OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


segunda-feira, 24 de março de 2014

OS PLANOS SUPERIORES

"Frequentemente se diz que, no momento final, todas as almas individuais fundir-se-ão na Grande Alma, e nossos estudantes acham difícil reconciliar essa ideia com outras afirmativas que parecem implicar a permanência da individualidade, de alguma forma ou outra, mesmo nas alturas mais elevadas. O fato é que nenhuma experiência ou ideia que possamos ter no cérebro físico pode expressar as realidades gloriosas do nirvana e dos planos acima dele. Pouco sabemos daquela glória transcendente e mesmo esse pouco não pode ser colocado adequadamente em palavras. De certo modo, talvez, estejamos algo enganados ao falar de almas individuais fundindo-se na Grande Alma. Toda mônada é fundamentalmente uma centelha da tríade divina, e não pode ser fundida com aquilo do qual já faz parte. Seguramente a melhor explicação seria dizer que, à medida que se desenvolve, a centelha transforma-se em chama, torna-se cada vez mais consciente de sua unidade com o divino e, assim, o Logos pode manifestar-se mais  e mais através dela."

(C. W. Leadbeater - A Vida Interna – Ed. Teosófica, Brasília, 1996 - p.147)


DA MENTE CONDICIONADA PARA A LUZ (1ª PARTE)

"Consumimos muito tempo e energia com relacionamentos conflituosos, com pequenos problemas familiares, conflitos no trabalho, discussões desnecessárias e tarefas supérfluas e mecânicas. Nossa mente está condicionada a atuar dentro da atmosfera competitiva da vida pessoal e profissional.

Nas empresas cada vez se exige mais dos profissionais. De uma maneira geral, nossa sociedade impõe a todos os cidadãos um ritmo cada vez mais competitivo, estressante e acelerado. No lugar de trabalharem oito horas por dia, conforme previsto na maioria dos contratos de trabalho, as pessoas são induzidas a permanecerem no ambiente de trabalho oito, doze, quatorze horas por dia, e acabam não tendo tempo para si próprias nem para suas famílias. É comum a sensação de que não conseguimos fazer tudo que se espera de nós e nos sentimos insatisfeitos, desanimados, com um sentimento de impotência. Percebemos que o tempo se esvai, escorrega pelas mãos, fora de nosso controle.  

Quando, depois de um dia exaustivo de trabalho, chegamos em casa à noite, estamos tão consados que não temos disposição para meditar, ler um bom livro ou refletir sobre questões essenciais. Sentamos diante da TV, numa condição passiva, absorvendo conteúdos inexpressivos e mensagens publicitárias, que acabam contaminando e condicionando nossa mente. 

Muitas pessoas chegam ao final da vida, olham para trás e sentem que não fizeram o que almejavam; que sua vida foi gasta com coisas de menor importância. Se pararmos para avaliar o nosso dia a dia de uma forma honesta, veremos que poucas coisas que fazemos podem ser consideradas realmente essenciais e importantes. Desperdiçamos um tempo enorme com atividades que poderiam ser deixadas de lado. Mas como nossa vida é muito condicionada, muito repetitiva, como nosso cérebro atua de forma mecânica, como se fosse um computador, não percebemos esse processo. (...)"

(Eduardo Weaver - Revista Sophia, Ano 8, nº 31 - Pub. da Ed. Teosófica - p. 13)


domingo, 23 de março de 2014

O MUNDO É UM ESPELHO

"Nosso mundo é um espelho refletindo nossa atitude mental predominante e está constantemente nos mostrando a nós mesmos. Nem sempre gostamos do que vemos; assim como também não tomamos a iniciativa, regular e sistematicamente, de começar a mudar o panorama. Se nos entregamos a tendências negativas, logo nos encontramos frente a frente com condições de uma vibração similar, baseada no fato de que o igual atrai o igual. Esse é o perfeito funcionamento da lei da causa e efeito. Negamos constantemente que tudo depende da causa e com uma tremenda cegueira procuramos alterar o efeito.

Um acesso de ciúme despertado em nós atrairá inevitavelmente situações envolvendo outras pessoas ciumentas, em casa, no trabalho ou em nosso mundo social. Com bastante frequência, ouvimos pessoas dizerem que a coisa que mais detestam nos outros é o ciúme. Se observarmos as reações delas, vamos descobrir que a falta está nelas próprias. O que pensamos ou sentimos encontra sua afinidade em nosso mundo exterior, acaba descobrindo o equivalente."

(Joseph Murphy - Sua Força Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro - p. 88)


DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO

"Nem tudo é fatalidade e nem tudo pode ser totalmente alterado. No estágio em que a maioria da humanidade se encontra, não há um destino cego, nem uma liberdade total. Predomina uma liberdade condicionada às nossas potencialidades, com variantes sintonizadas com o processo evolutivo no qual cada um está. O exemplo abaixo, embora simples, pode elucidar melhor.

Suponha uma pessoa iniciar uma viagem de São Paulo ao Rio de Janeiro. Essa viagem deve ser feita a qualquer custo e com os recursos disponíveis. Ora, conforme a condição econômica, seus desejos, sua pressa, seus temores, sua visão da importância desse deslocamento, seus objetivos, e assim por diante, essa trajetória pode ser realizada a pé, de bicicleta, de moto, de carro popular, trem, ônibus, avião, etc. O viajante pode parar no caminho, desviar para outra cidade, adiar ou acelerar sua chegada. Muitas opções dependem da pessoa.

O karma em questão é uma programação geral, susceptível de mudanças, em consonância com o livre-arbítrio do viajante, associadas às suas potencialidades e perspectivas.

A natureza fornece-nos os recursos indispensáveis para nossa evolução. O modo como utilizamos esses recursos é escolha nossa... Aí entra a liberdade. (...)"

(Antonio Geraldo Buck - Você Colhe o que Planta – Ed. Teosófica, Brasília, 2004 - p. 19)


sábado, 22 de março de 2014

ATMAN

Como uma Chama sem fumaça, do tamanho de um polegar, assim é o Atman – o Senhor do Passado e do Futuro, que é o mesmo tanto hoje como amanhã.

"Aqui, o Atman é descrito como Chama sem fumaça – o que significa isso? Quando essa fumaça surge na Chama? Ela surge, obviamente, quando há impurezas. Enquanto as impurezas durarem, deve haver fumaça. Mas Atman é completamente puro e incorruptível, e isso significa chama sem fumaça. Yama diz que Atman é o Senhor do Passado e do Futuro, porque ele transcende o processo do tempo. Ele é imanente no tempo e também está além do tempo. O tempo simboliza mudança, mas Atman permanece imutável mesmo no meio da mudança. Yama declara isso ao dizer que Atman é ‘o mesmo tanto hoje como amanhã’. Pelo fato de que é imutável, ele é o iniciador de todas as mudanças. Atman não é estático. Na verdade ele é o centro imutável de uma mobilidade interminável."

(Rohit Mehta - O chamado dos Upanixades – Ed. Teosófica, Brasília, 2003 - p. 76/77)