OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sexta-feira, 4 de julho de 2014

CONCENTRE-SE NA CORAGEM PARA ARRANCAR O MEDO DE DENTRO DE VOCÊ

"Cultivamos o medo do fracasso ou da doença quando remoemos pensamentos desse tipo na mente consciente até que eles se enraízem na subconsciência e, por último, na superconsciência. Então, o temor enraizado na superconsciência e na subconsciência começa a germinar e a preencher a mente consciente com plantas de medo, que não são tão fáceis de destruir como teria sido o pensamento original, e essas plantas, cedo ou tarde, produzem frutos venenosos e mortais.

Se você não conseguir erradicar, pela vontade consciente, o medo de doença ou de fracasso que o persegue, desvie continuamente a sua atenção absorvendo-se na leitura de livros interessantes; ou procure distrações inofensivas. Assim, a mente deixará de se amedrontar. A seguir, faça a mente pegar as pás dos diferentes dispositivos mentais para arrancar do solo da vida diária as raízes do fracasso e da doença.

Arranque-as de dentro de você concentrando-se energicamente na coragem e levando a consciência para a absoluta paz divina interior. Quando você for capaz de, psicologicamente, arrancar a qualidade negativa do medo, desvie sua atenção para métodos positivos que  lhe permitam adquirir prosperidade e saúde."

(Paramahansa Yogananda - Viva Sem Medo -Self-realization Fellowship - p. 17/18)


quinta-feira, 3 de julho de 2014

O CORPO PITUITÁRIO E A GLÂNDULA PINEAL

"Temos dois órgãos muito conhecidos no corpo físico, o corpo pituitário (ou hipófise) e a glândula pineal (ou epífise), situados no interior do cérebro e cuja função os fisiólogos muito pouco conhecem. Esses órgãos, que são considerados rudimentares pelo biólogos, teriam tido sua função nos primitivos estágios da evolução e no presente têm o papel secundário de fornecer certas secreções para o crescimento e conservação do corpo físico. A função real desses órgãos, de grande importância nos futuros estágios da evolução humana, é conhecida somente dos ocultistas.

O corpo pituitário é o órgão que serve como válvula para a transmissão de vibrações pertencentes aos planos de intuição e do mental superior ao cérebro físico; sendo sua vivificação parte do treinamento pelo qual tem que passar todo estudante avançado de Ocultismo prático. Esta vivificação permite o contato direto com o Ego superior, mas esta tarefa somente poderá iniciar quando o estudante estiver sob a instrução direta de um Mestre de Sabedoria, após ter subjugado o seu eu inferior, aí então será prudente trazer ao cérebro as forças dos planos superiores.

A glândula pineal é o órgão de transmissão do pensamento e sua vivificação capacita o homem a enviar qualquer pensamento de seu cérebro para o de outrem. Um pensamento pode enviar-se diretamente de um corpo mental ao de outrem no plano mental ou mesmo pode enviar-se desde o corpo mental, via corpo emocional, para o cérebro físico, onde poderá produzir vibrações no éter contido na glândula pineal. Estas vibrações viajam através do éter físico e quando chegam ao cérebro físico do receptor despertam vibrações similares, exatamente pelo mesmo princípio sob o qual funciona um telefone. A vantagem deste método de transmissão, em relação ao anterior, é que as vibrações chegam diretamente ao receptor no cérebro físico e não existe a possibilidade de que o pensamento seja distorcido e mal compreendido em seu descenso do plano mental."

(I.K. Taimni - O Corpo Pituitário e a Glândula Pineal - Revista Theosophia, Ano 95, julho/agosto/setembro/2006 - p. 67)


NÃO SOMOS O RESULTADO DE UMA CASUALIDADE CEGA

"Não somos o resultado de uma casualidade cega, e sim uma criação altamente inteligente. Portanto, é lógico imaginar que fomos criados por uma inteligência muito maior. Não há menor dúvida quanto a isso. Certamente, um Deus inteligente não nos colocaria na Terra, com tantas desigualdades, sem oferecer oportunidades iguais de rejeitar o mal e manifestar o bem. Ele teria que nos dar tempo de praticar a bondade e de colher as bênçãos da ação correta. Se só há uma vida, de que adiantam as escrituras sagradas ou as leis divinas? Onde estariam o amor e a justiça de Deus se o paraíso estivesse reservado a uns poucos escolhidos e se os que erram estivessem destinados ao interminável fogo do inferno? A divina lei da reencarnação mostra que, quando uma pessoa é má - e ninguém pode ser tão completamente mau a ponto de ser impedido, para sempre, de entrar no reino de Deus - sempre tem a chance de resgatar o mal feito ao seguir o bom caminho. O mal é como um enxerto: não é uma qualidade permanente no ser humano, pois todos somos filhos de Deus. Todas as noites Deus o faz recordar durante o sono que você não é o corpo humano nem seus hábitos. Você é livre e feliz. O objetivo da reencarnação é proporcionar ao ser humano a oportunidade de realizar todos os seus desejos e de dar vazão a tudo o que quiser expressar, até perceber sua verdadeira natureza como filho de Deus, compreendendo que a reunião com o Criador é o verdadeiro propósito de toda busca, o Objetivo de toda a humanidade. 

Buscamos a religião porque queremos eliminar o sofrimento para sempre. Os métodos mundanos não são a resposta. Deus é a resposta; a verdadeira religião que promove a realização divina é a resposta. Está na hora de acordar: empunhe a espada da sabedoria e despedace os maus hábitos. Quase todos conhecem a história bíblica dos servos que pararam de trabalhar quando o amo se ausentou. Apenas um continuou cumprindo seus deveres. Quando o amo retornou inesperadamente e viu o que ocorrera, despediu todos os empregados, recompensando o que continuara a cumprir suas responsabilidades. Portanto, lembre-se: o Senhor se ausentou por certo período, mas disse: 'Voltarei e verei se fizeram seu trabalho ou não. Verei se os encontro dormindo ou criando desejos materiais, ou se estão dedicando os devidos cuidados à casa da vida que deixei sob sua responsabilidade.'"

(Paramahansa Yogananda - O Romance com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 278/279)


quarta-feira, 2 de julho de 2014

O MUNDO IDEAL

"As Escrituras hindus ensinam que o homem é atraído para este planeta específico a fim de aprender, e aprender melhor em cada vida sucessiva, os infinitos modos em que o espírito pode, não só expressar-Se através das condições materiais, mas também dominá-las. O Oriente e o Ocidente estão aprendendo esta grande verdade de maneiras diferentes e deveriam compartilhar de bom grado suas descobertas. Acima de qualquer dúvida, agrada ao Senhor que Seus filhos terrenos se esforcem para que o mundo chegue a uma civilização livre de pobreza, doença e ignorância da alma. O esquecimento, pelo homem, de seus recursos divinos (resultado do mau uso de seu livre-arbítrio) é causa primeira de todas as outras formas de sofrimento.

Os males atribuídos a uma abstração antropomórfica chamada 'sociedade' podem ser imputados, mais realisticamente, a cada homem. A Utopia deve brotar em cada peito humano, antes que possa florescer em virtude cívica, pois as reformas internas conduzem naturalmente às externas. Um homem que reformou a si mesmo reformará milhares.(...)"

(Paramahansa Yogananda - Autobiografia de um Yogue - Ed. Lótus do Saber, Rio de Janeiro, 2001 - p. 524)
http://www.omnisciencia.com.br/livros-yogananda/autobiografia-de-um-iogue.html


MUDANÇA DE DIREÇÃO

"A unidade de vida, o homem, ao olhar para fora dos sentidos do corpo, vê as coisas que deseja. Isso o leva a trabalhar, a se esforçar para obtê-las, a mover-se na direção delas. Suponha que ele seja atraído pela riqueza. Ele a deseja. Trabalha por ela. Esforça-se e move-se na direção dela. Talvez ele faça isso por muitas vidas. Agindo dessa maneira, ele está formando uma quantidade de movimento cada vez maior na direção da riqueza, pois a natureza dá ao homem aquilo pelo qual ele se esforça. Porém, quando ele a obtém, descobre que ela não lhe proporciona a felicidade que esperava. Ele deixa de se mover e de se esforçar na direção da riqueza. Pode continuar a se mover sem esforço, arrastado por seus esforços passados, mas seus desejos serão, em breve, atraídos por alguma outra meta e ele começará a tentar se mover nessa nova direção. Contudo, todo o seu esforço passado, durante um longo período, acumulou uma quantidade de movimento na direção da riqueza e isso o mantém em movimento naquela direção até que, após uma longa luta e impulso contra as circunstâncias que parecem frustrar todo o seu esforço em se mover na nova direção, finalmente ele interrompe o movimento e se vê livre para mover-se em outra direção. Se essa analogia é válida, essas forças não são absolutamente iguais; na realidade são as forças que ele próprio gerou e a que agora está se opondo. Quanto mais fortemente ele se esforçar em deter a bola e mover-se na direção da nova meta, tanto mais violento será seu conflito com essas forças do passado e tanto mais rapidamente elas serão dominadas. Aquele que crê no karma diria que ele está realizando o seu karma.

A alteração da meta do indivíduo na vida geralmente se dá em função de uma meta mais nobre e ocorre após algum tipo de ‘revelação’ ou expansão da consciência. É, então, em virtude da natureza das coisas que ele tenta se mover numa nova direção e se depara com as forças que gerou anteriormente, forças que podem ser denominadas de seu karma. (...)"

(Virginia Hanson - Karma, A Lei Universal da Harmonia – Ed. Pensamento, São Paulo, 1991 - p. 137/138)