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Mostrando postagens com o rótulo fuga

AS AFLIÇÕES

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"A aflição do vício chama-se delinquência. A criatura começa experimentando pequena porção de droga, aumentando gradativamente. Em pouco tempo, pode estar roubando para sustentar o vício. É um sofrimento. A aflição da agressividade chama-se cólera, e a cólera faz mal para a pessoa que a produz - prejudica o fígado, ataca o estômago e afeta o sistema nervoso. A aflição do crime chama-se remorso, porque ninguém foge da própria consciência. A aflição do fanatismo chama-se intolerância. A aflição da fuga, chama-se covardia. A aflição da leviandade chama-se insensatez. A aflição da inveja chama-se despeito, pois o invejoso sofre tanto que, antes de tudo, não consegue mais reconhecer valor no que ele tem, ou seja, não consegue ser feliz com aquilo que já conquistou, o que representa sofrimento. A aflição da indisciplina chama-se desordem Há criaturas que são tão indisciplinadas que a vida delas é uma total desordem. Elas não conseguem sequer chegar no horário de um compromisso. Nunca en...

FUGIR DA TRISTEZA

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"Sentimos a tristeza de formas diferentes no relacionamento, na morte de alguém, na falta de sucesso na vida, quando tentamos nos tornar algo, mas fracassamos. Além disso, há problema da tristeza que afeta o aspecto físico: doenças, cegueira, incapacidade, paralisia etc. Essa coisa extraordinária chamada tristeza está por toda parte (com a morte esperando à espreita). Não sabemos como enfrentar a tristeza, então ou a adoramos, a racionalizamos ou tentamos fugir dela. Se você for a qualquer igreja cristã, vai descobrir que a tristeza é adorada: transformam-na em algo extraordinário, sagrado, e dizem que apenas por meio dela, do Cristo crucificado, é possível encontrar Deus. No Oriente eles têm suas próprias formas de evasão, outras maneiras de evitar a tristeza, e me parece uma coisa extraordinária que tão poucos, no Oriente ou no Ocidente, estejam realmente livres da tristeza.  Seria maravilhoso se no processo de escuta - sem sentimentalismo conseguíssemos realmente entender a tri...

COMO ENFRENTAR A DOR DOS PADRÕES DESTRUTIVOS - A DOR DA INSATISFAÇÃO

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"Agora, meu amigo, quando você se depara com essa dor, é ela realmente apenas a dor que você experimentou um dia quando criança? Será essa realmente a frustração que a criança sofreu por causa dos pais e nada mais? Não, isso não é inteiramente correto. É verdade que essa dor e essa frustração originais afetaram a flexibilidade da sua psique, sua capacidade de adaptação, e assim o tornaram incapaz de lidar com elas. Esses eventos fizeram com que você lhes virasse as costas e procurasse por 'soluções' insatisfatórias. Mas a dor que você experimenta agora é muito mais a dor presente da insatisfação, causada pelos seus padrões improdutivos. Você não pode distinguir isso conscientemente e não pode sequer ter consciência da dor infantil original. Pode ser preciso muito tempo e muita auto-observação para chegar mesmo a distinguir a dor. Depois que o fizer, você verá que a dor mais aguda é o seu desespero com a sua vida e com você mesmo agora, e não no passado. Este é importante s...

COMO ENFRENTAR A DOR DOS PADRÕES DESTRUTIVOS - A DOR DA MUDANÇA

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"Você poderia esperar, ao atravessar esse importante limiar, que os padrões novos e construtivos pudessem substituir imediatamente os antigos padrões destrutivos. Tal expectativa não é realista e não corresponde à verdade. Os padrões construtivos não podem ter uma base sólida antes que você experimente e atravesse a dor e a frustração originais e tudo aquilo do que você fugia. Essa coisa à qual você virou a face tem que ser encarada, sentida, experimentada, compreendida. Você tem que lidar com ela, tem de chegar a um acordo e assimilá-la antes que o que é doentio e não realista seja dissolvido, antes que o que é imaturo amadureça e que as forças sadias, mas reprimidas, sejam trazidas para os seus canais próprios de forma que operem de maneira construtiva para você. Quanto mais você adia esse doloroso processo, mas difícil e demorado ele será quando você finalmente estiver pronto para passar da infância para a idade adulta. A dor desse processo é uma dor saudável de crescimento e a...

ENTENDENDO O SOFRIMENTO

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"Por que somos insensíveis ao sofrimento do outro? Por que somos indiferentes ao trabalhador braçal que carrega algo pesado, à mulher que carrega um bebê? Por que somos tão insensíveis? Para entender isso, precisamos entender por que o sofrimento nos torna entorpecidos. Certamente, é o sofrimento que nos torna insensíveis. Porque é por não entender o sofrimento que nos tornamos indiferentes a ele. Se eu entendesse o sofrimento, então me tornaria sensível a ele, estaria alerta para tudo, não apenas para mim mesmo, mas para as pessoas à minha volta - meu cônjuge, meus filhos, um animal, um mendigo. Mas não queremos entender o sofrimento, e essa fuga nos torna entorpecidos, e, consequentemente, insensíveis. A questão é que esse sofrimento, quando não entendido, entorpece a mente e o coração. Não entendemos o sofrimento porque queremos fugir dele, por meio do guru, de um salvador, de mantras, de reencarnação, das ideias, da bebida e de qualquer outro tipo de vício - tudo para fugir ...

SIGNIFICADO DA DOR E DO SOFRIMENTO (1ª PARTE)

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"P E R G U N T A : Qual é o significado da dor e do sofrimento ?  K R IS H N A M U R T I: Quando sofreis, quando sentis dor, qual é o significado disso? A dor física tem seu significado, mas provavelmente queremos referir-nos à dor e ao sofrimento psicológicos, que têm um significado inteiramente diverso, em níveis diversos. Qual é o significado do sofrimento? Por que desejais achar o significado do sofrimento? Não quero dizer que ele não tenha significado - mas vamos averiguá-lo. Mas, por que quereis achá-lo? Quando fazeis a vós mesmos esta pergunta 'por que sofro?' e ficais procurando a causa do sofrimento, não estais fugindo do sofrimento? Quando procuro o significado do sofrimento, não estou evitando o sofrimento, fugindo dele? O fato é que sofro; mas, no momento em que ponho a mente a indagar por que sofro, diluí a intensidade do sofrimento. Por outras palavras: queremos que o sofrimento se dilua, se alivie, seja afastado, explicado. Isso, por certo, não traz ...

O MEDO É A NÃO ACEITAÇÃO DO QUE EXISTE

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"O medo encontra várias fugas. O que mais varia é a identificação, não é? A identificação com o país, com a sociedade, com uma ideia. Você já percebeu como reage quando vê um desfile militar ou uma procissão religiosa, ou quando o país está correndo o risco de ser invadido? Você se identifica com o país, com um ser, com uma ideologia. Há outras ocasiões em que você se identifica com seu filho, com seu cônjuge, com uma forma particular de ação ou inação. A identificação é um processo de autoesquecimento. Enquanto estou consciente do 'eu', sei que há sofrimento, luta, medo constante. Mas se consigo me identificar com algo maior, com algo que valha a pena, com a beleza, com a vida, com a verdade, com a crença, com o conhecimento, ainda que temporariamente, há uma fuga do 'eu', não há? Se falo sobre o 'meu país', esqueço de mim temporariamente, não é? Se consigo dizer algo sobre Deus, esqueço de mim. Se consigo me identificar com minha família, um grupo, de...

DESCONFIA DAS COISAS FÁCEIS

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"(...) Superar o que é difícil aumenta as potencialidades e facilita futuras vitórias, ao passo que a fuga às dificuldades diminui a força e prepara derrotas futuras. Quem foge do que é difícil parece fazer bem a si mesmo, quando na realidade faz mal a si, porque se enfraquece. Pode ser que o homem apesar de todo o esforço, não consiga superar a dificuldade - mas, mesmo assim, é vitorioso, porque, pela luta contra a adversidade, se fortaleceu ele para vitórias futuras. O principal não é vencer; o principal é fortalecer-se pela luta e resistência, porque esse homem se faz maior e melhor pela luta. O velho ditado 'deixa como está para ver como fica' pode ser um lema para covardes, mas não para herois. Por isto, desconfia sempre das coisas fáceis e tem confiança nas coisas difíceis." ( Huberto Rohden - O Caminho da Felicidade - Alvorada Editora e Livraria Ltda., São Paulo, 7ª edição - p. 159 ) www.martinclaret.com.br

JUSTIÇA PUNITIVA

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"Crime dá dinheiro sim. Com o dinheiro se pode comprar gozo material e até altas posições na sociedade e na política. É o que se tem visto. Mas, chegará a dar paz verdadeira, verdadeira segurança, amor autêntico?... A ação cruel e injusta acarreta dívidas com a Lei Maior, aquela que não erra, e da qual ninguém escapa. Só os que insistem em ficar na ilusão da posse e do gozo dos frutos imediatos, e supondo que podem fugir às penas da Lei, isto é, à dor infalível que algum dia os alcançará, optam pela ação criminosa. Tenho compaixão de todos os iludidos, que, ou ignoram a Lei Divina, ou ainda acreditam que são bastante espertos a ponto de se esconderem, fugindo do ajuste de contas." Quero apenas, Senhor, aquilo que Tua Graça de concede. " ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 103/104 ) www.record.com.br

ESTAR NO MUNDO E VIVER EM PAZ (PARTE FINAL)

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"(...) Muitos são os caminhos para tentar fugir dos altos e baixos da vida, com suas esperanças e temores. Uma forma de fuga é a busca do prazer, tão comum hoje - encontrar coisas boas para comer, novas roupas, passeios. Essas atividades não são erradas, desde que não haja crueldade ou indiferença para com as necessidades dos outros; porém, a fuga deixa a mente com seu problema básico de incerteza e confusão. Todas as formas de fuga são uma distração da necessidade de refletir sobre a vida e seu significado. Outra fuga é se isolar do mundo e de seus acontecimentos, dizendo: 'Não quero participar desse jogo.' Milhões de pessoas, nesses tempos de violência, estão preocupadas apenas com seus próprios afazeres e vivem alheias a qualquer outra coisa. Não fosse assim, a maior parte delas se levantaria para protestar contra a fabricação de armas e outras calamidades atuais. Existe conforto na conformidade, por isso a maioria faz o que todo mundo faz e espera o melhor. ...

AS BASES DO AUTOCONHECIMENTO

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"Uma das coisas mais difíceis do mundo é olharmos qualquer coisa com simplicidade. Como nossa mente é muito complexa, perdemos a simplicidade. Não me refiro à simplicidade no vestir ou no comer, no usar apenas uma tanga ou bater um recorde de jejum, ou qualquer outra das absurdas infantilidades que os santos praticam; refiro-me àquela simplicidade que nos torna capazes de olhar as coisas diretamente e sem medo, capazes de olhar a nós mesmos sem nenhuma deformação, de dizer que mentimos quando mentimos e não esconder o fato ou dele fugir. Outrossim, para compreendermos a nós mesmos, necessitamos de muita humildade. Se começais dizendo: "Eu me conheço" — já travastes o processo do auto-aprendizado; ou, se dizeis "Não há muito que aprender a meu respeito, porque sou apenas um feixe de memórias, ideias, experiências e tradições" — tereis também parado o processo de aprendizado a vosso próprio respeito. No momento em que alcançais qualquer alvo, perdeis o at...

A SALVAÇÃO ESTÁ NA DIREÇÃO OPOSTA À DA FUGA

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"LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas... Que pavor da solidão! Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras. Que pavor de escutar o silêncio! Silêncio e solidão lhe parecem ameaças, Por isto são temidos e evitados. Lastimável e trágico erro! Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga. A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão. Foi-nos insistentemente ensinado 'conhece-te a ti mesmo'. Têm-nos insistentemente repetido que a verdade nos salvará. Mas até agora não aceitamos. E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo. A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança. E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens." ( Hermógenes - Mergulho na Paz - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro - p. 28 ) www.record.com.br

CONHECE-TE A TI MESMO

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“O homem está fugindo. Foge dos outros. Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte... Mas a fuga principal é aquela por meio da qual procura escapar do encontro consigo mesmo. Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior. O homem tem medo de saber o que ele é. Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que supõe ser. LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas... Que pavor da solidão! Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras. Que pavor de escutar o silêncio! Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados. Lastimável e trágico erro!  Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga. A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão. Foi-nos insistentement...

O HOMEM-ANGÚSTIA

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“Os mais obsedantes divertimentos não bastaram. As mais inusitadas e intensas formas de prazer foram impotentes. Psicotrópicos, psicodélicos, por mais eficazes, e “libertadores” (?!) não foram suficientes... O homem-angústia continua fugindo. Agora entra em órbita e vai à Lua... Só o que ainda recusa é o remédio verdadeiro, que ele ainda vê como ameaça: o encontro – na solidão, no silêncio, no íntimo, com Aquilo que ele É.” (Hermógenes – Mergulho na paz – p. 172)