OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sexta-feira, 19 de junho de 2015

AÇÃO: BOA OU MÁ

"(4.18) Verdadeiramente dotado de discernimento é o yogue que vê inação na ação e ação na inação. Tenhamo-lo por sábio entre os seres humanos, pois alcançou o objetivo de (toda) ação (e está livre).
(4.19) Quem nunca age motivado por desejo pessoal e viu seu karma (que o prendia ao ego) incinerado no fogo da sabedoria, (só) esse deve ser tido por sábio.
(4.20) O sábio, depois de livrar-se do apego aos frutos da ação, estar satisfeito e livre (no Eu), não age (de fato) ainda quando pareça extremamente ocupado. 
(4.21) Mesmo quando faz trabalho físico (em oposição ao trabalho de meditação), não incorre (em nenhuma limitação kármica) aquele que renunciou por completo ao sentimento de posse, que não alimenta desejos pessoais e que mantém sob o controle do Eu interior suas emoções (chitta).

Mais vale praticar boas ações, ainda que por maus motivos, do que não praticar ação nenhuma, assegurava meu Guru. Como tudo neste mundo é relativo, toda ação deve ser considerada boa ou má conforme a direção para onde leva quem a praticou. O que é bom para uma pessoa pode ser ruim para outra.

Se, uma bela manhã, o Mahatma Gandhi ou Jesus Cristo acordasse com a decisão: 'Estou farto de servir a humanidade! De agora em diante vou trabalhar duro e ficar milionário!', qualquer pessoa, inclusive o mais empedernido dos materialistas, não exclamaria: 'Este homem é um degenerado!'? Mas se um preguiçoso saltasse de manhãzinha de seu leito de ociosidade expressando a mesma resolução, todos - mesmo os santos - não diriam que suas intenções eram boas e sadias? Tudo é questão de onde se vem e para onde se vai.

Cavar um poço - mero trabalho físico, em suma - pode ser bom, mau ou embrutecedor, dependendo da atitude de quem o faz. Duas pessoas podem trabalhar juntas lado a lado no mesmo ofício, mas uma estar motivada por medos ou desejos oriundos do ego e a outro pretender unicamente agradar a Deus. Um age sob o jugo do ego; a outra, em plena liberdade espiritual."

(A Essência do Bhagavad Gita - Explicado por Paramhansa Yogananda - Evocado por seu discípulo Swami Kriyananda - Ed. Pensamento, São Paulo, 2006 - p. 193/194)


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