OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


terça-feira, 28 de junho de 2016

LIBERTE-SE DA ILUSÃO

"82 - Somente aquele que mata o 'tubarão' do desejo com a espada do supremo desapaixonamento atinge, sem obstáculo, o outro lado do oceano da existência condicionada.

COMENTÁRIO - O desejo deve ser morto com a espada do desapaixonamento. Esta é uma condição essencial. Aquele que deseja atingir o alto pico de uma montanha tem de se aliviar de todo o peso desnecessário. 

Só a extinção do desejo permitirá que alcancemos a outra margem, onde encontraremos a paz profunda. Enquanto estivermos presos pelo desejo ao objeto dos sentidos, estaremos irremediavelmente escravos do ilusório."

(Viveka-Chudamani - A Joia Suprema da Sabedoria - Comentário de Murillo N. de Azevedo - Ed. Teosófica, Brasília, 2011 - p. 42)


segunda-feira, 27 de junho de 2016

A VISÃO RELIGIOSA DE EINSTEIN

"Einstein teve uma enorme influência sobre o pensamento e as ideias que dominaram grande parte do pensamento científico durante a maior parte do Século XX. A mente inovadora de Einstein inspirou aqueles que buscavam um modo de pensar que abrisse novas avenidas nos campos da ciência, filosofia e visão espiritual. Ele escreveu inúmeros artigos e livros durante a sua vida e outras pessoas escreveram muito mais comentários sobre seus conceitos e sua vida. Talvez seus livros mais importantes tenham sido Relativity: The Special and General Theory (publicado em alemão em 1916 e em inglês em 1920); The World As I See It (1949) e Cosmic Religion (1931).

É nos dois últimos livros que encontramos sua filosofia de vida. Ele inicia The World As I See It assim: 'Qual é o significado da vida humana, ou da vida orgânica como um todo? Responder a essa pergunta sob qualquer condição implica uma religião. Haverá sentido então, você indaga, em se fazer essa pergunta? Eu respondo que o homem que considera sua própria vida e a de seu próximo como sem sentido, não apenas é infeliz, mas está quase que desqualificado para a vida.' Ele continua: 'Cada um de nós está aqui para uma curta estadia, cujo propósito desconhecemos (...). Existimos para os nossos próximos (...) a quem o nosso destino está preso.' Nas primeiras páginas desse livro ele se revela um ardoroso humanista, e, na obra Cosmic Religion, começa a contemplar o significado da vida nos níveis religioso e espiritual.

Nesse livro ele escreveu que 'tudo que a raça humana fez e pensou diz respeito à satisfação de necessidades profundamente sentidas e ao alívio da dor. Deve-se manter isso o tempo todo na mente para entender os movimentos espirituais e seu desenvolvimento. Sentimento e desejo estão entre as forças motivadoras por trás de todo esforço e de toda criação humana.'

Einsten descreve sua visão da religião dizendo que ela preenche três necessidades humanas básicas: libertação do medo e da dor; aceitação social; e transcendência psicológica. 'A primeira religião está baseada no medo, quando a humanidade tenta apelar para um Deus que ajudará a evitar a doença, a fome e a morte. No homem primitivo, é o medo de tudo que evoca noções religiosas. Esses medos estão baseados no instinto de sobrevivência. A segunda religião está baseada na necessidade humana de aceitação social e no desejo de ser amado, apoiado e orientado por alguém ou algo que seja de algum modo superior e que possa proteger. Assim, os indivíduos criam uma concepção social e moral de Deus.' Para Einstein, a religião mais importante inclui essas duas abordagens, mas também as transcende. Este é 'o terceira estágio da experiência religiosa, e pode ser chamado de sentimento religioso cósmico. Os gênios religiosos de todas as épocas distinguiram-se por esse tipo de sentimento, que não conhece dogma nem Deus concebido à imagem do homem.'"

(Barry Seabourne - A visão religiosa de Einstein - Revista Sophia, Ano 12, nº 52 - p. 11)


domingo, 26 de junho de 2016

DIFICULDADES DA IOGA

"Três forças que militam contra a iluminação são:

1. Inércia - fadiga mental e física.

2. Humor - instabilidade mental e emocional.

3. A ação satânica da mente - quando a mente nos diz que todos os nossos esforços são inúteis e que  nunca conseguiremos fazer progresso ou ter êxito na ioga; que o melhor mesmo é desistirmos nesta vida, gozarmos a vida e recomeçarmos outra vez numa data futura.

Assim jogamos fora nossas brilhantes linhas de comunicação com os estados de alegria e paz permanentes e usamos outra vez as amarras do pensamento objetivo, justamente a felicidade momentânea da vida pessoal no universo material.

Os Mestres nos asseguraram, dizendo: 'Cada um de Nós teve que lutar contra a completa inércia da matéria física. Alguns homens morreram e outros ficaram loucos nesta tentativa.' Podemos confiar piamente nos Mestres, pois Eles guiam os aspirantes fiéis ao longo de todos os perigos até que alcancem a segurança. Lembrem-se de que os Mestres têm registros e memórias de muitos milhares de casos de insanidade em vários graus que afetaram aqueles que procuraram forçar seu caminho aos mundos Causal e mais elevados em plena consciência de vigília. Na verdade, é provável que alguns dos Mestres passaram por esta experiência em vidas anteriores."

(Geoffrey Hodson - A Suprema Realização através da Yoga - Ed. Teosófica, Brasília, 2001 - p. 156
www.ediorateosofica.com.br


sábado, 25 de junho de 2016

OS NOVE OBJETIVOS DA PRÁTICA DA IOGA

"Os verdadeiros objetivos da prática da ioga podem ser descritos e resumidos como se segue:

  1. Acelerar a evolução do iogue, incluindo a dos átomos e assim das células do seu cérebro.
  2. Aumentar a capacidade para o pensamento concentrado e prolongado das células do cérebro, tornando-as mais flexíveis e, portanto, mais responsivas ao Ego.
  3. Despertar e elevar a Kundalini ao cérebro, sempre de forma sábia e sob a orientação de um instrutor confiável. Quando isto ocorre, torna ainda mais sensíveis os órgãos que o compõe bem como suas células.
  4. Estimular os chakras do coração, da garganta e frontal a uma maior atividade, oferecendo desta forma canais adicionais pelos quais o Ego pode alcançar o cérebro. Consequentemente:
  5. Permitir a entrada, no cérebro e na coluna dorsal, de forças dos níveis mental inferior, mental superior, Búdico e Átmico. Estas influências, juntas com o prana, recebidas diretamente e por meio dos chakras, aceleram ainda mais a evolução das células do cérebro, tornando-as ainda mais responsivas ao Ego.
  6. Acelerar a atividade de certas partes do cérebro. Estas incluem a base do cérebro e o tálamo, o cerebelo, as glândulas pineal e pituitária e outras áreas de sensibilidade.
  7. Ativar o Brahmarandra ou Chakra coronário que, plenamente realizado, deifica o iogue e abre o caminho para as Iniciações pós-Adeptado.
  8. Transmutar em criatividade intelectual a força e o impulso sexual, controlando-os deste modo.
  9. Realizar a identidade do Eu Átmico com todos os outros Eus Átmicos e com o Logos do Sistema Solar. Este grande Ser é uma síntese de todos os Atmas, cada Mônada sendo como uma 'célula' em Seu corpo ou um fóton de Sua luz e energia solar. O coroamento desta última realização é ajudado e ocorre como resultado de todas as outras práticas ióguicas. o retiro é necessário nos estágios avançados porque o desenvolvimento alcançou níveis consideráveis e a sensibilidade foi aumentada enormemente. Para isto temos o ashram, a caverna e a cela."
(Geoffrey Hodson - A Suprema Realização através da Yoga - Ed. Teosófica, Brasília, 2001 - p. 31/32)


sexta-feira, 24 de junho de 2016

O SOFRIMENTO EVOLUTIVO DA NATUREZA E NA HUMANIDADE (PARTE FINAL)

"(...) O destino do homem, aqui na terra, é iniciar a relação de uma natureza, que é sua felicidade. Esta felicidade é compatível tanto com o gozo como com o sofrimento, porque gozo e sofrimento são atributos do ego periférico, ao passo que felicidade (ou infelicidade) estão no Eu central.

O que mais deve preocupar o homem não é gozo ou sofrimento, mas felicidade ou infelicidade. Feliz é todo o homem cuja consciência está em harmonia com a Consciência Cósmica, com a alma do Universo, com Deus. Gozo e sofrimento, como já dissemos, vêm das circunstâncias externas, que não obedecem ao homem - felicidade ou infelicidade vêm da sua substância interna, que obedecem ao homem.

Melhor um sofredor feliz do que um gozador infeliz. (...)

Há entre os sofredores três classes: 1. os revoltados, 2. os resignados, 3. os regenerados.

Os revoltados assumem atitude negativa em face do sofrimento, que, por isto, os leva à frustração.

Os resignados assumem atitude de estoicismo passivo, toleram em silêncio o inevitável - estes não se realizam nem se frustram pelo sofrimento, mas ficam num status quo, numa estagnação neutra.

Os regenerados assumem uma atitude positiva em face do sofrimento, servindo-se dele para sua purificação e maturação espiritual. Para estes, o sofrimento, embora doloroso, conduz à felicidade.

O sofrimento em si não pode perder nem redimir o homem - o homem é que se perde ou que se redime pela atitude que assumir em face do sofrimento.

Disse o Mestre aos discípulos de Emaús: 'Não devia o Cristo sofrer tudo isso para entrar em sua glória?'

O sofredor sensato compreende estas palavras e pode dizer: não devia eu então sofrer tudo isso para assim entrar na minha realização existencial?

É sabedoria evitar o que é evitável - e tolerar calmamente o que é inevitável."

(Huberto Rohden - Porque Sofremos - Ed. Martin Claret, São Paulo, 2004 - p. 20/21)