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O PODER DA MENTE É ILIMITADO

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  "Os feitos realizados pelos grandes santos podem ser milagres para nós, mas não para eles. Quando você sabe que a mente é o poder que cria o universo, não há nada que não possa fazer. Mas no começo não tente fazer coisas 'milagrosas'. A mente é tudo, mas enquanto você não aprender a usar este poder, é tolice raciocinar. 'Já que tudo é mente, pularei deste penhasco e nada me acontecerá'. No entanto, você fará tudo aquilo que realmente convencer a sua mente de que pode fazer. Uma vez que tudo é produto mental, tudo pode ser controlado pela mente. À medida que desenvolver a força mental, terminará por conseguir fazer qualquer coisa. Os grandes mestres já demonstraram isso. Jesus curou doentes, ressuscitou os mortos e transformou água em vinho. Krishna ergueu uma montanha inteira, suspendendo-a acima de seus devotos para protegê-los de uma tempestade devastadora. Os avatares provaram que tudo é mente. Não foi mera imaginação: eles sabiam , e puderam dizer: 'Eu e ...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (PARTE FINAL)

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"27. Este percebimento deve cobrir a totalidade de nossa existência. Esta área ou prãntabhumi deve ser saptadhã ou sétupla. A palavra  saptadhã  indica realmente uma totalidade, pois quando falamos da natureza total do homem ou do Universo, referimo-nos a ela como sétupla. Patañjali diz que este percebimento não apenas deve ser ininterrupto, mas também deve ser total, significando que precisamos estar cônscios da totalidade de nossa existência. Em outras palavras, este percebimento não deve ser meramente com o frio intelecto, mas com as emoções e também com o mecanismo sensorial do corpo. Ele deve penetrar todas as fibras de nosso ser. Não deve ser aquele percebimento de uma testemunha que olha para o fluxo da continuidade a distância. Uma testemunha pode estar cônscia apenas do exterior e um percebimento como  este, a distância, não tem valor. Ser um participante e ainda assim ser uma testemunha - apenas isso pode ser chamado percebimento total. Tudo o mais é superficial...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (10ª PARTE)

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"25. Com a dissolução da ignorância, desaparece o fenômeno observador-observado, resultando na emergência da percepção pura. Percepção pura indica ver as coisas como de fato são. Se conhecemos a vida como ela é a qualquer momento, sem nenhuma projeção da mente, então podemos conhecer o segredo do reto relacionamento com esta vida. A percepção pura é o ponto crucial de todo o problema do Yoga.  Da reta percepção surge o reto relacionamento, naturalmente e sem esforço. Mas como pode haver reta percepção, enquanto estivermos presos em avidyã ? Portanto, a questão é: como podemos sair desta ignorância, uma vez que sem sua dissolução não há perspectiva para o homem de libertar-se da dor e do sofrimento? Há uma maneira pela qual podemos dissolver avidyã ? Patañjali diz:  26. Um percebimento ininterrupto é a única maneira de dissolver avidiã  ou ignorância.  A palavra utilizada neste sutra é aviplavã , significando contínuo. O que precisa ser contínuo? Mais uma vez, a pal...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (9ª PARTE)

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"23. O fenômeno observador-observado cria um relacionamento de possuir e de ser possuído. Aqui as palavras utilizadas são sva-sakti e svãmi-sakti. O sutra indica que cada um tenta satisfazer a si mesmo. Svãmi-sakti é o possuidor e quer possuir, seja um objeto ou um indivíduo. Mas aquilo que o homem busca possuir, por sua vez, quer possuir o possuidor. O relacionamento do possuidor e do possuído é obviamente de uso. É uma estranha lei da vida que aquele que quer possuir deve também estar pronto para ser possuído. Ambos estão comprometidos com svarupa-upalabdhi , que significa tentar satisfazer seu próprio fim. Possuir é ser possuído. Os dois seguem juntos. Ter um sem o outro é uma impossibilidade. Este é o ponto crucial do relacionamento de uso. O explorador e o explorado seguem juntos. A necessidade de ser explorado dá origem ao explorador. No relacionamento de uso vemos a pior forma de exploração do homem pelo homem.  Patañjali diz no sutra  subsequente que: 24. Este desejo ...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (8ª PARTE)

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"22. Para aquele que não objetiva realizar-se através da existência do observado, o observado não existe; mas para os demais ele continua a existir. O homem normalmente estabelece um relacionamento de uso com o mundo em que vive, seja físico ou psicológico. É deste relacionamento que surge o observado. Precisamos nos lembrar de que tal relacionamento jamais poderá estabelecer-se com algo que está vivo, pois a vida é um estado de fluxo e, portanto, não é estática. O uso possível apenas em relação a algo estático ou imóvel. Assim, para ter aquele relacionamento, a vida precisa ser transformada em imagem. O sutra  acima diz que, para aquele que tenha ido além do relacionamento de uso,  o observado não existe. Tal indivíduo não tem objetivo a realizar advindo da existência do observado. Daí que o observado desaparece quando cessa este relacionamento de uso. O sutra , contudo, diz que para os demais, o observado continua a existir. A partir disso, fica evidente que o observado não ...