OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


terça-feira, 9 de julho de 2013

A TEOSOFIA NO LAR (2ª PARTE)

"(...) Isto precisa ser feito, em primeiro lugar, criando um ambiente favorável a uma vida sadia; é dever dos pais conhecerem as regras de higiene e salubridade, para que as condições físicas da criança possam ser as mais perfeitas possíveis. Em seguida, os pais devem prover uma atmosfera emocional e mental que ajude a criança. A alma da criança não é perfeita; ela vem de vidas anteriores, nas quais tanto foi má quando boa; portanto, ao voltar a um novo nascimento na Terra, já existem nela as duas tendências.

Mas os pais podem ajudar a evolução da criança, fazendo-a recordar, nos primeiros anos de sua infância, apenas as experiências boas e caridosas e não as más e cruéis. É verdade que a alma deve erradicar o mal em si apenas através de sua própria ação; mas os outros podem facilitar essa tarefa por meio de sua influência, especialmente quando a alma que necessita de auxílio começa uma nova vida como criança, enfatizando o seu lado bom e não o mau.

Portanto os pais devem compreender a invisível força do pensamento e da emoção, saber como um pensamento de cólera, por exemplo, manifestado ou não, alimenta as sementes da ira que a criança tenha trazido de suas vidas passadas, enquanto que pensamentos de amor e carinho destroem os germens do mal e, ao mesmo tempo, alimentam as sementes do bem. Uma alma possuidora de tendências boas e más podem principiar a sua nova experiência de vida sendo uma criança muito boa em vez de má, se os pais alimentarem nela bons pensamentos e sentimentos em vez de maus. 

Embora seja dever dos pais rodearem as crianças de tudo o que possa desenvolver a bondade e a beleza, não se pode responsabilizá-los obrigatoriamente se, apesar destas precauções, alguma criança manifestar tendências malignas. Pode acontecer que a alma da criança possua germens do mal demasiadamente poderosos para serem dominados; neste caso, os pais somente devem tentar guiá-la, mas, se ela não aceitar, não se pode fazer outra coisa senão deixá-la seguir seu caminho.¹ A alma aprenderá por meio dos seus erros e dos sofrimentos que deles resultarem, tanto para si como para os que a rodeiam. Se os pais cumpriram seu dever, fizeram tudo o que o Plano Divino esperava deles; não lhes é possível fazer ou desfazer a natureza de uma alma, porque compete a ela mesma trabalhar por sua própria salvação. Um erro não é um calamidade tão grande como pode parecer, já que uma alma não tem apenas uma vida para corrigir-se, mas várias. (...)"

1. O autor se preocupa em acalmar os pais e evitar qualquer sentimento de culpa, de parte deles, a respeito de características inerentes à criança, porque provenientes de outras reencarnações, mas é claro que isso não isento os pais de continuarem cuidando da criança até a maioridade. (N.E.)

(C. Jinarajadasa - Teosofia Prática - Ed. Teosófica, Brasília - p. 13/15)


segunda-feira, 8 de julho de 2013

O OBJETIVO DA AVENTURA DA VIDA

"Os verdadeiros iogues são capazes de controlar a mente em todas as circunstâncias. Quando alcançar essa perfeição, você estará livre. Então, saberá que a vida é uma aventura divina. Jesus e outras grandes almas deram prova disso. (...)

Você só terminará a aventura da vida quando vencer os perigos que se apresentam pelo uso da força de vontade e do poder mental, como fizeram os Grandes Mestres. Então olhará para trás e dirá: "Senhor, foi uma experiência bastante árdua. Quase fracassei, mas agora estou na segurança de Tua presença para sempre."

Poderemos ver a vida como uma maravilhosa aventura quando o Senhor por fim disser: "Todas as terríveis experiências acabaram. Estou com você para sempre. Nada pode machucá-lo."

O homem brinca com a vida como criança, mas sua mente se fortalece quando ele luta contra doenças e dificuldades. Qualquer coisa que enfraqueça a mente é seu maior inimigo, e tudo o que a fortaleça é seu refúgio. Ria das dificuldades que surgirem. (...) Saiba que, no Senhor, você é eterno."

(Paramahansa Yogananda - Viva sem Medo - Self-Realization Fellowship - p. 10)


A TEOSOFIA NO LAR (1ª PARTE)

"O que é a família à luz das verdades teosóficas? A família é um ponto de encontro de almas, com o objetivo de se ajudarem reciprocamente no caminho da perfeição. Nenhum indivíduo chega a uma família, simplesmente, por acaso. Os mais velhos e os mais jovens, os donos da casa e os seus auxiliares, os hóspedes e até os próprios animais domésticos encontram-se reunidos numa família, porque cada um desses seres deve ajudar os demais e necessita, por sua vez, do auxílio deles. No Plano Divino, nada existe que se pareça com o que denominamos sorte; todos os indivíduos de uma família fazem parte dela, por um longo ou curto período, porque podem cooperar para o bem-estar dos demais membros. Cada um tem um papel definido na família, e o desenvolvimento de sua alma está condicionado à maneira como desempenhar esta missão, utilizando o máximo de sua capacidade. O lar é um lugar de crescimento e o lar ideal é aquele em que as condições são tais que permitam aos que nele habitam atingir sua perfeição, o mais rapidamente possível.

No lar existem vários aspectos da vida e cada um deles é afetado pelos princípios teosóficos. O que pode dizer a Teosofia, com referência às relações que existem entre os pais e os filhos, entre o marido e a mulher, entre o dono da casa e os empregados, entre o anfitrião e o hóspede?

Analisemos, em primeiro lugar, a relação entre pais e filhos. A criança possui uma dupla natureza: em primeiro lugar, como uma alma e, em segundo, como um corpo. Os pais proporcionam somente o corpo; a alma da criança vive sua vida independentemente e toma posse desse corpo somente porque espera evoluir através dele. É apenas em relação ao corpo da criança que os pais são os mais velhos; mas, como alma, ela é igual a seus pais, e, em muitas ocasiões, mais preparada, mais evoluída, mais sábia que eles. Portanto, a criança não pertence a seus pais; eles são apenas os guardiões de seu corpo, enquanto a alma não puder dirigi-lo plenamente durante a infância e a adolescência.

As palavras "meu filho" não lhes dão direito algum sobre o destino da criança, mas apenas o privilégio de colaborar na evolução de uma alma irmã. À medida que os pais evoluem, aprendendo a auxiliar os seus semelhantes, uma alma irmã lhes é enviada como filho.

Durante o tempo da infância, o dever dos pais é ajudar a alma da criança a dominar plenamente o seu corpo e capacitá-la assim a cumprir sua missão. Essa alma traz muitas experiências de vidas passadas e ela está se preparando para um grande trabalho no futuro distante. Ela nasce numa determinada família, porque esse ambiente é ao mesmo tempo o que ela merece e o que vai lhe proporcionar as experiências necessárias a seu desenvolvimento. O dever dos pais é ajudar a criança a adquirir essas experiências. (...)"

(C. Jinarajadasa - Teosofia Prática - Ed. Teosófica, Brasília - p. 11/13


domingo, 7 de julho de 2013

CONCENTRAÇÃO: A CHAVE DO ÊXITO

"A falta de concentração é a causa básica de muitos fracassos na vida. A atenção é como o facho de luz de um farol. Quando ele se espalha sobre uma área muito grande, sua capacidade de iluminar determinado objeto é pequena; mas ele se intensifica quando focalizado num único objeto de cada vez. Os grandes homens são homens com forte poder de concentração. Aplicam a mente inteira a uma só coisa de cada vez.

Deve-se conhecer o método científico de concentração por meio do qual se pode desligar a atenção dos objetos de distração e focalizá-la sobre uma determinada coisa de cada vez. Pelo poder da concentração, o homem é capaz de usar o poder inenarrável da mente para conseguir o que deseja, bem como para fechar todas as portas através das quais o fracasso poderia entrar. Muitas pessoas pensam que suas ações têm de ser ou apressadas ou lentas. Não é verdade. Se mantiver a tranquilidade com intensa concentração, você executará todos os deveres na velocidade correta.

A pessoa tranquila tem todos os seus sentidos totalmente identificados com o meio ambiente em que se insere. A pessoa inquieta nada percebe; por conseguinte, envolve-se em dificuldades com ela própria e com os outros, criando uma série de mal entendidos. (...) Nunca mude o centro de sua concentração da calma para a inquietude. Só desempenhe as atividades com concentração. Focalize sempre toda sua mente no que quer que esteja fazendo, mesmo que seja algo pequeno e aparentemente sem importância. Aprenda, também, a manter sua mente flexível, a fim de poder transferir o foco de sua atenção de um momento para outro. Mas, acima de tudo, faça tudo com cem por cento de concentração. 

A maioria das pessoas faz tudo com a atenção dividida. Não empregam mais do que um décimo de sua atenção. É por isso que não têm poder de alcançar o êxito. (...) Faça tudo com o poder da atenção. A plena força desse poder obtém-se por meio da meditação. Quando você usa esse poder de concentrar-se, que é de Deus, pode aplicá-lo a qualquer coisa e obter êxito."

(Paramahansa Yogananda - Onde Existe Luz - Self-Realization Fellowship - p. 67/69)


APRENDA A SE DESCONECTAR

"Para adquirir alguma coisa no universo físico, você tem que renunciar ao apego a ela. Isso não quer dizer que você desiste da intenção mas não do desejo; você desiste do apego ao resultado. Fazer isso é algo muito poderoso. No momento em que renuncia ao apego, ao resultado, combinando ao mesmo tempo intenção e desapego, você terá aquilo que deseja.

Qualquer coisa que você deseje pode ser adquirida por meio do desapego, porque o desapego está baseado na crença incondicional no poder de seu verdadeiro ser. O apego, por outro lado, baseia-se no medo e na insegurança, e a necessidade de segurança baseia-se no desconhecimento do verdadeiro ser.

A fonte de riqueza, de abundância ou de qualquer coisa no mundo físico é o ser; é a consciência que sabe como suprir cada necessidade. Tudo mais é símbolo: automóveis, casas, dinheiro, roupa, aviões. Os símbolos são transitórios: eles vêm e vão. Procurar símbolos é como tomar uma certa direção no mapa em vez de fazê-lo no território. Isso cria ansiedade, termina fazendo você se sentir vazio, oco por dentro, porque você troca o ser pelos símbolos do ser.

O apego, na verdade, vem da pobreza de consciência, porque nós nos apegamos sempre a símbolos. Desapego é sinônimo de riqueza de consciência, porque com desapego existe liberdade para criar. Somente com envolvimento desapegado pode-se ter alegria. Por conseguinte, os símbolos de riqueza são criados espontaneamente e sem esforço. A verdadeira riqueza de consciência é a habilidade para ter qualquer coisa que se queira, com o mínimo de esforço.

Para basear-se firmemente nessa experiência você precisa ter fundações profundas na sabedoria da incerteza. Nessa incerteza você encontrará liberdade para criar o que quer que seja. Quando entender o desapego, você não se sentirá compelido a forçar soluções. Ao forçar soluções de problemas você apenas cria novos problemas; porém, quando volta a atenção para a incerteza, quando testemunha a incerteza, quando espera cheio de expectativa que a solução surja do caos e da confusão, então o que surge é algo fabuloso e excitante. 

Esse profundo estado de alerta, sua prontidão no presente, no campo da incerteza, junta-se à sua meta e à sua intenção e permite apreender cada situação, problema ou desafio como uma oportunidade. Uma vez adquirida essa percepção, você se abrirá a toda uma gama de possibilidades e descobrirá o mistério, a maravilha, a excitação e a aventura de estar vivo."

(Deepak Chopra - Revista Sophia nº 36 - Ed. Teosófica, Brasília - p. 39)