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AS QUALIDADES ESPIRITUAIS DOS ALIMENTOS

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"(17:8) Alimentos que promovem longevidade, vitalidade, resistência, saúde, bom humor e apetite saudável; que agradam ao paladar, são moderadamente temperados, nutritivos e bons para o corpo: eles propiciam (contentamento sáttwico) e gozam da preferência das pessoas sáttwicas. (17:9) Alimentos amargos, azedos, salgados demais, muito quentes, de gosto picante e ardidos (propiciam satisfação rajásica) e são da preferência do temperamento rajásico. Tais alimentos geram dor, mal-estar e doença. (17:10) Alimentos pouco nutritivos, sem gosto, pútridos, rançosos, deitados ao lixo ou (por qualquer outro modo) impuros (propiciam contentamento tamásico) e são preferidos pelas pessoas tamásicas. As qualidades espirituais de um alimento   não devem ser confundias com suas propriedades químicas. O que se discute acima são as vibrações  daquilo que se come. Também por essa razão, importa muito que o alimenta seja preparado  quando a mente está tranquila e não comprometida por emoções d...

O OBSERVADOR E O OBSERVADO (4ª PARTE)

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18. O observado vem à existência quando o impacto dos sentidos é modificado pelos gunas ou pelos três fatores condicionantes da mente por causa da busca pelo preenchimento da própria mente.  No sutra acima, prakãsa , kriyã e sthiti referem-se a sattva , rajas e tamas - os três gunas ou os três fatores condicionantes da mente. A palavra apavarga  que aparece neste sutra  significa de fato preenchimento, e não libertação como é dito por muitos comentadores. A mente para seu próprio preenchimento distorce a atividade dos três gunas ; é o que ocasiona uma modificação nos impactos dos sentidos. Refere-se à intervenção da mente no ato de experimentar. Quando o pensamento interfere no ato de experimentar, então esse ato fragmenta-se, levando à fragmentação da própria experiência. Quando assim acontece, somos incapazes de ver o que é; vemos apenas aquilo que foi modificado pela ação do pensamento. É óbvio que os impactos dos sentidos são possíveis devido ao funcionamento d...

A CONQUISTA DA LIBERDADE (1ª PARTE)

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" Por que os homens querem ser livres? Como podem se tornar livres? O que os impede? O impulso do espírito no interior desse esquife de carne e osso que habitamos é se livrar do tamas  (inércia) do corpo, do rajas (movimento do desejo) das emoções e até mesmo do sattva (ritmo) da mente; esses são os elos que o espírito interior gostaria de quebrar em pedaços. Eles são como nuvens que o espírito se esforça para penetrar e dissipar, porque escondem surya , o sol. O mesmo espírito deve ser encontrado não apenas em todos os homens e mulheres, mas também no chão, no relâmpago e na tempestade, na erupção vulcânica e na paz da primavera. Por isso a vida interior está sempre forçando caminho através das formas para se unir à vida liberta de formas, pois não há mais que uma única vida. Isso é evolução. Assim como a água desce morro abaixo para se juntar ao oceano, o espírito interior  de nosso corpo, em cada átomo e em toda a natureza está constantemente lutando para se l...

OS TIPOS DE NERVOSOS (PARTE FINAL)

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"(...) Os psiquiatras vêm tratando seus pacientes com psicotrópicos, medicamentos (fármacos), que atuam sobre os nervos e sobre a mente. Aos abatidos prescrevem drogas, que produzam psicoanalepsia e neuroanalepsia , isto é, estimulantes da atividade mental ( psicotônicos ) e são neuroenergizantes ou antidepressivos e, assim, rajasificam os tamásicos. Aos agitados, ao contrário, tratam de levá-los à psicolepsia e nerolepsia , através de drogas calmantes, ataráxicas, tranquilizantes, hipnóticas, sedantes... conseguindo, destarte, reduzir a agitação rajásicas e relaxar tensões. Com o mesmo critério, visando aos mesmos efeitos, a yogaterapia aplica suas técnicas psicolépticas ou psicanalépticas, isto é, tranquilizantes e estimulantes, respectivamente a nervosos rajásicos e nervosos tamásicos.  Enquanto que as drogas acarretam efeitos colaterais indesejáveis, inclusive a 'dependência' ou vício e a intoxicação, as técnicas ensinadas neste livro, ao contrário, colab...

OS TIPOS DE NERVOSOS (3ª PARTE)

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"(...) Para manter-se sempre feliz, eficaz e sadio, o homem rajásico nunca deveria esquecer-se de aumentar sua dimensão sattvica, isto é, aquela que o manterá sereno, portanto mais criativo e eficaz em seu agir. O tamásico precisa vencer sua preguiça, isto é, aumentar sua dose de rajas , e, sob pena de o fazer com imprudência, também precisa conquistar cada vez maior a sattvidade. Chamo nervoso rajásico aquele que, por falta de sabedoria, transformou a vida num inferno pelo tanto que realizou e realiza, pelo tanto que andou ambicionando e ainda deseja, pelo tanto que juntou para si e pelo sobressalto de guardar tanto, pelo exaustivo e tumultuado agir que o obsedia. Ele é inquieto, exaltado, violento, instável, medroso, reagindo emocionalmente com exagero a tudo, sem medida nem lógica. É inseguro. Vive em luta e apavorado contra o que o ameaça. Tem imaginação fértil. É hipertenso e vem a dar o agitado. Nele, portanto, o característico é a energia - rajas - em excesso e confus...

OS TIPOS DE NERVOSOS (2ª PARTE)

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"(...) Cada ser, objeto e até mesmo cada fenômeno ou estado de ser resultam do jogo dos gunas . Há sempre um dominante, enquanto os dois outros são secundários e concomitantes. Quando numa pessoa sattva  domina, ela é boa, feliz, sábia, sóbria, tranquila, harmoniosa, sã e santa, embora em todo santo reste ainda vestígios de intranquilidade ou de indolência, alguma coisa ainda não santa. Rajásico é o homem bruto, inquieto, conquistador, insatisfeito, lutador, agressivo, sem paz, sem pouso, ansioso, incalmo... No entanto, o mais rajásico dos ditadores é a custo que sufoca raros sátvicos impulsos de generosidade e, vez por outra, sente a tamásica necessidade de repouso e solicitações à indolência. Ninguém, de igual modo, é totalmente tamásico, isto é, inerte, indiferente, parado, amorfo, abatido e sem força.  As pessoas são, assim, de três tipos, sattvicas, rajásicas e tamásicas. São normais quando sua fórmula triguna se mantém em razoável estabilidade. O equilíbrio do t...

OS TIPOS DE NERVOSOS (1ª PARTE)

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"Há muitas maneiras de tratar uma pessoa nervosa. Podemos dizer que o ideal seria um tratamento específico, isto é, cada nervoso sendo cuidado de uma forma diferente, de acordo com seu caso particular, com sua constituição física, suas condições e sintomas individuais, sua história de vida e, conforme sua posição na sociedade e na família. (...) Aqui visamos a dar umas linhas gerais e comuns às várias espécies de tratamentos, e que são eficazes na maioria dos casos. Para evitar erros decorrentes de uma excessiva generalização, precisamos pelo menos fazer uma classificação dos nervosos, visando a apontar uma orientação geral e adequada a cada tipo.  Os distúrbios mentais e de personalidade, as alterações do comportamento e as enfermidades psíquicas têm recebido classificações várias. A que desejamos observar, segundo a psicologia yogue e tendo em vista a orientação do tratamento, divide os 'nervosos' em duas categorias: os rajásicos e os tamásicos.  Classifico-o...