OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


domingo, 14 de julho de 2013

SEJA SINCERO EM SEUS OBJETIVOS ESPIRITUAIS

"Assim, saiba primeiro qual é o seu objetivo, e estabeleça para você os passos ou marcos por meio dos quais possa perseguir esse objetivo. Em primeiro lugar, medite! Mesmo que não sinta vontade, medite. Mesmo que seu corpo não esteja bem, adquira o hábito de meditar, aconteça o que acontecer. Mesmo que esteja cansado, não permita que seu corpo se deite na cama primeiro. Você precisa ter essa espécie de determinação. Se aprender esse princípio, ele se transformará em seu esteio. O homem que encontra Deus é o homem que tem um esteio: não só um esteio moral, mas um esteio emocional sadio, e, acima de tudo, um esteio espiritual. Esses três são necessários.  

Assim, saiba qual é seu objetivo e nunca o comprometa, mesmo que seja tentado a fazê-lo. Os indivíduos que desistem por causa de algum desgosto na vida ou em seu relacionamento com outras pessoas, vejo com que rapidez vão ladeira abaixo, distanciando-se cada vez mais do próprio centro ou eixo da roda da vida espiritual. O Mestre nos dizia com frequência: "Se quer conhecer a Deus, não fique na beirada". Como no jogo em que as crianças brincam no carnaval ou no parque de diversões, se você ficar muito próximo do centro de uma roda giratória, não importa que ela gire muito rápido, você não poderá ser atirado para fora; mas se ficar na beirada, a primeira coisa que perceberá é que você foi lançado fora. O mesmo acontece no caminho espiritual. 

E o próximo ponto é este [Daya Mata lê uma pergunta submetida a ela]: "Ouvi dizer que há instrutores que afirmam ser desnecessário disciplinar-se". A essa declaração digo: "Total, total disparate". Isso não pode ser! Você não pode conhecer Deus sem ter aprendido a arte de se dominar. É impossível. O homem cuja mente está cheia de ciúme; o homem cuja mente está cheia de inveja; o homem cuja menta está cheia de pensamentos sensuais - esse homem se tranca para Deus! Você não pode ter luz e escuridão simultaneamente, no mesmo lugar. Você não pode ter na mente, ao mesmo tempo, a consciência de Deus e esses pensamentos muitos humanos. É impossível. Como vai remover esses pensamentos impróprios a não ser com autodisciplina? Não há outro meio. Penso que o problema é que muitas pessoas não compreendem o que significa disciplina."

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 736/737)


O VERDADEIRO CASAMENTO LEVA À CONSCIÊNCIA UNIVERSAL

"(...) casamento espiritual significa se esforçar, ir além, transcender aquelas "cúpulas" externas que encontram a luz da alma; o corpo, as emoções, e a mente superficial inferior (a mente sensorial: denominada manas em sânscrito). Para atingir níveis mais profundos de compreensão, e afim de realmente conhecer uma outra pessoa, o egoísmo e o ego possessivo devem desaparecer, a razão e a especulação devem desaparecer.

Um escritor descreveu muito bem a "ponte" entre duas almas que se procuram: "Esta ponte invisível entre duas pessoas indicaria que elas estavam em perfeita harmonia  uma com a outra e que elas viviam em verdadeiro companheirismo. Esta situação só pode brotar em solo de respeito mútuo, admiração, apreço, lealdade, cortesia e desejo recíproco de partilhar o que cada um tem de melhor". Esta é a verdadeira amizade; este é o verdadeiro casamento, o casamento espiritual. "Ocorre então uma espécie de alquimia mágica [em que cada um], sem sacrificar o que há de singular em sua individualidade, põe-se em harmonia com o outro, de tal modo que parecem atuar como uma só pessoa."

Podemos perceber que isso vem ao encontro do que o Mestre disse: marido e mulher devem se ajudar a desenvolver as qualidades verdadeiramente espirituais. Quando isto é alcançado, homens e mulheres, esposos e esposas, se liberam - unindo-se primeiro um ao outro e, depois, imersos em Deus. Este é o propósito do casamento. Pela meditação e pelo altruísmo, aprofundando-se para se entenderem, o Uno que habita num deles encontra o Uno no outro - união de almas. Então, a expansão divina acontece automaticamente, com a realização de que o Uno em mim e o Uno presente no meu marido ou na minha esposa é o mesmo Uno presente em todas as vidas.

Esta é a consciência universal que os santos possuem. São Francisco, por exemplo, cantou "Irmãs Estrelas", "Irmão Sol", "Irmã Lua", "Irmãs Flores", "Irmãos Pássaros", "Irmã Chuva", "Irmão Lobo", "Irmã Morte". Unidos na consciência de Deus, não existe o que se denomina morte - tudo é Um. Nas palavras do Mestre, "Encontrando-Te dentro de mim, eu Te encontrarei fora de mim, em todas as pessoas e em todas as condições". 

Os ensinamentos do Mestre permitem-nos compreender o verdadeiro significado do casamento, seu verdadeiro objetivo, e também mostram como alcançá-lo. Repetindo aquelas suas simples palavras, "Faz algo neste mundo; ajuda os outros a se redimir". Pensem nisto. Não só para as suas bençãos pessoais, mas também para as bençãos de sua família. Seu exemplo modificará os outros, trazendo-os de volta às leis de Deus e ao próprio Deus. "  

(Irmão Anandamoy - O Casamento Espiritual - Self-Realization Fellowship - p. 52/55


sábado, 13 de julho de 2013

INTROSPECÇÃO

"De duas coisas tem horror o homem moderno - de Deus e de si mesmo.
Para fugir de Deus professa ateísmo - para fugir de si mesmo inventa barulhos sem conta.
Se não tem razão, ao menos é lógico - pois quem foge de Deus deve também fugir do próprio Eu...
Um Eu sem Deus é um Eu infernal - e quem pode habitar no inferno? 
Para voltares ao Eu - terás de voltar a Deus, ó homem moderno!
Procuras fugir de ti mesmo, enchendo de enorme estardalhaço a tua vida. 
Povoas de ruídos a tua solidão interior - com mil vacuidades queres encher o vácuo de ti mesmo.
Não sabes que vácuos não se enchem com vacuidade - mas com plenitude?
Por que evitas saber o que vai por dentro - e só te interessas pelo que vai lá fora?...
Por que és amigo de todas as periferias - e inimigo do próprio centro?
Adoras o barulho das ruas...
Delicia-te o deserto sonoro de praias e clubes, de salões elegantes, de rádio e televisão.
De delírios te enchem loucuras de carnaval e jogos profanos...
E quando vives longe do barulho querido, não sabes o que fazer de ti mesmo.
Estás sobrando em toda parte - e acabas frustrado e neurótico.
Um vácuo em face de outro vácuo...
Venha o jornal, venha o romance, venha o rádio, a televisão, um socorro ao pobre náufrago de si mesmo!
Canalizem ao menos uma parte do profano ruído para a insuportável solidão interior!
Apanha o náufrago a tábua salvadora - e julga escapar de se afogar no oceano do vácuo interno.
Pobre homem! Que será de ti após o carnaval desta vida?...
Quando amanhecer a quarta-feira de cinzas?...
O dia que a cinzas reduz as máscaras da vida?...
O dia em que da face arranca todas as fantasias - e a própria pele?...
O dia em que a matéria volta à matéria - e o espírito voltará ao Espírito?...
Constrói, ó homem, a tua vida interna - arquiteta o teu mundo eterno!
Enche de valores eternos os espaços da alma!...
Segue-se ao estonteante carnaval a silenciosa quaresma - segue-se à Semana Santa a Páscoa jubilosa...
Faze da tua vida uma Semana Santa de trabalho, estudo e meditação - e um domingo de Páscoa verás despontar...
Segue-se ao miserere de hoje - o aleluia de amanhã...
Teu mundo interno é eterno...
Imortal...
És tu mesmo..."

(Huberto Rohden - De Alma para Alma - Ed. Martin Claret, São Paulo - p. 143/144)


A TEOSOFIA NO LAR (PARTE FINAL)

"(...) Os animais domésticos que vivem em nosso lar não são criaturas tão insignificantes, como as pessoas geralmente acham. A Vida Divina, que se encontra no homem, está igualmente no animal, mas nele se encontra num estado mais primitivo e, por conseguinte, menos evoluída. Esta vida deve acelerar o seu desenvolvimento pelo contato com o homem. 

O dever do homem para com seus animais domésticos é o de suavizar a sua natureza selvagem e implantar neles os atributos humanos do pensamento, do afeto e da dedicação. Portanto, enquanto o animal nos dá sua força, trabalhando para nós, devemos usar essa força com a finalidade de humanizá-lo, porque há de chegar o dia em que conseguirá ser um homem. Ao treinarmos um cão para desenvolver sua inteligência, não devemos fazê-lo de modo a reforçar seus instintos animais, como quando treinamos nossos cães para a caça. Um gato doméstico pode ser "um bom caçador de ratos", mas não foi por essa razão que Deus o guiou para a família onde vive. Quando treinamos cavalos, não deveríamos procurar apenas desenvolver a velocidade para participarem de corridas; os serviços que eles nos prestam deveriam ser recompensados, pela tentativa de desenvolver neles as qualidades que contribuirão mais para sua evolução em direção à humanidade do que a velocidade.

O princípio geral referente a nossas relações com os animais domésticos é que eles foram realmente enviados para junto de nós a fim de que, na medida do possível, os seus atributos animais de selvageria fossem substituídos por atributos humanos, porque o que hoje é um animal, algum dia será um homem, assim como no futuro o homem de hoje tornar-se-á um Deus. Aquele que contribui para que a Vida Divina progrida mais rapidamente pelo caminho ascendente, esse ajuda, com maior eficiência, a sua própria evolução."

(C. Jinarajadasa - Teosofia Prática - Ed. Teosófica, Brasília - p. 22/23)


sexta-feira, 12 de julho de 2013

DESENVOLVIMENTO DO CARÁTER

"(...) O caráter de um determinado indivíduo, podemos ver agora, é a soma total de todos os modos diferentes da manifestação de sua consciência através de seus veículos - físico, astral, mental e espiritual. Esta soma total não é senão uma pequena fração de totalidade dos modos possíveis de manifestação da consciência divina operando através do indivíduo. À medida que o indivíduo evolui todas as possibilidades encerradas no fragmento da Divindade passam, uma a uma, de latenta à atuante e o caráter torna-se um instrumento mais rico e mais eficiente da Vida Divina operando através dele. 

A ciência moderna fornece uma bela analogia para o gradual aparecimento das qualidades que estão em estado latentes. Se um sólido, como por exemplo uma peça de metal, é aquecido progressivamente, começa a revelar vibrações de frequências diferentes. Quando o corpo torna-se incandescente as vibrações podem ser analisadas por um espectroscópio e verifica-se um espectro que nos mostra claramente quais as vibrações que são ativas no corpo incandescente. À medida que a temperatura do corpo é elevada, grau a grau, mais linhas aparecem e o espectro do corpo incandescente vai aproximando-se do espectro do Sol, no qual são representadas todas as vibrações possíveis. As faixas ou linhas pretas no espectro representam a ausência de vibrações das frequências correspondentes. O número destas faixas ou linhas pretas diminui à medida que a temperatura do corpo cresce e a escala de vibrações torna-se mais e mais completa.  

É evidente a analogia desse fenômeno com a evolução humana e o aparecimento progressivo de toda espécie de faculdades e poderes. Todos os atributos da Vida Divina estão presentes em forma latente em qualquer fragmento individual da Divindade representada por um Jivatma. À medida que o Jivatma evolui esses atributos são trazidos à manifestação um após outro e, aos poucos, o indivíduo aproxima-se da condição de perfeição relativa na qual todos os atributos estão em completa manifestação. Assim o caráter de um indivíduo é realmente o espectro incompleto das qualidades divinas que lhe mostrem seu estágio particular de desenvolvimento; a luz da consciência manifestando-se através de veículos imperfeitos produz o espectro parcial. O caráter de um Ser perfeito, mostrando o espectro completo das qualidades divinas, é semelhante ao espectro do Sol, enquanto que um indivíduo, imperfeito, comum, só pode ser semelhante ao espectro de um corpo sólido incandescente, mostrando algumas linhas brilhantes de qualidades desenvolvidas separadas por linhas negras por qualidades não desenvolvidas. O Ocultismo não reconhece a existência de qualidades positivamente más. Estas são linhas ou faixas negras do espectro do caráter que estão fadadas a desaparecer no decorrer do tempo, à medida que o indivíduo evolui e desenvolve as qualidades positivas correspondentes. (...)"

(I. K. Taimni - Autocultura à Luz do Ocultismo - Ed. Teosófica, Brasília - p. 45/46)