OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O PODER DO AMOR (1ª PARTE)

"Annie Besant, a segunda Presidente da Sociedade Teosófica internacional, era uma grande escritora e conferencista. Ela era uma pessoa muito dinâmica, com uma marcante presença pública, tendo inclusive trabalhado junto com Gandhi na campanha de Libertação da Índia. Besant defendia causas que não eram muito populares, como o controle da natalidade, os direitos das operárias, os direitos dos intocáveis e outras causas sociais. Durante uma fase de sua vida ela sofreu uma perseguição implacável de uma jornalista. Por alguma razão incompreensível, esse escritor realizou uma persistente campanha de difamação contra ela. Ele a criticava de forma virulenta em jornais e periódicos. Ela tentava rebater, tentava se defender, mas não conseguia.

Um dia Besant percebeu a inutilidade de tentar responder a crítica com crítica, rancor com rancor, quando percebeu o que estava acontecendo, pegou um retrato desse jornalista, colocou-o em sua mesa de cabeceira e todo dia, em sua meditação matinal, ela mirava o retrato e enviava pensamentos de paz ao jornalista. Em pouco tempo a agressividade do homem foi se dissipando e o seu comportamento mudou completamente. Ele passou a admirá-la, tornando-se em seguida um amigo. A força do amor foi capaz de reverter completamente a atitude negativa."

(Eduardo, Weaver - Da mente condicionada para a luz - Revista Sophia, Ano 8, nº 31 - Ed. Teosófica, Brasília - p. 14)


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

NIRVANA

"A palavra Nirvana significa, literalmente, extinguir. A extinção de todas as ações do eu pequeno é o caminho para esse grande desconhecido que é o Nirvana. Na terminologia da ioga ele é descrito como o silenciar dos movimentos da mente, pois a mente é a criadora do pequeno eu pessoal. Alcançar o Nirvana não é tornar-se algo, mas eliminar o egoísmo. A filosofia Vedanta assinala que Brahman, ou o verdadeiro Ser, não pode ser encontrado através da busca nem da tentativa de adquirir algo, seja conhecimento ou qualquer outra coisa.

Brahman é encontrado através da negação, da rejeição de tudo o que é falso. A falsidade se expressa nos movimentos da mente, que se baseia na noção, limitada ou ampla, de sobrevivência e de segurança. É também o movimento da busca de prazer. A negação total da sobrevivência e do prazer é o abandono do eu ao não-eu, do ser ao não-ser. Uma vez que cada um tem que negar seu próprio pequeno eu e descobrir o grande Não-eu, o autoconhecimento não pode ser obtido de outra pessoa. Não pode ser alcançado através de informações obtidas em livros. Cada pessoa tem que fazer seu próprio trabalho, e tem de fazê-lo diariamente."

(Radha Burnier - O Caminho do Autoconhecimento - Ed. Teosófica, 2000 - p. 87/90)


COMO CULTIVAR O AMOR DIVINO (PARTE FINAL)

"(...) No ser humano, a alegria origina-se no cérebro, no centro sutil de consciência divina que os iogues denominam sahasrara, ou lótus de mil pétalas. Entretanto, o genuíno sentimento de alegria não é experimentado na cabeça, e sim no coração. Da sede da consciência divina no cérebro, a alegria desce para o centro cardíaco,² e aí se manifesta. Essa alegria vem da bem-aventurança divina – o atributo essencial e supremo do Espírito.

Embora possa nascer em razão de certas condições externas, a alegria não está sujeita a condições; frequentemente, aparece sem nenhuma causa material. Às vezes, você acorda, ‘andando nas nuvens’ de tanta alegria, mas não sabe por quê. E quando está no silêncio da meditação profunda, a alegria borbulha de seu íntimo, sem ter sido despertada por estímulos externos. A alegria da meditação é extasiante. Quem nunca entrou no silêncio da verdadeira meditação não conhece a alegria pura. 

Ficamos muito felizes quando satisfazemos um desejo; contudo, quando somos jovens, muitas vezes sentimos uma felicidade, repentina, como se viesse do nada. A alegria se expressa sob certas condições, mas não é por elas criada. Assim, quando alguém ganha mil dólares e exclama ‘Que felicidade!’, a condição de receber mil dólares serviu apenas como o golpe de uma picareta para liberar uma fonte de alegria do reservatório oculto de bem-aventurança interior. Da mesma forma, na experiência humana, normalmente são necessários certos fatos para trazer o júbilo à tona, mas a alegria em si é o estado perene da alma. O amor também é inerente à alma, mas é secundário em relação à alegria; não poderia existir amor sem alegria. Você consegue imaginar isso? Não, porque a alegria vem junto com o amor. Quando falamos do sofrimento do amor não correspondido, estamos falando de um anseio não realizado. A verdadeira experiência de amar é sempre acompanhada da alegria."

² Chakra anahata, o centro dorsal sutil; sede dos sentimentos, centro do controle de vayu, o elemento vibratório do ar, uma das manifestações da vibração criadora de Om. A vida e a consciência do homem se perpetuam pela força e pela atividade na ‘árvore da vida’, cujo tronco são os sete centros sutis localizados na coluna vertebral e no cérebro. Daí vem o poder para desempenhar todas as funções e capacidades fisiológicas e psicológicas do ser humano. Devido ao seu centro comum de origem, algumas experiências espirituais e psicológicas estão ligadas a processos fisiológicos. Por exemplo, existe uma conexão definida entre a função fisiológica cardíaca e o centro espiritual sutil do sentimento, localizado no coração. Trabalhando juntos, eles expressam a grande emoção do amor, tanto humano quanto divino.

(Paramahansa Yogananda – O Romance com Deus – Self-Realization Fellowship – p. 04/05


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O PROPÓSITO DA VIDA

"Todos nós nos perguntamos, em certo ponto, por que fomos postos no mundo e qual é o propósito da vida. É claro que existem várias visões sobre este assunto e vamos citar apenas três possibilidades.

A primeira é a visão humanista, que afirma que você deve fazer todo o possível para atingir seu pleno potencial, que deve lutar para ser o melhor que puder. Em segundo lugar, os fundamentalistas afirmam que o propósito e a razão supremos do Homem, para viver, é glorificar seu Criador. A terceira, como ensinaram e demonstraram, com seus exemplos, muitos grandes líderes através da história, é servir seus semelhantes. Jesus de Nazaré, Buda, Maomé, Madre Tereza e Albert Schweitzer são exemplos de pessoas que dedicaram suas vidas ao serviço dos outros. 

Qualquer que seja a visão de sua preferência, existe muita sinergia e consistência em todas essas abordagens. Pode-se argumentar que servir os outros é o maior desafio aos talentos e habilidades individuais. Também é útil glorificar nosso Criador trabalhando com as pessoas e ajudando-as a sair da pobreza, do desespero e das fraquezas humanas tão comuns no mundo de hoje. 

Quer você acredite que seu propósito na vida é atingir seu pleno potencial, glorificar nosso Criador ou servir aos outros, ele somente poderá ser alcançado através de sacrifício pessoal, esforço persistente e relações cooperativas com os outros. Você precisa encontrar alguma coisa maior e mais nobre que você, uma causa que agite suas emoções como nenhuma outra. Cada um de nós deve lutar para tornar este mundo um lugar melhor que aquele que encontramos. E cada um de nós deve decidir que contribuições podemos fazer."

(In: Pense Como um Vencedor, dr. Walter Doyle Staples, Editora Pioneira, 1995 - A Essência da Felicidade - Ed. Martin Claret, São Paulo, 2002 - p. 41/42)


COMO CULTIVAR O AMOR DIVINO (1ª PARTE)

"O mundo como um todo tem esquecido o verdadeiro significado da palavra amor. Este sentimento tem sido tão desvirtuado e crucificado pelo ser humano que pouquíssimas pessoas sabem o que é o verdadeiro amor. Assim como o óleo está presente em todas as partes da azeitona, também o amor permeia todas as partes da criação. Mas definir o amor é muito difícil, pela mesma razão que as palavras não podem descrever plenamente o gosto de uma laranja. Você precisa provar a fruta para sentir seu sabor. Assim é com o amor. Todos já provaram alguma forma de amor no coração; portanto, sabem um pouco como é, mas ainda não entenderam como desenvolvê-lo e purifica-lo, expandindo-o em amor divino. No início da vida, existe uma centelha do amor de Deus na maioria dos corações. Entretanto, esta centelha geralmente se perde, porque o homem não sabe como cultivá-la.

Muitas pessoas nem acham necessário analisar o amor. Reconhecem-no como o sentimento que têm por parentes, amigos ou outras pessoas por quem sintam forte atração. Mas há muito mais além disso. O único modo que encontro para descrever o amor é falar de seus efeitos. Se você pudesse sentir uma partícula mínima do amor divino, seria tão grande sua alegria – tão arrebatadora – que não conseguiria contê-la.

Pense bem no que estou dizendo. A satisfação do amor não está no sentimento em si, e sim na alegria que traz. O amor dá alegria. Amamos o amor porque nos dá essa felicidade tão inebriante. Assim, ele não é o ponto final: o final supremo é a bem-aventurança. Deus é Sat-Chit-Ananda, a Bem-aventurança sempre-existente, sempre-consciente e sempre-nova. Como almas, somos Sat-Chit-Ananda individualizada. ‘Da Alegria viemos na Alegria vivemos e temos nosso ser, e na sagrada Alegria um dia nos dissolveremos novamente.’¹ Todas as emoções divinas – amor, compaixão, coragem, autossacrifício, humildade – não teriam sentido sem a alegria. A Alegria significa júbilo, uma expressão da Bem-aventurança suprema. (...)"

¹ Taittirya Upanishad 3-6-1.

(Paramahansa Yogananda – O Romance com Deus – Self-Realization Fellowship – p. 03/04