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Mostrando postagens com o rótulo sensação

A MEMÓRIA NÃO TEM VIDA PRÓPRIA

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"O que entendemos por pensamento? Quando pensamos? Obviamente, o pensamento é o resultado de uma resposta, neurológica ou psicológica, não é? E a resposta imediata dos sentidos a uma sensação, ou é psicológica, a resposta da memória armazenada. Há a resposta imediata dos nervos a uma sensação, e há a resposta psicológica da memória armazenada, da influência  raça, grupo, guru, família , tradição etc. - tudo ao que chamamos de pensamento. Portanto, o processo do pensamento é a resposta da memória, não é? Não teríamos  pensamentos se tivéssemos  memória, e a resposta da memória a determinada experiência  põe em ação o processo do pensamento. O que, então, é a memória? Se você observar sua própria memória e a maneira como a coleta, vai perceber que ela é factual, relacionada com a informação, a engenharia, a matemática, a física  etc. - ou é o resíduo de uma experiência inacabada, incompleta, não é? Observe a sua memória e verá. Quando você termina uma experiência,...

A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - V

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"Quando parece que o fim foi alcançado, o desígnio logrado e que o homem não tem já nada mais que fazer, então justamente, quando parece que o melhor para ele é comer, beber e viver à larga como as bestas e sumido no mortal ceticismo, então, de fato, se olhar quisesse tão só, as Portas de Ouro que ante ele estão. Com a cultura do século em seu interior e tendo perfeitamente assimilado que ele é uma encarnação da mesma, então está em disposição de intentar o grande passo que, apesar de ser absolutamente possível, é intentado por tão poucos, mesmo entre aqueles que podem fazê-lo. É intentado tão raras vezes, em parte devido às profundas dificuldades que o rodeiam, mas muito mais influi no mesmo, não se convencer o homem de que esta é a direção, na atualidade, na qual a satisfação e o prazer têm que ser obtidos.  Cada indivíduo se sente atraído por certos prazeres; cada um dos homens conhece que numa ou noutra espécie de sensação encontra suas maiores delícias. E, naturalmente, duran...

A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - II

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"É indubitável que muitos mais que aqueles que o fazem, o recorreriam ao suicídio com o fim de se livrar do fardo da vida, se pudessem convencer-se que daquele modo se pode lograr o olvido. Porém, aquele que duvida antes de esgotar o veneno, por ter medo de mudar unicamente de modo de existência e de se encontrar o sujeito a uma forma talvez mais ativa de miséria, é um homem de mais conhecimento que as almas temerárias que, de um modo selvagem, se atiram no seio do desconhecido, esperando seus favores. As águas do esquecimento são um tanto completamente diferentes das águas da morte e a raça humana não pode se extinguir pela morte, enquanto a lei do nascimento acione. O homem volta à vida física, do mesmo modo que o bebedor volta ao frasco de vinho; ele não sabe porque, sabe unicamente que deseja a sensação produzida pela vida, como o bebedor deseja a sensação pelo vinho originada. As verdadeiras águas do esquecimento existem longe, atrás da nossa consciência, e podem unicamente s...

A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - I

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"Todos conhecemos aquele algo misterioso e severo, ao qual chamamos miséria, que ao homem persegue e de um modo bastante estranho, como a primeira vista parece; não o persegue vaga e incertamente, mas com pertinácia positiva e inquebrantável. Sua presença não é absolutamente contínua, pois de outro modo deixaria o homem de viver; porém sua pertinácia não cessa de modo algum. O sombrio fantasma da desesperação permanece por trás do homem, pronto para tocá-lo com seu dedo terrível, tão depressa como se tivesse sido demasiado tempo feliz. Quem deu a este horrível espectro o direito de vagar ao nosso redor desde que nascemos até que morremos? Quem lhe deu o direito de permanecer sempre à nossa porta, conservando-a entreaberta com sua mão invisível, mas não obstante horrível, pronta a entrar no momento oportuno? O maior filósofo de todos os que viveram sucumbe, afinal ante o mesmo; e unicamente é filósofo, no verdadeiro sentido da palavra, aquele que reconhece o fato de que é irresistí...

CORPOS INFANTIS

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"Os corpos infantis são muito sensíveis às influências suprafísicas, e durante os primeiros anos de sua vida nos mundos inferiores o homem pode modificá-los notavelmente, sobretudo o astral e físico na primeira infância. Na generalidade das crianças não está o homem verdadeiro ou ego em íntimo contato com seus corpos até os sete anos de idade, e a frequente observação de que raras vezes se manifesta o raciocínio mental antes da referida idade conduziu à crença de que a educação das crianças não deve começar antes dos sete anos.  De fato, durante a primeira infância está o ego revestindo-se de seus corpos inferiores e sua consciência não toma plena posse deles antes do sétimo ano de vida terrena. Notáveis alterações vão se efetuando no cérebro físico. As células ou neuromas que têm de servir de órgãos à faculdade raciocinal, lançam umas raízes chamadas 'dentritas', as quais formam uma rede, e se atraem por seus extremos sem se tocarem, porém constituindo condutos de f...

DEVEMOS MORRER PARA TODAS AS NOSSAS EMOÇÕES

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"O que entendemos por emoção? É uma sensação, uma reação, uma resposta dos sentidos? O ódio, a devoção, o sentimento de amor ou a solidariedade por outra pessoa - todos são emoções. Alguns, como o amor e a solidariedade, chamamos de positivos; já outros, como o ódio, chamamos de negativos e queremos nos livrar deles. O amor é o oposto do ódio? É uma emoção, uma sensação, um feeling que é prolongado através da memória? ...Então, o que entendemos por amor? Certamente, o amor não é memória. É muito difícil entender isso, porque para a maioria de nós o amor é, sim, memória. Quando você diz que ama o seu cônjuge, o que quer dizer com isso? Você ama aquilo que lhe dá prazer? Você ama aquilo com que se identificou e que reconhece como pertencente a você? Por favor, isso são fatos. Não estou inventando nada, por isso não fique horrorizado. ...É a imagem, o símbolo do cônjuge que amamos (ou achamos que amamos), não o próprio indivíduo. Eu absolutamente não conheço o meu cônjuge...

ENQUANTO POSSUIRMOS, JAMAIS AMAREMOS

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"Conhecemos o amor como sensação, não é? Quando dizemos que amamos, conhecemos o ciúme, o medo, a ansiedade. Quando você diz que ama alguém, tudo isso está implícito: a inveja, o desejo de possuir, de ser dono, de dominar, o medo da perda e assim por diante. Tudo isso, nós chamamos de amor. E não conhecemos o amor sem medo, inveja, possessão; simplesmente verbalizamos esse estado de amor que existe sem medo, o chamamos de impessoal, puro, divino ou sabe lá Deus o que mais. O fato, no entanto, é que somos ciumentos, dominadores, possessivos. Só conheceremos esse estado de amor quando o ciúme, a inveja, a possessividade, a dominação tiverem um fim, e enquanto possuirmos, jamais amaremos... Em que momento você pensa na pessoa amada? Você pensa nela quando ela parte, quando está distante, quando deixou você... Então, você sente falta da pessoa a quem diz amar só quando está perturbado, sofrendo. Ou seja, enquanto você possui essa pessoa, não tem de pensar nela, porque na posse...

AS MANIFESTAÇÕES DA PRESENÇA DE DEUS

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"'Ao sair de casa, tente sentir que todas as coisas ao seu redor fazem parte da sua própria percepção desenvolvida. 'Observe as folhas balançando nas árvores e tente captar-lhes o movimento. Imagine nesse movimento que Deus está expressando Seus pensamentos e inspirações. 'Observe a grama dos prados à medida que ondula ao vento. Imagine a brisa como o hálito de Deus soprando sobre o mundo, inspirando todos os seres e dando-lhes a vida. 'Ouça os pássaros cantando. Imagine que Deus, mediante o canto dos pássaros, está tentando chegar até você por meio dessa sensação de satisfação divina. 'Esteja consciente dos raios do sol na sua pele. Penso no calor que você sente como se ele fosse a energia de Deus. Permita que ele encha o seu corpo com vitalidade e força. Imagine a energia divina dando força às criaturas em todos os cantos da terra por meio da luz solar.'" ( Paramhansa Yogananda - A Sabedoria de Yogananda, A Essência da Autorre...

NÃO UMA VONTADE FRACA, MAS UMA IMAGINAÇÃO INDISCIPLINADA

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"Compreenderemos isso melhor se analisarmos alguns exemplos em que, segundo dizemos em linguagem corrente, não é suficientemente forte a nossa vontade. Imaginemos que decidimos nos levantar às seis horas da manhã. Quando chega a hora e despertamos, nos sentimos naturalmente sonolentos e preguiçosos. Se então empregássemos corretamente a vontade, não haveria dificuldade em nos levantar, porque manteríamos esse pensamento único, excluindo qualquer outra coisa, e não haveria conflito. Mas o que realmente fazemos é consentir que nossa imaginação criativa se entretenha com o problema de levantar-nos. Começamos a considerar, por um lado, a incômoda sensação de frio ao sairmos de nossa cama aquecida e o quanto será desconfortável nos vestirmos sem a luz do dia; e, por outro lado, imaginamos quão agradável seria permanecermos um pouco mais na cama e voltarmos a dormir. Assim, criamos imagens que tendem naturalmente a se concretizarem em ato, fazendo-nos permanecer na cama. Quando ...

DEVEMOS IR FUNDO PARA CONHECER O PRAZER

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"São poucos os que desfrutam de alguma coisa. Sentimos pouquíssima alegria ao ver um pôr do sol, uma lua cheia, uma pessoa bonita, uma árvore encantadora, um pássaro voando ou uma dança. Na verdade, não desfrutamos de nada. Olhamos para uma coisa, ficamos superficialmente entretidos por ela e temos a sensação do que chamamos de alegria. Mas o prazer é algo muito mais profundo, que deve ser entendido e profundamente desfrutado. Quando ficamos mais velhos, embora queiramos sentir prazer nas coisas, as melhores já estão fora do nosso alcance. Queremos desfrutar de outros tipos de sensações - paixões, desejo sexual, poder, status . Todas essas são coisas normais da vida. Embora superficiais, não devem ser condenadas, justificadas, mas entendidas e colocadas em seu devido lugar. Se as condenarmos como sem importancia, sensacionalistas, tolas ou não espirituais, destruiremos todo o processo da vida.  Para conhecer a alegria devemos ir muito mais fundo: a alegria não é a mera...

ILUSÃO (PARTE FINAL)

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"(...) Como se pode saber que uma experiência, num dado momento, é verdadeira? Isso é uma parte da questão. Por que desejais saber se é verdadeira? Um fato é um fato, nem verdadeiro, nem falso. E só quando quero traduzir um fato de acordo com minha sensação, com minha 'ideação', é só então que entro na ilusão. Quando estou encolerizado, isso é um fato, não há ilusão alguma. Quando sou lascivo, quando sou ávido, quando estou irritado, cada uma dessas coisas é um fato; é só depois que começo a justificá-lo, a procurar explicações para ele, a traduzi-lo de acordo com meus preconceitos, isto é, a meu favor, ou quando o evito só então é que pergunto: 'Que é a verdade?'. Isto é, no momento em que examinamos um fato emocionalmente, sentimentalmente, elaborando ideias a respeito do mesmo, nesse momento penetramos no mundo da ilusão e da autodecepção. Para se encarar um fato, livre de tudo isso, requer-se uma extraordinária vigilância. Por essa razão, é de suma impor tâ...

ILUSÃO (1ª PARTE)

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"PERGUNTA: Como se pode conhecer e sentir  de maneira inequívoca a realidade, a significação exata e imutável de uma experiência que é a verdade? Toda vez que tenho o percebimento de uma realidade e sinto ser Verdadeira essa experiência, diz-me alguém, se lha comunica, que estou iludindo a mim mesmo. Sempre que penso haver compreendido, vem alguém dizer-me que estou na ilusão. Haverá uma maneira de saber o que é verdadeiro, em mim, sem ilusão nem engano? KRISHNAMURTI: Toda forma de identificação  conduz necessariamente à ilusão. Existem a ilusão psiquiátrica e a ilusão psicológica. Quanto à ilusão psiquiátrica, sabemos as providências que se devem tomar. Quando um indivíduo se julga Napoleão ou um grande santo, sabeis a maneira de se atender ao caso. Mas a identificação e ilusão de natureza psicológica é coisa de todo diferente. O indivíduo político ou religioso identifica-se com a nação ou com Deus. Ele é a nação, e, se tem talento, torna-se um pesadelo para o resto d...

IMAGEM DA ETERNIDADE

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"A Teoria da Relatividade surgiu depois da época de Helena Blavatsky. Mas ela já considerava o tempo multidimensional, com muitos aspectos que dependem da nossa observação. Nossas ideias sobre o tempo, originadas das nossas sensações, estão 'inelutavelmente vinculadas à relatividade do conhecimento humano.' e vão se desvanecer quando evoluirmos ao ponto de ver além da existência fenomênica. Segundo Blavatsky, a duração ilimitada, ou atemporalidade, além da relatividade, é o 'tempo incondicionalmente eterno e universal', o númeno do tempo, não condicionado pelos fenômenos que surgem e desaparecem periodicamente. A duração é 'eterna e, portanto, imóvel, sem começo, sem fim, além do tempo dividido e além do espaço'. É esse aspecto da realidade que produz o tempo como 'a imagem móvel da eternidade', nas palavras de Platão. Os ciclos de manifestação ocorrem dentro da duração infinita, à medida que o atemporal dá origem ao tempo. Assim como ocor...

UMA PROPRIEDADE DA MENTE (PARTE FINAL)

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"(...) As crianças ficam à vontade com o tempo não linear; ao brincar, parecem abolir o relógio. Nós também podemos modificar nossas sensações sobre  o tempo e torná-lo mais lento. Com isso, os processos biológicos também ficam mais lentos e saudáveis. A 'doença da pressa' pode ser revertida através das chamadas 'terapias do tempo', de acordo com Dossey. Isso pode ser feito por meio de técnicas como biofeedback , meditação, hipnose, jogos criativos e visualização de fantasias. Nessas experiências, passado, presente e futuro se fundem, o que libera as pressões do tempo e quebra momentaneamente o seu domínio sobre nossa vida. Essas práticas também tendem a modificar nosso conceito linear do tempo como algo que avança inexoravelmente para a frente. Podemos aprender a sair dessa prisão e viver um 'presente em fluxo eterno', sentindo a atemporalidade da duração. Quando não estamos mais dominados pelo tempo linear, vivemos em harmonia os aspectos cícl...

QUEM SOU EU?

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" (4:27) Alguns, guiados pelo discernimento, oferecem as atividades de seus sentidos e a energia nelas contida ao fogo do autocontrole. (Perguntam a si mesmos: 'Quem está vendo? Quem está ouvindo? Que força me motiva a experimentar essas sensações?') O método de oferecer a consciência egóica à expansão cósmica acaba por suscitar a pergunta: 'Quem sou eu?' Primeiro, a pessoa quer saber: 'Quem está comendo?', 'Quem anda quando meu corpo se desloca?', 'Quem, de fato, respira?', 'Quem pensa?', 'Quem reage com pensamentos positivos ou negativos?', Quem está fazendo estas perguntas?' E, rematando tantas indagações, de novo: 'Quem sou eu?' Essa é a abordagem do Gyana Yoga (o caminho do discernimento), que todos deveriam adotar em sua sadhana (prática espiritual). Examine-se enquanto come, anda, respira, conversa, pensa. Faça um esforço mental para distanciar-se de seu corpo e mente. Torne-se o observador ...

POSSO CONFIAR NA MINHA EXPERIÊNCIA?

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"A maioria de nós está satisfeita com a autoridade porque ela nos proporciona uma continuidade, uma certeza, uma sensação de proteção. Mas aquele que entendesse as implicações dessa profunda revolução psicológica deveria estar livre da autoridade, não é? Não se pode buscar nenhuma autoridade, seja de criação própria ou imposta por outra pessoa. Isso é possível? É possível para não confiar na autoridade da própria experiência? Mesmo tendo rejeitado todas as expressões externas da autoridade - livros, professores, sacerdotes, igrejas, crenças -, ainda tenho a sensação de que pelo menos posso confiar no meu próprio julgamento, em minhas próprias experiências, minha própria análise. Mas será que eu posso confiar na minha experiência, no meu julgamento, na minha análise? Minha experiência é o resultado do meu condicionamento, assim como o de qualquer pessoa, não é? Posso ter sido criado como muçulmano, budista ou hindu, e minha experiência vai depender dos meus antecedentes cul...

NÓS TORNAMOS O SEXO UM PROBLEMA

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"Por que qualquer coisa que tocamos se transforma em um problema?... Por que o sexo se torna um problema? Por que nos submetemos a viver com problemas, por que não pomos um fim neles? Por que não morremos para os nossos problemas, em vez de carregá-los dia após dia, ano após ano? Certamente, o sexo é uma questão relevante, que eu devo responder presentemente, mas resta a questão primária: por que transformamos a vida em um problema? O trabalho, o sexo, ganhar dinheiro, pensar, sentir, experienciar, todas as atividades da vida - por que são um problema? Será, essencialmente, porque sempre pensamos de um ponto de vista particular, determinado? Estamos pensando sempre do centro para fora, mas a parte periférica é o centro da maioria de nós, e por isso qualquer coisa que tocamos é superficial. Mas a vida não é superficial, ela demanda viver completamente, e como só estamos vivendo superficialmente, só conhecemos a reação superficial. Qualquer coisa que façamos na parte perifér...

SEXO E AMOR (2ª PARTE)

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"(...) Um dos empecilhos ao viver criativo é o medo e a responsabilidade, que é uma manifestação desse medo. Os indivíduos 'respeitáveis', moralmente agrilhoados, não conhecem o integral e verdadeiro significado da vida. Estão presos entre os muros de sua virtude, nada podendo exergar além deles. Sua 'moralidade de vidraças coloridas', com base em ideias e crenças religiosas, nada tem em comum com a realidade; quando se abrigam por trás dela, estão vivendo no mundo de suas próprias ilusões. O medo resultante do desejo de estar em segurança nos leva a um ajuste ao domínio externo, impedindo o viver criativo. Viver de forma criativa é viver em liberdade e sem medo. Só pode haver estado de criação se a mente não se achar presa às redes do desejo e da satisfação do desejo. Só ao observarmos o coração e a mente com atenção poderemos descobrir os movimentos ocultos do desejo. Quanto mais atenciosos e afetuosos somos, menos o desejo domina a mente. Só quando n...

EVOLUÇÃO A PARTIR DE CIMA (2ª PARTE)

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"(...) O verdadeiro, o bom e o belo são sempre um estudo apropriado para nós. O problema do mal e do sofrimento é muito mais difícil de solucionar. Vejamos primeiramente aquelas sendas simples e diretas para o céu das ideias divinas que são os reflexos aqui embaixo daquelas ideias que percebemos ser totalmente belas e sagradas em sua natureza. Comecemos, por exemplo, a partir de fragrâncias puras como a rosa, o jasmim, o sândalo. Elas têm suas correspondências celestes. Conseguiremos reproduzir a irradiação espiritual, da qual uma bela fragrância física seja a correspondência ou contraparte? Por meio da imaginação poderíamos tentar pelo menos sentir sua natureza a partir do estímulo ou influência que a fragrância particular produz em nós. Cada Adepto, que por sua própria definição vivificou sua natureza material com a espiritual, tem sua própria fragrância particular, não porque ele a seleciona como uma mulher elegante poderia selecionar uma para seus propósitos, mas p...

SÍNTESE DA EVOLUÇÃO HUMANA (2ª PARTE)

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"(...) O homem repete as experiências como o escolar repete o ano quando não estuda convenientemente, ou como o escultor que faz e desfaz sua obra, até consegui-la perfeita. O corpo causal transmite à alma todas as vibrações que recebe, mas ele só se desenvolve à custa das vibrações delicadas, proporcionadas pelo Bem, pelo Belo e pelo Verdadeiro. As vibrações grosseiras só contribuem para o desenvolvimento dos corpos inferiores. O mal, ou antes, o que é contrário à evolução, provoca o desenvolvimento dos mais materializados, porém esse mal é transitório, porque só atinge o que é inferior e perecível. O Bem é permanente, porque afeta o corpo causal, imperecível. Examinando-se melhor os fatos, verifica-se que o Mal e o Bem são relativos. Assim, as sensações grosseiras, que desenvolvem o corpo astral do homem primitivo, contribuem para a evolução, nesta fase. Aí elas são um bem. Posteriormente, esse corpo tende a ser afinado, isto é, tende a se tornar delicado, para o que s...