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Mostrando postagens com o rótulo dualidade

O DESEJO CÓSMICO

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"Esta vida, uma mistura de prazer e dor, é como a superfície tranquila de um rio profundo por baixo do qual uma poderosa corrente avança impetuosamente. Calmamente dia sucede dia, e viajamos do nascimento à morte, inconscientes de que o tempo todo estamos sendo levados adiante, não segundo nossa volição, mas segundo a impetuosa necessidade de um desejo cósmico. Este anelo cósmico é inseparável de todas as formas que corporificam uma vida. Sob seu impulso, o mineral no invólucro rochoso está indócil com desejo; impelido por esse desejo, a nebulosa dá origem a sistemas estelares. Todas as coisas que vivem, mineral, vegetal e animal, homem, anjo e arcanjo estão sujeitas a este ardente desejo; pois ele flui como uma corrente invisível através de tudo que eles pensam e sentem. Ele dota os homens de uma irresistível qualidade de conquista; eles não sabem que quem conquista é o desejo cósmico, e não eles. O homem cruel, que esmagando os fracos, atinge o ápice, somente o faz porque a resi...

A DUALIDADE DO PENSADOR E DO PENSAMENTO

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"Quando você observa algo (uma árvore, seu cônjuge, filhos, seu vizinho, as estrelas da noite, a luz na água, o pássaro no céu etc.), há sempre o observador (o censor, o pensador, o experimentador, o buscador) e o objeto observado: o observador e o observado, o pensador e o pensamento. Portanto, há sempre uma divisão. Essa divisão é o tempo, é a própria essência do conflito. E quando há conflito, há contradição. 'O observador e o observado' é uma contradição, pois existe uma separação. Quando há conflito, há sempre a urgência de ir além dele, dominá-lo, superá-lo, fugir dele, fazer algo a respeito. Toda essa atividade envolve o tempo... Enquanto houver essa divisão, o tempo passará, e o tempo é tristeza. Aquele que quer entender o fim da tristeza deve entender isso. Deve descobrir, ir além dessa dualidade entre o pensador e o pensamento, o experimentador e a experiência. Ou seja, quando há uma divisão entre o observador e o observado, há o tempo, e por isso não há o fim da...

O QUE É O EU INFERIOR

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"O eu inferior é o centro criador de nossas atitudes e sentimentos negativos, que se voltam contra nós mesmos e contra os outros, e que decorrem de nossa separação egocêntrica em relação à totalidade da vida. É a nossa defesa contra a dor, a nossa insensibilidade ao sentimento, o nosso desligamento de nós e dos outros. E é o negativismo que manifestamos como resultado dessa insensibilidade.  Nós projetamos nos outros a imagem do 'inimigo', o que nos permite tratá-los tão mal, forçando-os a desempenhar um papel em nossos melodramas ocultos, em vez de respeitar a integridade que Deus lhe concedeu. O eu inferior deriva da falsa crença de que o nosso corpo/mente separado pode viver uma vida à parte do tecido constituído por todos os outros seres vivos, e do qual somos, na verdade, apenas um fio entrelaçado aos demais. A essência do eu inferior é a intenção negativa de ficar ao largo da totalidade da vida, e depois tornar grandiosa essa separação.  O eu inferior se manifesta em...

A RAIZ DA LIBERTAÇÃO

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"355 - Sendo Paramãtman (o Logos ) não dual e sem diferença, tais concepções como 'eu', 'tu' e 'isto' são produzidas através dos defeitos de buddhi . Mas quando samãdhi se manifesta, todas as diferenciações ligadas a ele são destruídas através da realização da única e real Natureza. COMENTÁRIO - Só há uma única e real substância que permeia todas as coisas. Entretanto, não a percebemos devido aos nossos defeitos. Temos que aprender a conviver com as nossas falhas e as dos outros, a fim de que algum dia possamos perceber a imensa Luz, Paz e Amor que brilha em todos os quadrantes. O exercício da paciência, do suportar sem reclamações, sem nos fazermos de vítima, está na raiz da libertação." ( Viveka-Chudamani - A Joia Suprema da Sabedoria - Comentário de Murillo N. de Azevedo - Ed. Teosófica, Brasília, 2011 - p. 135/136 ) www.editorateosofica.com.br/

A MUDANÇA NO CORPO EMOCIONAL (PARTE FINAL)

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"(...) Em verdade, isso torna-se muito diverso quando o verdadeiro Ser determina quais sentimentos devem se manifestar e conscientemente deixa fluir essas elevadas emoções através do corpo astral. Em vez de o agitarem flutuantes e nebulosas emoções que mudam a cada momento, será um corpo radiante, que emite firmemente as emoções determinadas pelo Ego e que palpita ritmicamente sob os impulsos interiores. Também à visão clarividente, muito diferente se torna assim o corpo emocional: em vez de turvas manchas de cor, nossas emoções se mostram claramente definidas e concentricamente ordenadas, irradiando vigorosamente do centro do corpo emocional. Dessa forma, nesse corpo se opera mudança análoga à efetuada no físico. Nesse caso cabe ainda comparar a mudança operada à que se observa numa massa de limalha de ferro quando submetida à influência de um campo magnético. No corpo emocional modificado há uma vontade central, dominante e diretora, e consequentemente ele agora é vi...

FELICIDADE AQUI E AGORA

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"Todos os nossos esforços conscientes são direcionados à busca da felicidade, mas a infelicidade surge da própria tensão desses esforços. Conseguimos nos manter infelizes a maior parte do tempo. O dinheiro (ou a falta dele) é uma das maiores causas de infelicidade. O rei Abdul Rahamn III, o maior dos reis Omayyad da parte moura da Espanha, era rico, poderoso, temido e respeitado em todo o mundo ocidental. Sua bela capital, Córdoba, era orgulho e inveja de toda a Europa. Ele reinou por mais de cinquenta anos, mas, durante esse longo período, lembrava-se de ter sido verdadeiramente feliz apenas por catorze dias. O desejo é a principal causa da infelicidade. Os objetos mundanos de desejo - dinheiro, posição, posses, fama - são amaldiçoados por uma doença peculiar; a dualidade. Sua natureza projeta duas reações opostas, como dor e prazer, estados agradáveis e desagradáveis se alternam na mente. Por isso, a satisfação de um desejo nunca leva a um estado de felicidade ininterrup...

COMO EU ENCARO A RAIVA?

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"Obviamente, eu encaro a raiva como um observador com raiva. Eu digo: 'Estou com raiva'. No momento da raiva não há 'eu', ele vem imediatamente depois, o que significa tempo. Consigo encarar o fato sem o fator do tempo, que é o pensamento, a palavra? Isso acontece quando há o olhar sem o observador. Veja aonde isso me levou. Agora começo a perceber uma maneira de olhar - a percepção sem opinião, conclusão, condenação, julgamento. Por isso, percebo que pode existir o 'ver' sem o pensamento, que é a palavra. Então, a mente está além dos aglomerados de ideias, do conflito da dualidade e de todo o resto. Desse modo, como posso encarar o medo sem que ele seja um fato isolado? Se você isolar um fato que não abriu a porta para todo o universo da mente, então vamos voltar ao fato e começar de novo, considerando outro fato para que você mesmo comece a ver como a mente é extraordinária, para que você tenha a chave, possa abrir a porta e possa irromper dentro ...

O DESPERTAR DA ILUMINAÇÃO (2ª PARTE)

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"(...) Quanto Parcifal chegou ao castelo do Graal, a paisagem em volta era árida e seca. Nada ali jamais crescera ou florescera. Ao conhecer o rei, viu que ele estava cheio de dor e sofrimento. Mas Parcifal ficou admirado com suas próprias visões e permaneceu como um observador, trancado em seu próprio mundo. Desse modo, nada fez para ajudar. Este é um quadro comum em nossas vidas atuais. O meio ambiente e a sociedade são um mero reflexo do caos interno do homem. A nossa realidade individual nada mais é que um reflexo do nosso próprio mundo interior. A cura e a totalidade só são atingidas quando tocamos para diante a nossa vida interna. Em A Voz do Silêncio , H. P. Blavatsky indaga: 'Você sintonizou seu coração e sua mente com o grande coração e a grande mente da humanidade?' Todos nós precisamos aprender a nos comunicar com empatia e compaixão, através dos nossos corações, tanto por nós mesmos quanto pelos outros. Estamos acostumados a usar a mente. Todo dia n...

UMA NECESSÁRIA MUDANÇA DE ATITUDE

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"(...) nossa consciência de sermos uma dualidade, um Eu superior interno e um eu inferior externo, está baseada na ignorância. Não somos duas entidades, senão uma só. Somos o Ser divino e nenhum outro. Seu mundo é nosso mundo, e sua vida é nossa vida. O que sucede é que, quando infundimos nossa consciência divina nos corpos através dos quais temos de adquirir certas experiências, nos identificamos com esse corpos e nos esquecemos do que realmente somos. Então, à consciência aprisionada, escravizada pelos três corpos, obediente a seus caprichos, chamamos de eu inferior ou personalidade. Sentimos nossa voz interna, nossa verdadeira voz, como o chamamento do Eu superior. E trava-se a penosa luta, nossa verdadeira crucificação, entre os dois, Ego e personalidade. Contudo, a maior parte desse sofrimento provém de nossa ignorância, e cessa quando compreendemos nossa genuína natureza, de que resulta uma completa mudança de atitude. Para começar, nossa concepção acerca da ...

O PENSADOR E O PENSAMENTO (1ª PARTE)

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"Em todas as nossas experiências há sempre o experimentador, o observador que acumula contínuamente, ou que renuncia a si mesmo. Não será errôneo esse processo, e não estamos aí empenhados numa atividade que não faz vir o estado criador? Se é errôneo o processo, será possível eliminá-lo de todo, abandoná-lo? Só é possível quando experimento, não como 'pensador', mas estando bem cônscio do processo falso e percebendo que só existe um estado único, no qual o pensador é o pensamento.  Enquanto estou experimentando, enquanto estou no estado de 'vir a ser', tem de haver essa ação dualista, tem de haver pensante e pensamento, dois processos distintos. Não há integração e, sim, sempre, um centro que opera através da vontade de agir no sentido de ser ou de não ser — coletivamente, individualmente, nacio nalmente, etc. Esse o processo universalmente observado. Enquanto o esforço estiver dividido entre o experimentador e a experiência, tem de haver deterioração. Só é p...

VIDA E MORTE

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"Do ponto de vista da verdade, que é Teosofia³, a morte tem um caráter diferente do que comumente imaginam as pessoas de quaisquer crenças. O medo da morte é a coisa mais comum no mundo; na verdade, a morte é retratada como a rainha do terror. Na Índia, os costumes e ritos dedicados ao funeral imprimem pavor nas mentes dos enlutados com pompa quase primitiva, enquanto no Ocidente o horror com que é considerada está vestido com o silêncio de um pesar negro e sombrio. Mas, do ponto de vista do homem eterno, a morte é um incidente recorrente no caminho de seu progresso, e, como nos diz o Bhagavad-Gita , 'por que se afligir com o inevitável?' Existem razões para pensar que a morte não é um incidente prejudicial, e geralmente também não é dolorosa. Na maioria dos casos a mudança deve decididamente ser para melhor; o evento em si deve ser um evento que traz alívio. Para o teósofo o mundo físico é o verdadeiro anel externo de trevas. O processo de inspiração (que é morte ...

DOMINAR SEM VIOLÊNCIA

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" Para diminuir alguém,  Deve-se primeiro engrandecê-lo.  Para enfraquecer alguém,  Deve-se primeiro fortalecê-lo. Para fazer cair alguém, Deve-se primeiro exaltá-lo. Para receber algo, Deve-se primeiro dá-lo. Esse deixar amadurecer É um profundo mistério. O fraco e flexível É mais forte que o forte e rígido. Assim como o peixe Só pode viver em suas águas, Assim só pode o chefe de Estado Dominar sem violência .  EXPLICAÇÃO: As grandes verdades aparecem sempre em forma paradoxal. Já o Cristo afirmava: 'Quem quiser ganhar a sua vida perdê-la-á - mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, ganhá-la-á'. E Paulo de Tarso dizia: 'Eu morro todos os dias - e é por isto que eu vivo'. Nos primórdios do cristianismo escreveu Tertuliano: 'Eu creio no mundo espiritual - porque é absurdo'. Estas alternativas paradoxais se referem sempre, uma à dimensão quantitativa ilusória do ego - a outra à dimensão qualit...

ESTAR NO MUNDO E VIVER EM PAZ (1ª PARTE)

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"Nos tempos antigos, comparava-se a vida mundana ao girar de uma roda. Aquele que nasce como príncipe pode tornar-se escravo, dizia-se, e um serviçal pode se alçar a uma elevada posição. Ninguém pode ter certeza de que a felicidade de hoje existirá amanhã. A roda de samsara , de renascimentos e mortes, é um símbolo da incerteza em um mundo em constante mudança; ninguém está livre de perder o que possui.  A condição mundana também é comparada ao oceano da vida ( bhavasagara ), cheio de perigos, sacudido por tormentas, habitado por tubarões e outras criaturas vorazes. Mas mesmo aqueles que concordam com essas imagens raramente levam a sério a necessidade de mudança, e continuam vivendo com as incertezas e os perigos como se eles não existissem. O perigo não é apenas perder posses ou status ; é ser arrastado impotente pelas correntes do oceano, agindo mecanicamente, inconsciente do que está acontecendo, sem um rumo moral e espiritual.  Uma terceira descrição da vida m...

CAMINHO DA LIBERTAÇÃO

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" Thithiksha significa equanimidade em face dos opostos, suportando serenamente a dualidade. É o privilégio do forte e o tesouro do bravo. Os fracos serão tão agitados como as penas de um pavão; estão sempre inquietos, sem um minuto de estabilidade. Oscilam feito pêndulo, de um lado a outro: uma hora, alegria; no instante próximo tristeza. Thithiksha não é a mesma coisa que sahana ¹, pois sahana  significa suportar, tolerar, aguentar uma coisa somente porque não se tem outro jeito. Se você tem capacidade para vencê-la, mas, ainda assim, nega-lhe atenção, isto sim, é disciplina espiritual.  Conviver pacientemente com o mundo externo da dualidade, combinando isso com uma vivência de equanimidade e paz internas, é o caminho da Libertação. Levar tudo com analítica discriminação é o tipo de sahana  que conduzirá a bom resultado." ¹ Sahana - fortaleza, paciência. ( Sathya Sai Baba - Sadhana, O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. ...

A PERFEIÇÃO SUPREMA (PARTE FINAL)

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"(...) Para inúmeras pessoas, o Bhagavad Gita ensina apenas o Karma Yoga - como ser bom, fazer o bem, servir ao próximo. Nenhuma ação edificante é má, por certo; mas convém entender com precisão que o ensino de Krishna nessas passagens do Gita aponta para uma verdade além da dualidade - verdade que não reconhece contraposição nem possibilidade de queda futura, nenhuma limitação da consciência do ego, apenas liberdade absoluta no Eu Infinito. Até o samadhi deve ser buscado num espírito de completo repúdio à identificação mesquinha com o corpo, o ego, a família, os gozos astrais ou terrenos. Com efeito, para o verdadeiro yogue, os próprios paraísos astrais são um ideal menor, algo a ser antes desdenhado que perseguido. Finalmente, como escreveu meu Guru, 'O viajante contumaz do caminho da teologia raramente prova um gole ao menos da água pura e divina da verdade. Apetece unicamente beberagens coloridas e artificiais! Esse desejo por novidades só o conduz para a região de...

EQUANIMIDADE

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" Thithiksha equanimidade em face dos opostos, suportando serenamente a dualidade. É o privilégio do forte e o tesouro do bravo. Os fracos serão tão agitados como as penas de um pavão; estão sempre inquietos, sem um minuto de estabilidade. Oscilam feito pêndulo, de um lado a outro: numa hora, alegria; no instante próximo, tristeza. Thithiksha  não é a mesma coisa que sahana ¹, pois sahana  significa suportar, tolerar, aguentar uma coisa somente porque não se tem outro jeito. Se você tem capaciade para vencê-la, mas, ainda assim, nega-lhe atenção, isto sim, é disciplina espiritual. Conviver pacientemente com o mundo externo da dualidade, combinando isso com uma vivência de equanimidade e paz internas, é o caminho da Libertação. Levar tudo com analítica discriminação é o tipo de sahana que conduzirá a bom resultado." ¹ Sahana - fortaleza, paciência. ( Sathya Sai Baba - Palavras de Ouro - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. 116 ) www.record.com.br ...

A VERDADEIRA EXPERIÊNCIA DO ÊXTASE ESPIRITUAL

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"Deus nos deu o poder da inspiração espiritual - a percepção da pura bem-aventurança de Sua presença em nós. Mas a força do mal na criação inventou imitações espúrias. Os efeitos temporários e euforizantes do álcool e das drogas são falsificações das verdadeiras experiências espirituais. O uso dessas substâncias frequentemente leva ao abuso do sexo, o que impede o poder da inspiração espiritual, prendendo a mente à intensa consciência corporal.  Muitas pessoas bebem vinho para banir lembranças e preocupações tristes ou desagradáveis, mas essa espécie de esquecimento priva o homem da sabedoria inata da alma - exatamente o poder que o faria superar problemas e encontrar felicidade duradoura. Deus, sendo a própria Alegria, quer que busquemos e encontremos, dentro de nossas almas, Sua bem-aventurança sempre nova. As imitações são nocivas, pois são as iscas de maya , a força cósmica ilusória que está sempre tentando arruinar todas as belas expressões de Deus neste universo....

OS ILUMINADOS (4ª PARTE)

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O Iluminado em discernimento "Vivekananda foi um líder religioso, fundador da Missão Ramakrishna. Nasceu em 12 de janeiro de 1863, em Calcutá. Ele se tornou um discípulo de Ramakrishna, porque este preencheu suas exigências de um mestre que, apesar de suas experiências diretas com Deus, desse ensinamentos que não contradissessem a razão. (...) Em 1893, Vivekananda representou o hinduísmo no Parlamento Mundial das Religiões, em Chicago, onde ele pregou a unidade da existência, a divindade da alma, a não-dualidade do supremo e a harmonia das religiões. Vivekananda inaugurou o movimento Vedanta nos Estados Unidos e visitou a Europa.(...) Ele morreu a 4 de janeiro de 1902, aos 39 anos. O Grande Iniciado Abhedananda foi um outro fiel discípulo de Ramakrishna, amigo pessoal de Vivekananda. Além de ter conseguido a perfeição em ioga, deixou obras sobre esse assunto, expressando exclusivamente seus conhecimentos e experiências pessoais. Escreveu sobre a essên...

OS OPOSTOS

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"Diz-se que há dois lados para cada questão, mas apenas um lado certo. Você deve aprender qual é o lado certo, a fim de conhecer a Verdade. Emerson disse, em seu ensaio sobre Compensação: '...pois um inevitável dualismo divide toda a natureza, de tal forma que cada coisa é uma metade e sugere outra coisa para torná-la inteira; como espírito e matéria; homem e mulher; subjetivo e objetivo; dentro e fora; superior e inferior; movimento e repouso; sim e não.' Há luz e escuridão, fluxo e refluxo, dentro e fora, amargo e doce. A escuridão é a ausência de luz. Há calor e há frio, mas do ponto de vista da Verdade absoluta não existe o frio. Todos os opostos se conciliam no Absoluto. Há saúde e há doença, mas no Absoluto tudo é saúde, beleza e perfeição. O valor positivo é luz, saúde e amor. Os opostos são representados em nossas experiências, a fim de que possamos aprender o significado dos positivos. Sem o oposto ou negativo para ressaltar o positivo, não seríamos consci...

PRATIQUE O EQUILÍBRIO DAS ENERGIAS

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" (4:22) Está livre do karma quem aceita tranquilamente o inesperado; tem ânimo firme e não se deixa afetar pela dualidade; não nutre inveja, ciúme ou animosidade; e (finalmente) vê com iguais olhos o sucesso e o fracasso. Embora já tenhamos abordado esse assunto, convém reexaminar aqui de passagem o caso oposto: a pessoa que se deixa abalar pelos imprevistos; que está sempre saltitante de alegria ou murcha de desapontamento; que se rói de inveja, ciúme e ódio; enfim, que se rejubila com o sucesso e se sente emocionalmente devastada pelo fracasso. Gozarão pessoas assim, alguma vez, de paz de espírito? E para quem não frui a paz interior, como disse Krishna em outra estrofe, a felicidade será possível? O que, em geral, passa por felicidade na mente mundana é mera excitação emocional ou (às vezes) o alívio temporário de alguma causa de transtorno e sofrimento. A excitação leva ao medo, à dúvida, à incerteza. O alívio passageiro provoca, não contentamento, mas quase sempre enfa...