OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


segunda-feira, 13 de junho de 2016

TRABALHE O SEU CARÁTER

"Reduza seus desejos; minimize seus anseios. Todas estas quinquilharias materiais têm vida curta. Quando a morte o privar do poder de defender-se, seus parentes arrancarão o anel de seu nariz (é comum nas indianas um anel na aba de uma das narinas) e, na pressa, podem mesmo cortar-lhe o nariz. Se você continuar amontoando desejo sobre desejo, ser-lhe-á impossível partir feliz quando o chamado vier. Torne-se rico, mas rico de virtude, rico de espírito de serviço, rico de devoção ao Poder Supremo. Isso é o que Me agrada e também o salva.

Uma barra de ferro afunda quando posta na água; mas a trabalhe até a transformar num vaso oco, e ela flutuará e até carregará algum peso a mais. Assim também acontece com a mente do homem, que facilmente afunda no mar da sensualidade. Trabalhe-a, martelando-a com o nome do Senhor; e ela flutuará no mar dos problemas. Não faça igual a um disco da vitrola a cantarolar a canção de alguém, enquanto ignora a genuína emoção da música. Cante, de sua própria experiência, a Glória e a Graça do Senhor."

(Sathya Sai Baba - Sadhana, O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. 151)


domingo, 12 de junho de 2016

MISTICISMO COMO EXPERIÊNCIA PRÁTICA (PARTE FINAL)

"(...) Os ensinamentos dos grandes místicos mostram também que seu misticismo foi sempre uma experiência prática, não uma criação conceitual arejada pela imaginação, pela ilusão ou pelo desejo. O verdadeiro misticismo é experiência, uma percepção imediata, completa e irreversível de uma vida que não tem início nem fim, que tudo abençoa, sem reservas, e que é a única realidade oculta por trás de cada aparência. Quando a mente, o coração e a alma estão verdadeiramente abertos, então podem ser inundados pelo outro, o espírito incriado e imortal no qual pode ocorrer um novo nascimento. As passagens selecionadas a seguir talvez possam ajudar a mostrar como misticismo é direto e prático.

'Peguei a lâmpada, e deixando a zona das ocupações e relacionamentos diários onde tudo parecia claro penetrei no meu eu mais recôndito, no abismo profundo de onde sentia emanar fracamente aquele meu poder de ação. Mas à medida que mais me distanciava das minhas certezas convencionais por meio das quais a vida social é superficialmente iluminada, percebia que estava perdendo contato comigo mesmo. A cada passo na descida uma nova pessoa manifestava-se dentro de mim, de cujo nome eu não mais tinha certeza, e que não mais me obedecia. E quando tive que parar com a exploração, porque o caminho desaparecia sob meus passos, descobri um abismo insondável aos meus pés.' The Divine Milieu, O Ambiente Divino, de Teilhard de Chardim."

(Pedro Oliveira - Misticismo como experiência prática - Revista Sophia, Ano 10, nº 37 - p. 13/14)


sábado, 11 de junho de 2016

MISTICISMO COMO EXPERIÊNCIA PRÁTICA (1ª PARTE)

"Apesar do crescente interesse pelo misticismo em todo o mundo, a genuína percepção mística continua a iludir muitos dos interessados no tema. Existem aqueles que parecem sempre prontos a acreditar em qualquer coisa que o último místico 'corporativo' tenha a lhe dizer. A palavra 'corporativo' é usada aqui propositadamente, já que o tema misticismo tornou-se agora uma indústria multimilionária. Outros tentam se iniciar prematuramente na vida interna só para se convencerem de que verdadeiramente tiveram uma experiência mística autêntica, e que tal evento capacitou-os a ensinar a outros. Em muitos casos, o que passa por ensinamento é basicamente um genuíno exercício de autopromoção e hedonismo.

Um olhar na etimologia da palavra pode ajudar a compreender a profundidade e o rigor intrínsecos ao verdadeiros misticismo. A palavra 'místico' é derivada do verbo grego muein, 'perto dos olhos ou dos lábios'. Os místicos genuínos de muitas eras e culturas atestam a veracidade dessa definição. No âmago do verdadeiro misticismo  está uma experiência intraduzível, tão íntima e poderosa em seu significado profundo que silencia completamente a tagarelice interna e externa, que constitui a apreciada autoimportância da mente pessoal. 

Em testemunhos capazes de alterar vidas, e que nos foram passados desde tempos imemoriais, os místicos afirmam, numa melodia de significado que é quase como uma oferenda cantada, que suas experiências vieram de fora dos confins da mente diária, de uma fonte na qual a totalidade e o significado são como duas chamas entretecidas e perenes. É algo que veio até eles, e não uma coisa que foi buscada por uma mente ignorante. (...)"

(Pedro Oliveira - Misticismo como experiência prática - Revista Sophia, Ano 10, nº 37 - p. 13)


sexta-feira, 10 de junho de 2016

VIDA ESPIRITUAL

"Nos primeiros passos na senda espiritual, o aspirante, já convencido da impossibilidade de ser feliz mediante o agir somente para si (e às vezes em detrimento do descanso, e sem pensar em Deus e no próximo), deseja libertar-se e, para tanto, se decide a administrar seu tempo e suas energias.

Passa a orar, a meditar... como que se dedicando a Deus. Mas, lá no fundo da alma, o que pretende é convencer Deus de lhe dar mais poder, mais alegrias, mais preenchimento, mais satisfação...

Passa a desenvolver atividade caridosa ostensiva... Mas, lá no fundo da alma, pensa assim: 'Com isto estou agradando a Deus, portanto,  Ele vai me dar isto e aquilo...'

Como é bom fazer uma autoanálise em nossas motivações!

Senhor, ajuda-me a desmascarar os truques com que meu eu se defende e me retém."

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 37)


quinta-feira, 9 de junho de 2016

O PLANO DIVINO (PARTE FINAL)

"(...) O Plano Divino, que se pode dizer ser eterno dos céus, é uma esquema de evolução no tempo. Ele atua em e através das mentes e vontade dos homens, cuja evolução prossegue segundo seu livre-arbítrio em vários graus e pensamento individual. Mas, se toda nossa liberdade é compreendida por sua onisciência, e embora sejamos livres para escolher. Aquele que tudo sabe, sabe como escolheremos. Do nosso ponto de vista inferior temos de planejar o melhor, e tudo que é aceitável desse melhor é abarcado e descoberto como sendo parte de seu plano em florescimento.

Assim como a intelecção ou vontade do Manu - para ele os dois atos devem ser um - é um baixar do depósito infinito de pensamento divino, a perfeição que é alcançada aqui em baixo por nossos melhores esforços é a corporificação de uma perfeição divina que está sempre esperando para descer. O movimento ascendente da matéria é interceptado e mistura-se com a corrente descendente do espírito que, quando reflete a natureza da matéria, é fragmentada numa infinidade de formas e ideias divinas - e na união dessas forças, de baixo e de cima - é gerada aquela perfeição que é tanto objetiva quanto subjetiva."

(N. Sri Ram - o Interesse Humano - Ed. Teosófica, Brasília, 2015 - p. 104)