que não sabiam sobre o que estavam falando e ensinou-me a ouvir a voz interior.' Gandhi transformou a não violência em sua arma mais poderosa. Ao propor para si mesmo e para mais de 100 milhões de seguidores que poderia vencer o maior exército da época sem usar armas, Gandhi fez uma magnífica resignificação. Ele acreditava que, quanto mais feroz fosse a agressão dos soldados ingleses, maior ainda teria de ser a capacidade de não violência do povo indiano. Com a desobediência civil e a resistência pacífica, levou a Índia a libertar-se do jugo britânico. Ghandi convenceu seu povo de que a visão de mundo ocidental não se adaptava a realidade da...

PARADOXOS

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"Reconhecemos todos que a proposta de Cristo e de todos os grandes Mestres e Encarnações Divinas são evidentes paradoxos. Vejamos: É dando que enriquecemos. É humildando-nos que realmente crescemos. Renunciando é que conseguimos alcançar. Morrendo é que vivemos para a vida eterna. Quem quer salvar sua vida perdê-la-á. Ao dar a outra face - igualzinho a Gandhi - é que vencemos a batalha. Tornando-nos servos do Senhor é que podemos viver a mais perfeita e irrestrita liberdade. Voltando a ser crianças, alcançamos a plena maturidade. Quem usa a violência sempre sairá vencido. Para a horizontalidade da lógica - a tão incensada lógica humana - tudo isto é absurdo. É com absurdos que Eles preferem acordar os surdos. Que nos ajude, Senhor, a ter 'ouvidos de ouvir'. " ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 196/197 ) www.record.com.br

DESFAZENDO A IDENTIFICAÇÃO COM O SOFRIMENTO (2ª PARTE)

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"(...) O sofrimento deseja sobreviver, mas, para isso, precisa conseguir que nos identifiquemos inconscientemente com ele. Então poderá nascer, nos dominar, 'tornar-se nós' e viver através de nós. Ele retira seu 'alimento' de nós. Vale-se de qualquer experiência sintonizada com o seu próprio tipo de energia, qualquer coisa que provoque um sofrimento adicional sob qualquer forma: raiva, destruição, rancor, desgostos, problemas emocionais, violência e até mesmo doenças. Portanto, quando o sofrimento toma conta de nós, cria uma situação em nossas vidas que reflete a própria frequência de energia da qual ele se alimenta. Sofrimento só se alimenta de sofrimento. Não consegue se alimentar de alegria. Acha-a indigesta.  Quando o sofrimento nos domina, faz com que desejemos ter mais sofrimento. Passamos a ser vítimas ou agressores. Queremos infligir sofrimento, ou senti-lo, ou ambos. Na verdade, não há muita diferença entre os dois. É claro que não temos consci...

TEMPO E TRANSFORMAÇÃO (PARTE FINAL)

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"(...) Nosso problema é: pode um conflito, uma perturbação ser superada num período de tempo - de dias, de anos, de vidas? Que acontece quando dizeis: 'vou praticar a não violência durante certo período de tempo'? O praticar, em si mesmo, indica que estais em conflito, não é verdade? Não praticarieis se não estivésseis resistindo ao conflito; dizeis que a resistência ao conflito é necessária, para que se possa dominar o conflito, e para essa resistência necessitais de tempo. Mas a própria resistência ao conflito é ainda uma forma de conflito. Estais consumindo vossa energia resistindo ao conflito, sob a forma que chamais ambição, inveja ou violência, mas vossa mente continua em conflito, e por isso importa perceber a falsidade do processo de dependência do tempo, como meio de dominarmos a violência e de nos livrarmos daquele processo. Podeis então ser o que sois: uma perturbação psicológica, a própria violência. Para compreender qualquer coisa, qualquer problema huma...

TEMPO E TRANSFORMAÇÃO (1ª PARTE)

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"Desejo falar um pouco a respeito do tempo, porque acredito que a riqueza, a beleza e significação daquilo que é atemporal, daquilo que é verdadeiro, só podem ser experimentadas quando compreendemos integralmente o processo do tempo. Afinal de contas, estamos buscando, cada um à sua maneira, um sentimento de felicidade, de enriquecimento. Ora, uma vida que tem significado, que tem as riquezas da verdadeira felicidade, não está em relação com o tempo. Qual o amor, essa vida é atemporal e para compreendermos o que é atemporal, não devemos considerá-lo através do tempo, porém antes, compreender o tempo. Não devemos utilizar o tempo como meio de alcançar, compreender, apreender o atemporal. No entanto, é o que estamos fazendo, na maior parte da nossa vida: consumindo tempo, procurando aprender o que é atemporal - e por isso é importante compreender o que se entende por 'tempo', pois creio que é possível ser livre do tempo. É importantíssimo compreender o tempo como um todo...

ÉTICA: A RESTAURAÇÃO DA HARMONIA (1ª PARTE)

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"Embora haja atualmente uma tendência hesitante de retornar à noção de cidadania, a maioria das pessoas ainda considera qualquer conversa sobre ética e moral como algo ultrapassado. Considerando os problemas que confrontam a humanidade, instrutores espirituais, através dos séculos, têm enfatizado a necessidade de uma transformação fundamental no indivíduo por meio da ética, assegurando que, de outro modo, qualquer reforma política ou social está condenada ao fracasso. Realmente, os problemas do mundo moderno não são diferentes, em sua natureza, daqueles que caracterizaram os séculos passados. Guerra, violência, barbarismo, corrupção, exploração dos fracos, o abismo entre ricos e pobres - essas coisas sempre existiram. A natureza dos problemas da humanidade e a causa de todos os conflitos e sofrimentos permaneceram fundamentalmente inalterados. A solução está no próprio homem e não nas suas condições de vida; nas suas respostas às situações, não nas situações em si. A úni...

A ORIGEM DO MEDO (PARTE FINAL)

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"(...) Uma vez que não estejamos mais identificados com a mente, não faz a menor diferença para o nosso eu interior estarmos certos ou errados. Assim, a necessidade compulsiva e profundamente inconsciente de termos sempre razão - o que é uma forma de violência - vai desaparecer. Você poderá declarar de modo calmo e firme como se sente ou o que pensa a respeito de algum assunto, mas sem agressividade ou qualquer sentido de defesa. O sentido do eu interior passa a se originar de um lugar profundo e verdadeiro dentro de você, não mais de sua mente. TENHA CUIDADO COM qualquer tipo de defesa dentro de você. Está se defendendo de quê? De uma identidade ilusória, de uma imagem em sua mente, de uma entidade fictícia. Ao trazer esse padrão à consciência, ao testemunhá-lo, você deixa de se identificar com ele à luz de sua consciência, o padrão de inconsciência irá se desenvolver rapidamente. Esse é o fim de todos os argumentos e jogos de poder, tão prejudiciais aos relacionamentos. O ...

ALEGRIA INCOMPARÁVEL

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"A lógica das abstinências é a mesma. A não possessividade requer não indulgência, que surge de não roubar, que surge da não falsidade, que só pode existir com a não violência. As observâncias e abstinências estão inter-relacionadas, e relacionam-se também com todo o sistema de compreensão da mente de Patañjali. A disciplina é apenas um foco em um contexto amplo; nela 'não devem interferir fatores biológicos, físicos nem sociais' (sutra 31). Os resultados da disciplina terão a medida do nosso esforço, e devemos ficar atentos a desculpas como cansaço, falta de tempo, etc. Patañjali promete a recompensa para os que se esforçam: 36. 'Para aquele que está estabelecido em satya , ou não falsidade, a própria ação é a recompensa.' 37. 'Quando estamos estabelecidos em asteya , ou não roubar, sentimos como se tivéssemos toda a riqueza do mundo.' 38. 'Quando estamos estabelecidos em brahmacarya , ou não indulgência, somos dotados de inexaurível energi...

LIVRE COMO UMA CRIANÇA

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"A luz do puro percebimento incondicionado é a capacidade do próprio ser humano ver a vida de uma forma natural, sem as impurezas acumuladas pelos condicionamentos. O propósito da disciplina é devolver a mente ao seu estado original, como uma criança, livre das frustrações e dos processos neuróticos que acumulamos com as experiências da vida. Esses processos de condicionamento tornam a mente 'escrava' dos aprendizados de prazer e dor que modelam a nossa conduta, dos níveis mais superficiais aos mais profundos. Um exemplo fácil de entender são as limitações que as pessoas sofrem por toda a vida em função de traumas que vivenciaram na infância. No sutra 29, Patañjali explica que 'os oito instrumentos do yoga são abstinências, observâncias, postura, controle de respiração, abstração, percebimento, atenção e comunhão, ou absorção.' A parte desses instrumentos relacionada à moral são as abstinências e observâncias ( yama e niyama ), especificadas nos sutras seg...