OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


terça-feira, 9 de julho de 2013

SER EQUÂNIME EM TODOS OS MOMENTOS

"(...) qual a melhor forma de lidarmos com as adversidades e insultos do mundo? Respondo que somente por meio da autêntica equanimidade. Para melhor expressar o significado dessa palavra, nada melhor que uma história. (...)
- Pois bem... Em certa cidade no sul da Índia, vivia um santo muito piedoso com seu único discípulo. Esse discípulo fiel e prestativo costumava servir ao Mestre em tudo. Realizava qualquer tarefa sem questionar a sabedoria de seu Guru. Aliás, esse é o verdadeiro procedimento do homem que deseja realizar-se em Deus. Ouvir as palavras do Mestre e segui-las com perfeita confiança segurando firmemente em sua destra é a atitude do discípulo ideal, assim como o fez Milarepa.
- Esse Mestre a que me refiro e seu único e fiel discípulo levavam uma vida simples, em singela completude. Certo dia, enquanto passeava livremente pela cidade, o chela sofreu um grave insulto que o deixou profundamente magoado. Chocado com o ultraje, recorreu ao Mestre pedindo orientações sobre como deveria agir em tal situação.
- O Mestre o ouviu atentamente, então, pediu ao obediente chela que fosse até o cemitério e, ali, diante dos túmulos, dirigisse todo tipo de elogio. Ao fazer isso, deveria retornar e contar o que observou.
- O obediente discípulo foi ao cemitério sem questionar o estranho pedido do Mestre e fez, no silencioso dormitório dos mortos, todo tipo de elogio aos frios e emudecidos túmulos. Voltando ao Mestre, este lhe perguntou: 
"E, então, o que disseram os mortos?"
"Nada senhor."
"Neste caso, volte lá e faça todo tipo de insulto aos mortos. Lança uma série de impropério sobre eles e, depois, volte aqui e me conte o que aconteceu."
- Cumprindo, mais uma vez, o desejo do Mestre, o fiel discípulo retornou ao cemitério e lançou sobre os túmulos todo tipo de insultos. Ao retornar ao Mestre, este lhe perguntou:
"E, então, o que fizeste?"
"Tal como o senhor me pediu, lancei sobre os mortos todo o tipo de insultos, mas nenhuma resposta obtive."  
- Respondeu o Mestre:
"Da mesma forma como os mortos não se envaidecem com os elogios e não se ofendem com os impropérios, tu, ó, chela, se desejas alcançar a realização interior, deves ser equânime em todos os momentos, seja na alegria, seja na tristeza, diante da glória e da injúria, diante da vida e da morte, da saúde e da doença, da vitória e da derrota.
Que nada neste mundo possa feri-lo, nenhum insulto atirado pela pólvora da ira ou da inveja do homem ignorante. Que nada possa abalar sua postura diante da vida, que ninguém seja capaz de provocar dano em tua conduta.
Teu ser imortal não é o corpo, nem a mente, nem os ossos do corpo, nem o sangue rubro correndo nas veias, nem teus pensamentos ou sentimentos, nem teus estados de ânimo, nem tuas vitórias ou derrotas. Teu ser imortal não pode ser ferido, manchado pelo pecado ou destruído por arma alguma.
Teu ser imortal é o Espírito eterno e onipresente. E, se tua natureza mais íntima é o Espírito, ó Shishya, quem pode ferir-lo? Quem pode insultar-te?"
- Após leve pausa, concluiu o Mestre:
"Aquele que recebe elogio hoje, pode ser insultado amanhã. Portanto, não sejas como a folha solta à mercê dos ventos dos elogios inúteis, bem como dos insultos. 
Elogios não nos garantem o céu. Insultos não nos levam para o inferno. Mas a equanimidade, esta sim, é prova de verdadeira realização espiritual, portanto, permanece na beatífica paz da equanimidade que está muito além das equivocadas opiniões alheias. Ainda que o mundo inteiro esteja contra ti, se Deus e o teu Guru estiverem ao teu lado, és o ser mais feliz deste mundo. 
Tudo é transitório e ilusório, portanto, ancora teu ser na imortalidade, a única que não fenece. (...)"

(Alexandre Campelo - O Encantador de Pessoas - Chiado Editora - p. 339/341)


A TEOSOFIA NO LAR (2ª PARTE)

"(...) Isto precisa ser feito, em primeiro lugar, criando um ambiente favorável a uma vida sadia; é dever dos pais conhecerem as regras de higiene e salubridade, para que as condições físicas da criança possam ser as mais perfeitas possíveis. Em seguida, os pais devem prover uma atmosfera emocional e mental que ajude a criança. A alma da criança não é perfeita; ela vem de vidas anteriores, nas quais tanto foi má quando boa; portanto, ao voltar a um novo nascimento na Terra, já existem nela as duas tendências.

Mas os pais podem ajudar a evolução da criança, fazendo-a recordar, nos primeiros anos de sua infância, apenas as experiências boas e caridosas e não as más e cruéis. É verdade que a alma deve erradicar o mal em si apenas através de sua própria ação; mas os outros podem facilitar essa tarefa por meio de sua influência, especialmente quando a alma que necessita de auxílio começa uma nova vida como criança, enfatizando o seu lado bom e não o mau.

Portanto os pais devem compreender a invisível força do pensamento e da emoção, saber como um pensamento de cólera, por exemplo, manifestado ou não, alimenta as sementes da ira que a criança tenha trazido de suas vidas passadas, enquanto que pensamentos de amor e carinho destroem os germens do mal e, ao mesmo tempo, alimentam as sementes do bem. Uma alma possuidora de tendências boas e más podem principiar a sua nova experiência de vida sendo uma criança muito boa em vez de má, se os pais alimentarem nela bons pensamentos e sentimentos em vez de maus. 

Embora seja dever dos pais rodearem as crianças de tudo o que possa desenvolver a bondade e a beleza, não se pode responsabilizá-los obrigatoriamente se, apesar destas precauções, alguma criança manifestar tendências malignas. Pode acontecer que a alma da criança possua germens do mal demasiadamente poderosos para serem dominados; neste caso, os pais somente devem tentar guiá-la, mas, se ela não aceitar, não se pode fazer outra coisa senão deixá-la seguir seu caminho.¹ A alma aprenderá por meio dos seus erros e dos sofrimentos que deles resultarem, tanto para si como para os que a rodeiam. Se os pais cumpriram seu dever, fizeram tudo o que o Plano Divino esperava deles; não lhes é possível fazer ou desfazer a natureza de uma alma, porque compete a ela mesma trabalhar por sua própria salvação. Um erro não é um calamidade tão grande como pode parecer, já que uma alma não tem apenas uma vida para corrigir-se, mas várias. (...)"

1. O autor se preocupa em acalmar os pais e evitar qualquer sentimento de culpa, de parte deles, a respeito de características inerentes à criança, porque provenientes de outras reencarnações, mas é claro que isso não isento os pais de continuarem cuidando da criança até a maioridade. (N.E.)

(C. Jinarajadasa - Teosofia Prática - Ed. Teosófica, Brasília - p. 13/15)


segunda-feira, 8 de julho de 2013

O OBJETIVO DA AVENTURA DA VIDA

"Os verdadeiros iogues são capazes de controlar a mente em todas as circunstâncias. Quando alcançar essa perfeição, você estará livre. Então, saberá que a vida é uma aventura divina. Jesus e outras grandes almas deram prova disso. (...)

Você só terminará a aventura da vida quando vencer os perigos que se apresentam pelo uso da força de vontade e do poder mental, como fizeram os Grandes Mestres. Então olhará para trás e dirá: "Senhor, foi uma experiência bastante árdua. Quase fracassei, mas agora estou na segurança de Tua presença para sempre."

Poderemos ver a vida como uma maravilhosa aventura quando o Senhor por fim disser: "Todas as terríveis experiências acabaram. Estou com você para sempre. Nada pode machucá-lo."

O homem brinca com a vida como criança, mas sua mente se fortalece quando ele luta contra doenças e dificuldades. Qualquer coisa que enfraqueça a mente é seu maior inimigo, e tudo o que a fortaleça é seu refúgio. Ria das dificuldades que surgirem. (...) Saiba que, no Senhor, você é eterno."

(Paramahansa Yogananda - Viva sem Medo - Self-Realization Fellowship - p. 10)


A TEOSOFIA NO LAR (1ª PARTE)

"O que é a família à luz das verdades teosóficas? A família é um ponto de encontro de almas, com o objetivo de se ajudarem reciprocamente no caminho da perfeição. Nenhum indivíduo chega a uma família, simplesmente, por acaso. Os mais velhos e os mais jovens, os donos da casa e os seus auxiliares, os hóspedes e até os próprios animais domésticos encontram-se reunidos numa família, porque cada um desses seres deve ajudar os demais e necessita, por sua vez, do auxílio deles. No Plano Divino, nada existe que se pareça com o que denominamos sorte; todos os indivíduos de uma família fazem parte dela, por um longo ou curto período, porque podem cooperar para o bem-estar dos demais membros. Cada um tem um papel definido na família, e o desenvolvimento de sua alma está condicionado à maneira como desempenhar esta missão, utilizando o máximo de sua capacidade. O lar é um lugar de crescimento e o lar ideal é aquele em que as condições são tais que permitam aos que nele habitam atingir sua perfeição, o mais rapidamente possível.

No lar existem vários aspectos da vida e cada um deles é afetado pelos princípios teosóficos. O que pode dizer a Teosofia, com referência às relações que existem entre os pais e os filhos, entre o marido e a mulher, entre o dono da casa e os empregados, entre o anfitrião e o hóspede?

Analisemos, em primeiro lugar, a relação entre pais e filhos. A criança possui uma dupla natureza: em primeiro lugar, como uma alma e, em segundo, como um corpo. Os pais proporcionam somente o corpo; a alma da criança vive sua vida independentemente e toma posse desse corpo somente porque espera evoluir através dele. É apenas em relação ao corpo da criança que os pais são os mais velhos; mas, como alma, ela é igual a seus pais, e, em muitas ocasiões, mais preparada, mais evoluída, mais sábia que eles. Portanto, a criança não pertence a seus pais; eles são apenas os guardiões de seu corpo, enquanto a alma não puder dirigi-lo plenamente durante a infância e a adolescência.

As palavras "meu filho" não lhes dão direito algum sobre o destino da criança, mas apenas o privilégio de colaborar na evolução de uma alma irmã. À medida que os pais evoluem, aprendendo a auxiliar os seus semelhantes, uma alma irmã lhes é enviada como filho.

Durante o tempo da infância, o dever dos pais é ajudar a alma da criança a dominar plenamente o seu corpo e capacitá-la assim a cumprir sua missão. Essa alma traz muitas experiências de vidas passadas e ela está se preparando para um grande trabalho no futuro distante. Ela nasce numa determinada família, porque esse ambiente é ao mesmo tempo o que ela merece e o que vai lhe proporcionar as experiências necessárias a seu desenvolvimento. O dever dos pais é ajudar a criança a adquirir essas experiências. (...)"

(C. Jinarajadasa - Teosofia Prática - Ed. Teosófica, Brasília - p. 11/13


domingo, 7 de julho de 2013

CONCENTRAÇÃO: A CHAVE DO ÊXITO

"A falta de concentração é a causa básica de muitos fracassos na vida. A atenção é como o facho de luz de um farol. Quando ele se espalha sobre uma área muito grande, sua capacidade de iluminar determinado objeto é pequena; mas ele se intensifica quando focalizado num único objeto de cada vez. Os grandes homens são homens com forte poder de concentração. Aplicam a mente inteira a uma só coisa de cada vez.

Deve-se conhecer o método científico de concentração por meio do qual se pode desligar a atenção dos objetos de distração e focalizá-la sobre uma determinada coisa de cada vez. Pelo poder da concentração, o homem é capaz de usar o poder inenarrável da mente para conseguir o que deseja, bem como para fechar todas as portas através das quais o fracasso poderia entrar. Muitas pessoas pensam que suas ações têm de ser ou apressadas ou lentas. Não é verdade. Se mantiver a tranquilidade com intensa concentração, você executará todos os deveres na velocidade correta.

A pessoa tranquila tem todos os seus sentidos totalmente identificados com o meio ambiente em que se insere. A pessoa inquieta nada percebe; por conseguinte, envolve-se em dificuldades com ela própria e com os outros, criando uma série de mal entendidos. (...) Nunca mude o centro de sua concentração da calma para a inquietude. Só desempenhe as atividades com concentração. Focalize sempre toda sua mente no que quer que esteja fazendo, mesmo que seja algo pequeno e aparentemente sem importância. Aprenda, também, a manter sua mente flexível, a fim de poder transferir o foco de sua atenção de um momento para outro. Mas, acima de tudo, faça tudo com cem por cento de concentração. 

A maioria das pessoas faz tudo com a atenção dividida. Não empregam mais do que um décimo de sua atenção. É por isso que não têm poder de alcançar o êxito. (...) Faça tudo com o poder da atenção. A plena força desse poder obtém-se por meio da meditação. Quando você usa esse poder de concentrar-se, que é de Deus, pode aplicá-lo a qualquer coisa e obter êxito."

(Paramahansa Yogananda - Onde Existe Luz - Self-Realization Fellowship - p. 67/69)