OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


quarta-feira, 4 de junho de 2014

LIBERDADE DE OPOSTOS (2ª PARTE)

"(...) Mas, profundamente no homem, há uma natureza que não sofre do jogo de opostos – esta é uma distinção fundamental entre aquela natureza que pode ser chamada espiritual e a natureza nele atualmente tão evidente que se modela no jogo de forças no campo da matéria. A natureza humana que reflete a mente do homem, como a vemos pode ser governada pelas leis da matéria, da ação, que é de fato reação, ou ela pode refletir a natureza do Espírito. Essas são as duas possibilidades. Uma delas vivenciamos na nossa ignorância, mas há também a outra possibilidade que torna a vida totalmente diferente para aquele que a compreende.

Os opostos na natureza têm o seu lugar, mas existem também os opostos aparentes que são na verdade complementares, como masculino e feminino, forças positivas e negativas, emoção e intelecto, terra e céu. Espírito e matéria constituem um par deste tipo. São opostos enquanto a verdadeira relação entre eles não for percebida, e as forças que representam não estiverem harmonizadas naquela natureza do homem que tem algo de ambos. Quando aquela natureza torna-se harmonizada, ela age com um equilíbrio que é uma mescla de opostos aparentes. Por exemplo, pode existir em alguém uma mescla perfeita de força e de afabilidade, embora cada uma dessas qualidades pareça muito diferente uma da outra. A natureza em que se mesclam perfeitamente é a natureza espiritual.

Quando usamos a palavra ‘espiritual’, não deveria haver qualquer noção fantasiosa sobre ela. Ela não significa algo distanciado da vida, aberto a diferentes interpretações por mentes diferentes. Refere-se a algo que existe de forma absoluta. Pode-se saber do que se trata apenas através das qualidades que manifesta. Para obter a verdadeira compreensão de algo, será necessário olhar para os fatos envolvidos, evitando ideias que são meras projeções a partir de uma base de ignorância. (...)"

(N. Sri Ram - Em busca da Sabedoria – Ed. Teosófica, Brasília, 1991 - p.32/39)


terça-feira, 3 de junho de 2014

O OBJETIVO DO IOGA

"Ioga é ao mesmo tempo religião, ciência e arte, já que tem a ver com ser (sat) e saber (jnana). O objetivo do ioga, no entanto, está além desses três, e também além de qualquer dos opostos que possa implicar. (...)

Alcançar o objetivo do Ioga requer a transformação do ser humano da forma natural e atual para uma forma perfeita e real. (...) Geralmente, a pessoa é escrava das forças mecânicas da Natureza e todas suas ações são determinadas pela lei do Karma, a lei da ação e reação. No entanto, por meio do Ioga, a pessoa pode tornar-se samkrita (literalmente, bem informada, culta, refinada), não mais estando à mercê das forças e inclinações naturais.

O procedimento do Ioga corresponde o significado básico da palavra educação: ajuda a extrair o que na verdade já está em nós, mas que não era percebível sob a forma inculta. O desenvolvimento progressivo da pessoa verdadeira (purusha) no aspirante assemelha-se à libertação de uma figura extraída da pedra informe. Empreender uma tarefa como o Ioga envolve a pessoa como um todo, resultando numa remodelagem da mente, do corpo e das emoções – Em suma, num novo nascimento. Deferentemente da escultura, a modelagem envolvida no Ioga é essencialmente de dentro para fora, pois o iogue é o artista, a pedra e as ferramentas. Mas a pessoa não cria o estado de liberdade; se está devidamente preparada e não insiste em possuir e controlar tudo, ela pode permitir que venha à superfície, e o possua, aquilo que está profundamente no interior."

(Ravi Ravindra - O objetivo do Ioga - Revista Theosophia - Pub. da Sociedade Teosófica no Brasil, ano 100, Outubro/Novembro/Dezembro - p. 13)

LIBERDADE DE OPOSTOS (1ª PARTE)

"A expressão ‘Caminho do Meio’, usada nos ensinamentos budistas, foi interpretada como um caminho da vida que evita os excessos do ascetismo e da automortificação de um lado, e a indulgência na busca de prazeres na luxúria, de outro. Possivelmente Buda referiu-se às condições que havia na Índia no Seu tempo e usou a expressão principalmente com referência a elas. Mas ela é susceptível de um significado muito mais amplo. Os extremos mencionados representam um par de opostos. O Gitᾱ menciona outros e fala no transcender de todos os pares de opostos. Cada oposto em qualquer par realmente produz o outro. Este fato é destacado por Platão em um dos Diálogos. Uma pessoa que irá a um extremo, após algum tempo, tenderá a deslocar-se ao extremo oposto. A partir de uma ação violenta, que com certeza experimentar-se-á, surgirá uma repercussão que levará na direção oposta. Com efeito, cada oposto sutilmente oculta a natureza do outro.

Tomemos um exemplo: o tipo de coragem que é induzido na pessoa pela autossugestão ou pela simulação de um semblante exageradamente destemido, realmente constitui uma máscara de medo. Como você tem medo, no seu íntimo você se reveste de ares que sugerem o oposto do medo. Esta coragem aparente não dura muito. (...)

O fato é que toda a natureza é governada pela lei da ação e reação, e todas as leis com as quais estamos familiarizados são mecânicas. A natureza movida por esse jogo mecânico está sujeita a forças alternantes e contrárias; e assim também é a natureza humana. Cada partícula elementar que foi descoberta tem a sua contraparte ou oposto. As forças que constituem estas partículas parecem estar sujeitas às mesmas leis mecânicas. (...)”

(N. Sri Ram - Em busca da Sabedoria – Ed. Teosófica, Brasília, 1991 - p.32/39)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

AMOR - A RESPOSTA SUPREMA

"O amor é a resposta suprema. O amor não é uma abstração, e sim energia verdadeira, ou uma gama de energias que você pode 'criar' e manter em seu ser. Simplesmente aja com amor. Você começará a tocar Deus dentro de si mesmo. Sinta-se amoroso. Dê expressão ao seu amor.

O amor dissolve o medo. Não se pode ter medo quando se sente amor. Uma vez que tudo é energia e o amor abrange todas as energias, tudo é amor. Este é um forte indício da natureza de Deus.

A pessoa que tem amor e é isenta de medos, é capaz de perdoar. É capaz de perdoar aos outros e a si mesma. Passa a se ver na perspectiva correta. Culpa e rancor são reflexos do mesmo medo. O sentimento de culpa é um rancor mais sutil dirigido para dentro. O perdão dissolve a culpa e o rancor, que são emoções desnecessárias e danosas. Perdoe. Perdoar é um ato de amor.

O orgulho pode ser um empecilho para o perdão. O orgulho é uma das manifestações do ego. O ego é uma personalidade transitória e falsa. Você não é o seu corpo. Não é o seu intelecto. Não é o seu ego. É maior do que tudo isso. Você precisa do ego para sobreviver no mundo tridimensional, mas precisa somente daquela parte do ego que processa informações. O resto - orgulho, arrogância, defensividade, medo - é mais do que inútil. O resto do ego nos separa da sabedoria, da alegria e de Deus. Você deve transcender o seu ego e descobrir o seu verdadeiro ser. O verdadeiro ser é a parte permanente, a parte mais profunda de você. É sábia, amorosa, segura e cheia de alegria.

O intelecto é importante no mundo tridimensional, mas a intuição é mais importante."

( Brian Weiss - Só o Amor é Real - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 1996 - p. 87)
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A MENTE UNIVERSAL

"Para entender melhor o que chamo de Mente Universal, vamos visualizá-la como um enorme lago translúcido. Penso na mente individual como um peixe nadando neste lago. O peixe depende do ambiente em que habita e é afetado por ele. Os pensamentos são como ondulações na água. Cada ondulação origina-se no lago e é parte da água, mas cada uma delas é também singular e individual. Cada ondulação afeta cada peixe, e assim afeta também o lago inteiro.

A Mente Universal não conhece fronteiras ou limites, e qualquer pessoa pode usá-la. Já lhe aconteceu de estar assistindo a um programa de televisão e pensar 'Eu tive esta ideia há um ano'? É muito frequente as pessoas terem a mesma ideia ou projeto, independentemente umas das outras. Por quê? Porque a pessoa criativa ligou-se à Mente Universal e puxou para sua mente individual aquela inspiração em particular. As ideias são apenas sensações impressas profundamente em nós. Uma vez percebidas, podemos agir. Em outras palavras, nossos impulsos criativos são vibrações da Mente Universal.

Quando vim para Los Angeles, meu objetivo era escrever para cinema e televisão. Um dia acordei com a ideia incrível para um roteiro. Achei que era uma ideia tão original que não a contei para ninguém. Terminei o roteiro e o mandei para vários estúdios. Recebi a mesma resposta de todos: havia três outros roteiros cuja ideia básica era igual à minha. Fiquei arrasado. Minha ideia especial que eu tinha me esforçado tanto para esconder havia surgido também na mente de três completos estranhos.

Este surgimento uníssono de ideias é tão genuíno quanto o ar que respiramos ou o calor do sol que sentimos. Em um nível global, todos compartilhamos as emoções ou sensações uns dos outros. Assim como o mesmo sol brilha para todas as pessoas, compartilhamos todos uma condição comum. Compartilhamos os sentidos: sentimos, vemos, ouvimos, tocamos, rimos e choramos. Compartilhamos a energia da Força de Deus. O mundo seria certamente um lugar melhor se pudéssemos pensar em todas as pessoas como seres espírituais, e se compartilhássemos com bondade e solidariedade nossos caminhos terrenos."

(James Van Praagh - Em Busca da Espiritualidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 18)
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