OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sexta-feira, 28 de abril de 2017

DESASTRES MENTAIS

"Dirigindo uma bicicleta, você terá que ter muito menos cuidado do que se estiver em cima de uma moto supermáquina. Um erro praticado por um ciclista terá resultados muito menos dramáticos que o praticado por um motociclista. Não é? O ferimento que um agressor fizer em sua vítima depende do grau de destrutibilidade de sua arma. Assim, quem dá um soco, praticará uma violência menos desastrosa do que se atirasse nele com uma pistola automática.

Estou querendo, com isto, lembrar que um pensamento agressivo, emitido por uma pessoa comum, é muito menos trágico do que um produzido por um desses indivíduos que, através de técnicas, enquanto negligentes na ética, andou 'desenvolvendo os poderes mentais'.

Lembro ainda que pensamento destrutivo não se dirige somente contra os outros. Quando, no auge de uma crise existencial, mergulhado em depressão ou irritação, invigilantemente, qualquer um chega a dizer, com sinceridade e ênfase: 'É o fim! Tomara morrer. A vida é uma droga. Vivo no inferno. Por que não morro logo?!'

Isto é cientificamente, uma genuína autodestruição que se cumpre muito mais rápida, fiel e necessariamente na medida em que o imprudente 'desenvolveu' seus 'poderes mentais'

Cuidado!

Minha mente seja Teu trono, Senhor."

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 187/188)


quinta-feira, 27 de abril de 2017

A EVOLUÇÃO DA ALMA (PARTE FINAL)

"(...) Conta-se que, na antiguidade, uma batalha foi perdida porque os soldados ficaram desencorajados quando um cavalo escorregou e matou o general do exército. Mas por que o cavalo escorregou? Porque a ferradura soltou-se, e isso, por sua vez, aconteceu porque o ferreiro não a havida pregado de maneira apropriada. Assim diz o ditado: 'a batalha foi perdida por falta de um cravo na ferradura. Daí a importância dos menores deveres de cada pessoa.

A vida é também uma escola. Existem algumas experiências arquetípicas como a maternidade e a paternidade, as dificuldades financeiras etc, que cada ego deve experienciar, numa encarnação ou outra. Talvez o máximo que possamos aprender na 'escola da vida' seja o espírito da doação, a arte de cuidar. Somos repetidamente colocados em situações dolorosas ou desfavoráveis até aprender a lição necessária.

O aprendizado é um processo sem fim para todos os estudantes. Alguns fracassam e desistem. Outros fracassam, mas continuam tentando. Infelizmente existem os que não aproveitam essa oportunidade de ouro. Para a maioria de nós, o aprendizado é muito lento. vivemos sob a falsa impressão de que uma vida não é suficiente para completar esse curso e continuar prolongando nosso processo de autolibertação.

Se não for agora, então quando será? Se o período médio de vida de uma pessoa é 70 anos, ela passa quase 68 anos fazendo coisas como brincar, estudar, dormir, comer, tomar banho, fazer compras, trabalhar, divertir-se etc. Mal tem dois anos para o seu progresso moral e espiritual. Mas passa até mesmo esses dois anos fazendo coisas triviais. O homem nasceu não apenas para comer, beber, crescer e morrer, mas também para se elevar espiritualmente e iluminar seu futuro. 'Agora ou nunca' deve ser o nosso lema na vida. 

Se a vida pode ser comparada a uma estrada, o homem é um eterno peregrino, acumulando experiência em cada encarnação. Logo que percebemos o propósito da vida - a evolução e a emancipação da alma - começamos a tomar essa evolução em nossas próprias mãos. Não estamos sós - temos que chegar ao destino na companhia das outras almas peregrinas, e não isolados."

(D. B. Sabnis - A evolução da alma - Revista Sophia, Ano 7, nº 25 - p. 13)


quarta-feira, 26 de abril de 2017

A EVOLUÇÃO DA ALMA (1ª PARTE)

"Muitos concluem apressadamente que não existe um significado para a vida. A morte seria o fim, e isso é tudo. Mas isso só acontece porque essas pessoas não se preocuparam em conhecer o verdadeiro propósito da vida.

Estabelecemos para nós mesmos metas de curto prazo. Enquanto tivermos alguma meta, sentimos que nossa vida tem significado. Mas as nossas metas são transitórias. Realizamos uma e já estamos atrás de outra. Precisamos compreender que a busca do significado da vida é um busca espiritual que cada um tem que empreender.

A vida de todos nós é significativa, contanto que mudemos nossa atitude com relação àquilo que ela nos traz. A vida de um professor ou de um estudante, de um médico, de um engenheiro, de um homem de negócios ou de um varredor, enfim, a vida de todos poderia ser significativa se cada um vivesse com o objetivo de autorrealização e autotranscendência.

Por isso é importante compreender a vida como uma escola e uma estrada - e o homem como aluno e peregrino. Mas que homem? É a individualidade, o ego que é o ator, o experienciador e também o eterno peregrino. É esse ego ou ator que escolhe o mundo como palco para atuar. Ele escolhe as circunstâncias, seu papel, sua família, seus pais, sua personalidade etc.

A palavra personalidade deriva da palavra latina persona, que significa máscara. Por trás da máscara o ator permanece anônimo. Esses diferentes papéis desempenhados pelo ator são as nossas personalidades. Estamos tão absortos em representar nosso papel nesse mundo que raramente estamos perceptivos do nosso verdadeiro eu.

Numa determinada vida, podemos estar desempenhando o papel de mãe, irmão, funcionário, magnata ou varredor. Devemos tentar desempenhar nosso papel da melhor maneira, não importanto quão insignificante seja.

Às vezes, num filme vemos que o desempenho de um coadjuvante é elogiado mais que o do herói - um papel insignificante ganha destaque. Mas, na verdade, não existem papéis insignificantes. É a nossa atitude que importa. O sucesso do filme depende de cada um fazer bem o seu papel, na vida real, também dependemos de outros atores. (...)"

(D. B. Sabnis - A evolução da alma - Revista Sophia, Ano 7, nº 25 - p. 13)


terça-feira, 25 de abril de 2017

A NATUREZA DA ARMADILHA

"A tristeza é resultado de um choque, é o abalo temporário de uma mente que estava calma, que havia aceitado a rotina da vida. Algo acontece - uma morte, a perda de um emprego, o questionamento de uma crença acalentada - e a mente fica perturbada. Mas o que torna uma mente perturbada?

A mente encontra uma maneira de ficar novamente tranquilizada: refugia-se em outra crença, em um emprego mais seguro, em um novo relacionamento. No entanto, novamente a onda da vida a atinge e abala sua segurança. Mas a mente logo encontra outra defesa, e assim ela prossegue. Esse não é o caminho da inteligência, é?

Nenhuma forma de compulsão externa ou interna vai ajudar, concorda? Toda compulsão, ainda que sutil, é resultado da ignorância, nasce do desejo de recompensa ou do medo da punição. Entender toda a natureza da armadilha é estar livre dela - nenhuma pessoa, nenhum sistema, nenhuma crença pode libertá-lo. A verdade é o único fator libertador. Mas você tem de ver por si mesmo, e não ser persuadido. Você tem de partir em uma viagem por um mar desconhecido."

(Krishnamurti - O Livro da Vida - Ed. Planeta do Brasil Ltda., São Paulo, 2016 - p. 233)


segunda-feira, 24 de abril de 2017

COMO SEGUIR O CAMINHO (PARTE FINAL)

"(...) Como disse o Buda no seu primeiro ensinamento, a raiz de todo nosso sofrimento no samsara é a ignorância. Até que nos livremos das suas malhas, ela pode parecer infinita e pode enevoar nossa busca, mesmo quando já estamos trilhando o caminho da espiritualidade. No entanto, se você se lembrar disso e ficar com os ensinamentos no seu coração, desenvolverá gradualmente o discernimento para reconhecer as inúmeras confusões da ignorância tais como são, sem nunca pôr em risco o seu empenho ou perder a sua perspectiva.

A vida, como nos ensinou o Buda, é breve como um relâmpago; no entanto, como disse Wordsworth: 'O mundo está demasiadamente conosco: obtendo e gastando nós devastamos nossos poderes'. Essa ruína dos nossos poderes, essa traição da nossa essência, esse abandono da miraculosa oportunidade que esta vida - o bardo natural - nos dá de conhecer e corporificar a nossa natureza iluminada, é talvez a coisa mais dolorosa a respeito da vida humana. O que os mestres estão nos dizendo de fundamental é para pararmos de enganar a nós mesmos: o que teremos aprendido se no momento da morte não soubermos quem de fato somos? Como diz o Livro Tibetano dos Mortos:

Com a mente muito longe, sem pensar na vinda da morte,
Cumprindo estas atividades sem sentido,
Voltar de mãos vazias, agora, seria completa confusão;
Necessário é o reconhecimento, o ensinamento espiritual,
Então por que não praticar o caminho da sabedoria neste exato momento?
Da boca dos santos vêm estas palavras:
Se você não mantiver o ensinamento do mestre em seu coração
Não estará enganando a si mesmo?"

(Sogyal Rinpoche - O Livro Tibetano do Viver e do Morrer - Ed. Talento/Ed. Palas Athena, 1999 - p. 177/178