OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


terça-feira, 9 de junho de 2020

VISÃO ETÉREA (1ª PARTE)

A Bipolaridade Etérea do Ser Humano | Fraternidade EMC. A volta do ..."A ulterior evolução ampliará nossa consciência física, colocando na categoria dos sentidos, o que o mais das vezes é agora supraconsciência, sob o aspecto físico. ¹⁷ 

Todos os fenômenos de índole etérea que, no entanto, a consciência vigílica não percebe, correspondem à ordem da supraconsciência física. A faculdade perceptível da consciência só pode por enquanto atuar por meio dos cinco sentidos como consciência vigílica, cujo campo é muito limitado. Se considerarmos o sentido da vista, vemos os sólidos, os líquidos e os gases coloridos, porém não o ar nem os gases incolores. A ciência nos fala dos raios invisíveis infravioletas e também dos invisíveis infrarroxos, o que significa que das múltiplas vibrações etéreas, o homem humano só percebe sete modalidades e não as demais. 

Se trocarmos os limites vibratórios do olho humano, trocaríamos também nosso mundo visual. Se o olho fosse capaz de funcionar ao contato de certos raios elétricos, os corpos opacos se tornariam transparentes e os transparentes opacos. Veríamos através das paredes, porém, não através dos cristais das venezianas. Coisa parecida ocorreria com os ouvidos e demais órgãos dos sentidos. O que para nós é obscuridade, é luz para a formiga. Não podemos seguir pelo cheiro o rastro de um amigo, como o faz o cão, e existem ruídos mais altos e mais baixos que nossa escala auditiva. Em um universo de inumeráveis vibrações só podemos perceber um diminuto número delas, bem que sempre em crescente, segundo nos adiantamos em nossa evolução. 

Muitos animais possuem vista etérea ¹⁸ e também alguns seres humanos de escassa mentalidade que vivem em determinadas condições climatológicas. Essa faculdade desaparece nos indivíduos civilizados; porém, pode ser desenvolvida com vantagem dentro da evolução comum por meio de esforços especializados, e deve ser uma das características da próxima etapa de evolução física. (...)"

¹⁷. As Escrituras hebraicas corroboram admiravelmente em tudo que neste sentido disse a autora, pois sem dúvida alguma se refere a um superior estado de evolução humana a seguinte passagem da profecia de Joel: 'E será que depois disto derramarei meu Espírito sobre toda a carne, e profetizarão vossos filhos e vossas filhas; vossos velhos sonharão, e vossos mancebos terão visões'. (Joel 2:28). Interpretando esta passagem à luz racional da Sabedoria Divina, dela se conclui evidentemente a predição do futuro estado em que a humanidade inteira, isto é, toda a carne possua o sentido da visão etérea, que não deve confundir-se com a clarividência. (N. do T.) 
¹⁸. As Escrituras hebraicas também corroboram esta afirmação na passagem da burra de Balaan, que tanto excitou o escármio dos céticos. Diz assim: 'e o asno viu o anjo de Jeová que estava no caminho com sua espada desnuda na mão; e afastando-se o asno do caminho foi pelo campo. Então o Balaan feriu o asno para fazê-lo voltar ao caminho. Mas o anjo de Jeová colocou-se em uma senda de vinhas que tinha parede em um e outro lado. E vendo o asno ao anjo de Jeová, amparou-se contra a parede' (Números, 22,23-25).  

(Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 60/61)

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