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Mostrando postagens com o rótulo objeto

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (9ª PARTE)

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"23. O fenômeno observador-observado cria um relacionamento de possuir e de ser possuído. Aqui as palavras utilizadas são sva-sakti e svãmi-sakti. O sutra indica que cada um tenta satisfazer a si mesmo. Svãmi-sakti é o possuidor e quer possuir, seja um objeto ou um indivíduo. Mas aquilo que o homem busca possuir, por sua vez, quer possuir o possuidor. O relacionamento do possuidor e do possuído é obviamente de uso. É uma estranha lei da vida que aquele que quer possuir deve também estar pronto para ser possuído. Ambos estão comprometidos com svarupa-upalabdhi , que significa tentar satisfazer seu próprio fim. Possuir é ser possuído. Os dois seguem juntos. Ter um sem o outro é uma impossibilidade. Este é o ponto crucial do relacionamento de uso. O explorador e o explorado seguem juntos. A necessidade de ser explorado dá origem ao explorador. No relacionamento de uso vemos a pior forma de exploração do homem pelo homem.  Patañjali diz no sutra  subsequente que: 24. Este desejo ...

CORPOS INFANTIS

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"Os corpos infantis são muito sensíveis às influências suprafísicas, e durante os primeiros anos de sua vida nos mundos inferiores o homem pode modificá-los notavelmente, sobretudo o astral e físico na primeira infância. Na generalidade das crianças não está o homem verdadeiro ou ego em íntimo contato com seus corpos até os sete anos de idade, e a frequente observação de que raras vezes se manifesta o raciocínio mental antes da referida idade conduziu à crença de que a educação das crianças não deve começar antes dos sete anos.  De fato, durante a primeira infância está o ego revestindo-se de seus corpos inferiores e sua consciência não toma plena posse deles antes do sétimo ano de vida terrena. Notáveis alterações vão se efetuando no cérebro físico. As células ou neuromas que têm de servir de órgãos à faculdade raciocinal, lançam umas raízes chamadas 'dentritas', as quais formam uma rede, e se atraem por seus extremos sem se tocarem, porém constituindo condutos de f...

APEGO

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"Apego é um fator mental que percebe um objeto, considera-o bonito ou agradável, deseja obtê-lo, tocá-lo e possui-lo e não quer se separar dele. O apego funciona de duas maneiras interligadas: desejando obter um objeto atraente que ainda não possui e desejando nunca se separar dele depois de possui-lo. A relação de um casal pode ilustrar esses dois tipos de apego. No começo, os dois parceiros desejam estar juntos - esse é o primeito tipo de apego. Depois, surge o desejo de nunca se separarem um do outro - que é o segundo tipo de apego. O apego também pode surgir em relação a objetos materiais. Sob a influência dessa delusão, nossa mente fica absorta no objeto de desejo do mesmo modo que o óleo fica impregnado num tecido. Assim como é muito difícil separar o óleo do tecido que ele manchou, também é difícil separar a mente do objeto de apego no qual ela ficou absorta. É por causa do nosso apego que continuamos a vagar no samsara, passando por infinito sofrimento. O pré-requi...

AUTORREALIZAÇÃO PELO AMOR A DEUS

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"A melhor definição de bhakti yoga , encontra-se talvez no verso: 'Que o amor sem fim, que o ignorante sente pelos efêmeros objetos dos sentidos, jamais abandone o meu coração que Te busca!' Vemos quanto é forte o amor que os homens, por falta de discernimento, devotam aos objetos dos sentidos, dinheiro, roupas, esposa, filhos, amigos e bens. Que extraordinário apego eles têm por essas coisas! O sábio diz na prece citada: 'Terei essa afeição - esse extraordinário apego - só por Ti.' Esse amor, quando consegrado a Deus, chama-se bhakti . Bhakti não é destrutivo. Demonstra que nenhuma de nossas faculdades nos foi dada em vão. Por meio delas encontramos o caminho natural para a libertação. Bhakti não extingue nossas tendências nem se volta contra a natureza humana, apenas a orienta de maneira mais elevada e poderosa. A mesma espécie de amor dedicado aos objetos sensoriais, quando oferecida a Deus chama-se bhakti .  O essencial é querer Deus. Só quando ...

O CAMINHO DO MEIO (PARTE FINAL)

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"(...) A yoga não diz que devemos nos tornar indiferentes aos objetos. Eles continuam a existir, os sentidos estão vivos, a mente percebe, mas não se move. Viajar sem mover-se é uma parte importante do aprendizado, porque o movimento origina-se no eu. Podemos nos colocar na posição de outro sem sairmos do lugar. Talvez precisemos meditar sobre isso e aprender a conhecer a natureza do movimento. O caminho do meio conduz a uma ordem superior que torna possível viver de maneira diferente. Também é chamado de senda do fio da navalha, porque o fio é tão afiado que precisamos aprender a andar por ele; depois fica fácil. A escritura cristã diz 'apertado é o portão, estreito o caminho'. Esse é o caminho que devemos trilhar. Parece difícil quando visto pela personalidade, mas a austeridade chega por si mesma quando começamos a trilhar a senda. Vem naturalmente e não como algo que foi aprendido e exercitado. Muitos de nós somos autoindulgentes: vemos algo belo e logo o quere...

AS QUALIDADES REQUERIDAS PARA SE CAMINHAR NA SENDA DO YOGA (PARTE FINAL)

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"(...) Em segundo lugar, é preciso ter uma vontade firme, invariável. Qual é a diferença entre o desejo e a vontade? É uma diferença muito notável. O desejo é a mesma energia que a vontade, mas diferem em que o desejo é sempre determinado por um objeto exterior, mesmo que seja o ardente desejo do qual vos falei; o desejo é sempre posto em atividade por um objeto. A vontade é a mesma energia determinada pelo Eu, brotando do interior e não movida pelos objetos do exterior. Por conseguinte, a vontade não muda com os desejos; é permanente, e é dirigida do interior através de todas as experiências anteriores da alma durante a série de vidas em que o homem tem existido no mundo. É preciso encontrar esta firmeza de vontade; ela permanece oculta no Eu; é a ultima qualidade divina do Eu, e dirige todas as experiências de nossas vidas, por numerosas que tenham sido. Toda a direção imprimida no transcurso destas vidas, emana da vontade que permanece oculta em nós, é a divindade ocult...

LIÇÕES A SEREM APRENDIDAS ATRAVÉS DO CONHECIMENTO DO KARMA (PARTE FINAL)

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"(...) 7. A Renúncia aos Frutos da Ação. Aqui está a es­sência de toda a filosofia, encerrada numa casca de noz. É a Ação que nos mantém presos à Roda dos Nascimentos, Mortes e Renascimentos, porque Ação é Karma. Não importa que a ação seja física, moral ou mental; ela nos encadeia às esferas de atividades regidas pelo Karma. De­vemos, então, desistir de fazer alguma coisa, por causa disso? Não! Como, então, devemos agir sem deixar que a ação tenha qualquer força repressora sobre nós? Aqui está o segredo, e não há livro no mundo que exponha mais claramente a forma do que 'A Canção do Senhor', ou Bhagavad-Gitã. Ele nos ensina a trabalhar e a agir, ofe­recendo todas as ações ao Senhor Supremo e deixando as consequências para Ele. Se trabalharmos para ter recom­pensas na Terra, sim, mesmo que trabalhemos para ser­mos recompensados no Céu, os frutos amadurecerão onde a semente foi plantada. E a Terra e o Céu nos manterão fora do Nirvana, isto é, fora do que é imensamente m...

A SABEDORIA

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" (2:61) A pessoa que, depois de subjugar os sentidos, uniu-se a Mim, permanece absorta no Eu infinito, que ela sabe ser o Supremamente Deleitável. Só o domínio dos sentidos propicia a solidez da verdadeira sabedoria. Há duas exigências, acima de tudo, para se atingir a sabedoria. A primeira, desviar a mente não apenas dos objetos dos sentidos, mas dos próprios sentidos; a segunda, permanecer mergulhado na consciência de Deus como a mais inefável das metas a atingir. Os yogues que apenas se preocupam com subjugar seu corpo e sentidos físicos, ou buscam a abstração da união divina sem a adequada disciplina física e mental, jamais conseguem se firmar num objetivo. Mas arrancar pela raiz a erva daninha da gratificação do ego, sem deixar resquícios, e absorver-se mansamente no Infinito - isso é essencial. Muitos yogues buscam a gratificação egóica não apenas por meio dos prazeres dos sentidos, mas também do desenvolvimento de poderes espirituais. Outros, vale repetir, ...

REVERÊNCIA (1ª PARTE)

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"A reverência é um aspecto da emoção do amor, consequentemente, não possui qualquer elemento de medo. Ela surge de um sentimento ou conceito no coração daquele que reverencia quanto à grandeza ou preciosidade de seu objeto. Assemelha o respeito, e, embora possa ser expressa na observância de certas formas que são apropriadas - não artificiais e meramente convencionais -, ela não impede a proximidade em espírito nem a plena comunicação entre o grande e pequeno, comunhão que resulta da realização da pessoa menor com a vida maior. Pelo contrário, ela eleva a pessoa pequena à atmosfera de grandeza, transmutando-a com sua magia. Ser inspirado com reverência não é ser temeroso. Majestade e poder pertencem a todo ser espiritual. O medo é o alimentador da aversão; se não se quer antipatizar com ninguém, que não se tema ninguém. Sem dúvida, é mais eficaz dissipar o medo pelo reconhecimento da unidade da vida do que pelo modo, muitas vezes seguido, de opor ao medo uma normal intensi...

OS RESULTADOS DO KARMA NA MEDITAÇÃO

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"446 - Os Vedas  dizem que, mesmo aquele que estiver entregue a uma profunda meditação, está sujeito à dependência dos objetos externos devido aos resultados do [ prããhabdha ] karma  que está em operação.  COMENTÁRIO - É muito difícil, durante a prática da meditação, libertar a mente dos objetos externos e internos (pensamentos). Eles são como moscas a voar e pousar naquele que medita, perturbando a sua concentração. Uma das técnicas a ser adotada (e há várias) é manter-se imperturbável na posição física escolhida e ficar plenamente atento aos pensamentos sem se fixar neles. Observá-los como quem olha as águas de um rio que constantemente corre diante de nós. Esse não apego às sensações físicas, emocionais e mentais gradualmente irá minimizar a sua ação sobre nós, conseguindo desta forma neutralizar o seu efeito perturbador." ( Sankara - Viveka-Chudamani a Joia Suprema da Sabedoia - Comentários de Murillo N. de Azevedo - Ed. Teosófica, Brasília, 2011 - p. 16...

VIVA NO ETERNO

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"107 - Quando os objetos são agradáveis, eles nos tornam felizes; no caso contrário, infelizes. A felicidade e infelicidade não atingem Atman  que está sempre em eterna bem-aventurança. COMENTÁRIO - O eu inferior ( ahamkãra ) sente a felicidade ou infelicidade procedentes dos objetos dos sentidos. Já Atman está acima do dualismo e vive para sempre mergulhado em uma extrema bem-aventurança. Num dos antigos Upanishads há um trecho onde está dito: 'Há uma paz que ultrapassa o entendimento humano, mora no coração daqueles que vivem no Eterno'.  Procurai por um instante que seja sentir um pouco dessa paz! E tudo será diferente." ( Viveka-Chudamani - A Joia Suprema da Sabedoria - Comentário de Murillo N. de Azevedo - Ed. Teosófica, 2011 - p. 50/51 ) www.editorateosofica.com.br

O QUE É O AMOR (1ª PARTE)

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"Se para o cientista o mundo é a corporificação da sobrevivência do mais forte, para o homem comum ele é - e em igual extensão, senão maior - a corporificação do princípio do amor. Encontramos o amor em toda parte: no ninho do pássaro, na toca da fera, no lar do homem. O amor é, na verdade, a emoção que guia o coração dos seres sencientes. Se a sobrevivência do mais forte significa a destruição do fraco, o amor significa criação e proteção.  Muitos já falaram e escreveram a respeito do amor. Ele foi descrito de várias formas: amor pelo superior, cuja melhor expressão é o amor filial; amor pelo igual, cuja melhor expressão é o amor conjugal; e amor pelo inferior, cuja melhor expressão é o amor paternal. Supõe-se que a natureza e a qualidade do sentimento sejam diferentes em cada caso. (...) O primeiro aspecto do amor é a atração de um ser por outro e o desejo de maior proximidade - física, mental e espiritual. Esse fator é inseparável do amor, quer seja de uma criança p...

DEVOÇÃO (PARTE FINAL)

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"(...) A devoção pode ser quase tão egoísta quanto o amor frequentemente o é; pode ser intensamente egocêntrica; pode ser uma atitude de impotência e dependência, e não de força; de parcialidade em vez de serviço equitativo; pode tornar a pessoa exclusivista, inflexível, irascível e até mesmo cruel, em vez de inclusiva e gentil.  Precisamos, então desapegar-nos de nossa devoção e tentar ver por que somos devotados, qual é a exata natureza de nossa devoção ao objeto, seja uma pessoa ou um ideal. Haverá algum desejo ou motivo secreto que sustente esse relacionamento? Pode haver um desejo oculto de agradar com vistas a obter favores, a se aquecer ao sol da pessoa a quem a devoção é professada, ou pode ser a expressão mascarada de um temor sutil. A devoção pode ser a uma pessoa a que se sinta ser grande e nobre, plena de qualidades atrativas e inspiradoras. Pode ser a total autoentrega pessoal. Ou pode ser uma atitude de possessividade, na qual a pessoa se tranca com seu deu...

O JARDIM DE INFÂNCIA (PARTE FINAL)

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"(...) Devemos reconhecer, entretanto, que o caráter da criança é influenciado não somente pelos objetos que manipula e pelas formas que vê, mas também pelas numerosas influências invisíveis; as linhas, os ângulos, as curvas da sala; a cor das paredes; a forma dos objetos físicos que o rodeiam no Jardim de Infância, tudo isso, de modo invisível, pode ajudar ou retardar o seu desenvolvimento, porque cada linha, cada cor ou cada som influencia sua natureza mental e emocional; podemos facilitar ou dificultar a evolução desses pequenos seres, através da influência dos objetos que os rodeiam no Jardim de Infância. Os métodos pedagógicos aplicados nessa etapa preconizam o valor das crianças manusearem vários objetos; é preciso, porém, que os pedagogos reconheçam também que tais objetos, de uma maneira contínua, ainda que invisível, estão formando a criança e que esta influência pode moldar sua natureza de um modo positivo ou pervertê-la completamente. Do ponto de vista teosófico...

A RENÚNCIA (PARTE FINAL)

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"(...) Abandonar as atividades significa desistir dos apegos às atividades ou de seus frutos, abrindo mão da ideia de que 'eu sou o agente'. As atividades que o corpo está destinado a desempenhar terão que acontecer. Não há que se falar em desistir de tais atividades, gostemos ou não delas. Se nos mantivermos fixados no Eu Real, as atividades continuarão a acontecer do mesmo jeito e seu sucesso não ficará comprometido. Não se deve ter a ideia de que somos nós os agentes. Ainda assim as atividades continuarão. Esta força - qualquer que seja o seu nome - que trouxe o corpo à existência cuida para que as atividades que o corpo está destinado a desempenhar sejam realizadas. Se as paixões fossem algo externo a nós, poderíamos guerrear com elas e conquistá-las. Mas todas elas vêm de dentro de nós. Quando olhamos internamente a fonte de onde elas vêm, impedimo-las de surgir e as conquistamos. É o mundo e seus objetos que fazem surgir nossas paixões. Mas o mundo e seus...

A RENÚNCIA (1ª PARTE)

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"Quando perguntado sobre como um chefe de família ( grihastha ) se encaixa no esquema da Libertação, Bhagavan disse: Por que você pensa que é um chefe de família? Se você se tornar um asceta ( sannyãsi ), um pensamento similar de que você é um asceta vai assombrá-lo. Quer você continue como chefe de família ou renuncie a tal condição e vá para a floresta, sua mente vai junto com você. O ego é a fonte de todo o pensamento. Ele cria o corpo, o mundo e faz você pensar que é um homem do mundo. Se você renunciar ao mundo, o pensamento de que você é um asceta substituirá o de que você é um chefe de família, e o ambiente da floresta substituirá o de casa. Mas os obstáculos mentais ainda estarão lá. Eles inclusive aumentam em novos ambientes. Mudar de ambiente não ajuda em nada. O obstáculo é a mente. Ela deve ser superada, seja em casa ou na floresta. Se você pode fazê-lo na floresta, por que não em casa? Então para que mudar de ambiente? Seus esforços podem ser feitos agora mesmo, q...

OS OBJETOS DOS SENTIDOS

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"79 - Quanto à virulência, os objetos dos sentidos são mais fatais do que o veneno da serpente negra ( naja tripudians ). O veneno só mata aquele em que é injetado, mas os objetos dos sentidos podem 'matar' até pela sua própria aparência externa (literalmente: pela mera visão deles). COMENTÁRIO - Muitas ordens religiosas recomendam que os praticantes, aqueles que realmente estão dispostos a encontrar o caminho de volta ao Absoluto, evitem os encantamentos advindos dos sentidos. Os grandes chapéus usados pelos monges mendicantes do Budismo japonês protegem quem os utiliza da visão dos que oferecem alimentos. Da mesma maneira, no Budismo antigo Hinayana , não é permitido o contato físico com outras pessoas. O mesmo ocorre em ordens monásticas cristãs, entre elas a dos Trapistas. Mas os seres humanos comuns, que são obrigados a levar uma vida intensa de relacionamento, devem adotar técnicas que permitam neutralizar os efeitos do contato direto com os objetos dos senti...

FALSA PERCEPÇÃO

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"12 - A percepção do fato de que o objeto visto é uma corda removerá o medo e o sofrimento que resultam da ideia ilusória de que é uma serpente.  COMENTÁRIO - Essa pequena estória do pedaço de corda que é identificado pelo observador apressado como sendo uma serpente está repleta de sabedoria. A maioria das coisas não é o que pensamos ser. O elevado nível de condicionamento, produto da educação, do hábito, da cultura em que estamos inseridos, nos faz perder a 'visão direta' da coisa observada. Daí, ao vermos uma sombra, nasce o medo e o sofrimento." ( Viveka-Chudamani - A Joia Suprema da Sabedoria - Comentário de Murillo N. de Azevedo - Ed. Teosófica, 2011 - p. 19 ) www.editorateosofica.com.br/loja

IDENTIFICAÇÃO (1ª PARTE)

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"Conheci um homem rico que sempre adquiria carro do último tipo, o mais caro. Adorava o carro como um apaixonado qualquer a sua amada. Dava-lhe tratamento extremamente cuidadoso. O brilho do carro era-lhe obsessão. Uma noite, o carro estacionado, estando ele no cinema, algum malvado fez um risco no lindo capô. O pobre homem 'adoeceu de raiva'. Não é apenas uma expressão popular. Adoeceu mesmo. De raiva de quem fizera aquilo, e de dor, por ver estragado seu carro. O risco não fora apenas no automóvel, mas em seus próprios nervos, pois, a rigor, o carro não era dele - o carro era ele mesmo. Dizia Cristo: 'Onde está vosso tesouro aí está o vosso coração' (Lc 12:34). Aquele homem abastado é o símbolo da identificação . Sua tranquilidade, sua saúde, sua felicidade, dependiam 'dele' - do carro. Era portanto uma pessoa muito vulnerável. Semelhante a milhões de outros seres humanos. Era vulnerável como seu carro. Enguiço, sujeira, arranhão, batida, a qu...

VOCÊ É A CONSCIÊNCIA

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"Quando você diz 'Eu quero conhecer a mim mesmo', você é o 'eu'. Você é o conhecimento. Você é  a consciência através da qual tudo é conhecido. E que não pode conhecer a si mesmo. Porque você é  a própria consciência. Não existe nada a ser conhecido além disso. O 'eu' não pode se transformar num objeto de conhecimento, de consciência. O 'eu' é a própria consciência. Assim, você não pode se tornar um objeto para si mesmo. Quando isso acontece, surge a ilusão do 'eu' autocentrado - porque mentalmente você fez de si  mesmo um objeto. 'Este sou eu', você diz. A partir dessa afirmação, você passa a ter uma relação com você mesmo e a contar para os outros e para si mesmo a sua história. Quando você sabe que é  a consciência na qual a vida externa acontece, torna-se independente do que existe externamente e perde a necessidade de buscar sua identidade nos fatos, nos lugares e nas situações. Em outras palavras: as coisas que...