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A PERCEPÇÃO DA UNIDADE

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"Como lhe será possível ir além? Vida após vida, ele aprendeu a identificar-se com o homem; vida após vida, aprendeu a responder a todo grito de dor. Pode, agora que é livre, prosseguir e deixar os outros acorrentados? Pode entrar na bem-aventurança deixando o mundo no sofrimento? Ele, a quem chamamos Mahatma, é a Alma liberta que tem o direito de prosseguir mas, em nome do Amor, regressa trazendo seu conhecimento para remediar a ignorância, sua pureza para absolver a infâmia, sua luz para afugentar a escuridão; aceita novamente o peso da matéria até que toda a humanidade seja libertada, e então prosseguirá, não sozinho, porém como o pai de uma grande família, levando com ele a humanidade para compartilhar do mesmo fim e da mesma bem-aventurança no Nirvana. Esse é o Mahatma. Vidas sucessivas de esforço coroadas com a suprema renúncia; perfeição obtida através da luta e do trabalho, e depois o regresso para ajudar aos outros a chegarem onde ele chegou. Sua mão está pronta p...

A PRECIOSIDADE DA NOSSA VIDA HUMANA (PARTE FINAL)

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"(...) Com a nossa vida humana podemos, ao colocar o Dharma em prática, obter a suprema paz mental permanente, conhecida como 'nirvana', e a iluminação. Uma vez que essas aquisições são não enganosas e são estados últimos de felicidade, elas são o verdadeiro sentido da vida humana. No entanto, porque o nosso desejo por prazer mundano é tão forte, temos pouco ou nenhum interesse pela prática de Dharma. Do ponto de vista espiritual, essa ausência de interesse pela prática de Dharma é um tipo de preguiça denominado 'preguiça do apego'. A porta da libertação permanecerá fechada para nós enquanto tivermos essa preguiça e, consequentemente, continuaremos a vivenciar infortúnio e sofrimento nesta vida e em incontáveis vidas futuras. A maneira de superar essa preguiça, o principal obstáculo para a nossa prática de Dharma, é meditar sobre a morte.  Precisamos contemplar a nossa morte e meditar sobre ela repetidamente, até obtermos uma profunda realização sobre a mor...

EIS-ME AQUI

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"Eis-me aqui. Diante do grande rio cujas águas lamacentas irradiam reflexos avermelhados dos raios de um sol já a pino. Eis-me aqui, ao pé da árvore da Compaixão. É uma enorme figueira-de-bengala, à sombra da qual gosto de meditar. As suas raízes, amplas e retorcidas, mergulham há séculos nas águas do rio Ganges. As suas lianas, algumas finas como brotos de bambu e outras grossas como troncos de ébano, pendem dos galhos para, por sua vez, se enraizarem no solo. A árvore precisa da água, assim como o homem tem sede de libertação. Em breve eu mesmo me libertarei do peso da minha carga humana e entrarei no Nirvana . Então me extinguirei, para me tornar ainda menor do que o menor grão de areia, ainda mais leve do que a mais leve penugem de um pintarroxo, e ainda mais transparente do que a mais transparente gota de chuva... Sou a derradeira reencarnação de milhões de seres humanos e animais dos quais a minha alma adotou a forma deste tempos imemo...

O COTIDIANO E O NIRVANA

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"O Dalai Lama afirmou que, mais do que tentar alcançar o nirvana, é essencial aprender a viver o tipo correto de vida. Sem um sentimento de compaixão, integridade, altruísmo, amizade e cuidado para com os outros, as metas “espirituais” não levam a lugar algum. Ele disse que ‘há muitas filosofias diferentes, mas o que é basicamente importante é a compaixão, o amor pelos outros, a preocupação com o sofrimento alheio e a redução do egoísmo. Eu sinto que o pensamento compassivo é o que existe de mais precioso. É algo que somente nós, seres humanos, podemos desenvolver. Se temos um coração caridoso e sentimentos cordiais, nós mesmos nos sentiremos satisfeitos e felizes, e nossos amigos também experimentarão uma atmosfera amistosa e pacífica. Isso vale de nação para nação e de continente a continente.’ ‘O importante é que, em sua vida diária, você pratique as coisas essenciais. Nesse nível, não há quase nenhuma diferença entre o Budismo, o Cristianismo e as outras religiões. Tod...

RETO DISCERNIMENTO

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"9 - E pela prática do reto discernimento alcançado na senda do Yoga , ele salva a alma - a alma afogada no mar da existência condicionada [ samsãra ]. COMENTÁRIO - A alma está afogada, impregnada, imersa, contaminada pelo condicionamento resultante do processo de vir-a-ser, do samsãra , como dizem os hindus. O Nirvana é a libertação desse processo, e só pode ser alcançado pelo correto discernimento. Discernir é perceber o erro, a ilusão, a ignorância que nos impede de perceber o que É, chamado  por Jiddu Krishnamurti de 'presente ativo'. É a percepção do aqui e agora, do atemporal, do Eterno que está na 'caverna' do nosso coração, como dizem os místicos de todas as épocas e raças." ( Viveka-Chudamani - A Joia Suprema da Sabedoria - Comentário de Murillo N. de Azevedo - Ed. Teosófica, 2011 - p. 18 ) www.editorateosofica.com.br/loja

NIRVANA

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" A palavra Nirvana significa, literalmente, extinguir. A extinção de todas as ações do eu pequeno é o caminho para esse grande desconhecido que é o Nirvana. Na terminologia da ioga ele é descrito como o silenciar dos movimentos da mente, pois a mente é a criadora do pequeno eu pessoal. Alcançar o Nirvana não é tornar-se algo, mas eliminar o egoísmo. A filosofia Vedanta assinala que Brahman , ou o verdadeiro Ser, não pode ser encontrado através da busca nem da tentativa de adquirir algo, seja conhecimento ou qualquer outra coisa. Brahman é encontrado através da negação, da rejeição de tudo o que é falso. A falsidade se expressa nos movimentos da mente, que se baseia na noção, limitada ou ampla, de sobrevivência e de segurança. É também o movimento da busca de prazer. A negação total da sobrevivência e do prazer é o abandono do eu ao não-eu, do ser ao não-ser. Uma vez que cada um tem que negar seu próprio pequeno eu e descobrir o grande Não-eu, o autoconhecimento não pode ...

INGÊNUA PROTEÇÃO

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“Pretendendo, ingênua e inutilmente, proteger seus filhos dos dissabores, das adversidades, dos amargores, das crises, que a vida, naturalmente, tem para dar, alguns pais se empenham em construir-lhes míticos e belos nirvanas artificiais, que não resistem aos assaltos dos vagalhões que se repetem. Que piedosa traição lhes fazem.” (Hermógenes – Mergulho na paz - P. 62)